Paiva afirma que escolheu os melhores no treino para bater pênaltis em decisão contra o Grêmio
O técnico Renato Paiva lamentou a eliminação do Bahia ao perder nos pênaltis para o Grêmio por 4 a 3, após empate em 1 a 1 no tempo normal, na noite desta quarta-feira (12), pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. O treinador explicou que escolheu os melhores batedores dos treinos.
"Sobre o Mugni, porque nós treinamos os pênaltis, e priorizei os titulares. Yago bate muito bem e bateu à frente dele, mas priorizei aqueles que bateram muito bem nos treinos. Curiosamente, o Nico e o Cicinho, que falharam, em todos os arremates nos treinos fizeram gols. Mas claro que aqui é diferente. E o Gabriel é igual. Não tiramos na moeda, foi um critério de treino. O Mugni vinha logo a seguir. Questão de escolhas e do que foi o treino", explicou na entrevista coletiva.
O lateral Cicinho, o volante Acevedo e, por último, o zagueiro Gabriel Xavier desperdiçaram as cobranças na marca da cal, que resultaram na derrota da equipe. Paiva saiu em defesa dos atletas.
"Agora é fácil. Acevedo fez contra o Santos. Para mim é uma moeda ao ar. Cicinho teve desgaste no jogo, jogou muitíssimo bem. Desde o início que se criticam o Cicinho, o Everaldo. Depois eles crescem, e já não criticam. Não vou entrar nisso. Depende de escolhas. Hoje o Renato é o maior porque suas escolhas foram boas, da outra vez fui eu o maior, e o colega do Santos não foi", afirmou.
Durante a partida, o Bahia saiu na frente nos acréscimos do primeiro tempo com um golaço de Everaldo, cerca de 10 minutos depois de Marcos Felipe ter defendido o pênalti cobrado por Cristaldo. Porém, o time baiano sofreu o empate aos 26 da etapa final com o gol marcado por Villasanti aproveitando a boa jogada de Ferreira pela esquerda, que driblou Cicinho.
"Em relação ao gol, obviamente que as equipes têm formas de atacar e outras de defender. Há uma jogada que o Ferreira leva a melhor sobre o Cicinho, mas Ademir e Cauly também levaram a melhor em outros lances. É do jogo. Um cruzamento para trás, o Nico [Acevedo] atrasou-se um pouco na cobertura, mas fez um gol fantástico. Hoje tiveram mérito. Sofrer apenas um gol contra esta equipe e criar oportunidades contra o adversário como nós fizemos, foi um jogo dividido. As qualidades individuais caem para um lado e para outro, os gols têm que existir de alguma forma. O Grêmio é forte por dentro, fechamos os espaços por dentro, demos o espaço de fora, houve um desequilíbrio, e a partir daí, é do jogo", disse.
Apesar da eliminação, Renato Paiva elogiou a atuação do Esquadrão de Aço e se disse orgulhoso dos seus jogadores. Ele destacou a campanha invicta do time baiano que em oito jogos da Copa do Brasil, venceu quatro e empatou quatro.
"Primeiro dizer que tenho um orgulho destes jogadores, fizemos jogo de grande qualidade, estádio difícil, contra equipe que está em terceiro no Brasileiro. Que tem uma forma de atacar variada e difícil de marcar, mas nós chegamos aqui, sabíamos que iríamos sofrer em erros defensivos. Nem sempre são erros da nossa parte. Há mérito do adversário, um contra um e cruzamento para trás. Acho que tivemos defensivamente, em grande parte do jogo, bem, e ofensivamente foi a parte que mais me orgulhou, equipe não se escondeu, teve a bola, sempre ameaçou o gol adversário, fomos um time com personalidade, com caráter e consciente das limitações e sabendo contra quem jogávamos. Nos detalhes, novamente, não ganhamos, mas saímos desta Copa do Brasil sem uma única derrota e com uma trajetória muito boa para um elenco que se juntou, praticamente novo", avaliou. "Teve quem esperasse um massacre, entre aspas, do Grêmio, mas isso não existiu. Não passamos de fase, mas reitero o orgulho extraordinário deste grupo de jogadores", completou.
Eliminado da Copa do Brasil, o Bahia agora foca exclusivamente na disputa do Brasileirão, onde ocupa o 16º lugar na tabela com 13 pontos, dois a mais da zona de rebaixamento. O Tricolor volta ao gramado no próximo domingo (16), às 18h30, contra o Athletico-PR, na Ligga Arena, pela 15ª rodada.
