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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”

ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”
Em sabatina realizada nesta segunda-feira (21) com os editores do portal Bahia Notícias (BN), dentro do projeto Vota BN no Projeto Prisma, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto comentou o fenômeno conhecido como “Lula-Neto”, que se refere ao voto dividido de eleitores entre a disputa pelo governo estadual e a Presidência da República. Durante a transmissão do podcast, o político foi enfático e respondeu que “ninguém é dono do voto de ninguém”.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

vorcaro

Luciano Huck admite conversas com Vorcaro, mas nega ser sócio em jatinho
Fotos: Reprodução / Getty Images / Agência Brasil

 

Luciano Huck negou ter sido sócio de Daniel Vorcaro em um jatinho entre 2024 e 2025, conforme sugerem mensagens obtidas pela Polícia Federal no inquérito que investiga crimes atribuídos ao ex-banqueiro.

 

As mensagens, reveladas pela revista Veja, indicam que Huck e Vorcaro teriam mantido uma sociedade em uma aeronave Gulfstream G550, além de trocarem favores envolvendo o empréstimo de jatos particulares para viagens pessoais e profissionais.

 

Em uma das ocasiões, Huck teria utilizado uma aeronave do ex-banqueiro para viajar à Polônia e entrevistar o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski. A gravação resultou em um documentário produzido para o Globoplay, serviço de streaming da Globo.

 

Os registros também apontam que o apresentador auxiliou a família de Vorcaro com atendimento VIP e reservas durante viagens à Disney. Huck ainda teria tentado aproxima-lo do alto escalão da emissora para viabilizar novas possibilidades comerciais para a empresa.

 

A relação, segundo as mensagens, também incluía jantares e encontros no Brasil e no exterior. Em algumas ocasiões, o ex-jogador Ronaldo Fenômeno foi citado em discussões sobre projetos e candidaturas para o comando da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

 

Huck, por sua vez, afirmou que manteve conversas com Vorcaro apenas para tratar de relações comerciais relacionadas ao patrocínio de seu programa. Ao todo, o ex-banqueiro pagou R$ 86 milhões para expor o Will Bank durante seis meses no Domingão, em 2024.

 

“Toda a interação se deu em torno da captação e da gestão do patrocínio do Will Bank. Não houve sociedade”, disse o apresentador em nota enviada por WhatsApp à coluna “Outro Canal”, da Folha de S.Paulo, nesta quarta-feira (30).

 

“O acordo comercial teve contrato assinado, notas emitidas, impostos recolhidos e serviços devidamente prestados. Os contratos de imagem e publicidade foram rescindidos antes da intervenção no Will Bank pelo Banco Central”, concluiu Huck.

Mensagens de Vorcaro revelam bastidores de patrocínio a documentário sobre Temer
Fotos: Reprodução e Cesar Itiberê / PR

A coluna de Lauro Jardim, de O GLOBO, revelou novos detalhes sobre o patrocínio de R$ 1 milhão destinado à produção do documentário “963 Dias”, que retrata o governo do ex-presidente Michel Temer. O filme é dirigido por Bruno Barreto e tem produção executiva do publicitário Elsinho Mouco, que atuou como marqueteiro de Temer.

 

Segundo a apuração da coluna, o fundo Moriah Asset, ligado à família do banqueiro Daniel Vorcaro e fundado por seu cunhado, Fabiano Zettel, adquiriu em 2023 uma cota de R$ 1 milhão para a produção. O orçamento total do documentário foi estimado em R$ 12 milhões.

 

A existência do patrocínio veio a público em maio deste ano, após informações sobre valores que teriam sido solicitados por Flávio Bolsonaro a Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.

 

Inicialmente, Elsinho Mouco negou ter solicitado recursos ao dono do Banco Master. No dia seguinte, porém, confirmou o apoio financeiro e afirmou que contratos de patrocínio poderiam conter cláusulas de confidencialidade. Segundo ele, os patrocinadores seriam divulgados nos créditos do filme e nenhum deles teria investido mais de 10% do orçamento da produção.

 

Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro, apreendido em novembro do ano passado, quando o banqueiro foi preso pela primeira vez, mostram como teria ocorrido a negociação.

 

Em 18 de outubro de 2023, Elsinho enviou uma mensagem a Vorcaro pelo WhatsApp, identificando-se como publicitário de Temer e afirmando que o próprio ex-presidente já havia conversado com o banqueiro sobre o assunto. Na mensagem, perguntou se poderia encaminhar pelo aplicativo a proposta de patrocínio do documentário.

