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'Nós temos que respeitar', diz Guto Ferreira sobre jogo contra o Tupi

Por Ulisses Gama

'Nós temos que respeitar', diz Guto Ferreira sobre jogo contra o Tupi
Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia
Depois de enfrentar dois adversários diretos na briga pelo acesso à Série A, o Bahia encara o Tupi, no próximo domingo (9), pela 30ª rodada da Série B. O adversário, que não vence há sete partidas, ocupa a 18ª colocação do certame nacional. Motivo para acomodação? Não para o técnico Guto Ferreira, que pregou respeito durante entrevista na última sexta-feira (7).
 
"O Bahia só estava jogando contra rival direto. Não é um rival direto na briga de cima, mas que precisa muito do resultado. E jogando fora de casa é complicadíssimo. Nós temos que respeitar. Tem uma série de coisas que nós temos que levar em consideração e não é o lugar na tabela que mostra a qualidade do grupo", declarou.
 
Com cinco pontos de distância para a margem dos quatro primeiros colocados da Segunda Divisão, Guto apontou a importância de conquistar os três pontos diante dos mineiros para continuar na briga.
 
"No momento que nós estamos, para a gente pensar em alguma coisa, nós temos que pensar em vencer, independente de ser dentro ou fora de casa. Nós temos que estar jogando para ganhar, vencer. Temos que multiplicar as nossas contas dessa maneira. A Série B está muito competitiva, haja vista que nos últimos anos tem um bloco de equipes chegando na classificação, mais equipes em condições. Uma diferença pouca entre nós e o líder dá nove pontos. E nós somos só o 7º. O 10º tem a mesma pontuação da gente. Entre nós e a zona cinco. É uma briga ferrenha. Aí tem uma questão muito interessante. Se a gente colocar o Luverdense e o Vila, são 12 equipes na briga. Dessas 12, nós talvez sejamos a equipe com menos confrontos. Nós temos cinco. Todos os outros têm de 7 a 9 jogos. Então, tem muita coisa a acontecer. É por isso que a gente está trabalhando bastante", indicou o técnico, que saiu em defesa do atacante Hernane e do meia Renato Cajá, que vem sendo contestados pela imprensa e pela torcida.
 
"Tudo passa por várias situações. Hernane e Cajá talvez estão encontrando uma situação maior. Porque eles saíram naquele jogo do Criciúma e nós acabamos conquistando o triunfo. Eu falei após a partida que o trabalho de quem entrou foi fantástico, mas não denigre em nada a saída dos outros dois que trabalharam mito para desgastar os adversários. Se cobra que faça gol todos os jogos em relação ao centroavante. É uma equipe que vem marcando bastante. Existe todo um trabalho coletivo. A gente não pode colocar toda a situação em cima de um único jogador. Acho que Hernane e Cajá tem tudo para fazer uma grande partida no domingo", finalizou.