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A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), mostra que, até o momento, os principais pré-candidatos à "terceira via" na corrida à Presidência não conseguiram capitalizar a perda de votos de Flávio Bolsonaro (PL), especialmente na direita não bolsonarista. O presidente Lula (PT) lidera as intenções de voto, com 40%, seguido pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que marca 28%. Na mesma pesquisa, a distância no primeiro turno entre o petista e o senador já foi de cinco pontos, em abril, e agora é de 12.
Apesar disso, os dados apontam que não há transferência massiva de eleitores que indicavam voto em Flávio para Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) ou Romeu Zema (Novo). Os ex-governadores e o ativista do Movimento Brasil Livre (MBL) seguem empatados tecnicamente em terceiro lugar, com intenções de voto entre 2% e 4%, segundo a Quaest, cuja margem de erro é de dois pontos percentuais.
Nos últimos meses, impulsionado pela revelação do elo com o banqueiro preso por fraude, Daniel Vorcaro, pela associação do tarifaço americano à atuação bolsonarista no exterior e pela exposição da briga com Michelle Bolsonaro (PL), o recuo de Flávio não se traduziu em crescimento de alguma alternativa à polarização.
Na divulgação anterior da Quaest, há um mês, o petista tinha 39% e o senador, 29%. No entanto, Flávio chegou a somar 33% no primeiro turno em maio, no ápice de sua pré-campanha até aqui. De lá para cá, o pré-candidato do PL perdeu cinco pontos, que acabaram se diluindo entre Caiado, Renan Santos, Zema e, principalmente, entre eleitores indecisos e aqueles que citam voto nulo ou em branco.
Atualmente, os indecisos representam 11%, registrando um salto de seis pontos desde maio, quando eram 5%. Os entrevistados que indicaram a intenção de votar nulo, em branco ou de não comparecer às urnas chegaram a ser 16% em março deste ano, mas caíram para 11% no mês seguinte e foram oscilando dentro da margem de erro até atingirem os atuais 8%.
Enquanto isso, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, teve pico de 6% na pesquisa Quaest de abril, caiu para 3% em junho e agora tem 4%. O nome do MBL, Renan Santos, por sua vez, obteve 2% das intenções de voto em abril e subiu para 3% em junho, mesmo patamar observado no levantamento divulgado nesta quarta-feira. Já Romeu Zema tinha 4% em maio, recuou para 2% em junho e agora mantém esse número.
A sondagem mostra que o apoio a Flávio caiu especialmente entre os eleitores que se identificam com a direita não bolsonarista: em dois meses, ruiu 21 pontos, caindo de 74% em maio para os atuais 53%.
Este é o pior resultado nesse estrato para o pré-candidato do PL desde dezembro de 2025, quando marcou 45% entre direitistas não bolsonaristas (em janeiro, por exemplo, ele havia saltado para 59%). No grupo desse mesmo posicionamento político, Zema tem hoje 6% das intenções de voto; Caiado tem 5%; e Renan, 4%.
O declínio começou a partir das notícias do envolvimento de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro pelo financiamento do filme de seu pai, "Dark Horse". O senador sempre negou irregularidades no caso.
A fragmentação da direita e o fato de os outros pré-candidatos à Presidência ainda serem pouco conhecidos nacionalmente são hipóteses para a ausência de migração significativa de votos de Flávio. Segundo o levantamento divulgado nesta quarta-feira, 44% não conhecem Caiado; 50% desconhecem Zema; e 77% não sabem quem é Renan Santos.
FLAVIO CORRE RISCO?
Além da queda no apoio na direita, o eleitor de Flávio Bolsonaro demonstra menor convicção. Em junho, 70% afirmavam que o voto no senador para presidente era definitivo. Agora, são 62%. No mesmo período, a proporção de apoiadores de Flávio que admitiu a possibilidade de mudar de voto subiu de 30% para 37%.
Em contrapartida, Lula passou de 71% para 77% entre eleitores convictos, e aqueles que ainda podem mudar de opção até o pleito somaram 23%, ante 29% do mês anterior. A maioria dos eleitores de Caiado (57%), de Renan Santos (65%) e de Romeu Zema (70%) também indicou que pode trocar de candidato.
