Denúncias de calote contra a diretoria do Bahia
Se dentro de campo as coisas vão de mal a pior para o Bahia, fora dele à situação, também, não é das melhores, principalmente financeiramente. No início desta semana duas dívidas, que haviam sido alardeadas como se estivessem pagas, foram divulgadas. Primeiro, o acordo feito com o ex-treinador do clube, Paulo Comelli não foi cumprido. Segundo o auxiliar de Comelli, André Chita, o departamento financeiro sustou os cheques com os pagamentos do profissional, que ficou pouco tempo no tricolor nessa temporada. A outra dívida surgiu com a presença do time em Natal. Em 2007, após uma partida contra o mesmo ABC, pela Série C, que goleou o tricolor nesta terça-feira (15), por 3x0, o então meia tricolor Cléber, sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e ficou internado em um hospital na capital potiguar. A diretoria da época, com presidente Petrônio Barradas e o diretor de futebol Rui Aciolly, espalhou aos quatro cantos que havia pagado todas as despesas médicas do jogador, que veio a falecer aproximadamente um mês depois. Entretanto, tanto o hospital, como a equipe médica, aproveitaram a presença do Bahia em Natal e procuraram a imprensa baiana nesta terça para mostrar toda a documentação que comprova dívidas do tricolor de aproximadamente R$ 150 mil. O caso já está na justiça. O presidente Marcelo Guimarães Filho e o diretor financeiro Thiago Cintra foram procurados para comentar o caso. Enquanto o celular de Marcelinho estava na caixa, Cintra respondeu através da assessoria de imprensa, que ainda não tinha tomado conhecimento das dívidas médicas do caso de Cléber e que, com relação a Paulo Comelli, pediu para o treinador “segurar” o cheque até o dia 19, para que o pagamento fosse feito. Segundo Thiago, Comelli respondeu aceitando a oferta.