Vitor Ferraz diz que processo da SAF 'está maduro' e perto de ser levado ao Conselho
O processo para a apresentação da proposta para a transformação do Bahia em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) "está muito maduro". Foram essas as palavras do vice-presidente do clube, Vitor Ferraz, nesta quinta-feira (1º), em entrevista ao programa BN Na Bola, da Rádio Salvador FM 92,3, apresentado por Emídio Pinto, Glauber Guerra e Ulisses Gama.
"Estamos muito perto de avançar ao que chamamos de fase pública de discussão, quando vamos abrir para o Conselho Deliberativo o que se propõe, quem é esse parceiro, qual é a ideia de negócio e, junto com eles, discutir esse tema de maneira muito detalhada. Após essa fase, levar o tema para a decisão da Assembleia Geral, que é quem tem o poder de dar a palavra final. Estamos avançando bastante no tema", afirmou.
O dirigente explicou, tendo em vista a ansiedade do torcedor sobre o tema, porque o processo tem sido tão demorado em comparação a outros clubes, como Vasco, Cruzeiro e Botafogo, por exemplo.
"Diferente de outros clubes, resolvemos, para resguardar o Bahia, fazer um processo invertido. Primeiro você vai lá, namora, vê se vai dar certo, e depois pede em casamento. O nosso cuidado é para que tenhamos algo consistente, para que a gente não se exponha e fique com a faca no pescoço e não tenha poder de negociação. Estamos fazendo, a quatro mãos, uma construção de algo bastante cuidadoso. Não estamos falando de um contrato qualquer de 10 folhas, são três documentos que terão de 200 a 250 folhas. É algo que pode levar a uma mudança sem prazo de validade. Não tem data para acabar. Estamos tratando do amor da nossa vida", justificou.
Vitor não quis revelar o grupo investidor, em virtude da cláusula de confidencialidade. No entanto, no duelo entre Bahia e Vasco, na Arena Fonte Nova, o presidente tricolor, Guilherme Bellintani, foi visto junto com Cadu Santoro, representante do Grupo City (veja aqui).
"O nosso cuidado é para que possamos trazer algo que vá além de um mero investidor financeiro. Não é só o cheque que queremos, queremos um projeto de transformação, que possa, de fato, fazer com que o Bahia avance", pontuou.
O vice-presidente avaliou também, durante a entrevista, o trabalho do Departamento de Futebol, comandado por Eduardo Freeland.
"Estamos satisfeitos com o trabalho do Departamento de Futebol. Temos profissionais que se complementam. João Paulo entende muito do mercado do futebol, temos Freeland, que trata da parte de negociação, que desenvolveu trabalhos voltados a campo, que é um grande organizador do departamento. Tem uma metodologia de trabalho muito interessante. É um cara preocupado, tem uma visão ampla do departamento, conseguiu trazer uma boa profissional da área de psicologia para atender os atletas. E temos Renê, que tem um papel estratégico, que tem um poder bom de diálogo entre comissão, atletas e diretoria. É claro que sempre vai haver questionamentos e erros. Estamos tratando de pessoas, não máquinas. Atleta tem problema em casa, com esposa, com filho, não se adapta à cidade, e isso tudo impacta no bem-estar físico e psicológico dele", destacou.
O Bahia ocupa, atualmente, a vice-liderança da Série B do Brasileirão, com 47 pontos conquistados em 27 rodadas, seis a mais do que o Londrina, primeiro clube fora do G-4. Apesar da boa campanha, o time tem oscilado em desempenho, como foi no jogo contra a Ponte Preta, nesta quarta-feira (31), quando perdeu por 2 a 0.
"Sabemos que o que importa é estar no G-4 na última rodada, mas é claro que quando você chega a essa altura do campeonato em todas as rodadas no G-4 transmite a sensação de que as coisas estão se encaminhando para o desfecho positivo (...) Em um clube com a dimensão do Bahia, na competição que estamos disputando, é normal que a torcida cobre melhores desempenhos e resultados. Fizemos um jogo ontem abaixo do que podemos fazer, não há o que discordar disso. Compreendemos a insatisfação do torcedor, mas repito: quando fazemos uma análise do macro, enxergamos muito pontos positivos. Não quer dizer que não tenha o que evoluir. Ninguém ficou satisfeito com o que viu ontem, nem o próprio treinador", opinou.
O Esquadrão volta a campo neste sábado (3), contra a Tombense, às 19h, na Arena Fonte Nova, pela 28ª rodada da Segundona.
Confira a entrevista completa de Vitor Ferraz:
