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MP-BA dá 30 dias para revisão de normas da educação estadual e alerta contra “aprovação automática disfarçada"
Por Mauricio Leiro / Ronne Oliveira
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) deu 30 dias para que a Secretaria da Educação do Estado (SEC) revise e atualize as normas que regulamentam a avaliação e a progressão escolar na rede estadual. Na recomendação, obtida pelo Bahia Notícias (BN), o órgão alerta para o risco de o atual modelo de progressão funcionar como uma “aprovação automática disfarçada” caso não haja mecanismos pedagógicos capazes de comprovar a recuperação efetiva da aprendizagem dos estudantes.
A recomendação pede revisão nas regras de avaliação da aprendizagem e do Regime de Progressão Parcial (RPP) adotadas na rede estadual de ensino. O RPP é o sistema que permite ao estudante avançar para o ano seguinte, mesmo tendo pendências em determinados componentes curriculares, desde que cumpra as condições previstas para recuperar essas aprendizagens.
A recomendação foi assinada em 5 de agosto de 2026 pela promotora de Justiça, Claudia Luiza Ribeiro Elpídio. O procedimento foi aberto após uma representação apresentada pela APLB – Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia, em fevereiro de 2024, contra mudanças promovidas pela SEC.
Na época, a SEC afirmou que a medida buscava ampliar as estratégias para assegurar o êxito na permanência do estudante na escola e dar oportunidade para o estudante. Posteriormente, outras representações foram apresentadas ao Ministério Público.
“Este projeto considera uma percepção de avaliação integral, olhando o estudante pelos seus talentos e interesses, ao invés das lacunas, propondo que ele possa recuperar, por meio do Regime de Progressão Parcial estruturado, as pendências para componentes curriculares específicos, partindo do entendimento de que a reprovação de ano não é uma medida eficaz no objetivo de retenção e formação do estudante”, contava a nota.
Entre as principais medidas, o MP-BA pede que as regras gerais de funcionamento das escolas fiquem expressamente de acordo com as normas criadas pelas Portarias nº 190/2024 e nº 271/2024, que alteraram a sistemática de avaliação e regulamentaram o Regime de Progressão Parcial.
'APROVAÇÃO AUTOMÁTICA'
Um dos pontos mais sensíveis da recomendação é a preocupação com a possibilidade de o sistema de progressão deixar de cumprir sua função de recuperar efetivamente a aprendizagem. O Ministério Público afirma que o Regime de Progressão Parcial precisa contar com critérios claros de avaliação, recuperação específica, acompanhamento individualizado e previsão adequada no regimento escolar.
Na avaliação do órgão, quando o RPP é aplicado sem essa estrutura, existe o risco de ele se aproximar de "mecanismos de aprovação automática". O documento, portanto, não afirma simplesmente que todos os alunos estão sendo aprovados automaticamente.
Ele emite alerta para o risco de que o modelo, se não tiver mecanismos pedagógicos suficientes para garantir a recuperação da aprendizagem, acabe funcionando dessa maneira. A preocupação já havia aparecido nos pareceres técnicos analisados pelo MP-BA. O Parecer Técnico Pedagógico n.º 104/2025 apontou, entre outros problemas, o risco de configuração de uma “aprovação automática disfarçada”.
Fotos: Ronne Oliveira (BN) / GovBA
Segundo a recomendação, a Secretaria da Educação apresentou informações sobre como o RPP funciona, mas o Ministério Público considerou que elas eram insuficientes para comprovar, de maneira objetiva, que os estudantes estão recuperando as aprendizagens que não foram consolidadas.
O documento afirma que as informações apresentadas pela SEC tinham caráter predominantemente descritivo e genérico, sem detalhar suficientemente os procedimentos pedagógicos, os critérios de avaliação, os instrumentos utilizados e o acompanhamento individual dos estudantes.
O MP-BA também afirma que não foram apresentados indicadores concretos de desempenho, dados de engajamento ou taxas de recuperação da aprendizagem capazes de demonstrar a efetividade do RPP.
Por isso, a recomendação determina que a SEC apresente um relatório técnico detalhado, acompanhado de documentos que mostrem, entre outros pontos, como o RPP funciona nas escolas, quais estratégias são utilizadas para recuperar as aprendizagens, quais são os critérios de avaliação e recuperação e como é preservada a autonomia do Conselho de Classe.
AVALIAÇÃO EM 10 MINUTOS
Outro questionamento diz respeito às avaliações realizadas dentro do modelo de progressão. O Parecer Técnico nº 104/2025, citado pelo Ministério Público, apontou que as avaliações apresentavam baixa complexidade e tempo médio de realização de 10 minutos. Na avaliação técnica incorporada à recomendação, isso poderia comprometer a capacidade de verificar de maneira adequada as competências dos estudantes.
O MP-BA também criticou a forte "dependência de plataformas digitais" para a execução do RPP. Segundo o documento, não houve comprovação suficiente de que todos os estudantes tenham acesso universal às ferramentas e à infraestrutura tecnológica necessária.
A recomendação registra ainda que, nas informações mais recentes apresentadas pela SEC, os problemas relacionados à baixa complexidade das avaliações e ao reduzido tempo de realização das atividades não teriam sido suficientemente esclarecidos.
O Ministério Público também demonstra preocupação com a participação dos professores no acompanhamento dos alunos submetidos ao RPP. Segundo o documento, não ficou comprovada a participação efetiva dos professores das disciplinas específicas no acompanhamento e na avaliação desses estudantes. O parecer técnico também apontou fragilidade na mediação pedagógica realizada por tutores que não possuem vínculo direto com as disciplinas.
Na prática, a preocupação apresentada pelo MP-BA é que o estudante tenha contato com um processo de recuperação no qual o professor responsável pela própria disciplina não participe de maneira suficientemente direta do acompanhamento e da avaliação.
O órgão também afirma que não foram comprovadas medidas capazes de preservar a autonomia deliberativa do Conselho de Classe, colegiado responsável por decisões pedagógicas dentro da escola. Para o MP-BA, existe risco de esvaziamento de sua função e de sua autonomia.
AS CINCO DISCIPLINAS
Outra mudança analisada pelo Ministério Público foi a ampliação do número de componentes curriculares que podem estar envolvidos no Regime de Progressão Parcial. O Parecer Técnico Pedagógico nº 26/2024 registrou que a Portaria nº 190/2024 ampliou de três para cinco componentes curriculares o limite relacionado ao RPP.
Ao mesmo tempo, segundo o MP-BA, essa mudança não foi acompanhada pela correspondente alteração do Regimento Escolar Unificado. O parecer técnico de 2025 voltou a apontar a ampliação de três para cinco componentes como um fator que poderia comprometer a coerência curricular e a aprendizagem significativa.
O Ministério Público cita ainda uma recomendação técnica para reduzir o número máximo de componentes no RPP, estabelecendo como referência até dois componentes por área do conhecimento, além de avaliações presenciais obrigatórias, instrumentos diversificados corrigidos por professores da disciplina e acompanhamento pedagógico contínuo.
Na parte jurídica, o MP-BA aponta uma divergência entre as regras estabelecidas pelas portarias da Secretaria da Educação e o Regimento Escolar Unificado da rede estadual. Segundo a recomendação, a Portaria nº 271/2024 alterou parcialmente a Portaria nº 190/2024, mas não foi acompanhada da atualização do Regimento Escolar Unificado. Para o Ministério Público, essa diferença entre as normas permaneceu mesmo depois das alterações feitas pela SEC.
O órgão afirma que portarias e outras orientações administrativas não podem substituir, esvaziar ou contrariar o Regimento Escolar Unificado vigente. Na avaliação do MP-BA, manter regras de avaliação diferentes do que está previsto no regimento compromete a segurança jurídica, a igualdade entre os estudantes e a transparência do processo de avaliação.
Um dos pontos citados é o uso da palavra “automaticamente” no artigo 20 da Portaria nº 190/2024 para tratar do Regime de Progressão Parcial. O Parecer Técnico Pedagógico nº 26/2024 apontou que o termo deveria ser retificado por provocar interpretações consideradas dúbias.
A recomendação determina três providências principais que devem ser atendidas por parte do Governo do Estado. São elas:
- A revisão e atualização do Regimento Escolar Unificado no prazo máximo de 30 dias, com o envio da respectiva minuta ao Ministério Público.
- Uma apresentação de um relatório técnico circunstanciado, acompanhado de documentos que comprovem como o RPP é aplicado nas escolas, quais estratégias garantem a recuperação das aprendizagens, como funciona a avaliação e recuperação dos estudantes e de que forma é preservada a autonomia do Conselho de Classe.
- Adequação das portarias e demais orientações administrativas às regras da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), às resoluções do Conselho Estadual de Educação da Bahia (CEE/BA) e às ponderações técnicas apresentadas pelo CEDUC, órgão técnico citado na recomendação. O MP-BA determina ainda que sejam evitadas práticas que impliquem aprovação automática, direta ou indireta, ou que esvaziem o processo de avaliação.
ADVERTÊNCIA
Ao final da recomendação, o Ministério Público adverte que o não atendimento injustificado das medidas poderá levar à adoção de providências extrajudiciais e judiciais, incluindo a possibilidade de propositura de uma Ação Civil Pública, além da apuração de eventuais responsabilidades.
