Igualar condição física dos atletas é o desafio inicial, diz preparador do Bahia
Após três meses de atividades presenciais suspensas, o elenco do Bahia voltou a treinar nesta quarta-feira (17) no Centro de Treinamento Evaristo de Macedo, em Dias D'Ávila, pelo segundo dia consecutivo. Durante a pandemia do coronavírus, o departamento de futebol passou as atividades para os jogadores executarem em suas residências. O preparador Luiz Andrade explicou que o desafio a ser feito nessa etapa inicial de retomada é igualar as condições físicas dos atletas.
"Imaginando que tiveram três meses parados em casa, por mais que a gente tente controlar, a maior dificuldade que a gente tem é igualar a condição física. Acredito que eles voltaram bem. Nesses dois dias de treino, a gente teve a experiência que eles voltaram bem. Claro que com as capacidades físicas um pouco abaixo do que a gente espera para a sequência dos campeonatos e dos jogos. Mas de uma forma geral, bem. Agora o desafio é igualar essa condição física de todos para que eles estejam prontos para os jogos", afirmou na entrevista coletiva virtual.
Apesar do Tricolor ter retomado os treinos no seu CT, ainda não há datas definidas para o reinício do Campeonato Baiano, Copa do Nordeste e Copa Sul-Americana. No entanto, o preparador acha difícil que os jogadores entrarão em campo nas condições físicas ideais para as primeiras partidas pós-pandemia.
"Mesmo que eu tivesse dois, três meses, eles [jogadores] não estariam completamente aptos para jogar, porque existem condicionamentos físicos e performance que só o jogo dá para o jogador. A gente sabe que eles não estarão 100%, mas nosso desafio é tentar nivelá-los e trazê-los numa condição melhor possível no momento que voltarem os jogos", falou.
Luiz Andrade também falou da experiência dos treinos virtuais durante o período de isolamento. O departamento de futebol do Tricolor fez o monitoramento das atividades dos jogadores pela internet.
"Foi diferente. Uma coisa diferente para todo mundo. Mas foi uma experiência muito boa. Não só para nós, membros da comissão técnica, mas também para os atletas. Ocorreu tudo bem. A gente se organizou bastante. Estávamos em reuniões periódicas. Traçamos algumas estratégias que deram muito certo. Foi bem quista pelos atletas. Acho que até onde a gente podia ir, o que podia atingir, foi atingido", contou.
