De volta, Jackson relembra dificuldades e projeta briga sadia na defesa do Bahia
Já fazia um tempo que o zagueiro Jackson não falava com a imprensa. Antes da tarde desta quarta-feira (17), sua última entrevista coletiva havia sido no dia 12 de junho, quando ele se preparava para entrar em campo pelo Bahia no Campeonato Brasileiro de Aspirantes. De volta entre os profissionais, ele assumiu que os microfones faziam falta.
"Me recordo da última, não lembro da data. A pauta era o retorno aos treinos. Graças a Deus, hoje em um patamar diferente. Saudade a gente tem. Será que ainda me lembro como funciona? Mas graças a Deus estou de volta e é isso que importa", comemorou o jogador, que voltou a jogar contra o Botafogo no dia 3 de outubro. Foi o fim de uma pausa de um ano de cinco meses.
"Representa muita coisa [o retorno]. Foi momento muito difícil o que passei. Meus amigos mais próximos sabem o que foi. Sou grato a Deus pela nova oportunidade que me deu. Se não fosse Deus e a minha família não teria conseguido", declarou.
No início da temporada 2017, Jackson sentiu uma lesão no joelho e foi submetido a uma artroscopia. Ele retornou no dia 7 de maio de 2017 e atuou 45 minutos contra o Vitória, na segunda partida do Campeonato Baiano. Na sequência, voltou a sentir o problema e foi submetido a uma nova cirurgia. Foi este o seu momento mais difícil.
"Depois da segunda cirurgia...Na primeira, era uma artroscopia simples. Passeis cinco meses tentando voltar e não conseguia, sentia dores. Na segunda cirurgia, a mais complicada, o Ávine passou por isso aqui. Não tinha certeza que voltaria a jogar. Era 50%. Isso foi muito difícil quando fiquei sabendo. Passei por processo cirúrgico, que foi bem. Na recuperação ainda tinha aquela incerteza. Entreguei nas mãos de Deus, fiz tudo que tinha que fazer na recuperação. Minha família pode falar disso, enchia o saco mesmo. Tinha que ter cabeça muito forte. Eu tratava e não via que estava andando, sabe? Meus filhos que me davam combustível para continuar. Tinha que ter psicológico muito forte, ter a cabeça muito boa. A pior parte foi isso, quando teve que ia fazer a segunda cirurgia e não sabia que se teria que jogar. Voltei e bem. Infelizmente tive uma expulsão. O árbitro botou a mão na consciência e viu que não era para tanto. Mas é ser humano, acontece. Agora é só alegria", explicou, com a voz embargada.
Agora que está de volta, Jackson disputa com Douglas Grolli a posição ao lado de Lucas Fonseca na defesa. A previsão é de uma briga saudável para ajudar a equipe na reta final da temporada.
"É uma briga muito sadia que a gente tem no dia a dia. Todo mundo se dá bem. É importante para o Enderson ter essa variação. Somos zagueiros importantes, experientes. Quem tiver dentro de campo vai corresponder, e o Esquadrão vai estar bem representado", indicou.
