Ceni aponta falhas do Bahia na bola parada e lamenta derrota: "Voltamos para essa situação complicada"
O técnico Rogério Ceni lamentou a derrota do Bahia para o Santos por 2 a 1, de virada, em plena Arena Fonte Nova, na abertura da 24ª rodada do Brasileirão. O comandante apontou falhas defensivas nos dois gols sofridos de bolas paradas e destacou a situação complicada que o time se encontra na briga contra o rebaixamento.
"Foi um começo muito ruim da nossa parte. Éramos para ter o domínio da partida e foi o Santos quem teve as melhores oportunidades nos primeiros 10 minutos. Acho que o jogo depois se assentou e começou a ficar bem mais parelho, nós também tivemos nossas oportunidades de gol. No segundo tempo, desde o começo o Bahia foi melhor, controlando o jogo, conseguiu fazer seu gol e continuava jogando bem. Aí vieram duas bolas paradas que não se pode... Temos que estar um pouco mais concentrados para não sofrer gols desse tipo. Então assim, foi um jogo regular, não foi um grande jogo que fizemos, apesar do esforço, da dedicação de todos os atletas. Mas nós temos que, principalmente essa bola parada defensiva, treinar mais e mais posicionamento", analisou na entrevista coletiva. "O começo de jogo para mim foi muito abaixo do que a gente esperava. Depois, no meio do jogo, o time conseguiu desenvolver bem o que queria, criar boas oportunidades, controlar bem o jogo. Infelizmente a gente sai daqui derrotados. Era uma grande oportunidade que tínhamos de somar seis pontos e sair de uma situação complicada. A gente retorna para essa situação complicada e vai ter que trabalhar para enfrentar um adversário difícil que é o Flamengo na próxima rodada", completou.
O Tricolor desperdiçou a chance de ampliar a vantagem que havia construído em relação a zona de rebaixamento após o triunfo sobre o Coritiba. Com a derrota no jogo desta segunda diante de um adversário direto, o time baiano estacionou nos 25 pontos em 15º lugar e viu o Santos, que ocupa o 17º abrindo a degola, chegar aos 24.
"Acho que nós erramos muitos passes hoje. Não conseguimos ter uma aproximação como foi no jogo contra o Coritiba, de fazer essa bola rolar com mais qualidade e o gramado daqui estava muito bom. Hoje não podemos nem reclamar, dizer que foi o gramado ou qualquer coisa assim, mas acabamos não tendo aproximação e quando aproxima, os passes ficam muito longos para fazer e a chance de errar um passe e ceder contra-ataque ao adversário passa a ser maior. Então, acho que isso nós podemos tentar melhorar, realmente. Temos pela frente um adversário difícil que é o Flamengo. Independente da situação que esteja, no Rio de Janeiro é um adversário difícil de se enfrentar. Mas ao menos vamos ter tempo de se preparar melhor, evoluir nesse sentido e, principalmente nas bolas paradas. De uma maneira ou outra nós vamos evoluir, porque não podemos ceder dois gols vencendo o jogo. E ceder dois gols ao adversário de forma parecida, uma bola para lá, volta para dentro da área... Ou seja, precisamos trabalhar bastante isso. É minha responsabilidade trabalhar e fazer com que a equipe evolua nesse sentido. São várias coisas que precisamos fazer, mas são oito ou nove treinamentos antes de chegar a esse jogo contra o Flamengo e depois contra o Goiás. É uma pena, repito, conseguir uma vitória tão importante fora de casa e não poder dar essa sequência de vitórias para que o Bahia respire mais aliviado", falou.
O Bahia terá cerca de 12 dias até o seu próximo compromisso, que será em 30 de setembro, no outro sábado, contra o Flamengo, no Maracanã, pela 24ª rodada. Neste momento, Mengo é o quarto colocado com 39 pontos no Brasileirão, mas divide as atenções com o jogo de volta da final da Copa do Brasil diante do São Paulo, que será no próximo domingo (24), no Morumbi. O time carioca perdeu o primeiro encontro por 1 a 0 e precisa vencer por dois gols de diferença para conquistar o título. A vitória da equipe do Rio de Janeiro por um tento a mais leva a disputa para os pênaltis.