A recomendação é resultado de uma investigação iniciada em 2024. Ao longo do procedimento, o MP-BA ouviu órgãos e realizou diligências, reuniões técnicas e requisições de informações à Secretaria da Educação. O documento registra que, mesmo após os questionamentos e pareceres técnicos, a Promotoria considerou que as principais inconsistências não haviam sido solucionadas.
O ponto central da recomendação é, portanto, garantir que a progressão de um aluno para a série seguinte esteja acompanhada de mecanismos capazes de comprovar que houve recuperação efetiva da aprendizagem, e que essas regras estejam claramente previstas nas normas que regem as escolas estaduais.
Procurada pelo BN, a Secretaria da Educação informou que está preparando uma resposta sobre o caso, mas não apresentou detalhes sobre o posicionamento da pasta até o fechamento desta matéria. O espaço do portal segue aberto.
Federação do PSDB mira três cadeiras na Câmara dos Deputados e quer dobrar bancada na AL-BA; entenda
Por Paulo Dourado / Lucas Vieira
A federação formada por PSDB e Cidadania na Bahia projeta ampliar sua bancada nas próximas eleições, com a meta de conquistar até três cadeiras na Câmara dos Deputados e dobrar sua representação na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). As candidaturas foram definidas na ata da convenção da federação, realizada no dia 22, no Centro de Convenções de Salvador, em ato conjunto com partidos de oposição.
Presidida pelo deputado federal Adolfo Viana, a federação lançou candidatos das duas legendas tanto para a Câmara quanto para a Assembleia. Segundo o DivulgaCand, painel do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 34 nomes do PSDB e 6 do Cidadania na disputa por vagas na Câmara, somando 40 candidaturas. Desses, apenas um busca a reeleição: o próprio Adolfo Viana.
De acordo com interlocutores do partido ouvidos pelo Bahia Notícias, a federação acredita que conquistará duas cadeiras federais com relativa facilidade e trabalha para tentar uma terceira. As duas primeiras seriam de Adolfo Viana, candidato à reeleição, e de Muniz Filho, filho do presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB).
A terceira vaga, segundo a mesma apuração, seria alvo de disputa interna entre vários nomes, como o ex-presidente da Câmara de Camaçari, Flávio Matos, a vereadora de Salvador Débora Santana e o ex-vereador Felipe Lucas.
A cúpula tucana avalia que essa última cadeira deve ser decidida entre nomes ligados à Câmara de Salvador, entre eles o vereador Duda Sanches, filho do falecido deputado estadual Alan Sanches, e o primeiro vice-presidente da Casa, Maurício Trindade.
Para a Assembleia Legislativa, a federação reúne 62 candidatos, sendo 51 do PSDB e 11 do Cidadania. Segundo membros do partido, a expectativa é eleger de três a cinco deputados estaduais, sendo quatro, para eles, o número mais realista. O objetivo, apurado pelo BN, é dobrar a bancada atual.
Internamente, líderes do partido avaliam que os nomes mais prováveis para a reeleição são os deputados estaduais Jordávio Ramos e Tiago Correia, que já ocupam cadeiras na Assembleia Legislativa da Bahia. As outras duas vagas estariam em uma disputa equilibrada entre cinco candidatos.
Entre os nomes que despontam nessa corrida estão Luizinho Sobral (PSDB), ex-vereador de Salvador entre 2009 e 2011, deputado estadual pela Bahia entre 2011 e 2012 e prefeito de Irecê entre 2013 e 2016; Colbert Martins (PSDB), ex-prefeito de Feira de Santana, entre 2019 e 2024, e ex-deputado federal entre 2003 e 2011; Pedro Américo, vereador de Feira de Santana e candidato a deputado estadual da Bahia pelo Cidadania, integrante da Federação PSDB Cidadania; além dos vereadores de Salvador Anderson Ninho (PSDB) e Pastor Luciano Braga (PSDB).
A ata da convenção traz ainda os dois suplentes da federação na chapa ao Senado do pré-candidato João Roma (PL), ambos do PSDB: a ex-prefeita de Juazeiro, Suzana Ramos, como primeira suplente, e o ex-prefeito de Itapetinga, Rodrigo Hagge, como segundo.
Em meio a denúncias de desabastecimento, MP-BA acompanha fornecimento de psicotrópicos em Salvador
Por Victor Hernandes
O fornecimento de medicamentos psicotrópicos nas unidades de saúde de Salvador entrou na mira do Ministério Público da Bahia (MP-BA). O órgão anunciou a abertura de um Procedimento Administrativo para acompanhar a dispensação desses medicamentos em unidades de saúde mental da capital baiana, conforme divulgado nesta quarta-feira (12).
De acordo com o MP-BA, o procedimento, instaurado neste ano, tem prazo de conclusão até 14 de agosto de 2027. A medida, que prevê o acompanhamento do fornecimento desse tipo de medicamento, também pode contribuir para a apuração de questões relacionadas à possível falta de remédios psiquiátricos na cidade.
