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Cerri lamenta má fase do Bahia e nega conformismo: 'Não é coisa que a gente aceite'

Por Ulisses Gama

Cerri lamenta má fase do Bahia e nega conformismo: 'Não é coisa que a gente aceite'
Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia

Sem vencer há nove rodadas e com três partidas para o fim do Campeonato Brasileiro, o Bahia vê o sonho da Libertadores, antes palpável, escapar pelos dedos. A decepção foi tema da entrevista coletiva do diretor de futebol Diego Cerri nesta quinta-feira (28), no Fazendão.

 

Em suas palavras, o diretor de futebol lamentou a má fase e afirmou que "as coisas não acontecem" nas últimas partidas. Segundo ele, o grupo tenta a reação mas esbarra no mau resultado. Garantido na Série A do próximo ano e com boas chances de classificação para a Sul-Americana, o dirigente garante que não há conformismo e que o objetivo era estar na maior competição da América do Sul.

 

"Não vou falar de cansaço. Todo mundo está se desgastando. O que digo é que o futebol, todo mundo está buscando uma explicação. Quantas vezes nos reunimos procurando entender, nos colando à disposição para intervir? Se tivesse um motivo, seria mais fácil. Mas a grande verdade é que não temos problema, uma convivência boa, jogadores de caráter, isso é inegociável. São jogadores comprometidos, mas às vezes as coisas não acontecem. Nós temos trabalho para reverter esse quadro negativo. Não é uma coisa normal, que a gente aceite. A gente procura criar condições para reagir. Enquanto você acredita, você luta para chegar onde pode chegar. Se você desiste, tem um conformismo e pronto. Não é o que acontece. O Bahia tem uma diretoria atuante, um clube que faz de tudo, mas tem fases que as coisas não acontecem. Quando você tem um ciclo positivo, um triunfo chama o outro, tudo que você faz dá certo. E tem momentos que nada acontece como você quer, baixa a confiança, você está ganhando um jogo, de repetente empata, a pressão aumenta. O que a gente pode fazer é não se conformar, lutar com todas as forças. Tem que haver uma entrega. Uma hora, essa fase ruim acaba. Enquanto a gente tiver disputando, vamos trabalhar o nosso máximo. Cabe a nós reverter esse momento. Iniciamos bem o campeonato, tivemos um momento excelente, e agora um momento ruim. Todos que fizeram parte daquele momento, também estão fazendo parte agora. E estamos lutando juntos", declarou.

 

Questionado se a sequência ruim foi um "choque de realidade" para o time, Cerri negou e afirmou que chegar na Libertadores era uma "obsessão". Ainda segundo o diretor, o clube tem condições de chegar na competição nos próximos anos.

 

"Não foi um choque de realidade, porque tenho certeza de que poderíamos chegar a essa fase da Libertadores, seja direta ou nas qualificatórias. Não foi um choque. Colocamos como obsessão chegar, algo que acho correto, pelo trabalho, pelo grupo, por todo trabalho que é feito, a gente tem que pensar grande. Não consigo dizer que é um sonho. Pode ser uma realidade. Hoje, machuca todo mundo essa fase ruim, a queda de produção, mas não é um choque de realidade. Bahia vem construindo ano a ano uma estrutura melhor e que vai possibilitar que a gente chegue, se não for esse ano, que está difícil, mas vamos lutar até o final, mas, se não for esse ano, o ano que vem, o próximo. O Bahia vai chegar em coisa grande", indicou.

 

O Bahia segue a sua participação na competição neste domingo (1º), contra o CSA, no Rei Pelé, em Maceió.