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Flávio Bolsonaro perde 20 pontos em votos na direita; mas Caiado, Zema e Renan não conseguem obter os votos

Por Redação

Flávio Bolsonaro perde 20 pontos em votos na direita; mas Caiado, Zema e Renan não conseguem obter os votos
Fotos: Youtube de Renan Santos e Ronaldo Caiado / Lula Marques / Agência Brasil

A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), mostra que, até o momento, os principais pré-candidatos à "terceira via" na corrida à Presidência não conseguiram capitalizar a perda de votos de Flávio Bolsonaro (PL), especialmente na direita não bolsonarista. O presidente Lula (PT) lidera as intenções de voto, com 40%, seguido pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que marca 28%. Na mesma pesquisa, a distância no primeiro turno entre o petista e o senador já foi de cinco pontos, em abril, e agora é de 12.

 

Apesar disso, os dados apontam que não há transferência massiva de eleitores que indicavam voto em Flávio para Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) ou Romeu Zema (Novo). Os ex-governadores e o ativista do Movimento Brasil Livre (MBL) seguem empatados tecnicamente em terceiro lugar, com intenções de voto entre 2% e 4%, segundo a Quaest, cuja margem de erro é de dois pontos percentuais.

 

Nos últimos meses, impulsionado pela revelação do elo com o banqueiro preso por fraude, Daniel Vorcaro, pela associação do tarifaço americano à atuação bolsonarista no exterior e pela exposição da briga com Michelle Bolsonaro (PL), o recuo de Flávio não se traduziu em crescimento de alguma alternativa à polarização.

 

Na divulgação anterior da Quaest, há um mês, o petista tinha 39% e o senador, 29%. No entanto, Flávio chegou a somar 33% no primeiro turno em maio, no ápice de sua pré-campanha até aqui. De lá para cá, o pré-candidato do PL perdeu cinco pontos, que acabaram se diluindo entre Caiado, Renan Santos, Zema e, principalmente, entre eleitores indecisos e aqueles que citam voto nulo ou em branco.

 

Atualmente, os indecisos representam 11%, registrando um salto de seis pontos desde maio, quando eram 5%. Os entrevistados que indicaram a intenção de votar nulo, em branco ou de não comparecer às urnas chegaram a ser 16% em março deste ano, mas caíram para 11% no mês seguinte e foram oscilando dentro da margem de erro até atingirem os atuais 8%.

 

Enquanto isso, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, teve pico de 6% na pesquisa Quaest de abril, caiu para 3% em junho e agora tem 4%. O nome do MBL, Renan Santos, por sua vez, obteve 2% das intenções de voto em abril e subiu para 3% em junho, mesmo patamar observado no levantamento divulgado nesta quarta-feira. Já Romeu Zema tinha 4% em maio, recuou para 2% em junho e agora mantém esse número.

 

A sondagem mostra que o apoio a Flávio caiu especialmente entre os eleitores que se identificam com a direita não bolsonarista: em dois meses, ruiu 21 pontos, caindo de 74% em maio para os atuais 53%.

 

Este é o pior resultado nesse estrato para o pré-candidato do PL desde dezembro de 2025, quando marcou 45% entre direitistas não bolsonaristas (em janeiro, por exemplo, ele havia saltado para 59%). No grupo desse mesmo posicionamento político, Zema tem hoje 6% das intenções de voto; Caiado tem 5%; e Renan, 4%.

 

O declínio começou a partir das notícias do envolvimento de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro pelo financiamento do filme de seu pai, "Dark Horse". O senador sempre negou irregularidades no caso.

 

A fragmentação da direita e o fato de os outros pré-candidatos à Presidência ainda serem pouco conhecidos nacionalmente são hipóteses para a ausência de migração significativa de votos de Flávio. Segundo o levantamento divulgado nesta quarta-feira, 44% não conhecem Caiado; 50% desconhecem Zema; e 77% não sabem quem é Renan Santos.

 

FLAVIO CORRE RISCO?
Além da queda no apoio na direita, o eleitor de Flávio Bolsonaro demonstra menor convicção. Em junho, 70% afirmavam que o voto no senador para presidente era definitivo. Agora, são 62%. No mesmo período, a proporção de apoiadores de Flávio que admitiu a possibilidade de mudar de voto subiu de 30% para 37%.

 

Em contrapartida, Lula passou de 71% para 77% entre eleitores convictos, e aqueles que ainda podem mudar de opção até o pleito somaram 23%, ante 29% do mês anterior. A maioria dos eleitores de Caiado (57%), de Renan Santos (65%) e de Romeu Zema (70%) também indicou que pode trocar de candidato.

 

O levantamento ainda mostra que 57% dos brasileiros conhecem e não votariam em Flávio Bolsonaro (PL). A rejeição ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro oscilou um ponto para cima desde junho, enquanto a do principal concorrente, Lula, recuou três pontos no mesmo período (de 53% para 50%).

 

A diferença entre os dois, agora, é de sete pontos percentuais. Em abril, o presidente era o mais rejeitado (55%), seguido pelo senador (52%). A rejeição de Flávio vem registrando crescimento desde as revelações do elo do senador com Vorcaro. O índice também vem oscilando para cima após a divulgação dos vídeos de sua madrasta, Michelle Bolsonaro (PL).

 

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026. A Genial/Quaest realizou entrevistas presenciais com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 10 e 13 de julho, em todo o país. A margem de erro para a amostra geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.