Isso porque uma nova denúncia recebida pelo Bahia Notícias aponta que quatro medicamentos destinados ao tratamento de transtornos relacionados à saúde mental não estariam sendo encontrados em algumas unidades de saúde de Salvador. Entre os medicamentos citados estão:
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Ácido valproico – utilizado, entre outras finalidades, no controle de crises epilépticas e no tratamento de episódios de mania associados ao transtorno bipolar;
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Depakene (valproato de sódio) – medicamento anticonvulsivante e estabilizador do humor, utilizado principalmente no tratamento de crises epilépticas e do transtorno bipolar;
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Fluoxetina – antidepressivo da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), utilizado no tratamento de condições como depressão, transtornos de ansiedade, bulimia nervosa e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC);
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Lítio – estabilizador do humor utilizado principalmente no tratamento e na prevenção de episódios de mania e depressão associados ao transtorno bipolar.
De acordo com a denúncia, feita de forma anônima, os medicamentos não estariam disponíveis no Pronto Atendimento Psiquiátrico (PAP), principal serviço público de urgência em saúde mental de Salvador. A unidade está localizada no anexo do 5º Centro de Saúde, nos Barris, e funciona 24 horas, com leitos de estabilização e equipe multidisciplinar.
Ainda segundo o relato, os medicamentos também não estariam disponíveis nos Multicentros da Liberdade e da Carlos Gomes, no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) do Rio Vermelho e no Pronto Atendimento Psiquiátrico. Segundo a denúncia, o ácido valproico e o Depakene estariam em falta no município há cerca de seis meses.
Em abril, a falta de medicamentos também foi alvo de denúncias na Câmara Municipal de Salvador. Na ocasião, a vereadora Aladilce (PCdoB) afirmou que, durante visitas a Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) da capital baiana para conversar com profissionais e pacientes, foi constatada a ausência de pelo menos 20 medicamentos considerados básicos.
Na época, os medicamentos apontados como em falta pela vereadora, em ofício encaminhado ao secretário municipal da Saúde, foram:
Amitriptilina 25 mg, ácido valproico 500 mg, ácido valproico em xarope, carbamazepina 200 mg, clorpromazina 25 mg, clonazepam em gotas, diazepam 10 mg, diazepam 5 mg, fluoxetina 20 mg, fenobarbital 100 mg, haloperidol 5 mg, haloperidol 1 mg, levomepromazina 100 mg, levomepromazina 25 mg, mirtazapina 30 mg, flufenazina injetável, risperidona 1 mg, risperidona 3 mg, sulpirida 50 mg e tioridazina 50 mg.
Em entrevista ao Bahia Notícias, a psiquiatra do Hupes/Ufba Amanda Galvão explicou os riscos que podem ser causados por conta da falta dos medicamentos. “Sem medicamentos nas farmácias básicas e de alto custo, os pacientes podem entrar em crise aguda, colocar-se em risco de exposição social e em risco de vida, colocar terceiros em risco, aumentar a demanda de atendimento nas emergências psiquiátricas e UPAs de Salvador. O sistema gasta muito mais tratando a urgência do surto do que gastaria mantendo as farmácias do SUS abastecidas. É um retrocesso humanitário e um erro crasso de gestão pública”, observou.
A professora da Faculdade de Medicina da Bahia (UFBA) alertou que a interrupção de remédios essenciais para transtornos mentais graves pode agravar quadros clínicos, resultando em riscos de vida, agressões e exposição social. “O contexto em que se pensa numa agudização do quadro clínico dessas pessoas que têm transtornos mentais graves, no sentido de se expor a risco, inclusive risco de vida, poder expor outras pessoas a risco de agressão, poder se expor socialmente, publicamente. A questão do medicamento é central para minimamente conseguir um tratamento adequado e um controle dessa situação”, contou.
Segundo a especialista, o desabastecimento agrava a crise do sistema de saúde em Salvador, marcado pelo fechamento de leitos psiquiátricos, falta de leitos em hospitais gerais e vagas insuficientes nos CAPS III. “A falta em chega em meio a gente ter uma redução drástica em relação aos leitos de internação psiquiátrica. Não havia vagas suficientes nos CAPS III, que seriam os designados para internações breves, foram fechados os leitos de internação psiquiátrica nos hospitais psiquiátricos e nunca foram abertos leitos suficientes de psiquiatria nos hospitais gerais, que era a proposta da reforma da atenção psiquiátrica”, alertou.
“A gente fala de um contexto absoluto de desassistência, quando se falta o mínimo, que seria o tratamento medicamentoso para essas pessoas com transtornos mentais graves, num contexto em que há desassistência por unidades de saúde com vagas insuficientes ou fechadas para o atendimento de novos pacientes e a falta de leitos psiquiátricos”, acrescentou.
