Com má campanha do Bahia no segundo turno, Enderson diz: 'Não faço recorte'
Em cinco jogos do segundo turno, o Bahia tem uma campanha preocupante. Com quatro derrotas, o Tricolor está na penúltima posição na fase final do Campeonato Brasileiro. A fase ruim, no entanto, não preocupa o técnico Enderson Moreira, que disse aos jornalistas nesta sexta-feira (14) que prefere não ver o Bahia somente nesta parte da competição nacional e disse não ver anormalidades nas últimas partidas.
"Não faço recorte nenhum. A gente vê a tabela por completo. A tabela te põe contra adversários extremamente difíceis, não que isso seja justificativa. Costumo falar que não tenho um pingo de vontade de justificar nada. Futebol é assim. Se pegar recortes e recortes, vai ver cada hora uma coisa. Se pegar as duas últimas partidas, as dez últimas... Estamos pegando o campeonato inteiro. Estamos em uma situação que não é nada confortável. Mas temos uma possibilidade grande, do sétimo para baixo está tudo embolado. Não me apego a detalhes. Enfrentamos equipes muito qualificadas. O Inter, o São Paulo, o Atlético-PR fora, que quase ninguém conseguiu vencer. Nenhum resultado que possa ser considerado totalmente anormal. São jogos difíceis. Contra o Inter a gente poderia ter resultado diferente, contra o São Paulo também. Contra o Atlético-PR não, não fizemos por merecer. Campeonato é difícil. Se pegar recortes, alguns times tiveram possibilidade melhor nesse momento, diferentemente da gente", afirmou.
O comandante do Esquadrão de Aço destacou o jogo difícil contra o Palmeiras, com base na força do elenco adversário, e disse estar avaliando a melhor formação para entrar em campo.
"A gente tem um jogo extremamente difícil contra o Palmeiras, uma equipe muito forte, independentemente de quem possa vir. São atletas que tem muita qualidade. Uma provável escalação tem Lucas Lima, Marcos Rocha, Felipe Melo, não é fácil. Equipe muito qualificada. A questão de três volantes, podemos usar em determinados jogos. Usamos contra o São Paulo, com Flávio pelo lado para ajudar a fechar o corredor. Contra o Ceará foi um pouco diferente, os três jogaram por dentro. São possibilidades. Estou avaliando. Três meias. Fico pensando. Podem ser atacantes, não meias. Élber e Clayton são atacantes. Marco Antônio não vejo muito como meia, é mais um segundo atacante. A linha de três pode ser feita com jogadores com características de meias ou mais agudos, que chegam mais. É só o início de formação. Importante é dar profundidade, velocidade, dar uma transição, sustentação na parte defensiva, o que é importante. O Palmeiras não vai ficar atrás se defendendo. A equipe vai argumentar o jogo, criar situações. A gente precisa estar equilibrado", explicou.
Com a chance de não ter Tiago, com um problema na coxa, Enderson também disse não ter decidido o seu substituto. Os disponíveis são Douglas Grolli e Everson.
"São duas possibilidades. Grolli tá recuperado. Ainda vou pensar. Tiago vamos aguardar até o último instante, para ver se tem condições de se recuperar. Tem o treino de hoje e o de amanhã para ter uma definição. Ainda vou avaliar algumas possibilidades para tomar essa decisão", pontuou.
