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Técnico do Bahia, Guto pede foco na luta contra o rebaixamento: 'Fazer de cada jogo uma final'

Por Nuno Krause

Técnico do Bahia, Guto pede foco na luta contra o rebaixamento: 'Fazer de cada jogo uma final'
Foto: Reprodução / YouTube / Salvador FM 92,3

"A equipe tem que quebrar tabu, buscar fazer de cada jogo uma final, o jogo das nossas vidas". Esse é o espírito indicado pelo técnico Guto Ferreira, nesta terça-feira (16), para manter o Bahia na Série A do Campeonato Brasileiro. O treinador foi o entrevistado do programa BN Na Bola, da Rádio Salvador FM 92,3, apresentado por Emídio Pinto, Glauber Guerra e Ulisses Gama. 

 

Atualmente, o Esquadrão de Aço ocupa a 16ª colocação, com 36 pontos, mesmo número do Juventude, que abre a zona de rebaixamento. Sob Guto, a equipe sofreu sua primeira derrota na última rodada, por 3 a 0, para o Flamengo, em jogo marcado por polêmicas de arbitragem. Na opinião do comandante, essas "incoerências do Campeonato Brasileiro" prejudicam, mas devem ser deixadas para trás neste momento. 

 

"Fomos para Caxias [jogar contra o Juventude], tivemos um lance [no qual o zagueiro do Jaconero tirou um gol com a mão], e hoje o Grêmio abriu o placar com um lance semelhante. Mas não adiante, isso é passado. As regras, a cada rodada, mudam. A interpretação muda. Temos que passar por cima de tudo isso e conseguir os nossos resultados", criticou Guto. 

 

Sobre perder pouco, inclusive, o treinador afirmou que o Bahia tem dado condições para manter bons resultados desde que ele chegou. "Se analisar os melhores momentos da nossa carreira, em termos de resultados, sempre teve essa marca. Quando conseguimos plantéis um pouco mais equilibrados, e jogadores defensivamente firmes, qualificados, conseguimos resultados importantes. ossas equipes prezam pelo lado de competir ao máximo. E aqui no Bahia, nesse momento, estamos conseguindo colocar a equipe para jogar também bastante. Essa equipe é mais equilibrada, no contexto geral. Temos jogadores principalmente no meio de bom poder de construção, no início das jogadas, o que faz com que nossa equipe consiga ser uma equipe construtiva também. Isso tem somado muito", destacou o comandante. 

 

O contrato com o "Gordiola" vai até o fim desta temporada, e ainda não ficou definido se o vínculo se estenderá ou não. Para o treinador, no entanto, não é hora de pensar nisso. 

 

"Mais importante do que qualquer outra coisa é garantir a permanência do Bahia, e se Deus quiser uma competição internacional para valorizar esse grupo e esse torcedor que merece. Ninguém vem para o clube que gosta se não tiver ideias de continuidade. Por que você fez a situação de três meses? Porque eu fui para o Inter em uma condição que existia uma cláusula e ela não foi respeitada. Agora não. O estímulo é só um. Vamos cumprir. Se a direção vir que o Guto é o treinador, vamos seguir. Se não, fica todo mundo livre. Não temos que pensar no amanhã, temos que garantir a situação do Bahia", disse. 

 

O Bahia volta a campo na próxima quinta-feira (18), contra o Sport, na Ilha do Retiro. Este será o segundo jogo consecutivo do clube longe de seus domínios. Depois, o Tricolor fará dois jogos na Fonte: contra Cuiabá e Grêmio - este adversário direto. O calor da torcida é algo que, "de zero a 100", na opinião de Guto, tem uma influência de "200". 

 

"Para não dizer um milhão. É de arrepiar. Os dois últimos jogos a torcida levantou, empurrou a equipe, tanto é que a resposta veio imediata. No triunfo contra o São Paulo, de novo. Jogar na Fonte Nova é sempre uma arma, um prazer muito grande para todos os componentes do Bahia. A gente se sente amparado. Nossa força parece que se multiplica", pontuou. 

 

Confira a entrevista completa: