Por provas e perguntas indeferidas, Bahia já promete recorrer a depender do resultado
O advogado do Bahia, Cristiano Possídio, criticou a decisão do relator em indeferir provas coletadas pelo clube no julgamento das confusões ocorridas no clássico Ba-Vi, do último dia 18. As denúncias estão sendo julgadas nesta terça-feira (27), na sede do Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol da Bahia (TJD-BA). Segundo Cristiano, as perguntas formuladas pelo jurídico do Esquadrão também não puderam ser feitas. "Causou surpresa a decisão da comissão disciplinar, do ponto de vista jurídico. Mas o Bahia não concorda com ela, até porque essa decisão contrasta com a própria decisão do tribunal", criticou em entrevista ao Bahia Notícias. "A postura do Bahia é respeitar a decisão da comissão disciplinar como deve ser, do ponto de vista democrático. Todavia, não concordar com ela e se for o caso, a depender do resultado, recorrer inclusive para a anulação se houver algum tipo de prejuízo ao processo", completou. Sobre o depoimento da perita Valéria Leal, contratada pelo Bahia para prestar consultoria de leitura labial, o advogado explicou a inclusão do laudo pericial nos autos do processo. "Ela é uma técnica, uma cientista com currículo invejável. É uma questão que depende de uma avaliação mais circunstanciada. O Bahia não apenas juntou um laudo, que é uma prova robusta e forte. Embora o Bahia tenha tido a sua intervenção indeferida, a prova pericial está nos autos. A perita esclareceu mais questões importantes. Por isso que o Bahia trouxe ela aqui", comentou. O técnico do Vitória, Vagner Mancini, é acusado de, supostamente, orientar o zagueiro Bruno Bispo de provocar a expulsão e encerrar a partida antes do término do tempo regulamentar. Ele teria feito o pedido numa conversa com o zagueiro Ramon na beira do campo. Após o quinto jogador do Vitória receber o cartão vermelho, o árbitro Jailson Macedo Freitas foi obrigado a acabar o jogo aos 35 minutos do segundo tempo, por número insuficiente de atletas de uma das equipes.
