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Bellintani conta conversa sobre possível renúncia no Bahia: "Quando achar que eu não consigo mais, eu renuncio"

Por Leonardo Almeida

Bellintani conta conversa sobre possível renúncia no Bahia: "Quando achar que eu não consigo mais, eu renuncio"
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

O atual presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani, comentou sobre a crise no clube após o rebaixamento no Brasileirão de 2021 e contou sobre uma conversa que teve com seu filho mais velho sobre cogitar a renúncia à presidência do clube no período. O presidente também falou sobre o pedido de impeachment pelo Conselho Deliberativo em março de 2022.

 

“Jamais cogitei renunciar. Eu sempre achei que eu tinha forças, e tinha grupo para superar. No dia 12 de março, aniversário de meu filho mais velho, que a gente teve um jogo contra a Jacuipense que se a gente perdesse a gente ficaria quase na zona de rebaixamento, eu falei pro meu filho: ‘No dia que eu achar que eu não consigo mais, eu renuncio, mas só se eu achar que não consigo mais”, disse Bellintani em entrevista ao podcast Projeto Prisma.

 

O presidente do Bahia também comentou sobre o pedido de impeachment feito pelo Conselho Deliberativo do clube em março de 2022, quando o tricolor vivia péssima fase no campeonato baiano e havia sido rebaixado no Brasileirão de 2021. Segundo ele, a ação mostrou que a democracia do Bahia, aparentemente, não é tão forte quanto aparenta.

 

“O sistema não é sistema de errou tá morto. Jamais conversaram para eu renunciar, mas lógico que a gente teve um pedido de impeachment do conselho deliberativo do Bahia no século 21, pós-democracia. Um grupo de conselheiros protocolou o pedido sob a justificativa que demorei de contratar um diretor de futebol. Veja que a democracia do Bahia  não é tão forte quanto a gente acha que é, houve uma tentativa de golpe”, contou Bellintani.

 

“É importante que as pessoas saibam que é nos momentos de crise que vemos a grandeza das pessoas, não é no momento de sucesso, no momento de sucesso todo mundo é grande. Agora quando você tá no fundo do poço que você vê: Como é que cada um reage a isso. O Bahia é um exemplo disso, o Bahia poderia ter em janeiro de 2022 um presidente que renunciasse, que não aguentasse, que não suportasse as ameaças à família e a si próprio", completou.