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Divisões de base: confira as propostas dos candidatos à presidência do Bahia

Por Ulisses Gama / Leandro Aragão

Divisões de base: confira as propostas dos candidatos à presidência do Bahia
Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia

Na semana que precede as eleições do Esporte Clube Bahia, o Bahia Notícias ouviu as propostas dos candidatos à presidência do Tricolor para o triênio 2018/2020. Nesta terça (5), Abílio Freire (Mais um, Baêa!), Binha de São Caetano (Bahia campeão dos campeões), Fernando Jorge (Voltar a sorrir), Guilherme Bellintani (Bahia 3.1) e Nelsival Menezes (Bahia gigante) falam sobre o trabalho com as divisões de base do clube. Confira: 

 

 

A minha principal ideia é reestruturar a divisão de base. Então, nós precisamos intermunicipalizar a divisão de base, internacionalizar a divisão de base e participar de grandes torneios internacionais, precisamos fazer isso. E na intermunicipalização da divisão de base, nós vamos criar uma estrutura organizada onde o atleta não fique lá como um depósito de garoto. Nós vamos criar coordenação de saúde com médico pediatra, com médico esportivo, com fisioterapeuta e com nutrição, um nutricionista bom para dar uma nutrição adequada para o jogador. Precisamos ver também uma coordenação psico-educacional, onde a criança possa ter um acompanhamento de assistente social, de psicólogo e de pedagogo. Precisamos ter também na coordenação de divisão de base, uma equipe de trabalho de alto nível. Não é qualquer um que pode trabalhar na divisão de base, porque se você recruta mal, você vai selecionar mal e vai treinar mal. Então, é preciso que na divisão de base tenha analista e observadores de talentos que tenha  capacidade para isso.

 

 

Esse é um ponto fundamental. Na nossa reestruturação das divisões de base, a gente vai fazer a Rede Nordeste de Jovens Atletas. É uma rede espalhada por todo o Nordeste com a ampliação da quantidade de observadores, de olheiros, ampliação da quantidade de escolinhas e mais, estruturação dessas escolinhas, que sozinhas não tem condição de se estruturar. Então, o Bahia vai entrar para ajudar com essa estruturação e fazer da Cidade Tricolor o coração da divisão de base. Quer dizer, quando o atleta jovem passa por todos os filtros dessa rede de observadores e de escolinhas, ele vai ter na Cidade Tricolor o seu coração. É ali que ele vai, por exemplo, poder morar, poder jogar, poder montar a sua estrutura de vida esportiva, e ali a gente vai, pela Cidade Tricolor, projetar a base do Esporte Clube Bahia para o mundo inteiro.

 

 

A proposta para as divisões de base é uma melhor qualidade na formação. Eu acho que nós temos tanto de ter preocupação com esse preparo do profissional como mais ainda com o preparo da base. Então, nós vamos investir na base na relação direção da base, treinadores da base, fisiologistas da base. Nós temos que dar condição ao menino em formação tão quanto a do jogador profissional, que é o nosso futuro. O maior futuro de um clube de futebol, o ativo é o jogador.

 

50% do orçamento do Bahia devia ir para a divisão de base. Contratar cidadão profissional para trabalhar na base. Eu penso, não sei se posso citar nomes, porque as pessoas não me autorizaram, mas aqui em Salvador tem (Newton) Mota, que é um grande profissional, uma pessoa excepcional, inteligente, que conhece tudo de futebol. Tem João Paulo, que está no Palmeiras. Tem Gilmey Aimberê, Tem Carlão, que faz um grande trabalho. Agora, tem que dar condições de trabalho para esse povo, tem que dar postura, perfil, tem que dar ética. Tem que dar condições de trabalho, que é o mais importante, não é só você contratar as pessoas que tem qualidade no futebol e não dar condições de trabalho. Se eu for presidente, essas pessoas, se eles aceitarem a minha proposta, vai trabalhar comigo, ser humilde. Eu vou investir 50% do orçamento do Bahia na base, qualquer grande equipe do futebol mundial tem que investir na base, porque o futebol está muito caro. Tem jogador ganhando 400, 500, 700 mil reais e não tem amor à instituição.

 

 

Eu costumo dizer que divisão de base é o coração de um clube. Enquanto que a vitrine é o time profissional, a divisão de base é o coração que mantém a coisa funcionando, não só porque ela permite que você possa revelar jogadores e esses jogadores te deem um retorno técnico dentro de um time principal com um custo muito menor e com uma dedicação com a camisa, teoricamente, maior, por conta do período que ele já esteve ligado ao clube, nós também conseguiremos uma formação adequada, vender jogadores para que a gente possa ganhar dinheiro com essa atividade. Então hoje, enxergar um clube de futebol, principalmente como o Bahia que não tem as benesses dos clubes do eixo Rio-São Paulo, nós precisamos acima de tudo, ter uma visão empresarial para entender que o Bahia precisa ganhar dinheiro com jogador. Então, temos que formar e vender, como acontece com outros clubes, não só no Brasil como fora do Brasil.