Ela mencionou que o Haloperidol, medicamento antipsicótico fundamental no tratamento de transtornos mentais graves, como a esquizofrenia, também está ausente na assistência de saúde.
“Eu queria acrescentar o Haloperidol, que é um antipsicótico que justamente é um tratamento para pessoas que têm transtornos graves, como esquizofrenia, e também está em falta”, concluiu.
A "Nova Bahia" de Sofia Pitta: Promessa do pop baiano aposta em personalidade e na mistura de ritmos para deixar sua marca
Por Ana Beatriz Soares
A nova promessa do pop baiano tem nome e sobrenome: Sofia Pitta. A artista, que lançará seu álbum de estreia ainda esse ano, passa por um momento de amadurecimento musical e artístico e se estabelece com o seu próximo lançamento, previsto para esse mês. Mesmo com poucas canções lançadas, a artista já apresenta estilo e sonoridades próprias, com referências bem claras, entre elas Marina Sena e Maria Bethânia.
Com raízes profundas na MPB e na Tropicália, Sofia cresceu ouvindo os clássicos sob influência do pai, mas viu sua sonoridade se expandir naturalmente para o samba e o forró ao começar a compor. Essa transição para o pop baiano ganhou força durante a construção do seu primeiro EP, "Molho", que a levou a explorar beats modernos e até a estrear nos trios elétricos do Carnaval de Salvador com o Bailinho de Quinta, uma experiência que, apesar de inesperada, transformou sua visão sobre a própria potência no palco.
Para o seu aguardado álbum de estreia, produzido por Pedro Breeder, a cantora traz nove faixas e interlúdios que se conectam intuitivamente através do elemento da água. O projeto promete consolidar o que ela define como uma sonoridade "Nova Bahia total", misturando o groove solar de "Bagunçar" com uma estética maximalista e retrô que utiliza como forma de contracultura. Tudo isso é construído na base da "cara e da coragem", enquanto Sofia concilia a rotina de artista independente com a conclusão da sua faculdade de Psicologia.
Em entrevista para o Bahia Notícias, a artista fala sobre suas origens, suas influências e principalmente sobre os caminhos que trilhará a partir de agora, além de suas expectativas para seu álbum de estreia.
CONFIRA A ENTREVISTA COMPLETA:
O dólar oscila nesta quarta-feira (12), após ter subido 1,02%, a R$ 5,164, na véspera, maior valor desde 3 de julho. Os investidores repercutem, nesta quarta, os dados de inflação dos Estados Unidos, que vieram em linha com as expectativas, e seguem acompanhando a temporada de balanços.
Às 11h27, a moeda norte-americana tinha alta de 0,05%, cotada a R$ 5,167. No mesmo horário, a Bolsa registrava leve alta de 0,13%, aos 168.099 pontos.
No último pregão, a Bolsa também teve forte reação ao mercado e recuou 2,50%, aos 167.874 pontos. Foi o menor nível desde 20 de janeiro de 2026, quando o índice terminou o pregão aos 166.276 pontos.
Os preços ao consumidor nos EUA registraram ligeiro aumento em julho. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,1% no mês passado, após cair 0,4% em junho, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Bureau of Labor Statistics, do Departamento do Trabalho dos EUA. Nos 12 meses até julho, o índice avançou 3,4%, após alta de 3,5% em junho.
O CPI é acompanhado pelo mercado e ajuda a sinalizar os próximos passos do Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano).
Para Vinicius Flores, economista e sócio da Stratton Capital, os dados refletem a normalização da inflação americana após um mês de junho marcado pela queda nos preços de energia. Segundo Flores, os dados de aluguéis contribuíram para aproximadamente dois terços do aumento da inflação em julho.
O especialista afirma ainda que os dados apontam melhora no núcleo do CPI, que, apesar de continuar acima da meta de 2% do Federal Reserve, recuou de 2,6% para 2,5%.
"Com os dados extremamente em linha com as expectativas do mercado, acredito que o próximo número de inflação que será divulgado antes da decisão do Fed em setembro carregará mais peso para a decisão do comitê." Segundo o especialista, com os dados atuais, a expectativa para a próxima decisão do Fed não deve mudar, com a probabilidade mais alta sendo a de manutenção das taxas de juros.
Segundo o FedWatch, do CME Group, o cenário provável para a próxima decisão do Fed é a manutenção da taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%. Segundo analistas consultados, havia 63,9% de chance de manutenção, contra 36,1% de possibilidade de aumento para o intervalo entre 3,75% e 4%.
O impacto imediato após a divulgação dos dados foi de queda nos rendimentos dos Treasuries e no dólar, medido pelo índice DXY. Às 11h33, o índice recuava 0,11%. Os rendimentos dos Treasuries caíam 0,52%.
