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Mulher que dirigia carro atingido por bomba relata terror: 'Achei que fosse ter tiro'

Por Ulisses Gama / Leandro Aragão

Mulher que dirigia carro atingido por bomba relata terror: 'Achei que fosse ter tiro'
Foto: Ulisses Gama / Bahia Notícias

Testemunha do atentado ao ônibus do Bahia, a professora Cristiane Barroso compareceu à 6ª Delegacia Territorial (DT) de Brotas no final da manhã desta sexta-feira (25) para prestar depoimento. Ela conta que viveu momentos de terror quando trafegava na Avenida Bonocô na hora do ataque ao coletivo do Tricolor. 

 

"Eu estava passando ali pela saída da Bonocô para pegar o Dique, quando eu vinha atrás de um ônibus e tinha um batedor também. Achei que o batedor ia passar pela lateral do ônibus, até freei um pouco para ele passar, mas ele deu uma olhada na lateral e retornou para o fundo do ônibus. Aí a via ficou livre e resolvi passar para sair da situação. Quando fui passando pela lateral do ônibus ouvi um estouro forte e uma nuvem de fumaça dentro do carro. Olhei um pouco ao redor, enxerguei o ônibus e segui direto para sair do cenário, porque achei que ia ter alguma troca de tiro. Aí continuei seguindo e consegui chegar na Fonte Nova onde parei", relatou. "Dois policiais vieram e começaram a esclarecer que tinha sido um ataque ao ônibus do Bahia e que teria sido bombas caseiras que foram arremessadas. Fiquei até pensando que tinha sofrido algum tiro, alguma coisa, mas mantive a calma e segui a direção", continuou.

 

Devido a fumaça que ficou dentro do seu carro, Cristiane Barroso não conseguiu identificar os autores do atentado.

 

"Eu não consegui ver [quem foram os responsáveis pela bomba], porque tinha muita fumaça no carro. Olhei para a lateral, mas não consegui identificar ninguém", disse.

 

A bomba destruiu um dos vidros traseiros do veículo de Cristiane.

 

"Tinham cacos de vidro no meu cabelo, vários estilhaços. Hoje vou providenciar ir ao médico para ver como estou emocionalmente. Porque é um baque forte que a gente sofre. É um momento que a gente se vê num estado de guerra", comentou. "Meu carro ficou bem danificado, vou ter que acionar o seguro e ver qual a condição dele continuar", completou.

 

A bomba explodiu e quebrou o vidro de uma das janelas do ônibus do Bahia. Os estilhaços atingiram alguns jogadores e o mais ferido foi o goleiro Danilo Fernandes. Ele sofreu cortes no rosto bem próximo ao olho e no pescoço. O atleta foi levado ao Hospital Jorge Valente, onde passou a noite e ainda segue internado para exames de um oftalmologista.

 

Apesar do atentado, o Bahia entrou em campo e bateu o Sampaio Corrêa por 2 a 0, com gols de Daniel e Rodallega. O Tricolor chegou aos dez pontos ocupando a terceira colocação do Grupo B do torneio regional.