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Ceni diz que jogada do gol do Bahia é treinada, mas execução partiu dos jogadores: "Memória de treinamento"

Por Bia Jesus

Ceni diz que jogada do gol do Bahia é treinada, mas execução partiu dos jogadores: "Memória de treinamento"
Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia

O Bahia venceu o Vasco por 1 a 0 na noite desta quarta-feira (11) e assumiu a segunda colocação do Campeonato Brasileiro. O triunfo em São Januário foi construído com um gol de Luciano Juba, em cobrança ensaiada de escanteio, e ampliou para dez jogos a sequência invicta do Tricolor na temporada 2026.

 

Após a partida, o técnico Rogério Ceni valorizou o resultado fora de casa e destacou o espírito competitivo da equipe.

 

“Espírito competitivo. Kike e Roman são exemplos disso. Tivemos o controle nos primeiros 20, 25 minutos. Uma pena que não estamos maduros o suficiente para manter o nível de jogo pós-gol. Isso acontece com a maioria das equipes brasileiras. Temos que entender que são times que jogam na mesma tabela que a gente, vencemos Corinthians e Vasco fora. A ausência de Vegetti ajudou, porque cruzaram muita bola na área, e hoje não tinha um jogador como ele. Destacar a luta. Um sistema que tem linha baixa muitas vezes, mas defende bem. O campo pesado atrapalhou um pouco a construção, tanto a nossa quanto a deles”, declarou.

 

Sobre a jogada que originou o gol, Ceni revelou que a cobrança não estava prevista para o confronto, apesar de ser trabalhada nos treinamentos.

 

“Gosto muito dessa jogada. Charles [Hembert, auxiliar técnico] trabalha muito essa jogada com eles. Para o jogo de hoje, não estava programada, para ser honesto. Foi uma iniciativa deles. Nem bateu da forma que treinamos, que é deitando o corpo, mas entrou chapando e fez o gol. Já tinham feito duas cobranças no primeiro pau, e o Vasco tinha tirado. Memória de treinamento. Poderia ganhar o mérito, mas é mérito deles”, destacou.

 

O treinador também elogiou a versatilidade e a entrega de Kike Oliveira. O camisa 99 iniciou a partida pela ponta esquerda e terminou o jogo na direita, após a saída de Ademir e a entrada de Pulga.

 

“Ele entrega muito, um cara que tem o coração e a alma dele sempre vai ter espaço. Se não entre os 11, saindo do banco. Esses são os caras que eu gosto. Esses caras de lado que se dedicam da maneira que ele se dedica. Louvável a entrega defensiva dele. Para um treinador, isso não tem preço, não se compra”, finalizou.