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“Precisamos continuar crescendo o clube”: Cadu Santoro detalha receita e condiciona crescimento do Bahia ao aumento de receitas

Por Bia Jesus

“Precisamos continuar crescendo o clube”: Cadu Santoro detalha receita e condiciona crescimento do Bahia ao aumento de receitas
Foto: Letícia Martins / EC Bahia

O crescimento esportivo do Bahia nos últimos anos ainda precisa ser acompanhado por um avanço estrutural nas receitas para que o clube consiga dar um novo salto no Campeonato Brasileiro. A avaliação foi feita pelo diretor de futebol, Cadu Santoro, durante entrevista coletiva realizada na manhã deste sábado (12).

 

Ao falar sobre o processo iniciado com a chegada do Grupo City, em 2023, o dirigente relembrou que o primeiro objetivo do projeto era garantir a permanência do Bahia na Série A.

 

“Quando chegamos aqui, em 2023, que chamávamos de ano zero do projeto, era um ano de manutenção de Série A. Depois, fizemos, não como o esperado, mas alcançamos o objetivo [a permanência].”

 

Cadu também rebateu a ideia de que o Bahia passou a trabalhar com recursos ilimitados desde a transformação em SAF e a entrada do Grupo City.

 

“Infelizmente, se comunica muitas vezes de que o dinheiro é infinito; de que a gente vai chegar aqui e sair contratando, independentemente do custo, para poder atingir o objetivo num curtíssimo prazo. Então, assim, algumas coisas são importantes de serem faladas”, afirmou.

 

Segundo o diretor, utilizando como base os números de 2025, o Bahia possui apenas a 14ª maior receita da Série A e a 12ª folha salarial da competição.

 

“Hoje, o Bahia possui a 14ª receita da Série A. Hoje, o Bahia possui a 12ª folha da Série A. Isso, eu tô usando base dos números de 2025. Então, temos a 14ª receita, temos a 12ª folha e estamos a 59 rodadas no G8. Isso, eu acho que mostra que estamos performando acima da receita e da folha do clube. Existe um salto grande para que a gente possa estar em outra fase do campeonato, digamos assim. Que é hoje quem briga pelo primeiro e segundo lugar regular. Para chegarmos ali, precisamos continuar crescendo o clube em relação à receita”, afirmou.

 

INVESTIMENTO, CONTRATAÇÕES E COMISSÃO TÉCNICA
Cadu Santoro também associou a regularidade do Bahia entre os primeiros colocados ao investimento realizado pelo Grupo City, ao trabalho da comissão técnica e às contratações feitas pelo clube.

 

“Se a gente está nessa situação, isso também acontece porque o grupo vem investindo bastante. Apesar de algumas críticas, isso mostra que há acertos nas contratações dos atletas e muito trabalho de uma comissão técnica muito competente, que também foi muito questionada em momentos de oscilação. Hoje estamos, de forma regular, há praticamente três temporadas num G8 de Campeonato Brasileiro.”

 

Para o dirigente, porém, a manutenção desse crescimento passa também pela capacidade do próprio Bahia de aumentar receitas e gerar recursos através da venda de jogadores.

 

“Para que a gente possa agora dar um novo salto, a gente precisa continuar crescendo o clube, aumentando receita, gerando venda de atletas... Se você puxar os três anos e meio, até hoje nós investimos muito mais do que colocamos de receita em vendas de atletas...”

 

“O GRUPO CITY VEIO PARA CÁ PARA GANHAR DINHEIRO”
Cadu ainda comentou uma crítica recorrente sobre o modelo de gestão e afirmou que, atualmente, existe uma diferença significativa entre o que foi investido e o que o Bahia conseguiu gerar em negociações de atletas.

 

“Muitas vezes se fala: ‘O Grupo City veio para cá para ganhar dinheiro’. A diferença ainda é muito grande e vai ser grande... Só que, naturalmente, esse número, com o passar dos anos, vai se equilibrar. Para que você possa continuar investindo muito, você precisa também gerar receitas de vendas. Então, tudo isso é importante para estabelecer onde estamos hoje, onde competimos, de forma regular há três anos, e, para que a gente possa dar um salto, o clube precisa crescer de uma maneira geral em receitas.”