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Ex-preparador físico, Reverson Pimentel rebate críticas de Guto Ferreira

Ex-preparador físico, Reverson Pimentel rebate críticas de Guto Ferreira
Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia
Depois do Bahia ter sido derrotado pelo Vila Nova no último dia 5 de julho (veja aqui), o técnico Guto Ferreira, com oito dias no comando técnico, teceu duras críticas a alguns pontos do elenco. Um deles foi a preparação física (relembre). Após a crítica, o preparador Reverson Pimentel foi demitido do cargo e deu lugar ao coordenador de treinamentos Marcos Cezar.
 
A análise do técnico tricolor, no entanto, não é compartilhada pelo antigo profissional do clube, que estava no comando desde o início de 2015. Em entrevista ao site globoesporte.com, Reverson deu a sua opinião.
 
"Hoje, o Bahia tem um departamento, de muito dinheiro que se investiu, porque não foi pouco dinheiro, que comprova que o problema não é esse. Não concordo. Se pegar, e o clube tem todos esses dados, os últimos 58 dias até a minha saída, da final do estadual, dia 8 de maio, até dia 5 de julho, a minha saída, a gente ficou 58 dias jogando a cada três dias. Foram 18 jogos. Se você fizer uma conta, a cada três dias e meio a gente estava entrando em campo. Sessenta dias sem treinar, sem conseguir dar uma carga, sem ter uma semana aberta para treinamento, é claro que o jogador acaba destreinando algumas capacidades. Porém, não quer dizer que ele esteja mal fisicamente, até porque os dados do GPS, as análises de jogos, o clube tem esse levantamento, os jogadores corriam mais no segundo tempo do que no primeiro", afirmou.
 
Reverson argumenta que o elenco montado no início do ano não se encaixa nas características de força que o atual técnico tricolor pede.
 
"Quando você monta um elenco, você consegue dar uma carga de força e melhorar a força. A característica do grupo do Bahia, eu vou te dar um exemplo: o Cajá não é um jogador de força. A gente consegue dar força, mas ele não é um jogador de força. A gente fez um trabalho, quando ele voltou da Arábia, a gente fez um trabalho por 15 dias e foi colocando ele para jogar. Cajá não teve lesão nenhuma. Lucas Fonseca ficou um ano na China, quatro meses parado, e a gente conseguiu recuperar poupando de um jogo ou outro, mas a gente conseguiu fazer todo o protocolo de condicionamento sem que ele sofresse lesão muscular. O Hernane não é jogador de força. Hoje, o jogador de mais força no Bahia é o Edigar Junio. É o jogador de mais força. O Luisinho não é um jogador de força, o Juninho não é um jogador de força", explica.
 
O tricolor volta a jogar pela Série B no próximo sábado (23), contra o Luverdense, pela 17ª rodada da Série B. No momento, a equipe ocupa o 10º lugar, com 21 pontos.