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Na reta final, Guto Ferreira valoriza triunfos em detrimento do desempenho

Por Ulisses Gama

Na reta final, Guto Ferreira valoriza triunfos em detrimento do desempenho
Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia
O Bahia deixou o campo do Serra Dourada na última sexta-feira (4) com o triunfo de 1 a 0 sobre o Vila Nova, pela 34ª rodada da Série B, mas ficou o questionamento sobre o desempenho dos comandados de Guto Ferreira naquela partida. Questionado sobre a atuação da equipe nas últimas partidas da competição, o comandante tricolor valorizou a importância de conquistar pontos independente do nível de atuação.
 
"O que eu quero sempre é que jogue sempre bem e vença, porque esse tipo de situação traz um valor mental de reforço de autoestima muito importante. Mas, nesse momento, o que é mais importante? jogar bem ou vencer? Nesse momento, faltam três jogos, o mais importante são os triunfos. Então vamos trabalhar sempre muito, porque o desempenho é o que causa o resultado. Vamos trabalhar para sermos efetivos, competentes no desempenho. E, através desse desempenho, conquistar os triunfos. Se a gente não conseguir render o esperado, mas conseguir os triunfos, eu não vou ficar bravo por causa disso, não. Não vou ficar me martirizando por causa disso. E, nesse momento em que temos poucas coisas em pouco tempo para se corrigir, nós vamos atacar da melhor maneira possível para se corrigir, para melhorar. Mas nós também não vamos ficar fazendo tempestade em copo d’água, não. O mais importante é triunfar, chegar no dia 26 com a classificação para a Série A", declarou.
 
Sobre a partida contra o Vila Nova, Guto voltou a citar o peso da questão psicológica para explicar a má atuação dos seus comandados. O resultado em Goiânia quebrou um tabu de dois meses sem triunfos longe de Salvador.
 
"Em relação ao jogo, a gente está ciente de que não fez um grande jogo. Mas a gente é consciente também de por que esse jogo não foi tão bom. A gente jogava com um bloqueio mental muito grande, com uma série de traumas, que a gente precisava superar. Na cabeça dos jogadores, mais do que nunca, o gol apareceu cedo. E aí é aquela questão de você ter aquilo ali na mão e não abrir mão de perder em hipótese alguma, nem de correr riscos. E aí o fato de você acabar ficando tímido dentro da partida, você acaba cedendo espaço para uma equipe que não tinha mais responsabilidade nenhuma dentro da competição e se atirava. Até por estar dentro de casa, se atirava confiante para cima da gente. Mas acho que veio a incompetência deles em duas finalizações e a nossa competição na maioria da partida e poder conseguir manter o resultado até o fim", completou.
 
O Bahia volta a jogar na noite desta terça-feira (8), às 20h30 (horário da Bahia), contra o Sampaio Corrêa, na Arena Fonte Nova.