Modelos negras reveladas na Bahia conquistam passarelas internacionais e projetam a diversidade brasileira no mercado global
Por Redação
Os principais circuitos internacionais de moda vêm sendo ocupados por modelos negras reveladas na Bahia, como Josefa Santos, Yasmin Cunha e Beatriz Santos. Elas desfilam em eventos como a Semana de Moda de Paris, representando marcas reconhecidas no mercado da moda. O avanço é resultado de um trabalho contínuo de formação profissional e conexão com o mercado desenvolvido em Salvador.
Na edição de setembro da semana de moda francesa, a modelo Beatriz Santos, natural de Maraú, ganhou destaque ao desfilar para a grife Burç Akyol. Josefa Santos também participou do evento, representando a Yves Saint Laurent.
Natural de Ribeira do Pombal, Josefa já estampou a capa da Vogue Brasil, em agosto de 2026, e desfilou para grifes como Dior, Valentino, Jean Paul Gaultier, Fendi, Loewe, Chloé, Schiaparelli, Calvin Klein e Tory Burch.
Yasmin Cunha, de 18 anos, estreou no circuito internacional ao desfilar para a Balenciaga durante a Paris Fashion Week. Na ocasião, a modelo soteropolitana apresentou uma coleção assinada por Pierpaolo Piccioli.
As modelos são agenciadas no Brasil pela Model Club Agency, que também lançou outras oito new faces para as temporadas de primavera/verão na Europa e nos Estados Unidos.
Com mais de três décadas de atuação, a empresa trabalha no desenvolvimento e gerenciamento de carreiras fora dos eixos tradicionais da indústria da moda.
Segundo Mônica Mota, fundadora da agência, o mês de novembro reforça a importância de refletir sobre os espaços conquistados por mulheres negras e aqueles que ainda precisam ser ocupados. “Na moda, não basta colocar uma mulher negra em uma campanha ou em uma passarela; é preciso garantir que ela tenha oportunidades reais de desenvolver sua carreira, acessar os grandes mercados e permanecer neles”, destaca.
A empresária também ressaltou que a representatividade envolve abrir portas, oferecer preparação e reconhecer o talento para além da aparência. “Quando uma modelo negra chega às passarelas internacionais, ela não representa apenas a própria trajetória, ela também mostra a tantas outras meninas negras que esse lugar pode ser delas. É por isso que acredito tanto na formação e no trabalho de base: talento existe em toda parte, e as oportunidades precisam chegar até ele”, conclui.
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