Após revés na final, Bellintani pede desculpas e diz que Bahia precisa 'ampliar indignação'
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias

O presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, se manifestou no início da tarde desta quarta-feira (5) sobre a derrota para o Ceará e o vice-campeonato da Copa do Nordeste. Em entrevista ao aplicativo "Sócio Digital", que pertence ao clube, o mandatário pediu desculpas pelo revés e citou a "pouca ou quase nenhuma" agressividade do time em campo.

 

"Sentimento de tristeza muito grande. Uma obrigação nossa de pedir desculpas pelo que fizemos. A gente tinha muita expectativa e justificável. Tínhamos uma campanha bem feita na primeira fase, apesar de uma derrota isolada. Na reta final, conseguimos dois triunfos em jogos difíceis, mas a gente tinha expectativa maior. Não é demérito perder para o Ceará, mas com pouca ou quase nenhuma agressividade é um fato que a gente precisa desculpa. Não é uma desculpa da boca pra fora", disse.

 

Bellintani também afirmou que o clube precisa "ampliar a capacidade de indignação" com os resultados negativos e se disse contrário às críticas ao trabalho realizado no futebol.

 

"Precisamos ampliar nossa capacidade de indignação, mas não concordo com a falta de evolução no futebol. Num cenário geral, temos avanços importantes no futebol. Dentro da evolução, acredito muito. Em seis anos, fizemos quatro finais da Copa do Nordeste. Isso mostra que o clube vem se consolidando na região. A gente vem evoluindo no futebol, somos o décimo no ranking da CBF, mas isso não tira nossa responsabilidade. O torcedor está indignado porque a evolução poderia ser maior se tivéssemos intransigência e não aceitar o resultado simplesmente. Me sinto responsável de entender que, se a gente tivesse lutado mais, o resultado seria diferente. É preciso acreditar que a gente pode dar um passo além, a gente precisa dar um passo além e se incomodar quando os resultados não vem", pontuou.

 

"Vamos fazer um trabalho de acrescentar a cultura de avanço e tentar transformar em campo a coqnuistas que temos fora. O futebol também vem evoluindo. Entendo muito o incômodo e a revolta. Não ser intenso e ameaçar foi o nosso grande erro. Precisamos trabalhar para superar essas dificuldades", projetou.

 

O presidente do Esquadrão de Aço também afirmou que a derrota tem que se tornar um ponto de virada na fase do clube e citou que a mudança não deve ser focada somente na troca de pessoas, o que indica a continuidade de Roger Machado no comando técnico.

 

"Assim como é preciso criar a cultura do sucesso, é preciso saber lidar com a derrota. Usar a derrota como positivo ou usar como ponto de abatimento... Tive uma conversa bem dura, falei de forma franca, entendendo que são homens sérios que precisam absorver críticas. Essa é a forma de reconstruir o momento do clube. A gente tinha uma expectativa enorme e talvez esse seja o elemento da frustração. Precisamos fazer disso um ponto de virada. Vamos entender o que passou, sentir a ferida, cuidar da ferida e aprender com isso. Quem não aprender com as porradas é sinal de que não quer evoluir. Nós queremos", indicou.

 


"Todo trabalho tem começo, meio e fim e é natural que o torcedor cobre o fim em momento de dificuldade, assim como cobrou de Guto, primeiro treinador que contratei, e ele conseguiu um grande título. A gente precisa compreender que as decisões não são simplórias quanto se imagina. Outro dia vi o jogo da Jacuipense e muita gente criticou o treinador em um jogo que a gente perdeu muitas chances e depois o jogo se complicou porque não decidimos. Qual a responsabilidade específica do treinador naquele momento? Nenhuma. Em outros momentos, o treinador poderia ter variação maior, mudar o estílo... Aí ele também tem que ver a responsabilidade dele. Não é justo e nem razoável que um ou dois sejam punidos por um erro coletivo", completou.

 

O Bahia entra em campo nesta quarta para enfrentar o Atlético de Alagoinhas às 21h30, em Pituaçu, pela primeira partida da final do Campeonato Baiano.

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