Pelo fim da manhã, as bolsas americanas, que aguardavam a divulgação do CPI, operavam em alta. O Dow Jones avançava 0,01%, o S&P 500 tinha alta de 0,24% e a Nasdaq subia 0,50%.
No cenário doméstico, os investidores acompanham os dados sobre o setor de serviços do Brasil. O volume de serviços ficou estável em relação a maio e teve alta de 2% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
André Valério, economista sênior do Inter, diz que o resultado de junho foi marcado pela disseminação de taxas negativas, com quatro das cinco atividades pesquisadas apresentando contração no mês. "Destacamos os recuos em serviços profissionais e nos serviços prestados às famílias, que recuaram 1,4% e 1,2%, respectivamente, indicando que tanto componentes da oferta quanto da demanda por serviços tiveram desempenho fraco em junho", afirma.
A única atividade que expandiu em junho e impediu uma contração geral do setor foi a de informação e comunicação, que avançou 1,8%, reflexo da alta de 2,2% nos serviços de TI.
Além disso, o mercado também deve acompanhar os impactos dos balanços do Banco do Brasil —que deve ter destaque nos dados sobre a inadimplência do agronegócio—, da Suzano e da Hapvida, previstos para essa quarta.
No último pregão, a Bolsa teve forte queda após os investidores repercutirem a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), do BC (Banco Central), e os dados de inflação de julho.
A ata reforçou a avaliação de que a inflação continua pressionada e os juros precisam permanecer ao nível elevado para desacelerar a economia.
Com isso, a Bolsa atingiu o menor nível em sete meses e recuou pelo sexto pregão seguido. Gustavo Trotta, sócio da Valor Investimentos, vê o comitê preocupado com as expectativas de inflação de longo prazo. "Os cortes, precificados em algumas casas, deixam de ser certos quando recebemos uma ata com um tom mais duro. E juros altos por mais tempo acabam sendo um veneno para a Bolsa."
Os estrangeiros já retiraram R$ 5,5 bilhões da Bolsa brasileira em agosto, segundo dados da B3 atualizados até sexta-feira (7). No ano, o saldo é positivo em R$ 35,5 bilhões, influenciado pelo primeiro trimestre.
Marcelo Boragini, especialista em renda variável da Davos Investimentos, diz que o resultado da Bolsa também sofreu com o impacto do risco eleitoral. O JPMorgan destacou a percepção de risco Brasil, diante da possível estagnação dos cortes de juros após setembro e dos efeitos das eleições de outubro deste ano, e reduziu a recomendação de compra das ações brasileiras.
Nesta quarta, as curvas de juros operam em leve alta. Às 11h38, o DI para janeiro de 2028 avançava para 13,940%, alta de 0,02 ponto percentual. Na ponta longa da curva, o DI para janeiro de 2035 subia para 14,570%, avanço de 0,03 ponto percentual.
Economistas consultados pelo Boletim Focus projetam a taxa de juros terminando 2026 a 13,75%, estimando assim um novo corte de 0,25 ponto percentual. As previsões para os próximos três anos são de 12% (2027), 10,5% (2028) e 10% (2029).
No exterior, persistirem as incertezas em torno da guerra no Oriente Médio. Nesta terça, a violência voltou a escalar. Os Estados Unidos dispararam dois mísseis contra um navio que furou seu bloqueio ao Irã, e rebeldes pró-Teerã do Iêmen mataram quatro marinheiros em uma embarcação no mar Vermelho.
Os incidentes ocorreram em meio ao impasse diplomático vivido na região entre o governo de Donald Trump, que voltou a fazer ameaças aos iranianos, e a teocracia, em torno de um acordo para pôr fim à guerra iniciada por EUA e Israel no fim de fevereiro.
Às 11h40, o barril do petróleo Brent era negociado a US$ 88,61, com queda de 0,34%.
Marcelo Boragini diz que esse cenário incerto mantém o prêmio geopolítico no petróleo e aumenta o risco de novos efeitos sobre a inflação global.
Redução da vegetação nativa no Brasil expõe país a eventos extremos do El Niño, diz estudo
Por Redação
Apesar da redução no desmatamento observada nos anos mais recentes, no acumulado dos últimos 41 anos o Brasil viu sua cobertura de vegetação nativa cair de 79% para 65% entre 1985 e 2025. O estudo foi divulgado nesta quarta-feira (12) na Coleção 11 dos mapas anuais de cobertura e uso da terra do Brasil do MapBiomas.
O retrato apresentado revela uma paisagem em que áreas naturais continuam a ser reduzidas em detrimento dos usos antrópicos e ficam expostas aos efeitos de extremos climáticos, como secas e enchentes, fenômenos agravados em anos de El Niño.
