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Bahia já observou mais de 22 mil jovens do Nordeste desde 2023; 152 viraram Pivetes de Aço

Por Bia Jesus

Bahia já observou mais de 22 mil jovens do Nordeste desde 2023; 152 viraram Pivetes de Aço
Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia

Mais de 22 mil jovens do Nordeste passaram pelo radar da equipe de captação das categorias de base do Bahia desde 2023. O trabalho envolve peneiras, jogos avaliativos, projetos sociais, competições oficiais e campeonatos disputados em bairros, comunidades e cidades de diferentes estados da região.

 

Do total de atletas observados neste período, 152 foram chamados, aprovados e atualmente integram as categorias de base do Tricolor.

 

A estratégia faz parte do processo de ampliação da presença do Bahia no Nordeste e busca reduzir um movimento historicamente comum no futebol de formação: a saída precoce de jogadores da região para centros do Sul e Sudeste antes mesmo de serem avaliados pelos principais clubes nordestinos.

 

Diretor das categorias de base do Bahia, Marcelo Teixeira explicou que, apesar de o clube atualmente trabalhar com atletas de todas as regiões do país, Bahia e Nordeste ocupam papel prioritário no planejamento de captação.

 

“O Bahia hoje tem uma base nacional, com jogadores vindos de todas as regiões do Brasil, mas é claro que a Bahia e o Nordeste são o nosso quintal. Não queremos descobrir um talento da nossa região somente depois que ele já estiver no Sul ou no Sudeste. Queremos conhecê-lo aqui, entender sua história, acompanhar seu desenvolvimento e oferecer uma oportunidade dentro do Bahia. Queremos que nenhum grande talento do Nordeste deixe a região sem antes ter sido observado pelo clube. Essa é uma ambição que exige presença, investimento e muito trabalho. Mesmo assim, é claro que pode acontecer de aparecerem jogadores daqui no Sul ou Sudeste, pois a maioria dos clubes de lá também possui observadores na região”, afirmou.

 


Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia.

 

CAPTAÇÃO PARA ALÉM DO CT

A busca por novos jogadores não fica restrita a avaliações realizadas diretamente pelo clube. O Bahia ampliou sua rede de observadores e acompanha atletas em competições oficiais, projetos sociais, torneios de bairro e eventos realizados em cidades do interior.

 

Gerente de captação da base tricolor, Pedro Andrade ressaltou que a presença em diferentes ambientes é considerada fundamental para encontrar jogadores que, muitas vezes, não teriam acesso imediato às estruturas tradicionais de avaliação.

 

“Não adianta esperar que todos esses meninos cheguem ao nosso CT. A captação precisa estar presente nos campeonatos oficiais, nas competições de bairro, nos projetos, nas comunidades e nas cidades do interior. Existem muitos talentos espalhados pelo Nordeste. O nosso trabalho é chegar até eles, observar com atenção e mostrar que hoje o Bahia oferece uma possibilidade real para esses atletas e suas famílias. Um menino não precisa mais, obrigatoriamente, deixar a região para se desenvolver, e pouco a pouco o mercado vem entendendo isso”, explicou.

 


Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia.

 

REDE NACIONAL, FOCO REGIONAL
Apesar da atenção especial ao Nordeste, o Bahia também expandiu sua estrutura de observação para todas as regiões do Brasil. A estratégia permite ao clube captar atletas de diferentes estados e aumentar o nível de competitividade das equipes de formação, sem abrir mão da prioridade dada aos jogadores baianos e nordestinos.

 

Depois de aprovados, os atletas passam a integrar a metodologia de desenvolvimento dos Pivetes de Aço, que trabalha com acompanhamento individualizado e tem como um dos pilares a promoção de jogadores para categorias superiores. Com a expansão da rede de observação, o objetivo do Bahia é ampliar a identificação de talentos ainda em seus locais de origem e oferecer um caminho de formação dentro da própria região.