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Tricolor em busca do equilíbrio e atitude

Foto: Max Haack/Bahia Notícias


Gallo ainda não conseguiu apontar o caminho certo para seus comandados

Atualmente no futebol brasileiro duas palavras não saem da boca da maioria esmagadora dos treinadores: equilíbrio e atitude. E tem sido justamente as duas coisas que têm faltado para o Bahia neste início de Série B do Campeonato Brasileiro. A primeira atribuição tem faltado tanto tecnicamente quanto taticamente, com as constantes mudanças de jogadores e de posicionamento. O treinador Alexandre Gallo sempre fala em suas entrevistas que procura mudar o mínimo possível na equipe, mas que se vê obrigado pelas circunstâncias. Entretanto, dentro de campo, o discurso se contradiz. Na derrota para o Brasiliense, por exemplo, realmente fez apenas uma modificação com relação à goleada frente o ABC. Porém, desarmou completamente o esquema anterior, quando substituiu o atacante Alex Terra - com uma virose - pelo zagueiro/volante Rogério, sendo obrigado a consertar o equívoco ainda no primeiro tempo, mas a vaca já havia ido para o brejo. E é nesse sentido que falta a segunda atribuição. Nas três partidas que fez fora de casa na competição, o Tricolor esteve com os jogos na mão, seja no placar, seja na quantidade numérica de jogadores, mas faltava atitude, aliada a qualidade individual, ao time para partir para cima e resolver as partidas. Essa falta de equilíbrio e de atitude tem gerado resultados antagônicos dentro e fora de casa, ainda que, não tenha agradado contra o Ceará, em Pituaçu. Em outras palavras, Gallo precisa buscar a sonhada consistência tática e a ousadia cobrada pela torcida.