Davidson pelo Mundo: Viajar, a nova onda dos jovens!
O hábito de viajar na classe média e burguesia brasileira sempre teve uma participação mais efetiva dos mais velhos, casados, pessoas já estabelecidas e após algumas conquistas materiais que sempre foram prioridades para gerações.
Cursar o ensino superior no menor espaço de tempo, comprar ou ganhar seu primeiro carro ao passar no vestibular ou no primeiro emprego, sempre foram metas e tradições dos jovens no Brasil, seguindo o que seus pais sempre fizeram. Viagem para jovens no Brasil sempre aconteceu na presença dos pais, ou para Disney com grupos escolares ou no máximo para visitar parentes espalhados em outros estados. Nunca houve o incentivo, nem a cultura dos jovens de viajarem sozinhos e terem esse hábito como investimento na sua formação e crescimento como ser humano e profissional.
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Devido ao conforto financeiro, existe um grande mercado de viagens para o público da maior idade (que hoje é chamado de melhor idade), justamente pela disponibilidade de tempo e independência financeira. Isso fez com que os olhos do mercado apontassem muito mais para uma direção e deixasse de lado ou fora de foco o mercado dos jovens.
Na Europa e Estados Unidos, a cultura de viajar ainda adolescente e até mesmo antes do primeiro emprego, é bem mais consolidada do que aqui no Brasil. Nessas regiões, a família entende que o hábito de viajar acelera a formação dos jovens como seres humanos independentes e assim começam a trilhar seus caminhos.

O jovem hoje não tem mais a pressa de sair da faculdade com 21 anos, o carro não é mais prioridade principalmente nas grandes metrópoles, não existe a ansiedade de adquirir seu primeiro imóvel pois eles entendem que morar na casa dos pais é mais confortável e muito mais barato.
É justamente aí que entram as viagens. Os jovens querem novas experiências, desejam não só viajar a turismo, mas também querem se possível a possibilidade de residir num outro país nem que seja temporário. O investimento em carros, primeiro apartamento, roupas de grife e outras conquistas materiais vem sendo trocadas por experiências, e a maior delas é viajar.
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Nesse contexto, os jovens querem ter suas experiências, não quer o apoio de especialistas, querem fazer suas pesquisas, escutar seus amigos e suas referências de afinidades. Além disso, não priorizam hotéis de luxo, nem viagens de compras, eles querem experiências, restaurantes interessantes, passeios interessantes, não querem excursões e sim dirigir seu carro alugado, ficar num apartamento alugado ou num hotel bem localizado e viver o cotidiano de um local.
Os jovens não querem mais se vangloriar pela quantidade de calças de grife ou marca do seu carro, o jovem bem-sucedido é medido pelos idiomas que fala e quantidade de países que conhecem, essa é uma nova geração que tem a cabeça globalizada, cabeça de mundo e entendem que os muros ficaram baixos e que as fronteiras estão ruindo.
Os jovens perceberam e optaram por viajar na fase do ápice da saúde e da disponibilidade de tempo, ao invés do ápice da independência financeira sem a certeza que estariam na plenitude da saúde para desfrutar.
Vejo esse mercado de uma forma muito promissora e com uma tendência irreversível. Fiquem atentos e não percam a oportunidade de surfarem nessa onda do turismo jovem!
