Guto Ferreira evita falar sobre alívio no Bahia: 'Trabalhamos sempre pressionados'
O triunfo sobre o Altos do Piauí na noite desta terça-feira (30) deu uma sobrevida ao técnico Guto Ferreira dentro do Bahia. Mas "alívio" foi uma palavra que passou longe do vocabulário do treinador após o resultado no estádio Albertão. O comandante do Tricolor voltou a falar sobre a pressão da torcida e destacou a importância do apoio para a sequência da temporada.
"Trabalhamos no Bahia sempre pressionados. Nós queremos fazer o melhor para o Bahia, que é o seu torcedor. O Bahia é Binha que estava aqui hoje me enchendo de moral. O Bahia é a torcida que empurra, com muitos torcedores. Por onde você vai tem torcedor do Bahia e na Arena é de arrepiar. O torcedor tem o direito de reclamar. Temos que trabalhar, ouvir, acatar, digerir, que não é fácil, mas eles têm toda a razão. Vamos buscar uma maneira de conseguir com o apoio deles", declarou.
Guto Ferreira também avaliou de forma positiva a improvisação do lateral esquerdo Mena no lado direito do campo. Além disso, o "Gordiola" disse assumir a responsabilidade dos eventuais erros do chileno.
"Me agradou sim. Teve um comportamos sólido e teve um erro na partida. Mas o erro não foi dele, foi meu. Não é porque ganhamos o jogo. Um cara com a competência dele se prontificar a trabalhar da maneira que ele trabalhou nós temos que enaltecer", indicou Guto, que comentou a situação do jovem João Pedro Ribeiro, lateral direito que foi relacionado, mas não entrou em campo. Juninho Capixaba, que se destacou no Tricolor durante o Campeonato Brasileiro do ano passado e hoje está no Corinthians, foi citado como exemplo.
"João Pedro é um menino de 17 anos. Vamos com calma que temos que ir lapidando. Se eu boto o menino, comportamentos se análise contra o menino e o treinador. É um menino que trabalha no Bahia desde 12 anos, status de seleção e ainda não pode receber essa responsabilidade. A medida que ele vá ganhando bagagem, ele ganha a posição. Quando eu tirei Juninho [Capixaba] no Campeonato Baiano, todo mundo me questionou, mas não deixamos de trabalhar e ele estava ciente", completou.