 

Após receber autorização, Elsinho enviou imagens e um arquivo em PDF com a proposta, cujo conteúdo não está disponível.

 

Em 27 de outubro, o publicitário voltou a procurar Vorcaro para saber se alguém da equipe do banqueiro poderia dar andamento ao contrato relacionado ao ex-presidente.

 

A resposta veio em 11 de novembro. Na ocasião, Vorcaro encaminhou a Elsinho o contato de Fabiano Zettel, empresário e pastor evangélico que, assim como o banqueiro, está preso desde março deste ano.

 

Após agradecer o contato, Elsinho recebeu de Vorcaro uma explicação sobre a forma como o patrocínio seria realizado. O banqueiro afirmou que precisaria fazer a operação fora do Banco Master por questões internas e orientou que Zettel tratasse diretamente com o produtor.

 

As mensagens foram posteriormente curtidas por Elsinho.

 

O documentário “963 Dias” tem previsão de chegar aos cinemas ainda neste ano.

Vorcaro diz em delação que grupo de Jaques Wagner na Bahia recebia R$ 3 milhões por mês
Foto: Reprodução. Carlos Moura/Agência Senado

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou, em uma proposta de delação premiada que o grupo político ligado ao senador Jaques Wagner (PT-BA) recebia cerca de R$ 3 milhões por mês em supostas vantagens indevidas relacionadas à operação do cartão de crédito consignado Credcesta, na Bahia.

 

O relato consta em um dos anexos da proposta de delação. Segundo o UOL, Vorcaro afirmou que não presenciou diretamente o suposto acordo, mas que tomou conhecimento dele por meio de seu então sócio Augusto Lima. No entanto, a proposta de delação foi recusada pela PF e pela PGR por falta de elementos de corroboração suficientes. De acordo com a publicação, Vorcaro afirmou que os supostos pagamentos eram realizados de diferentes maneiras. 

 

Uma parcela de aproximadamente R$ 2 milhões mensais seria repassada pelo Banco Master à PKL One, empresa ligada à operação do Credcesta, por meio de contratos que o ex-banqueiro afirma serem fictícios. Outros R$ 1 milhão seriam pagos mensalmente em espécie.

 

Ainda de acordo com o relato, haveria outras formas de repasse, como distribuição de lucros e dividendos da PKL One e contratos de prestação de serviços. Vorcaro afirmou que pessoas ligadas ao grupo político de Wagner teriam participação oculta na estrutura societária da empresa.

 

As acusações, porém, não foram acompanhadas de elementos considerados suficientes para que o acordo de colaboração fosse firmado. Em junho, a PGR rejeitou a proposta depois de a PF também ter recusado a delação pela segunda vez. Segundo a Procuradoria, os relatos apresentados continham informações sem elementos novos ou comprovação suficiente.

 

As defesas de Jaques Wagner e Augusto Lima negaram as acusações e destacaram a ausência de provas que sustentem o relato. A defesa de Vorcaro, por sua vez, afirmou repudiar a divulgação dos anexos e disse não reconhecer a autenticidade e a integridade do material.

 

CREDCESTA E PKL
No centro do relato apresentado por Vorcaro está a PKL One, empresa que detém os direitos de exploração do Credcesta. O cartão de crédito consignado era destinado a servidores públicos e se tornou um dos principais negócios relacionados ao grupo Master.

 

Segundo o ex-banqueiro, o acordo envolvendo o Credcesta teria sido estabelecido em 2018, quando o Banco Master adquiriu participação na empresa responsável pela operação do cartão. Na versão apresentada por Vorcaro, Augusto Lima teria afirmado que precisou recorrer a políticos baianos para viabilizar a aquisição da operação do Credcesta e, por isso, teria cedido participação societária na PKL.

 

O relato também relaciona a operação à privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), estatal que controlava o Credcesta. Segundo Vorcaro, Lima teria se unido a políticos baianos para direcionar o processo de venda da empresa e manter o controle sobre a operação do cartão.

 

A Ebal foi arrematada pela NGV Empreendimentos por R$ 15 milhões. De acordo com o relato de Vorcaro, Augusto Lima seria o proprietário de fato da empresa, embora ela estivesse formalmente registrada em nome do investidor espanhol Ignácio Morales, apontado no documento como uma pessoa interposta.

