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Técnico do Bahia cita importância da consistência defensiva para bons resultados

Por Ulisses Gama

Técnico do Bahia cita importância da consistência defensiva para bons resultados
Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia

Ataques ganham jogos, mas defesas ganham campeonatos. Essa é a linha de pensamento do técnico Roger Machado, do Bahia. Em entrevista coletiva na última quinta-feira (15), o comandante tricolor citou a importância de ter uma proteção consistente para a busca de resultados positivos. A dedicação de toda a equipe e a atenção para evitar erros também foram lembradas.

 

"Nas principais ligas do mundo, dificilmente o campeão termina com a defesa, se não for a menos vazada, está entre as três menos. Daí você faz o balanço do ataque mais positivo. Posso não ter a defesa menos vazada, mas tenho o ataque mais positivo. Para mim, o jogo começa do zero. Eu manter o zero, me permite estar mais perto. O que não quer dizer que vou me defender o tempo todo e esperar por uma bola. Nos últimos anos, tirando a Liga Espanhola, aquele que não tiver uma defesa entre as três primeiras colocadas, vai ter dificuldade, em qualquer momento, seja o título, a Libertadores, a Sul-Americana ou o rebaixamento. Toda defesa começa pelo atacante. Todo meu ataque, pelo goleiro. É o envolvimento coletivo que exijo. Em alguns momentos, eu tenho que ter essas alternativas, para quando estou atacando em transição defensiva, eu vou defender com menos jogadores, porque o Artur fez uma jogada individual pela ponta, o Gilberto está dentro da área, Élber ou Lucca está dentro da área, está entrando mais um médio, estou atacando com quatro jogadores, e essa bola cai na mão do goleiro ou eu sou contra-atacado, não vou conseguir me defender com todo mundo. Mas se eu defender com seis ou sete jogadores bem, eu consigo dar tempo para os outros voltarem. Futebol é um jogo de erro, não de acerto. Passei minha vida inteira com o Paulo Paixão, como treinador ou como jogador, e ele dizia uma frase que eu repito para meus jogadores: 'Não vamos errar grosseiramente'. No primeiro momento, eu disse: 'Pô, está me secando, cara? Errar grosseiramente?'. Mas depois eu entendi. O erro grosseiro te tira a possibilidade de tu consertá-lo. Os pequenos erros, o coletivo consegue consertar. Mas quando você tem uma falha grosseira, acaba que a chance de conserto é bastante minimizadas", declarou.

 

Na décima posição do Campeonato Brasileiro, com 20 pontos, o Bahia sonha em fechar a competição na zona de classificação para a Copa Libertadores. Para Roger, a meta é possível.

 

"É audaciosa, mas é possível e a gente tem o direito de perseguir. Nós, o grupo, torcedor, mídia, tem que saber que o campeonato é muito duro. A gente tem um grupo com qualidade, mas enxuto. A gente também cuida minuciosamente da recuperação para que não perca ninguém. Antigamente, quando [a Série A] era da metade do ano em diante, você tinha 13, 14 jogadores que iam jogando, e outros de qualidade inferior. Hoje, com 38, quem joga menos tem oportunidade de jogar seis ou sete, porque os jogadores estão suscetíveis a lesões e cartões. Isso que vai nos permitir continuar na briga", explicou.

 

O Esquadrão volta a jogar no próximo domingo (18), às 16h, contra o Goiás, na Arena Fonte Nova.