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'Nossos jogadores mais caros são as ações trabalhistas', diz presidente do Bahia

Por Heron Lessa

'Nossos jogadores mais caros são as ações trabalhistas', diz presidente do Bahia
Foto: Bahia Notícias
O presidente do Bahia, Marcelo Sant’Ana participou na tarde desta terça-feira (6) do programa Arena, da SporTV e falou os motivos que o levaram a ser presidente do tricolor. “Eu decidi ser presidente, apesar de todas as dificuldades, por entender que posso ajudar o Bahia. Eu tenho 33 anos e nesse tempo, eu vi o Bahia perder muito mais do que vencer. Os modelos de gestões que passaram no clube estão ultrapassados, por isso decidi antecipar minha candidatura para 2015”. 
 
Também convidado do programa, o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, saudou Marcelo e, apesar dos confrontos, decidiu boa sorte. “Eu queria desejar boa sorte ao presidente, que sua caminhada em 2015 seja vitoriosa e espero recebe-lo aqui no Rio. Apesar dos dois confrontos na Série B, espero que no final do ano tenha duas festas: em Salvador e aqui no Rio”.
 
Perguntado pelo narrador Milton Leite sobre a preparação para assumir o cargo, Marcelo disse que estudou muito as antigas e atuais gestões, assim como o futebol europeu. “Eu me preparei por dois anos para poder ser presidente. Nós brasileiros gostamos do time, dos 11 que entram em campo. Porém, temos que pensar como o modelo europeu. No futebol como um todo. Eu queria ser jogador, como não tinha técnica (risos), fui estudar e me formei em jornalismo, marketing, sempre visando entender mais de gestão como um todo”.
 
Sobre a situação financeira do tricolor, o novo mandatário foi direto. “O Bahia hoje tem uma situação complicadíssima. Nossa dívida gira em torno de R$ 100 milhões de Reais. Ainda estou tentando entender como funciona o fluxo de caixa do clube, as receitas. Hoje nossos jogadores mais caros são as ações trabalhistas, que por mês custam R$ 340 mil. E eles não entram em campo e nem fazem gols”. 
 
Para finalizar, Marcelo disse que apesar de ser torcedor, soube separar a paixão para poder gerir o clube da forma correta. “Eu trabalhei como jornalista esportivo, cobri o Bahia por muito tempo. Claro, a paixão existe, mas aprendi a lidar com isso no dia-dia”.