 

Na época do leilão, Jaques Wagner era secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, durante o segundo mandato do então governador Rui Costa (PT). Rui Costa é citado no relato de Vorcaro, mas o documento não atribui diretamente a ele nenhum dos supostos pagamentos mensais descritos pelo ex-banqueiro.

 

Dezesseis dias após o leilão, dois decretos assinados por Rui Costa alteraram as regras de exploração do Credcesta e seu enquadramento no sistema de consignações. Posteriormente, a NGV transferiu os direitos de exploração do cartão para a PKL One Participações.

 

PARTICIPAÇÃO DE GUILHERME SODRÉ 
Vorcaro aponta o empresário Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como Guiga, como um suposto operador ligado a Jaques Wagner. Segundo o documento, ele teria participado das articulações relacionadas à privatização da Ebal.

 

A estrutura societária da PKL One era formada por uma cadeia de fundos de investimento. Conforme a proposta de delação, entre os beneficiários finais estariam Augusto Lima, Guiga e representantes ligados a outros grupos políticos. Documentos obtidos pela CPI do Crime Organizado indicam que Guilherme Sodré detinha 22,45% do fundo Gardênia até dezembro de 2018. O fundo possuía participação indireta na PKL One.

 

A partir de maio de 2019, a participação passou a aparecer em um fundo ligado à Entre Investimentos, empresa de Antônio Carlos Freixo Júnior, apontado nas investigações como operador financeiro de Vorcaro. Os documentos confirmam a presença de Sodré na estrutura societária, mas não comprovam que ele detivesse a participação em nome de Jaques Wagner.

 

PAGAMENTO DE R$ 2 MILHÕES
Segundo Vorcaro, o contrato firmado entre a PKL One e o Banco Master previa o pagamento mensal de aproximadamente R$ 2 milhões, classificados como “despesas operacionais”. O ex-banqueiro afirma que os recursos eram utilizados para realizar os supostos pagamentos indevidos a políticos. Segundo ele, o dinheiro chegava aos destinatários por meio de contratos fictícios de consultoria, firmados com pessoas que seriam usadas como intermediárias, e por empresas que disponibilizavam recursos em espécie.

 

Vorcaro afirmou ainda que, com a expansão do Credcesta para outros estados, ele e Augusto Lima teriam decidido alterar a composição societária da operação. A permanência de Guiga na estrutura, segundo o relato, passou a ser considerada um risco. 

 

A participação teria sido então transferida para a Entre Investimentos, de Antônio Carlos Freixo Júnior. Vorcaro classificou o contrato de compra da participação como fictício e afirmou que, a partir desse momento, teria sido acertado um pagamento mensal de R$ 1 milhão em dinheiro vivo a Guiga. Segundo o ex-banqueiro, os pagamentos teriam continuado até a liquidação do Banco Master.

 

DINHEIRO EM ESPÉCIES 
Para obter os valores em espécie, Vorcaro relatou a existência de contratos com sobrepreço firmados com correspondentes bancários ligados a Augusto Lima. Entre as empresas citadas está a Blue Pay, que, segundo o relato, devolveria parte dos valores pagos.

 

O documento também menciona a The Pay, que teria vendido R$ 80 milhões em notas comerciais a fundos da Reag, gestora ligada ao Master. Vorcaro afirma que parte desses recursos teria sido convertida em dinheiro vivo. Ainda segundo o relato, os valores em espécie eram entregues ao motorista de Vorcaro, que, conforme o documento, não saberia a finalidade do dinheiro, mas faria a entrega dos pacotes ao ex-banqueiro ou a Augusto Lima.

 

Além dos supostos pagamentos mensais, a proposta de delação menciona distribuição de lucros e dividendos da PKL One e contratos que Vorcaro afirma terem beneficiado pessoas indicadas por Wagner. Entre os contratos citados está um acordo envolvendo uma filha do senador e uma empresa no exterior ligada a João Carlos Falbo Mansur, empresário relacionado à Reag.

Celular de Vorcaro analisado pela PF tem 10,8 mil chats, 17 mil áudios e 53 mil chamadas telefônicas
Foto: Reprodução

O celular do banqueiro Daniel Vorcaro reúne uma extensa base de dados com 32,7 mil arquivos identificados, sendo 10,8 mil chats, 17 mil áudios e 53 mil registros de chamadas telefônicas. A partir dessas informações extraídas pela Polícia Federal, investigadores têm avançando em mapear a teia de conexões políticas construída pelo ex-controlador do Banco Master enquanto tentava salvar a sua instituição financeira, que sofria uma crise de liquidez e entrou na mira das autoridades.

