Em comunicado, Bahia atribui postagem pró-Lula a erro de funcionário e reafirma caráter apartidário; confira
O Bahia se pronunciou oficialmente sobre a mensagem de apoio a Lula e contra Alfredo Gaspar (PL-AL), vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), publicada no status de seu canal no WhatsApp na última segunda-feira (12). Em nota encaminhada exclusivamente ao Bahia Notícias, o clube atribuiu o episódio a um “equívoco operacional” e reafirmou seu caráter apartidário.
Segundo o comunicado, o funcionário responsável pelas redes sociais administrava as contas institucionais e sua conta pessoal no mesmo aparelho. Ao compartilhar o conteúdo, selecionou o perfil oficial do Bahia por engano.
A explicação confirma a informação apurada anteriormente pelo Bahia Notícias sobre a origem da postagem. O clube ressaltou que a mensagem não representa seu posicionamento institucional e afirmou manter uma comunicação independente de manifestações político-partidárias.
Na publicação, uma imagem fazia referência à acusação contra Gaspar e questionava sua escolha para a chapa de Flávio Bolsonaro. A peça terminava com a frase: “Em defesa das crianças, Lula 13.”
O Bahia afirmou que o conteúdo ficou disponível por “poucos minutos” e foi removido assim que o erro foi identificado.
VEJA O POSICIONAMENTO DO CLUBE NA ÍNTEGRA:
“A publicação de conteúdo político-partidário veiculada no perfil oficial do Clube em 12/10/2026 decorreu de um equívoco operacional. O funcionário responsável pela gestão das redes sociais administrava, no mesmo aparelho, as contas oficiais do clube e sua conta pessoal, e, ao publicar o conteúdo, selecionou indevidamente o perfil oficial do Bahia.
A publicação permaneceu disponível por poucos minutos e foi removida assim que o equívoco foi identificado. O Clube esclarece que o conteúdo não representa seu posicionamento institucional, reafirma seu caráter apartidário e reforça seu compromisso com uma comunicação independente de manifestações político-partidárias.”
ENTENDA A ACUSAÇÃO CITADA NA PUBLICAÇÃO
Alfredo Gaspar foi acusado de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 13 anos. A acusação foi apresentada pelo deputado Lindbergh Farias e pela senadora Soraya Thronicke, que afirmaram ter recebido relatos sobre o suposto crime e uma possível gravidez decorrente dele. Gaspar nega a acusação.
Em 6 de outubro, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou o pedido de investigação a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou falta de provas e contradições nos depoimentos.