O levantamento ainda mostra que 57% dos brasileiros conhecem e não votariam em Flávio Bolsonaro (PL). A rejeição ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro oscilou um ponto para cima desde junho, enquanto a do principal concorrente, Lula, recuou três pontos no mesmo período (de 53% para 50%).
A diferença entre os dois, agora, é de sete pontos percentuais. Em abril, o presidente era o mais rejeitado (55%), seguido pelo senador (52%). A rejeição de Flávio vem registrando crescimento desde as revelações do elo do senador com Vorcaro. O índice também vem oscilando para cima após a divulgação dos vídeos de sua madrasta, Michelle Bolsonaro (PL).
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026. A Genial/Quaest realizou entrevistas presenciais com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 10 e 13 de julho, em todo o país. A margem de erro para a amostra geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Desde que Taylor Swift declarou suas intenções de votos para as eleições legislativas dos Estados Unidos, no domingo (7), o número de registros para votar disparou no país. Em 24 horas, o site vote.org recebeu mais de 50.000 novos registros e atingiu o pico de visitantes, que foi mais de 155 mil ao mesmo tempo.
O detalhamento mostra ainda que o maior número foi no Estado do Tennessee, onde Taylor vota. Por lá, 2.144 registros foram feitos nas últimas 36 horas enquanto apenas no mês de setembro, o total foi de 2.811 cadastros de eleitores.
A cantora norte-americana afirmou que evitava publicizar suas opiniões políticas, mas mudou seu posicionamento diante dos eventos recentes em sua vida pessoal e também no mundo. "Eu sempre votei e sempre vou votar no candidato que vá proteger e lutar pelos direitos humanos que eu acredito que todos nós precisamos nesse país. Eu acredito na luta pelos direitos da comunidade LGBTQ e qualquer forma de discriminação baseada em gênero ou orientação sexual é errada. Eu acredito que o racismo sistêmico que nós ainda vemos nesse país em relação às pessoas de cor é aterrorizante, repugnante e predominante. Eu não posso votar em alguém que não estará disposto a lutar pela dignidade de todos os americanos, não importa a cor da pele, gênero ou quem eles amem", defendeu Taylor em seu Instagram.
Dito isso, ela afirma que vai votar no candidato Jim Cooper para o Senado e em Phil Bredesen para a Câmara de Representantes, algo como a Câmara dos Deputados no Brasil, e pede que seus seguidores participem da eleição, votando nos candidatos que representem seus valores.
De acordo com o UOL, quando os artistas ainda estavam no topo das escadas, o diretor do festival, Thierry Fremaux, pediu para que a equipe do evento filmasse os cartazes. Em entrevista à agência AFP antes da premiação, Sônia comentou a situação política do Brasil. "Eu moro nos Estados Unidos, mas também no Brasil, tenho família e amigos lá e penso que o que está acontecendo, a manipulação da tomada do poder, tem que ser exposto ao mundo inteiro", afirmou. A atriz vive a protagonista de "Aquarius" no papel de uma crítica de música aposentada que briga com um empresário que quer demolir seu prédio para construir um novo empreendimento.
Presente no festival no domingo (15), o cineasta pernambucano Fellipe Fernandes também criticou o afastamento da presidente, chamando o ato de golpe. "Falei que um golpe de Estado havia acabado de se concretizar no Brasil e que quando voltássemos para casa estaria no poder um governo ilegítimo, machista e elitista. E que nesse momento o cinema era uma de nossas armas de resistência e que nós iríamos resistir", declarou Fernandes à EBC. O cineasta foi representa o filme "O Delírio é A Redenção dos Aflitos" que integrou a mostra Semana da Crítica (leia mais aqui).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Dino
"Na ocasião, afirmou, ainda, que outros presidentes de partido também indicam emendas parlamentares".
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Disse o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino ao determinar que presidentes de todos os partidos com representação no Congresso Nacional dêem mais informações sobre como funciona o direcionamento de emendas parlamentares para municípios. A solicitação foi enviada a dirigentes de 21 partidos nesta quarta-feira (15).