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Primeira diretora de incorporadora, Eduarda Dubeux destaca projeto “Lugar Delas”, que visa impulsionar mulheres no mercado

Por Rebeca Menezes

Primeira diretora de incorporadora, Eduarda Dubeux destaca projeto “Lugar Delas”, que visa impulsionar mulheres no mercado
Foto: Divulgação

Eduarda Dubeux trilhou um caminho longo até chegar ao cargo de diretora Comercial, de Marketing e de Relacionamento com o Cliente de uma incorporadora. Após descobrir que sua formação em Direito não fazia “seus olhos brilharem”, passou por vagas de analista, supervisora e gerente dentro da Moura Dubeux antes de se tornar a primeira mulher a ocupar um cargo no primeiro escalão da empresa. E um projeto pelas próprias colaboradoras pode ajudar a ampliar ainda mais esse quadro.

 

O “Lugar Delas” surgiu de uma inquietação das próprias funcionárias, que levantaram a sugestão de um encontro que permitisse debater os desafios que as trabalhadoras do setor enfrentam. A opção foi acolhida pela direção, que transformou o diálogo e o incentivo às mulheres em uma ação institucional.

 

“Por isso que a gente estabeleceu esse projeto, que é o Lugar Delas, em que a gente traz várias pautas mensais justamente para debater e discutir com homens e mulheres assuntos relevantes. É importante a gente entender que essas coisas ainda acontecem e que não podem mais acontecer”, apontou Eduarda Dubeux em entrevista ao BN Hall, concedida no dia 8 de março - Dia Internacional da Mulher. “A gente já teve várias pautas, como maternidade - como é a conciliação da maternidade com o mercado de trabalho, porque é um tabu -, pra falar de negritude feminina, para explicar o que é empoderamento feminino, cases de sucesso...", enumerou.

 

Os encontros ocorrem duas vezes por mês, e os temas são definidos por um comitê. E o diferencial do “Lugar Delas” é que os homens também foram convocados para esse debate. Em meio a uma sociedade que ainda tem pontos importantes para avançar, os colaboradores também precisam compreender o discurso, como aponta a diretora, “para que as pessoas tenham informações e se desenvolvam”. 

 

"Uma das primeiras discussões foi: 'Vamos incluir os homens?'. Vamos, óbvio, porque senão a gente já começa tendo um preconceito. Por que não os homens? São assuntos que é importante que os homens entendam, que os homens aprendam, porque a gente sabe que ainda tem uma cultura que ainda tem um pouco do machismo", avaliou.


No contexto de um mercado mais tradicional e majoritariamente liderado por homens como o da construção civil e incorporação, Eduarda Dubeux aposta que até mesmo ações mais simples podem auxiliar na construção de uma sociedade mais justa. E uma delas é dar oportunidades a outras mulheres: "A companhia tem várias lideranças femininas, no nível de gerência, de coordenação, temos várias engenheiras... A companhia vai olhar resultados, entrega, os critérios objetivos. Mas, de repente, se um currículo tiver as duas coisas, por que não enaltecer uma mulher? Porque essa é uma atitude que só ajuda a gente a desenvolver isso e a desmistificar esses preconceitos que existem”.


Assista à entrevista: