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Travelling

Davidson pelo Mundo: Turismo de Experiência!

Por Davidson Botelho - @davidsonpelomundo

Davidson pelo Mundo: Turismo de Experiência!

Turismo de Experiência é um conceito de turismo que busca se contrapor ao chamado Turismo de Massa, valorizando experiências autênticas que fujam do tradicional binômio contemplação + descanso, seja aprendendo algo novo, vivendo algo inusitado, saboreando os prazeres da mesa ou ainda se hospedando em uma comunidade indígena ou casa de famílias.

 

O turista de hoje quer mais do que apenas alguns dias para descansar. Ele deseja que sua vontade e expectativa sejam atendidas; ele busca viagens que o façam passar por sensações únicas; ele quer produtos e serviços diferenciados que lhe proporcionem uma experiência marcante, seja se hospedando em um hotel de gelo, seja provando uma comida que o leve a uma nova experiência sensorial.

 

 

O termo "Economia da Experiência" foi usado pela primeira vez em um artigo de 1998 de B. Joseph Pine II e James H. Gilmore, descrevendo a economia da experiência como a próxima economia seguindo a economia agrária, a economia industrial e a economia de serviços mais recente. Pine e Gilmore argumentam que as empresas devem orquestrar eventos memoráveis para seus clientes e que a própria memória se torna o produto: a "experiência".

 

Embora o conceito de economia da experiência tenha sido inicialmente focado nos negócios, migrou para o turismo, arquitetura, culinária, planejamento urbano e outros campos.

 

A Economia da Experiência também é considerada a principal base para a gestão da experiência do exigente cliente do mercado do turismo. O que leva o mercado a se reestruturar sempre é o comportamento do cliente; no caso do turismo não é diferente. Podemos classificar o viajante atual hoje como:

 

• Exigente e criterioso
• Pesquisa online, porém nem sempre compra online
• Busca experiências novas
• Compartilhador (quer mostrar que viaja)
• Confia pouco na mídia tradicional e mais nas avaliações de amigos ou na internet.

 

O Turismo de Experiência pode servir como um "guarda-chuva" para vários nichos do turismo já conhecidos, tais como Turismo de Aventura, Ecoturismo, Lazer, Esportes, Eventos, etc.... Porém, ele é fortemente relacionado ao chamado Turismo de Base Comunitária, por conta da busca do mercado por novidades e "experiências autênticas", como é o caso do Turismo Gastronômico e Cultural.

 

A oferta turística hoje ainda é muito voltada para o turismo de massa, especialmente no Brasil. Sabemos que o perfil do viajante está mudando rapidamente, principalmente com o advento das agências de viagens online, que permitem que o viajante feche toda a sua viagem no mundo virtual, incluindo experiências separadas do pacote passagem aérea x hotel.

 

Isso faz com que muitas agências de viagens fechem as portas, acostumadas com o antigo modelo de serem as únicas provedoras de viagens que existiam. As que querem investir no mercado digital geralmente não têm forças para competir com grandes agências online que dominam o cenário. Isso gera o consenso de que o agente de viagens é um ser em extinção. Para concorrer com isso, o agente do presente e do futuro precisará prestar um serviço de excelência com grande agilidade, e o Turismo de Experiência pode ser um grande aliado nesse processo.

 

A própria cadeia produtiva do turismo está se deteriorando, com a quebra de várias operadoras tradicionais no mercado. Sendo assim, o antigo modelo fornecedor → operador → agência → cliente está se desestruturando e novas formas de negócios estão surgindo. Para atender ao público que quer fazer viagens diferenciadas, muitas agências se especializaram em nichos como Turismo de Aventura e Turismo Gastronômico.

 

Aliás, os próprios hotéis e o Airbnb já vêm oferecendo experiências dentro dos seus próprios estabelecimentos ou não. Nesse sentido, as companhias aéreas estão indo na contramão do mercado, oferecendo serviços cada vez mais padronizados e de baixo custo (commodities).

 

 

Hoje o relacionamento do consumidor com os produtos é rápido e temporário. As escolhas mudam rapidamente e é difícil gerar fidelização. Uma forma de se diferenciar é ativar as emoções do cliente, gerando experiências positivas e, consequentemente, uma relação duradoura com a empresa. Assim, para implantar o conceito de experiência, é preciso entender a diferença entre o turista tradicional e o turista que busca experiência.

 

São os novos tempos, graças a Deus, e nesse contexto as cidades também precisam se reinventar. Não conquistaremos mais visitantes entregando fitinhas ou com belos filmes de praias lindas, gente sorrindo e grandes festas. Os destinos precisam entender que o conteúdo parte da sua iniciativa em querer ser diferente e encantar seus visitantes, e para isso, logicamente, precisam construir todo esse enredo com a iniciativa privada e envolver a sociedade nesse desafio.

 

 

O ser humano é movido por desafios e alimentado por experiências!