Paiva cita nervosismo e capacidade de reação do Bahia no 2º tempo: "Nossa equipe fez muito"
O Bahia conseguiu mais uma virada na temporada 2023 ao superar o Bahia de Feira por 2 a 1 na noite da última quarta-feira (8), na Arena Fonte Nova, pela sétima rodada do Campeonato Baiano. Após o jogo, o técnico tricolor, Renato Paiva, falou sobre a partida e reconheceu o nervosismo da equipe para conseguir criar, principalmente quando sofreu o primeiro gol. Outro fator citado foi a postura fechada do adversário.
"Muito simples. Acalmá-los. Ao contrário do outro dia em Ilhéus, tiveram que acalmar a mim... Senti uma instabilidade emocional e ela aparece porque não jogamos bem, erros técnicos, passes extraviados, questão posicional contra uma equipe que estava em espera. Tínhamos quatro jogadores na frente do bloco. E esse foi o primeiro erro. Trocávamos a bola, mas sem progressão. Se eu não atacar com bola, não se mexem. As equipes jogam mais a nossa espera e é um elogio ao nosso jogo. Isso me deixa satisfeito. Temos que encontrar antídotos para isso. No último jogo foi finalização e hoje na primeira parte não criamos antídotos. Se essa intranquilidade estava grande, quando sofre primeiro é pior. Isso destruiu a minha equipe em questões emocionais. Quisemos fazer tudo com pressa e mal", disse.
A segunda etapa, no entanto, agradou Paiva. Para o português, a capacidade de criar em meio à barreira criada pelo Tremendão foi satisfatória. O camisa 9 Everaldo foi responsável pelos dois gols do triunfo.
"Depois fomos atrás do prejuízo e fizemos uma muito boa segunda parte. Nunca joguei profissional, grande parte dos torcedores também não, mas disse a eles que onde eu estava, só se via pernas e camisas brancas em um espaço de 20 metros. É muito difícil criar nessas condições. Dentro desse contexto, nossa equipe fez muito. Bola parada é um problema, estamos perdendo grande parte dos duelos e a bola parada define jogo. Temos que trabalhar isso, ainda mais com a estatura que temos", explicou.
Renato Paiva fez algumas mudanças durante o jogo e uma delas chamou a atenção. Mesmo com Borel à disposição, Jacaré foi escolhido para jogar no lugar de Cicinho e fazer a lateral direita. Ele explicou e sua escolha e disse que não vai hesitar em tomar decisões em busca do melhor para o Esquadrão de Aço.
"Não tem relação com o rendimento e o trabalho de Borel. Tem relação com o que o jogo pedia. A mesma coisa com o Diego Rosa. Era o jogador mais defensivo no meio de campo, e, como eu estava pendendo, precisei tirar ele para me fazer ser mais ofensivo. Nenhum jogador gosta de sair aos 30 minutos, mas os jogadores precisam se sacrificar pela equipe. E ele não reclamou. Foi ótimo no comportamento. Fazer alterações é o meu trabalho. Vou errar e também vou acertar. Espero acertar mais vezes que errar. Agora, me omitir, isso ninguém vai ver. Se tiver que ir para casa arrependido, vou arrependido do que fiz. Nunca do que não fiz", pontuou.
Classificado no Baianão, o Tricolor volta a jogar no próximo sábado (11), às 18h30, contra o Doce Mel no estádio Waldomiro Borges, em Jequié.
