Adversário do Bahia, Blooming nunca venceu brasileiros; confira números
No sorteio realizado na última quarta-feira (20), ficou definido que o Bahia enfrentará o Blooming, da Bolívia, na primeira fase da Copa Sul-Americana. O que o Tricolor pode esperar da La Academia no primeiro confronto do clube baiano com uma equipe boliviana na história? Pelo histórico, pelo menos, o Esquadrão pode se animar. O adversário nunca venceu um brasileiro em torneios oficiais – foram cinco derrotas e um empate.
Nestes seis encontros, houve um 0 a 0 contra o Flamengo, pela Libertadores de 1983, no primeiro turno da fase de grupos da competição. No jogo de volta, sofreu sonoros 7 a 1, no Maracanã. O Blooming perdeu também para Grêmio, duas vezes, e Santos, em outras duas oportunidades. Na última, os santistas fizeram 5 a 0, pela fase classificatória da competição continental de 2007.
Como de costume na maioria dos países sul-americanos, a Bolívia possui dois campeonatos nacionais por ano – Apertura e Clausura. E, no último o Blooming ficou na quinta colocação de 12 clubes, com 32 pontos. Foram sete vitórias, quatro derrotas e incríveis 11 empates em 22 partidas.
Ténico Jeaustin Campos; ao fundo, torcida no Estádio Ramón Tahuichi Aguilera
| Foto: Divulgação
O destaque da equipe é o meia boliviano Leonardo Vaca. Artilheiro do time no nacional, ele marcou seis gols em 20 jogos. Com um jogo a mais, mas com o mesmo número de gols marcados, o atacante argentino Cézar Pereyra também é importante na equipe treinada pelo costa-riquenho Jeaustin Campos. No meio, outro Vaca, Joselito, é ídolo do time e jogou um jogo nas últimas Eliminatórias da Copa do Mundo. Coincidentemente, ele entrou no segundo tempo da goleada do Brasil por 5 a 0 para cima dos bolivianos, na Arena das Dunas, em outubro do ano passado.
O Blooming, apesar da quinta colocação, não terminou o campeonato em alta. Nas últimas cinco partidas, foram quatro empates e uma derrota por 2 a 0 frente ao Bolívar, campeão do Clausura.
Fundado no dia 1º de maio de 1946, o clube joga no Estádio Tauhichi Aguilera, em Santa Cruz de la Sierra. Para o Bahia, o local será um problema a menos. Isso porque uma das preocupações do clube baiano era a possibilidade de jogar numa cidade com altitude elevada. O local possui elevação de apenas 416 metros, menor que cidades como Jacobina (463 m) e Vitória da Conquista (923 m).
Em competições internacionais, o Blooming possui mais participações que o Bahia, mas não obteve muito sucesso. Foram sete participações em Libertadores e só chegou à segunda fase em 1985, quando o torneio tinha uma fórmula diferente. Na ocasião, os bolivianos foram eliminados pelos Argentinos Juniors. No total, foram 13 vitórias, 9 empates e 20 derrotas.
Leonardo Vaca, artilheiro do time no Clausura | Foto: Reprodução / Eju!
O Bahia, por sua vez, participou da maior competição continental em três oportunidades. Na melhor participação, caiu nas quartas de final para o Internacional, em 1989. O Tricolor também esteve presente nas edições de 1959 e 1964. Foram seis vitórias, cinco empates e três derrotas.
Na Sul-Americana, a melhor participação tricolor foi em 2013, quando foi eliminado nas oitavas de final pelo Atlético Nacional, nas penalidades, na Fonte Nova. No histórico, são cinco triunfos, dois empates e duas derrotas.
La Academia jogou seis edições de Sul-Americana e chegou apenas uma vez à segunda fase. Foram duas vitórias, dois empates e oito derrotas.
Só para participar do torneio, todos os clubes da primeira fase receberão 250 mil dólares (cerca de R$ 827 mil) em 2018. O primeiro jogo entre baianos e bolivianos será em Santa Crus de La Sierra, no dia 11 de abril. A volta será realizada na Arena Fonte Nova, no dia 9 de maio.


