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Candidato, Emerson Ferretti apresenta credencial à presidência do Bahia: "Tenho 44 anos no futebol"

Por Ulisses Gama / Leandro Aragão

Candidato, Emerson Ferretti apresenta credencial à presidência do Bahia: "Tenho 44 anos no futebol"
Foto: Ulisses Gama / Bahia Notícias

Ídolo do Bahia, Emerson Ferretti lançou nesta sexta-feira (17) sua candidatura à presidência do clube. Encabeçando a chapa União Tricolor e tendo como vice, Paulo Tavares, o ex-goleiro aposta na sua vivência no futebol como atleta, dirigente e comentarista esportivo para vencer o pleito.

 

"Eu tenho 52 anos e 44 deles dentro do futebol, sendo quase 30 como atleta. Sou de dentro do campo, vivi o campo durante quase 30 anos da minha vida. Então, isso faz com que eu conheça muito bem o dia a dia do futebol, faz com que eu conheça muito bem o futebol brasileiro. Fora de campo, após minha carreira de atleta, tive atuações e trabalhos em outras frentes e áreas, todas relacionadas ao futebol que também me dão conhecimento mais amplo de gestão. Não é só na prática, o conhecimento teórico, a busca por qualificação sempre foram tônicas, mesmo quando era atleta. Sempre gostei de estudar, sempre gostei de estar atualizado e isso me credencia. São 44 anos atuando dentro do futebol. E com o diferencial de ter sido atleta que nenhum outro candidato foi, e também de entender o futebol como atleta, como gestor e como imprensa, que também nenhum outro candidato foi. Aliás, poucas pessoas no futebol brasileiro tem essa possibilidade de falar isso, que conhece o futebol atuando nessas três vertentes", disse em entrevista ao Bahia Notícias.

 

Emerson defendeu a meta do Esquadrão de Aço entre 2000 e 2005. Já como gestor, presidiu o Ypiranga nos anos de 2010 e 2017. No momento, ele também atua como comentarista esportivo das transmissões de jogos do programa BN na Bola, da Rádio Salvador FM. Ele falou da boa relação com o torcedor tricolor.

 

"A relação com a torcida do Bahia sempre foi muito boa desde o início. Me sinto muito orgulhoso, porque é uma conquista. Já passaram milhares de jogadores pelo Bahia e poucos entraram nesse rol de ídolo do clube em mais de 90 anos e isso é uma conquista que valorizo demais. Ter o respeito e carinho do torcedor tricolor, fazer parte do museu do clube que retrata os grandes da sua história. Essa relação com o Bahia e a torcida só se intensificou ao longo dos anos porque eu me tornei um tricolor. Sou mais um apaixonado pelo clube que me encantou e que eu pude fazer história. Procurei muito me qualificar para hoje pleitear algo dentro do Bahia, atuar de uma forma diferente e não mais como goleiro, mas sim como alguém que possa tomar decisões pensando no futuro, num Bahia campeão e forte, como era antigamente dentro de campo, mas agora fora de campo. A aceitação foi muito boa, porque a torcida quando pensa em Emerson, vê uma identificação com o clube", comentou.

 

As eleições presidenciais do Bahia estão marcadas para o dia 2 de dezembro, um sábado. O mandato será para o próximo triênio 2024-2026. Com a venda de 90% das ações da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Esquadrão para o City Football Group por R$ 1 bilhão, o novo dirigente terá como missão fiscalizar e garantir o cumprimento do contrato firmado com os investidores estrangeiros, além de desenvolver projetos e investimentos em outros esportes.