 

A quantidade de informações extraídas do aparelho inclui conversas que já foram usadas pela PF para identificar contatos e relações mantidas por Vorcaro com políticos e outras autoridades. Entre os conteúdos estão, por exemplo, mensagens nas quais o advogado Ciro Soares aparece como intermediário entre o banqueiro o senador Otto Alencar (PSD-BA). Em uma das conversas, o banqueiro chama o parlamentar de “conselheiro e comandante nosso”. Otto afirma que nunca se reuniu com Vorcaro.

 

Soares também atuava como interlocutor entre Vorcaro e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, conforme indicam as mensagens. O jornal O GLOBO revelou na sexta-feira uma imagem de Gonet ao lado de Vorcaro em Londres, enviada a partir do celular de Ciro Soares. Procurada, a assessoria de imprensa da Procuradoria-Geral da República confirma a autenticidade da foto e diz que não vai comentar.

 

A pessoas próximas, Gonet afirma que a foto foi tirada em abril de 2024, mas que não revela nenhuma intimidade com Vorcaro. Soares afirmou por meio da assessoria que a imagem é de 2024, "quando não havia nenhuma investigação" sobre Vorcaro e que não há "qualquer irregularidade na foto".

 

Além da análise das mensagens e dos áudios, a base de dados contém uma classificação de possíveis conteúdos relacionados a nudez, que atribui pontuações a registros de acordo com o grau de nudez identificado em imagens.

 

As classificações vão de “muito alto”, com cerca de 5,3 mil registros, a “muito baixo”, com 530 mil registros. Consideradas todas as categorias, a avaliação automatizada chega a aproximadamente 697 mil registros classificados quanto ao chamado “score nudez”.

 

Diante da extensão do material, investigadores não terminaram de analisar todo o material e estão focados em descobrir qual conteúdo tem relação com apurações em andamento e quais mensagens indicam suspeitas de irregularidades.

 

O conteúdo do aparelho telefônico de Vorcaro foi compartilhado na semana passada com alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que solicitaram acesso em meio a uma disputa interna que levou a Corte para a sua maior crise institucional.

PF encontra foto de Gonet e Vorcaro fumando charuto em Londres
Foto: Reprodução

Uma fotografia encontrada pela Polícia Federal (PF) mostra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, em um momento de descontração ao lado do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master em Londres. Na imagem, Gonet aparece segurando um charuto em frente a uma mesa com copos de uísque. O registro foi enviado em junho de 2025 ao celular de Vorcaro pelo advogado Ciro Soares, ex-defensor da instituição financeira, com a legenda: “PG me mandou”.


A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou a autenticidade do material, mas informou que não se manifestará oficialmente. A interlocutores, Gonet afirmou que a foto foi tirada em abril de 2024 e sustentou que a presença no local não sinaliza qualquer relação de intimidade com o empresário.


O documento integra a apuração tornada pública pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também envolve citações ao ministro Alexandre de Moraes. Mendonça submeteu o relatório ao plenário do STF para que os ministros decidam sobre a abertura formal de investigação contra integrantes da Corte. O julgamento, no entanto, foi interrompido por um pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Questionamento jurídico e trocas de mensagens


Em reação ao avanço do caso, Gonet pediu a anulação do relatório da PF. O chefe do Ministério Público Federal argumenta que a peça foi elaborada por iniciativa direta do relator, sem solicitação prévia da Polícia Federal ou do próprio MPF. Ele alega ainda descumprimento do rito legal, que exige autorização expressa do plenário do STF para a investigação de autoridades com foro na Corte.


Além do registro fotográfico, o conjunto de mensagens inclui diálogos em que o ex-advogado do banco repassa declarações atribuídas a Gonet sobre a expectativa de participar da segunda edição de um Fórum Jurídico em Londres, financiado pelo Banco Master e posteriormente cancelado. Em um das mensagens, o procurador teria escrito: “Oba! Tomara que tenha charuto e Macallan”.


As investigações apontam que a primeira edição do evento, realizada em 2024 no George Club, custou R$ 3,2 milhões ao banqueiro e reuniu, além de Gonet, o ministro Alexandre de Moraes e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues

Fábio Faria processa Rodrigo Bocardi por acusação sobre Banco Master em saída do SBT
Foto: Reprodução / SBT

Ex-ministro das Comunicações no governo Jair Bolsonaro (2019-2022) e marido de Patrícia Abravanel, filha de Silvio Santos e apresentadora do SBT, Fábio Faria decidiu entrar com uma queixa-crime contra Rodrigo Bocardi, que até semana passada era âncora da emissora.

