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Impressões do caso Galvão

Éder Ferrari/BahiaNotícias

A impressão que fica do litígio entre o Esporte Clube Bahia e o atacante Galvão é que ambos agiram de forma equivocada. O Tricolor realmente não vem cumprindo, em dias, com suas obrigações registradas em contrato com o jogador. O salário está há mais de dois meses atrasado e não tem a menor perspectiva de que serão quitados nos próximos dias. A direção não teve tato para perceber que Galvão não tinha mais a menor vontade de jogar pelo clube na época em que endureceu a transferência do atleta para o futebol ucraniano; perdeu uma boa oportunidade de receber algum dinheiro, além de evitar passar por essa situação vexatória que virou um bloqueio na tentativa de trazer um substituto para o atacante. Sem credibilidade e autoridade com seus funcionários, o clube não teve como punir, ou não quis, o jogador depois do seu primeiro sumiço no dia seguinte a invasão da Terror Tricolor, o que abriu espaço para que a indisciplina se repetisse.
Já Galvão tem todo direito de buscar o que ele julga ser melhor para sua carreira e sua vida, porém, ele tinha um contrato em vigor e agiu com total falta de profissionalismo nas três oportunidades em que desapareceu do Fazendão sem comunicar o clube. Lembrando que, ele teria total liberdade se os atrasos alcançassem três meses. Mostrou falta de preparo, de respeito, além de covardia, já que ele deveria comunicar aos seus contratantes que não queria mais continuar no Bahia. É isso que se espera de um profissional, não atitude irresponsável e que pode abrir um procedente prejudicial não só ao clube, como em sua carreira. Agir na surdina não é a melhor estratégia de marketing. O treinador Roberto Cavalo já deixou claro que não pretende mais trabalhar com o atacante nem no Tricolor, nem em nenhum outro clube. Também faltou tato a Galvão e seus representantes.
O provável desfecho do caso é o seguinte: o Bahia sem o atacante que vinha sendo referência no esquema tático; o jogador sem clube pelo menos até o final do ano; e os advogados de ambas as partes disputando uma lamentável partida nos tribunais.