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'Alguns jogadores estão à frente', afirma Guto Ferreira sobre Nilton

Por Ulisses Gama

'Alguns jogadores estão à frente', afirma Guto Ferreira sobre Nilton
Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia

Visto como uma referência para o Bahia no momento em que foi contratado, o volante Nilton pouco atuou no tricolor. Em quase um semestre no clube, foram apenas cinco partidas disputadas, a maioria saindo do banco de reservas. QUestionado sobre a situação do jogador no elenco, o técnico Guto Ferreira afirmou que existem outros jogadores da posição na frente dele e justificou a falta de oportunidades por não fazer muitas alterações na posição durante os jogos.

 

"É um jogador que está buscando seu espaço, que, dentro da nossa leitura, é um jogador que tem alguns jogadores que estão à frente. Nos momentos em que a gente achou viável coloca-lo, colocamos. Em algumas partidas, ele deu uma reposta importante, como foi o Ba-Vi que entrou, o jogo contra o Jequié. Entrando no segundo tempo. E em outras partidas começando, ele não teve a felicidade de fazer um grande jogo. Mas tudo isso é um processo de um jogador com caráter extremo. É um jogador que trabalha muito, busca o espaço e que talvez, se a gente tivesse necessidade, durante toda a partida, o hábito de estar trocando volante, talvez já tivesse mais oportunidades. Não é o que vem acontecendo. A gente troca muito mais jogadores de frente do que os de trás. Então, por isso, às vezes falta um pouco mais de oportunidade", declarou.

 

Outro que vive um momento complicado no clube é Kayke. Sem marcar gols desde março, o jogador não vem sendo relacionado. Para o treinador, o jogador precisa ser preservado para recuperar a confiança na sequência da temporada.

 

"Eu não costumo desistir dos jogadores. Só que o momento de Kayke... Kayke teve muito mais oportunidade. E o momento não é o momento viável. Temos que deixar parar um pouquinho e a equipe dar uma estabilizada, e a partir disso a gente encontrar o melhor momento em que Kayke esteja com a cabeça mais forte, em termos de confiança, que a equipe faça partidas que possam trazer uma confiança maior do torcedor. Que a gente, dentro desse panorama, possa encontrar um momento de oportunizar o Kayke e que ele possa, quando receber a oportunidade, se encontrar. Porque, se não se encontrar, volta tudo à estaca zero. Isso foi feito um pouco com Élber, e a gente conseguiu. Tudo é o tempo. Não adianta eu ficar acelerando o processo, a gente vai correr riscos. A gente não está levando o Kayke, e vamos ter um só centroavante à disposição, porque ficam só sete jogadores nas partidas da Sul-Americana. Pera trazer para dentro do campo um jogador que, ao entrar, toda a torcida vai conspirar contra, por causa da situação de momento dele. Então é melhor esperar um momento de trazer confiança maior. Até para preservar ele e preservar o que estão dentro do campo. Gostaria que isso não acontecesse, mas infelizmente é o futebol. Acontece. Não pode desistir das pessoas, e tem que encontrar o melhor momento de voltar a oportunizar e fazer com que o jogador se recupere. Tudo isso, se houvesse cooperação, não aconteceria. A gente conseguiria fazer essas fases de forma mais rápida.  São decisões muito difíceis, mas que, em algum momento, tem que ser tomadas, mesmo saindo ferido dessa situação, mesmo não gostando da procedência que tem que ter", explicou.

 

O Bahia volta a jogar nesta quarta-feira (23), contra o Blooming, pela segunda partida da primeira fase da Copa Sul-Americana.