 

Ele acusa Bocardi de difamação e injúria. A coluna teve acesso aos documentos do caso, que corre na Justiça de São Paulo. Procurado nesta sexta-feira (18), Bocardi preferiu não comentar o assunto. Os advogados de Fábio Faria não responderam aos contatos.

 

Na ação, Faria diz que Bocardi ultrapassou o limite da crítica no vídeo em que anunciou ter encerrado seu contrato com a TV da família Abravanel, na última sexta-feira (11), após deixar a apresentação do telejornal SBT Cidades.

 

Em um trecho da publicação, com cinco minutos de duração, Bocardi diz que Faria tinha envolvimento com Daniel Vorcaro e com o escândalo do Banco Master. Ele fez referência a uma reportagem da revista Piauí, que revelou conversas em que Faria teria escalado jovens modelos para uma festa de Vorcaro em São Paulo.

 

"O que dizer de uma emissora que tem o marido de uma das donas da emissora envolvido nesse escândalo, num envolvimento com o Daniel Vorcaro, envolvendo garotas de programa, traição, orgia, dinheiro. E nada disso é falado nessa emissora. Que credibilidade tem o senhor SBT?", disse.

 

Faria também citou uma entrevista de Bocardi na Band na mesma sexta (11) na qual ele voltou a citar o ex-ministro. Faria rechaçou a acusação de que o SBT não pode falar do escândalo do Banco Master. Para provar, anexou documentos de reportagens feitas sobre o caso.

 

O ex-ministro pediu a imediata remoção do vídeo postado por Bocardi em sua rede social e uma indenização em valor a ser definido pela juíza que cuida do caso, na 9ª Vara Criminal de São Paulo. Atualmente, o vídeo em que Bocardi cita Faria tem 4 milhões de visualizações.

 

Rodrigo Bocardi saiu do SBT na semana passada após um ex-secretário da cidade de Embu das Artes, na Grande São Paulo, afirmar que ele teria cometido extorsão.

 

Antes da demissão, a cúpula do SBT já havia restringido ações promocionais da BocaTV durante a exibição do SBT Cidades, por considerar excessiva a exposição da iniciativa privada do apresentador na programação

 

Bocardi negou irregularidades, admitiu que estava chateado com o SBT e questionou a acusação. "Minha prioridade é o BocaTV. Sei que não fiz nada de errado. Onde está o vídeo? A prova? Não tem nada", afirmou em conversa com a coluna na ocasião.

Defesa de Vorcaro pede revogação de prisão e cita indefinição sobre caso Master e crise no STF
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A defesa de Daniel Vorcaro pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a revogação da prisão preventiva do banqueiro, sob a alegação de excesso de prazo e questionando os fundamentos que levaram à decretação da medida em março deste ano.

 

Fachin não é o relator original da investigação do Banco Master, mas o inquérito está em seu gabinete desde semana passada, quando ele determinou que o relator André Mendonça enviasse o caso ao seu gabinete, assim como a investigação das fraudes do INSS.

 

O prazo de prisão preventiva é de 90 dias. Segundo os advogados, a prisão preventiva foi decretada em 4 de março de 2026 e, apesar de o fim desse prazo não implicar na soltura imediata, cabe ao Judiciário reavaliar a necessidade.

 

A defesa ressalta que não há denúncia oferecida contra ele e que as investigações relacionadas à Operação Compliance Zero, sobre as fraudes do Master. Os advogados ainda mencionam a indefinição sobre a condução dos casos relacionados ao Banco Master e ao INSS, e por isso o pedido foi encaminhado ao Fachin.

 

Eles citam, ainda, a sessão plenária do último dia 15, marcada por discussões acaloradas entres os ministros da Suprema Corte. A sessão foi agendada para discutir se o ministro Alexandre de Moraes deveria ou não ser investigado depois que o André Mendonça tornou público um relatório com conversas de Vorcaro com colega.

 

No fim, no entanto, os ministros discutiram uma questão de ordem sobre relatoria e competência para a condução dos procedimentos, e a sessão foi finalizada após um pedido de vista de Flávio Dino. Os advogados sustentam que a paralisação dos procedimentos não poderia impedir a revisão da prisão.

