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Ceni aponta falhas defensivas e falta de concentração em empate contra Chapecoense: “Tínhamos a obrigação de vencer”

Por Carlos Matos

Ceni aponta falhas defensivas e falta de concentração em empate contra Chapecoense: “Tínhamos a obrigação de vencer”
Foto: Letícia Martins/EC Bahia

O Bahia deixou escapar o triunfo diante da Chapecoense neste domingo (16), pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na Arena Condá, o Tricolor chegou a abrir vantagem três vezes, mas sofreu o empate por 3 a 3. Após a partida, o técnico Rogério Ceni destacou a evolução da equipe com a bola, mas criticou os erros defensivos e a falta de concentração.

 

Segundo o treinador, o Bahia teve dificuldades principalmente nas bolas aéreas e concedeu oportunidades em lances que poderiam ter sido evitados.

 

“Eu acho que nós tivemos um bom jogo com a bola e realmente falhamos muito. As bolas alçadas na área hoje foram um pesadelo pra gente. Eu acho que faltou um pouco de concentração, cometemos muitos erros defensivos. Crescemos como jogo jogado, mas no geral não foi suficiente para vencer, era um jogo que nosso time tinha obrigação”, afirmou.

 

Ceni também avaliou que a Chapecoense encontrou espaços com facilidade para marcar. O segundo gol saiu após uma disputa dentro da área, enquanto o terceiro começou em uma cobrança de lateral.

 

“Não podemos ceder tantas oportunidades a um adversário que praticamente, dentro desse momento da competição, parece ter um caminho definido para o final. É difícil, a gente tem que criar o dobro que o adversário para fazer três gols. E a gente cede com facilidade”, resumiu.

 

Com o resultado, o Bahia desperdiçou a oportunidade de somar três pontos contra o lanterna do campeonato e voltou para casa com apenas um ponto na tabela. Mesmo ocupando a quinta colocação, a pressão sobre o Tricolor aumenta visto que foram apenas dois triunfos nos últimos quinze jogos disputados, considerando que venceu fora de casa pela última vez há quatro meses.

 

Questionado sobre a relação entre o time e a torcida, Ceni comentou sobre a presença de torcedores do Bahia no estádio e afirmou que os protestos estão relacionados à sequência de resultados. Para o treinador, a conexão entre equipe e arquibancada é diretamente influenciada pelas vitórias.

 

“Tinha bastante gente, 200, 300 torcedores. Não prestei atenção. Sei que os jogadores vão até a torcida e agradecem. Sempre é uma pressão muito grande entregar resultado na Fonte Nova, quando vem as vaias acontecem. E a gente entende o protesto do torcedor. Não acho que a falta de conexão está aí, a falta de conexão vem pela falta de resultado, isso causa, é natural. O resultado é a melhor coisa que existe para conectar torcedores com jogadores. O cara está exausto, cansado no campo. Não há desconexão, o cara também sente. Estar à frente do placar três vezes. A gente tenta se apegar a detalhes pequenos. Só é preciso vencer jogos. Não existe time com conexão sem não existir triunfos”, explicou.

 

Agora o Esquadrão de Aço volta suas atenções para o clássico Ba-Vi. No próximo domingo (23), o Bahia visita o Vitória, no Barradão, às 16h, em um duelo da 24ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.