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Marca baiana inova com técnica de micropintura artística em joias de ouro 18k

Por Redação

Marca baiana inova com técnica de micropintura artística em joias de ouro 18k
Fotos: Divulgação

Unindo arte, uma técnica milenar e a sensibilidade do trabalho manual, a Soles Jewelry nasce em Salvador com uma proposta que parece caminhar entre o passado e o futuro. Comandada pelo casal de artistas Caio Costa e Mariana Moreira, a marca apresenta uma técnica inédita no Brasil, que transforma o ouro 18k em pequenas telas para micropinturas feitas à mão.

 

 

Com brincos, colares, anéis e pingentes, a joalheria busca criar peças que transcendam o tempo, carregando histórias, intenção e a delicadeza de cada gesto. O projeto surge do desejo de resgatar a força simbólica do ouro renascentista e, ao mesmo tempo, construir uma estética própria, guiada pela mão que pinta e pela paciência do artesanato.

 

Ao BN Hall, Mariana contou que descobriu a micropintura ainda na fase de pesquisa, quando o estudo das joias renascentistas a tocou de forma inesperada. “Em meio às minhas pesquisas, quando comecei a estudar as joias renascentistas, senti meu coração bater mais forte. Ver peças milenares, intactas e carregando histórias de tantas gerações despertou em mim o desejo de criar algo que também atravessasse o tempo. Nesse universo, as joias esmaltadas ganharam um espaço especial”, disse. Ela explica que, a partir desse primeiro impacto, surgiu o desejo de entender como aquelas pinturas resistiram tão bem ao tempo e como poderia trazer esse tipo de delicadeza para a realidade contemporânea.

 

 

Segundo Mariana, a micropintura se apresentou como um encantamento natural. “Quando comecei a pesquisar joias renascentistas, me apaixonei pelas técnicas de esmaltação e pelas pinturas minuciosas que atravessaram séculos sem perder delicadeza. Esse fascínio despertou em mim o desejo de aprender e entender como dar vida a traços tão pequenos e expressivos”, destacou. Ela lembra que o caminho até dominar a técnica não foi simples. 


 

“Foram muitos nãos no caminho. Ouvi diversas vezes que eu não conseguiria, justamente por ser uma técnica tão complexa e pouco difundida”, relembrou. Meses de treinamento em controle de pincel, textura, camadas de cor e tempo de secagem foram necessários até que encontrassem o equilíbrio ideal entre arte, técnica e sensibilidade.

 

As peças da Soles, todas em ouro 18k e com gemas naturais, são construídas com espessuras generosas para valorizar o metal e servir de base firme para a micropintura, que aparece como um sopro de cor sobre o acabamento fosco e acetinado. Na conversa, Mariana explicou que o acabamento privilegia o toque humano e cria um diálogo entre o clássico e o contemporâneo. 

 

O processo criativo começa sempre pela história, nunca pela pintura. “Antes mesmo do desenho, buscamos entender o simbolismo, a emoção e o propósito que aquela coleção irá carregar. Só depois dessa etapa afetiva nasce a escolha dos elementos, dos desenhos e do design das peças”, afirmou. Segundo Mariana, o processo é lento e minucioso. As peças levam cerca de 30 dias para ficarem prontas e passam por diferentes fases até chegarem ao resultado final. O ouro é modelado, maturado, fundido, lapidado e recebe acabamento manual. Só então começa a etapa mais delicada: a micropintura.

 

“Acreditamos que essa espera faz parte da beleza. Receber uma joia que levou semanas para ser cuidadosamente construída transforma o momento em algo especial. Cada peça da Soles nasce no seu próprio tempo, uma espera que enriquece a experiência”, explicou. Cada traço, segundo a artista, é aplicado em reclusão, ouvindo música clássica para manter a concentração plena. Qualquer respiro no momento errado pode comprometer uma camada inteira.

 

 

Depois da pintura, a joia passa pela cura, pela revisão e é acomodada em um estojo de madeira laqueada com interior em camurça. Mariana descreve a finalização como o fechamento de um ciclo que nasce na intenção e termina em um talismã, que dá nome à primeira coleção da Soles.

 

Com parceria da artista Luiza Miranda, do Studio Lulis, especialista em aquarelas, a coleção “Talismã” une as micropinturas feitas à mão, sua simbologia e possibilidades de personalização, sendo algo que acompanhe a vida, guarde memórias e atravesse gerações.

 

 

Em um ambiente 100% digital, a marca estreia na próxima segunda-feira (1º) com vendas através do site oficial e do Instagram. Além das peças, o público poderá conhecer bastidores, detalhes do processo artesanal e receber atendimento individualizado por WhatsApp, em uma experiência que funciona como uma consultoria afetiva. 

 

“Essa inauguração é um convite para entrar no universo da Soles, onde a joalheria digital pode ser íntima, próxima e cheia de significado”, completou.



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