 

"A prisão preventiva do peticionário, contudo, não pode permanecer indiferente a esse estado de indefinição. Se a própria Corte ainda delibera sobre relatoria, competência e validade de atos da investigação, e se, repete-se, apenas a devolução da vista pode consumir até 90 dias, não se mostra legítimo que o único dado estável do processo seja o cárcere do investigado", ressaltam os advogados.

 

A defesa alega, ainda, que os fundamentos considerados para a prisão, que são episódios de intimidação de um núcleo da organização chamado de A Turma, além de sua capacidade financeira e de influência, não permanecem atuais.

Fachin retira de pauta julgamento sobre atuação de André Mendonça previsto para 23 de setembro
Foto: Reprodução / TV Justiça

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, retirou de pauta nesta quinta-feira (17) o julgamento que analisaria a atuação do ministro André Mendonça em apurações relacionadas ao Banco Master.

 

A sessão estava prevista para ocorrer em 23 de setembro.

 

A decisão foi tomada dois dias depois de uma sessão marcada por embates entre ministros do Supremo.

 

Na terça (15), o tribunal discutiu questões sobre a condução de investigações que envolvem os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, mas não chegou a uma conclusão após um pedido de vista do ministro Flávio Dino.

 

No despacho desta quinta, Fachin afirmou que ainda há discussões pendentes que têm impacto direto sobre o julgamento de Mendonça.

 

Entre elas está a definição sobre se processos relacionados ao caso devem tramitar em conjunto e questionamentos sobre a relatoria dos procedimentos.

 

Por causa dessas questões, o presidente do STF decidiu retirar o caso da pauta e remarcá-lo para uma data futura.

 

"Considerando a direta relação dos pontos contidos na Questão de Ordem referida acima com a apreciação destes autos, abrangendo questionamento sobre a regularidade da própria relatoria, a inclusão em pauta será oportunamente redesignada", escreveu o presidente do STF.
O despacho não informa quando o julgamento será retomado.

 

A retirada do julgamento da pauta amplia os efeitos da crise que atinge o STF. Nesta quinta, Fachin também cancelou uma sessão extraordinária do plenário da Corte, após novos atritos públicos entre Gilmar Mendes e André Mendonça.

 

A sessão que avaliaria a atuação de Mendonça no caso Banco Master era uma das principais discussões pendentes no tribunal e já havia sido colocada em dúvida após os embates da última terça-feira.

 

 

VÍDEO: Tendas são derrubadas por ventania durante sessão no STF
Foto: Reprodução / Diogo André / TV Globo

Tendas montadas na área externa do Supremo Tribunal Federal (STF) para as equipes de segurança e imprensa, foram derrubadas com a forte ventania e a chuva que atingiram a área central do Distrito Federal nesta terça-feira (15).

 

A estrutura caiu em cima da TV que transmitia a sessão para os jornalistas. Houve gritos de surpresa, mas apesar do susto, não houve registro de feridos ou de dano a equipamentos até a última atualização desta nota. 

 

Os profissionais estavam posicionados para a cobertura da abertura (ou não) de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. 

 

O STF analisa o relatório da PF (Polícia Federal) com mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A sessão extraordinária começou por volta das 10h, sob relatoria do presidente da Corte, Edson Fachin, que assumiu o processo no sábado (12), no lugar de André Mendonça.

 

CONFIRA REGISTRO:

 

Dino pede a Fachin investigação sobre elo entre Banco Master e instituto ligado a André Mendonça
Foto: Victor Piemonte / STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta terça-feira (15) ao presidente da Corte, Edson Fachin, que seja investigada uma possível relação entre o Banco Master, o Instituto Iter — ligado ao ministro André Mendonça —, e contratos firmados pelo município de São Paulo.

 

A decisão de Dino é relacionada a uma ação que discute regras para o funcionamento de cemitérios privados no estado. O ministro cita uma série de circunstâncias que, na avaliação dele, precisam ser esclarecidas.

 

O caso envolve a apuração aberta pelo Ministério Público do Estado de São Paulo que envolve possíveis irregularidades na concessão dos serviços cemiteriais e eventual vínculo entre a Cortel, a empresa concessionária, e o Banco Master.

 

O primeiro ponto envolve a atuação de André Mendonça em um processo sobre os cemitérios privados de São Paulo.

 

Quando o julgamento foi retomado, em abril de 2025, Mendonça apresentou um voto contrário à manutenção de uma decisão individual de Dino que afetava os cemitérios privados. Com isso, ficou alinhado aos pedidos dessas empresas.