Os dados históricos de precipitação mostram que os biomas brasileiros têm registrado secas ou chuvas cada vez mais intensas em anos com El Niño de maior intensidade, como o que se espera em 2026.
A comparação dos dados da série histórica de cobertura e uso da terra do MapBiomas com as anomalias de precipitação (mm) entre os meses de setembro e novembro durante três eventos recentes de forte El Niño (1997/98, 2015/16, 2023/24) revela que a redução de chuvas vem se agravando, com exceção do Pampa e da região sul da Mata Atlântica, onde há um aumento da precipitação.
Os dados apontam diferenças regionais desses efeitos sobre as áreas com vegetação nativa e as áreas com uso agropecuário. A Amazônia apresentou o maior déficit de precipitação entre os biomas nos três eventos de El Niño analisados. No último El Niño (2023/2024), a maior redução de chuvas foi observada nas áreas de agropecuária no bioma Amazônia (178 mm abaixo da média climatológica).
No Cerrado e na porção norte da Mata Atlântica, a seca se acentua a cada novo evento de El Niño, principalmente nas áreas de vegetação nativa. No Pantanal, o último El Niño teve efeito pronunciado na redução das precipitações, sendo que 2024 foi o ano mais seco da série histórica mapeada.
Os eventos de El Niño produziram excesso recorrente de chuva no Sul do Brasil, considerando as anomalias de precipitação entre setembro e novembro. No Pampa, foi constatado que o excesso de chuvas foi maior nas áreas agropecuárias do que nas áreas de vegetação nativa em dois eventos de El Niño analisados.
“Esse excesso de chuvas nas áreas agropecuárias provoca, em muitos casos, perdas nas lavouras e erosão dos solos agrícolas, o que é agravado pela redução da vegetação nativa que atua na proteção do solo e na maior infiltração da água da chuva”, explica Eduardo Vélez, da equipe do Pampa no MapBiomas.
Ao longo de 41 anos, cerca de um terço (33%) do território brasileiro sofreu pelo menos uma mudança de cobertura e uso da terra, e 67% permaneceu estável. Na comparação direta entre os anos de 1985 e 2025, quase um terço (28%) do Brasil passou por transições na cobertura e no uso da terra, variando entre biomas e dentro de cada bioma.
Nessa análise, considera-se que uma área teve transição quando a classificação em 2025 difere da de 1985 e é classificada como estável quando as classes coincidem nestes dois anos, independentemente de mudanças ao longo do tempo.
As transições registradas englobam, por exemplo, ganho ou redução de superfície de água, o avanço antrópico sobre áreas naturais (e vice-versa), bem como a alternância entre diferentes usos da terra. A área com transições nesse período chega a 241 milhões de hectares, dos quais 56% (136 milhões de hectares) foram de vegetação nativa convertida para áreas de agropecuária.
Essa é a principal transição de cobertura e uso da terra na Amazônia (55 milhões de hectares, que equivalem a 83,6% de todo o território modificado no bioma), Cerrado (52 milhões de hectares, ou 59,4% da área total de transições no período), Caatinga (14,1 milhões de hectares, ou 58,9%) e Pampa (4 milhões de hectares, ou 44,1%).
Por outro lado, Caatinga e Mata Atlântica destacam-se por apresentarem as maiores áreas de transição de uso agropecuário para vegetação nativa, totalizando 4,4 milhões de hectares (18,2% do total das transições na Caatinga) e 6,2 milhões de hectares (13,6% na Mata Atlântica).
A Mata Atlântica registrou ainda a maior proporção de expansão da silvicultura, que adicionou 4,1 milhões de hectares (9,1% de toda a área transicionada do bioma entre 1985 e 2025). Por sua vez, a conversão de pastagens para a agricultura consolidou-se com maior expressividade no Cerrado (8,8 milhões de hectares; 10% da área transicionada no bioma) e na Mata Atlântica (8,5 milhões de hectares; 18,8%).
Por falta de regularização sanitária, 12 produtos tiveram a comercialização, distribuição, fabricação e propaganda pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A resolução foi publicada no DOU (Diário Oficial da União), nesta quarta-feira (12).
Também foi determinada a apreensão e o recolhimento de todas unidades que estiverem no mercado.
Segundo a agência, os produtos eram fabricados e comercializados por empresas sem AFE (Autorização de Funcionamento) da Anvisa ou sem CNPJ válido ou identificado. Os produtos não possuem registro nem notificação no órgão regulador, comprometendo a segurança, eficácia, composição e controle de qualidade.
