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yaya toure
Yaya Touré voltou a comentar publicamente a relação conturbada que teve com Pep Guardiola nos períodos em que trabalharam juntos no Barcelona e no Manchester City. Em entrevista ao canal espanhol Zack, repercutida pelo jornal Marca nesta semana, o ex-jogador afirmou que se sentiu afastado pelo treinador nas duas passagens e retomou suspeitas de discriminação.
Touré declarou que, na visão dele, Guardiola mantinha uma postura hostil desde os tempos de Barcelona. O marfinense contou que sua esposa também via o técnico de maneira negativa.
"Minha esposa sempre me dizia sobre Guardiola: 'Ele é o diabo, não é um homem, é maligno'", afirmou. Ele descreveu a convivência como marcada por tensão: “Não vejo um homem, vejo uma cobra… Ele me tratou como se eu fosse pó."
Segundo o Marca, Touré relatou que a ruptura começou a ganhar forma quando perdeu espaço para Sergio Busquets no Barça. Na última temporada pelo clube catalão, disputou apenas nove partidas como titular. Ele disse ter acreditado que sua boa participação na Copa do Mundo de 2010 poderia mudar o cenário, mas declarou que permaneceu fora dos planos do treinador, o que culminou na transferência para o Manchester City.
A chegada de Guardiola ao clube inglês, em 2016, trouxe novas frustrações, de acordo com o ex-meio-campista. Touré afirmou que, mesmo após anos de protagonismo no time, voltou a ser deixado no banco. Ele disse ter analisado seus números físicos na tentativa de entender os motivos.
"Quando percebi que eram tão bons quanto, ou até melhores que, os dos jogadores mais jovens, entendi que não era um problema físico."
O marfinense também mencionou ter cogitado questões raciais: "Cheguei a me perguntar se era por causa da cor da minha pele. Não sou o único. Alguns jogadores do Barcelona também já se questionaram sobre isso."
Em outras ocasiões, seu então empresário, Dimitri Seluk, já havia feito críticas semelhantes ao treinador.
Touré encerrou a entrevista dizendo que pretende contestar a imagem pública construída ao redor de Guardiola e afirmou ter a sensação de que o técnico tentou limitar seu espaço no período final de sua passagem pelo City: "Tenho a sensação de que ele fez tudo o que pôde para arruinar minha última temporada."
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.