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"O Bahia nasceu para ser protagonista", diz Jailson Baraúna, candidato à presidência do Esquadrão

Por Hugo Araújo

"O Bahia nasceu para ser protagonista", diz Jailson Baraúna, candidato à presidência do Esquadrão
Foto: Bia Jesus / Bahia Notícias

 

Conselheiro do Bahia há seis anos e com longa experiência no rádio baiano, Jailson Baraúna é um dos cinco candidatos à presidência do Esquadrão para o triênio 2024-2026 em eleição marcada para o próximo dia 2 de dezembro.

 

Nesta terça-feira (7), Baraúna foi o convidado do programa BN na Bola da Salvador FM, que nesta semana está entrevistando os presidenciáveis ao pleito tricolor. Além de Baraúna, que concorre pelo grupo Mais um Bahea (número 79) e tem Raimundo Nonato dos Santos como vice, a eleição também conta Emerson Ferretti, Marcelo Sant'Ana, Marcus Verhine e Leonardo Martinez entre os candidatos.

 

No próximo dia 2, os sócios do Bahia com direito a voto (todos adimplentes com suas obrigações financeiras até o dia 1º de novembro de 2023) irão escolher quem comandará a Associação Esporte Clube Bahia, responsável por fiscalizar e garantir o cumprimento do contrato firmado com o City Football Group, além de desenvolver projetos e investimentos em outros esportes.

 

Jailson Baraúna começou a conversa falando sobre como pretende atuar como presidente do Esquadrão. Segundo o candidato, é preciso ter o hábito de estar nas arquibancadas.

 

"É preciso andar perto do torcedor. Mostrar quem você é. Quando você tem que montar um personagem, é difícil, mas quando você fala do que você realmente é, fica fácil. Então, quando você tem o hábito de estar perto do torcedor, entendê-lo, ouvi-lo e fazer a coisa pensando nele é muito mais fácil. Se você pertence ao Bahia, você vai andar tranquilamente perto do torcedor”.

 

Em seguida, Baraúna continuou comentando sobre a importância de cuidar das pessoas que “dão vida à Associação”.

 

"O grande detalhe é você cuidar das pessoas. Quem faz o clube são as modalidades ou as pessoas? O sócio dá vida a Associação e é ele que a gente tem que cuidar primeiro. Ouvindo, dando voz, aumentando essa rede de relacionamentos. Você tem que estar na arquibancada da Fonte Nova, na rua, entendo o torcedor. Para você ter uma noção, hoje, há uma distância gigantesca: são 50 mil sócios da SAF e a Associação não chega a 6 mil. Isso é fruto da falta de relacionamento da instituição com o seu sócio".

 

Foto: Ulisses Gama/Bahia Notícias

 

Em relação as modalidades esportivas e como trazer recursos para a Associação Esporte Clube Bahia, Jailson Baraúna falou sobre a sua preferência de investir no basquete, como principal modalidade esportiva, depois do futebol.

 

"Primeiro, cuidar do sócio. Segundo, é definir uma modalidade esportiva. Eu tenho preferência pelo basquete por conta de já ter liga organizada, a NBB, com a possibilidade de captação de recurso, exposição de mídia gigantesca, que daria 100% das suas partidas exibidas. O NBB é um parceiro da NBA, do COB e você tem capacidade de transformar isso em uma capilaridade muito maior. A próxima temporada do NBB, que vai começar em outubro do ano que vem, daria tempo suficiente para montar uma equipe”.

 

O candidato à presidência do Esquadrão também explicou sobre a diferença da sua personalidade e da sua atuação administrativa.

 

"Alguns não gostam, mas não tem mentira comigo. Se eu te falo é porque é. Simples assim. Eu não trabalho com duas conversas. Você ganha unidade falando a verdade para as pessoas, que não tem nada por debaixo do pano. Se você vai gostar de ouvir a verdade, aí é outra história. Se eu precisar te convencer enganando, não vou te convencer. Eu vou lhe falar a verdade. É assim que a gente constrói, com conversa em cima da verdade. A conversa vai ser propositiva. Você não é inimigo da SAF, você é sócio. Não é porque você é sócio minoritário que você tem que ser cego, surdo ou mudo. Você tem que propor. Acho que o diálogo é o melhor caminho. ‘Mas Barauna você é o cara que levanta, aponta e tal’. Personalidade é uma coisa, atuação administrativa é outra".

 

Por fim, Jailson Baraúna questionou o poder prático das recentes ações afirmativas propostas pelo Bahia e disse que o Esquadrão precisa ser "o clube da prática”.

 

"Teve algumas ações pontuais interessantes, mas na prática qual a permanência disso? O Bahia tem que fazer isso permanentemente. O núcleo de ações afirmativas precisa ser algo que dê representatividade. Como eu posso falar de pobreza se eu nunca fui lá? Falar do ar condicionado é fácil. Eu quero saber de lá. O que você sabe da necessidade do pobre para acessar a escola? No papel, é lindo, mas na prática, e aí? Como você vai falar de discriminaçao se você nunca foi discriminado? O Bahia precisa ser o clube da prática".

 

Apresentado por Emídio Pinto, Ulisses Gama e Nuno Krause, o BN na Bola vai ao ar de segunda à sexta, às 20h, e traz as principais informações da dupla Ba-Vi, além de notícias do futebol nacional e mundial.

 

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