Apresentado no Bahia, Freeland minimiza crise no clube e foca em contratações para Série B
Novo diretor de futebol, Eduardo Freeland foi apresentado oficialmente pelo Bahia nesta quarta-feira (9). Na entrevista coletiva, o dirigente minimizou a crise no clube apontando as qualidades necessárias que o Tricolor possui para dar a volta por cima.
"O futebol é crise quase que na normalidade. Por mais que esteja em bom momento, uma derrota ou um empate gera um crise. O momento é muito delicado, a gente tem ciência disso. Mas o que a gente analisa quando temos uma escolha, inclusive, voltar e assumir um cargo importante como esse para o futebol brasileiro, não só no Nordeste ou no estado. Temos total consciência disso, porque o Bahia reúne todas as capacidades para sair desse lugar. Tem um elenco de bom nível, tem estrutura de nível muito alto, tem pessoas que comandam o clube e estão no futebol de um nível muito alto. Mas é futebol e a bola precisa entrar, precisa ter resultado. O que a gente vai buscar é entender, diagnosticar muito rápido em cima de coisas que já estou estudando há um tempo e tenho acompanhado, para que a gente possa ser o mais acertível possível nas tomadas de decisão, nas influências internas, para que a gente consiga reverter esse quadro mais rápido possível", afirmou.
Sobre contratações, Freeland disse que deverá chegar, no mínimo, seis reforços no Tricolor.
"Sem dúvidas que contratações vão acontecer. A gente pensa em, no mínimo, seis contratações. Temos uma experiência vivida no passado, que entendemos ter algumas capacidades, competências e perfil que esses atletas têm que ter para a competição-alvo que é a Série B. Vamos ter várias reuniões ao longo da semana. Vou entender o processo que o Bahia já tem para entender se eu posso contribuir com esse processo de prospecção, contratação e finalização da contratação. Mas a ideia é a gente começar a falar, se aprofundar e mergulhar nisso agora", falou.
O principal objetivo do Bahia na temporada de 2022 é conquistar o acesso. A Série B está marcada para começar no dia 8 de abril. Já a janela de transferências se encerra quatro dias depois que a bola rolar para a Segundona. Freeland admitiu que o tempo é curto, mas acredita que será suficiente para deixar o Bahia pronto para brigar por uma vaga na elite do ano que vem.
"Futebol muda muito de dois, três dias em diante, porque você tem jogo a cada três, quatro dias. Eu não vejo grandes problemas. A gente tem sim uma janela que se fecha no dia 12 de abril. Então, precisamos correr para reforçar o nosso elenco. A gente tem um elenco de jogadores capacitados, tanto é que mercados da Série A vieram buscar jogadores aqui, tem interesse em jogadores que estão aqui hoje. Sabemos que temos um grupo de atletas que estão comprometidos, por todas as informações que colhi. É um grupo de atletas que tem qualificação para defender a camisa do Bahia. Mas é óbvio, precisamos de contratações. Temos um tempo curto? É um tempo curto, mas não vejo grandes dificuldades e acredito que a gente vá conseguir iniciar o Brasileiro da Série B já bem melhor preparado para que a gente consiga nosso objetivo ao final da temporada", disse.
Eduardo Freeland tem passagens por clubes como Cruzeiro, Flamengo e seu último trabalho havia sido no Botafogo. Ele era o diretor do Fogão na campanha do acesso à Série A do ano passado. O dirigente se disse orgulhoso em desempenhar um novo trabalho no Bahia.
"Estou muito orgulhoso de conhecer o CT Evaristo e de fazer parte da história de um clube que sempre admirei muito, que se reconstruiu de 2013 para cá e é realmente muito emocionante. Eu venho namorando essa possibilidade há algum tempo. Recentemente, a gente vem mantendo conversas com o presidente Guilherme já há alguns meses, namorando para que essa possibilidade acontecesse e, enfim, estou aqui. Sei da responsabilidade, sei exatamente qual é o caminho que é muito tortuoso, muito difícil. A gente sabe que a expectativa da torcida é altíssima, por responsabilidade de vocês que fizeram o Bahia voltar a ter um destaque nacional muito grande e é natural que se crie essa torcida que está querendo de novo que a gente recoloque o Bahia onde não poderia ter saído jamais, pela estrutura que tem, pelas pessoas que tem. Realmente estou muito feliz", comentou.