 

Ao analisar o caso, Dino chamou atenção para o fato de que Alexandre de Almeida Mendonça, irmão de André Mendonça, trabalha na SP Regula, agência responsável pela regulação de serviços públicos de São Paulo. O irmão atua justamente na área funerária e cemiterial.

 

A preocupação apontada por Dino é verificar se havia alguma relação entre esses fatos que pudesse indicar conflito de interesses, favorecimento ou atuação indevida.

 

ENCONTRO COM VORCARO

Dino também cita um encontro entre André Mendonça e Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.

 

Segundo a decisão, a reunião ocorreu em 14 de março de 2025, na sede do Instituto Iter, entidade fundada por Mendonça.

 

Para Dino, o encontro ganha relevância porque o Instituto Iter passou a ter contratos remunerados com o município de São Paulo, que é parte diretamente envolvida na ação sobre os cemitérios.

 

Mendonça informou em 3 de setembro que decidiu deixar a sociedade da instituição, criada em 2024 e voltada para atividades educacionais e acadêmicas.

 

Segundo a decisão, o Instituto Iter passou a prestar serviços para o município de São Paulo. A prefeitura, por sua vez, é responsável pela contratação de empresas privadas que atuam no setor funerário, como a Cortel.

 

Na decisão, Dino cita ainda Fabiano Zettel — cunhado de Vorcaro e também investigado na Operação Compliance Zero —, que trabalhava na Cortel.

 

Além desse contrato, o ministro afirma que o Instituto Iter também teria firmado, sem licitação, um contrato de aproximadamente R$ 1,63 milhão com a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), ligada ao governo de São Paulo.


O contrato seria para a prestação de serviços técnicos na área de formação e gestão educacional.

 

A partir desses fatos, o ministro diz que o objetivo da decisão é esclarecer se existe alguma relação entre o encontro de Vorcaro com Mendonça, o Instituto Iter, os contratos mantidos pela entidade e a atuação de Mendonça no processo que envolve os cemitérios privados de São Paulo.

 

A decisão não afirma que esses fatos, por si só, comprovem irregularidade ou favorecimento por parte de Mendonça.O pedido de Dino é para que as possíveis conexões sejam apuradas.

Fachin pede para Mendonça derrubar sigilo de pagamentos de Vorcaro
Foto: Antonio Augusto / STF

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, determinou nesta segunda-feira (14) que o ministro André Mendonça retire o sigilo do processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos do empresário Daniel Vorcaro e do Banco Master.

 

A publicização desse processo foi pedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, no domingo (13).

      

Mendonça diz que compartilhar conteúdo do celular de Vorcaro só serviria para 'tumultuar'
Foto: Rosinei Coutinho / STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou, em ofício neste domingo (13), que incluir novos elementos e abrir a íntegra das informações extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro "somente contribuiria para tumultuar o julgamento" e "colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações".

 

A manifestação ocorre a dois dias do julgamento no plenário do STF, marcado para a próxima terça-feira (15), no qual os ministros devem analisar o relatório da Polícia Federal sobre mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

 

"A inserção de elementos adicionais, que não constam dos autos até o presente momento, o que inclui a abertura de todas as informações contidas no celular do senhor Daniel Vorcaro, somente contribuiria para tumultuar o julgamento, bem como colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações, dando ensejo à suscitação de questionamentos de toda ordem, para desviar o feito especificamente apregoado para julgamento de seu caminho natural", disse Mendonça.

 

Nos últimos dias, os ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e o próprio Alexandre de Moraes acionaram a presidência da Corte para cobrar o acesso integral ao espelhamento do aparelho — um iPhone apreendido pela PF nas apurações ligadas ao Banco Master.

 

Zanin e Gilmar argumentaram que os magistrados precisam de todo o contexto para decidir, enquanto Moraes pontuou que "não cabe ao relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento".

 

No documento deste domingo, Mendonça rebateu as cobranças e assegurou que todos os integrantes do tribunal têm acesso ao mesmo material que ele próprio utilizará.

 

"Reitero que todo o material utilizado para o julgamento da próxima terça-feira encontra-se disponível, na íntegra, a todos os ministros deste tribunal. Para tal fim, este ministro dispõe exatamente do mesmo conjunto de elementos de informação franqueado aos demais pares que irão participar da referida sessão", escreveu.

 

Ao citar o presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, Mendonça concluiu afirmando que "como bem enfatizou o eminente Presidente, 'a gravidade dos fatos não autoriza atalhos', mas também não tolera subterfúgios ou desvios de rotas, rumo a outros interesses que não os da Justiça".

