Guto Ferreira rechaça 'rótulo' em jogos do Bahia como visitante: 'Não existe'
Com três passagens pelo Bahia, o técnico Guto Ferreira é muito querido pela torcida, mas isso não significa que não existam questionamentos sobre o seu trabalho. Um deles é o desempenho das suas equipes na condição de visitante. Esse tema voltou à tona na última quarta-feira (2) após o empate em 1 a 1 com o Vitória, pelo Baianão.
Questionado por um repórter sobre o rendimento fora de casa, o treinador rebateu e se mostrou insatisfeito sobre o "rótulo" que lhe foi imposto. O comandante tricolor fez questão de lembrar de bons resultados longe da Arena Fonte Nova, citando inclusive a recente vitória sobre o Campinense, pela Copa do Nordeste.
"Acho que você está querendo colocar um rótulo no meu trabalho que não existe. Só você olhar um pouco para trás. Eu queria ver você fazer essa pergunta no ano passado, quando nós estreamos com triunfo contra o Ahtletico-PR lá em Curitiba. Quando vencemos sábado. Por que não fez essa pergunta, quando vencemos em Campina Grande? Essa pergunta não foi feita. Você quer me colocar um rótulo que não existe, de uma equipe que eu peguei em meio de temporada em 2016, e conseguimos subir. A gente tinha dificuldade pelo perfil de jogadores. Jogávamos bem dentro de casa, porque os adversários já vinham mais recolhidos, e a gente conseguia sair para o jogo. E, quando jogavam em casa, eram equipes mais propositivas, corajosas, saíam mais. Aí as nossas falhas ficavam visíveis. Não é o caso dessa equipe. Antes de fazer uma pergunta deste tipo, tentar colocar um rótulo na gente, dá uma analisada, para não ficar uma pergunta de má fé", disse.
Guto também falou sobre a postura do Bahia na primeira etapa e o desempenho de Daniel, Gustavo Henrique, e Rezende, que foram substituídos na primeira etapa. Ele justificou e lembrou da dificuldade de um clássico logo no início da temporada.
"Era o que o jogo dizia, né? Se você analisar, Daniel, inclusive, deu entrevista no intervalo, dizendo que fizemos um bom primeiro tempo. Foi muito mais uma mudança tática do que uma mudança por estar bem, estar mal. Porque tem muitas coisas que o Daniel faz muito bem. E, neste jogo, a gente precisava um pouco mais de outras coisas que não são característica dele oferecer. O Rezende, a mesma coisa. Embora ele tenha chegado de novo à frente, quase fez gol de novo. Teve um lance que ele se atira debaixo da trave, quase faz o gol. Aliás, no primeiro tempo, tivemos pelo menos três chances muito boas, mas não conseguimos fazer o gol. Isso mostra que o primeiro tempo não foi assim, ruim. É que a gente tentou ser um pouco mais ousado. Nós estamos com uma sequência de jogos que não paramos. Esse foi o terceiro jogo em sequência desse grupo, um grupo que vem de uma pré-temporada que começou tarde, teve problemas de covid. Teve jogador que estreou hoje e não tem 10 dias de treino, porque, quando chegou, acabou pegando covid. Então, fisicamente, a gente está longe do ideal. Tem alguns jogadores que são muito valentes, fortes, têm um lastro muito grande, e acabam se superando. Luiz Otávio, Patrick... Djalma hoje abusou. Ele fez uma partida muito interessante de novo. É difícil você fazer um clássico no começo da temporada. Se exige isso aí. Você não quer perder. Todo mundo quer vencer. E não foi diferente. Mas as equipes não estão prontas para apresentar, de repente, tudo aquilo que o torcedor gostaria de ver", pontuou.
O Bahia volta a jogar no próximo sábado (5) contra o Atlético de Alagoinhas, no Carneirão, pela Copa do Nordeste.