Confira abaixo os produtos mencionados na resolução e suas respectivas empresas responsáveis:
- Oxypur (Quimpack)
- Percarbonato de Sódio (Los Chefs)
- Alvejante Natural Multiuso (Nova Fórmula)
- Percarbonato de Sódio (Vong Home)
- Boa Alvejante Percabonato de Sódio (empresa não identificada)
- Percabonato Plus (Ans Agrária)
- Percarbonato de Sódio (Nativa)
- Yta Clean (empresa não identificada)
- Alvejante Tira Mancha (Amigos Distribuidora)
- Percarbonato de Sódio (Oxgen)
- Tira Mancha (FV Group)
- Percabonato de Sódio (Top Brilho)
A medida é válida para todos os lotes dos produtos mencionados e entra em vigor na data de sua publicação.
Um homem de 32 anos, investigado pelos crimes de violação de domicílio e estelionato contra pessoa idosa, foi preso pela Polícia Civil da Bahia, na manhã desta quarta-feira (12), em uma residência no município de Caetité, no Sertão Produtivo. As investigações tiveram início após o responsável pela vítima, uma idosa de 71 anos, comparecer à unidade policial para registrar a ocorrência.
Segundo o inquérito policial, o crime ocorreu no dia 10 de julho deste ano, quando o investigado entrou indevidamente na residência da vítima, sob a alegação de que ela lhe devia um valor. Após ingressar no imóvel, o suspeito vasculhou as gavetas e localizou o cartão bancário da idosa. Na sequência, levou a vítima até uma agência bancária, onde foram realizados quatro saques em caixa eletrônico, totalizando R$ 550 subtraídos na ação.
As investigações apontaram ainda que o suspeito se aproveitou da situação de vulnerabilidade da vítima, que está sob curatela, para obter vantagem patrimonial indevida mediante a utilização do cartão bancário dela.
A unidade policial solicitou a prisão preventiva do homem. Após o cumprimento da ordem judicial, o suspeito foi conduzido à unidade policial, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis, permanecendo custodiado à disposição da Justiça.
O encontro de ACM Neto com apoiadores em Feira de Santana, previsto para a noite desta quarta-feira (12), foi cancelado após o avião que transportava o ex-prefeito de Salvador não conseguir pousar no município.
O prefeito José Ronaldo comunicou o cancelamento ao público que aguardava a chegada de Neto. Segundo ele, as luzes do aeroporto de Feira de Santana se apagaram quando a aeronave chegou ao local. “Quando chegou no aeroporto de Feira de Santana, para poder descer para vir para cá, as luzes do aeroporto se apagaram”, relatou José Ronaldo.
Ainda de acordo com o prefeito, ACM Neto precisou retornar para Salvador. Os dois conversaram por telefone sobre o ocorrido antes do cancelamento do encontro.
José Ronaldo explicou que uma viagem de carro entre Salvador e Feira de Santana levaria cerca de duas horas e meia, o que faria a chegada acontecer por volta das 21h30. “Então eu estou aqui falando em nome dele, me pediu para conversar com vocês”, afirmou.
A expectativa é que o encontro seja remarcado para a próxima segunda-feira (17).
Vitória se reapresenta após dois dias de folga e inicia preparação para duelo com o Botafogo
Por Hugo Araújo
O Vitória se reapresentou na tarde desta quarta-feira (12), após dois dias de folga, e iniciou a preparação para o duelo com o Botafogo, marcado para este domingo (16), às 16h, no Barradão, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. A atividade foi realizada no campo Bebeto Gama, no Centro de Treinamento Manoel Pontes Tanajura.
Segundo informações da assessoria rubro-negra, os jogadores começaram o trabalho com exercícios de coordenação durante o aquecimento. Na sequência, a comissão técnica comandou um rondo no formato 4x2 e, posteriormente, promoveu um jogo competitivo.
A atividade foi realizada em dois espaços demarcados, com quatro equipes formadas por cinco jogadores cada. Os times se enfrentaram em sistema de revezamento.
Os goleiros Lucas Arcanjo, Fintelman e Yuri realizaram inicialmente um trabalho específico com Itamar e Paulo Musse. Depois, foram integrados às atividades com o restante do elenco.
O Vitória volta a treinar nesta quinta-feira (13), às 16h, dando continuidade à preparação para o confronto com o Botafogo.
VISITA
O treinamento desta quarta-feira também contou com a presença do ex-jogador Gilmar, ponta-direita revelado pelo Vitória. Ele acompanhou a atividade no CT e conversou com integrantes do clube. Atualmente, Gilmar é secretário de Esportes de Ubatã, município do interior da Bahia.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Randerson Leal
"O combinado não sai caro".
Disse o vereador o vereador Randerson Leal (Podemos) ao criticar a exclusão dos projetos de lei de autoria dos parlamentares da Ordem do Dia da Câmara Municipal de Salvador (CMS) nesta quarta-feira (12). Em entrevista ao portal Bahia Notícias, o membro da casa critica o descumprimento de um acordo firmado no início da semana para a apreciação das matérias dos legisladores.