Renato Paiva critica o segundo tempo do Bahia após triunfo sobre o Camboriú: "Para esquecer"
O Bahia se classificou para a terceira da Copa do Brasil ao vencer o Camboriú por 1 a 0, na nesta quarta-feira (8), no Estádio das Nações. Para o técnico Renato Paiva a parte boa da noite parou por aí. O comandante não ficou muito satisfeito com a etapa inicial, onde Biel definiu o placar, e criticou duramente a atuação do time no segundo tempo, que chegou a levar sufoco da equipe catarinense.
"Dizer que a primeira parte foi mais ou menos da nossa parte. Tivemos alguns momentos bons. Poderíamos ter feito mais gols, não fizemos. Deixamos o jogo andar para frente. E o Camboriú a ganhar alguma esperança no segundo resultado. E a segunda parte é para esquecer. O Camboriú fez um grande jogo. E nós não fizemos um grande jogo e deveríamos ter feito um bom jogo pelo menos. Não adianta falar de nada. Deveríamos ter dado continuidade a momentos da primeira parte e não demos. O que salva é a qualificação e o que os jogadores transpiraram. E dar os parabéns ao Camboriú", afirmou na entrevista coletiva.
O Tricolor entrou em campo com mudanças no time titular em relação ao que iniciou a partida no clássico Ba-Vi do último domingo (5). O treinador português escalou Cicinho, Chávez e Everaldo, além de Acevedo, que voltou de suspensão, respectivamente nas vagas de André, Matheus Bahia, Ricardo Goulart e Rezende.
"As mudanças, a questão é que já jogamos semifinal do Baiano no sábado. Viagem longa ontem, viagem longa amanhã. É refrescar. Nas laterais, no nosso estilo de jogo, tem muito ir e vir. Então refrescá-los e não perder nenhum para essa sucessão de jogos. E o Rezende é um jogador com histórico de lesões. Então decidimos poupar um pouco o Rezende", explicou.
Paiva ainda defendeu o modelo de jogo adotado, que tem sido alvo de críticas.
"Não dificulta. Continuo a fazer o meu trabalho da mesma maneira. Faço com meu corpo técnico, com muitas horas no clube e em casa. Pode não se ver os resultados ainda. Mas estamos conscientes do que estamos a trabalhar, do que estamos a fazer por cada jogador a nível individual e coletivo. Não há tempo para treinar. Agora vamos ter quatro jogos seguidos. Vamos treinar um dia entre cada jogo. Obviamente que a torcida tem sua posição. Mas não é só a do Bahia, mas no Brasil. Faz parte. Trabalho de dentro para fora e não de fora para dentro. Estou no dia a dia com os jogadores. Não posso ser influenciado de fora para dentro. Se eu perguntar aos torcedores os titulares, vão me dar dez, onze titulares diferentes. Imagina se eu fosse trabalhar dessa forma", disse.
O Bahia conhecerá seu adversário na terceira fase da Copa do Brasil após sorteio realizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Antes disso, o Tricolor volta ao gramado no próximo sábado (11), às 16h, em Camacã, para encarar o Itabuna, pelo jogo de ida da semifinal do Baianão.
