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Espaço “Hoje Acordei Linda” destaca autoestima feminina em exposição de Roxinha Lisboa em Salvador

Por Redação

Espaço “Hoje Acordei Linda” destaca autoestima feminina em exposição de Roxinha Lisboa em Salvador
Foto: Divulgação

A valorização do cotidiano, os vínculos familiares e o olhar feminino sobre a vida atravessam a exposição “Meu Brasil Interior - Mãos que Tecem o Futuro”, da artista popular alagoana Roxinha Lisboa. Em cartaz na CAIXA Cultural Salvador - Unidade Carlos Gomes até 22 de novembro, a mostra tem entrada gratuita e  já recebeu quase mil visitantes.

 

Entre os destaques está o espaço “Hoje Acordei Linda”, dedicado à autoestima feminina e à relação com a própria imagem. Inspirado em uma das telas mais comentadas da artista, o ambiente propõe uma reflexão sobre a beleza para além dos padrões considerados inalcançáveis.

 


Foto: Divulgação

 

“A gente tem referências de beleza tão inalcançáveis que nunca nada na gente tá bom. E ela simplesmente chega e diz: hoje eu acordei linda”, observa o curador Luciano Midlej. Ele também destaca a capacidade de Roxinha de transformar experiências comuns em arte. “Ela pinta o dia a dia dela, o relacionamento familiar, a fofoca do vizinho.”

 

A identificação com essas cenas também aparece nos relatos de quem visita a mostra. “Vim pela segunda vez e trouxe uma amiga. Me encantei pela forma simples e autêntica que Roxinha pinta a vida cotidiana. Me diverti com os diálogos e com a beleza”, conta Carolina Paixão.

 

Nascida em Lagoa de Pedra, no município de Pão de Açúcar, em Alagoas, Roxinha começou a pintar aos 59 anos, de forma autodidata. Suas obras retratam o cotidiano do sertão nordestino com cores vivas, traços livres e mensagens escritas à mão. A trajetória da artista ganhou espaço no mercado de arte com o trabalho de divulgação de Luciano Midlej, fundador de uma galeria em Salvador.

 

“Ela chegou com uma arte super simples - e talvez seja esse o grande diferencial dela”, afirma o curador. Para ele, a obra de Roxinha ocupa um espaço particular no mercado ao valorizar situações corriqueiras e personagens da vida real.

 

A edição de Salvador apresenta uma configuração inédita na itinerância da mostra, que passou anteriormente por Recife e Fortaleza. Com curadoria de Midlej e co-curadoria de Jinny Lim, a exposição reúne cinco núcleos concebidos especialmente para a capital baiana: “O Despertar”, “O Tecido da Existência”, “Hoje Acordei Linda”, “O Sagrado Ordinário” e “O Eco do Diálogo”. Neste último, o público pode escrever cartas e participar da conversa proposta pela mostra.

 


Foto: Divulgação
 

A exposição também oferece recursos de acessibilidade, como audiodescrição com a voz da própria artista, acessada por QR Code, descrições em braille, fones redutores de ruído e tradução em Libras.

 

“Meu Brasil Interior - Mãos que Tecem o Futuro” fica em cartaz até 22 de novembro, de terça a domingo, das 9h às 18h, na CAIXA Cultural Salvador, Unidade Carlos Gomes, localizada na Rua Carlos Gomes, 57, no Centro.

 

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