 

PEDIDO DE EXPLICAÇÕES A DELEGADOS DA PF

No mesmo despacho, Mendonça solicitou a Fachin que determine a quatro delegados da PF a prestação de informações, no prazo de 24 horas, sobre como se deu o envio de relatórios e mídias ao seu gabinete em março de 2026.

 

Mendonça solicitou que os policiais esclareçam as circunstâncias da entrega do material e informem se sofreram eventuais "constrangimentos sofridos ao longo das investigações".

 

IMPASSE PRÉ-JULGAMENTO

A manifestação de Mendonça é mais um capítulo da crise e da troca de ofícios que se intensificou no STF às vésperas da sessão de terça-feira (15).

 

No sábado (12), Fachin havia concedido prazo de 24 horas para que a Polícia Federal esclarecesse a situação do celular de Vorcaro e a integridade da cadeia de armazenamento das provas.

 

Na manhã deste domingo (13), a PF respondeu que o aparelho e a extração originais permanecem guardados com segurança na corporação e que tem plenas condições técnicas de remeter cópias idênticas a todos os gabinetes que requisitarem.

 

A PF pontuou ainda que o arquivo repassado ao gabinete de Mendonça em março era uma cópia, atendendo a uma solicitação formal do relator.

 

Mendonça, por sua vez, já havia argumentado anteriormente que mantinha os arquivos lacrados e criptografados em seu gabinete como contraprova de segurança, sem tê-los manuseado.

 

Enquanto isso, a ala de Moraes no Supremo articula levantar questões preliminares e nulidades processuais na sessão de terça-feira, apontando supostas irregularidades na confecção e no direcionamento do relatório de Mendonça e a falta de acesso prévio a todo o celular de Vorcaro.

 

Seria uma tentativa de barrar a abertura de uma apuração contra o ministro. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também já opinou pelo arquivamento do relatório com base em vícios de tramitação.

Alexandre de Moraes marca novo pronunciamento para segunda-feira, mas imprensa não poderá fazer perguntas
Foto: Gustavo Moreno/STF

Depois de ter desmarcado pronunciamento que faria na manhã desta quinta-feira (10), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou que dará explicações na próxima segunda (14), pela manhã. Segundo  jornal Estado de S.Paulo, a fala do ministro ocorrerá na véspera da sessão plenária convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, para as 10h de terça (15).

 

O ministro informou que seu pronunciamento não terá espaço para perguntas nem questionamentos por parte da imprensa. Alexandre de Moraes não informou qual será o conteúdo da sua fala.

 

Apesar de ter marcado o pronunciamento para esta quinta, Moraes, segundo interlocutores, teria cancelado por conta da operação deflagrada pela Polícia Federal a partir de autorização do ministro Flávio Dino, para investigar o repasse de dinheiro público à produtora responsável pelo filme “Dark Horse”. 


 

ACM Neto e Rueda recebiam 10% de aportes de previdências do Banco Master, diz Vorcaro em proposta de delação
Foto: Tauan Alencar / União Brasil

Uma proposta de delação do banqueiro Daniel Vorcaro apontou que o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto e o dirigente do União Brasil, Antonio Rueda, teriam atuado para viabilizar aportes de recursos públicos no Banco Master em troca de vantagens indevidas. 

 

As informações divulgadas pelo UOL nesta quinta-feira (10) indica que os dois políticos receberam 10% sobre valores captados junto a institutos de previdência e empresas públicas. No entanto, a delação rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República por falta de dados inéditos e ausência de garantias de devolução de valores, voltou a chamar atenção depois que o ministro Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, divulgou relatório de inteligência da PF sobre a investigação.

 

A proposta teria indicado que o vice-presidente do União Brasil, e Rueda, presidente nacional da legenda, teriam aberto portas para o Master em institutos de previdência do Rio de Janeiro, Amapá e Amazonas, além da Cedae, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro.

 

Além disso, Vorcaro teria dito que o suposto ato teria permitido ao Master captar R$ 2 bilhões. A versão do banqueiro afirma que a aplicação de uma alíquota de 10% geraria uma obrigação de R$ 200 milhões com os dois representantes do União Brasil. Contudo, o documento não informa quanto teria sido efetivamente pago. A proposta de Daniel ainda diz que, para “cada grupo político que captasse o investimento, seria destinado 10% do valor da aplicação ou 1% por ano que o recurso ficasse investido no Banco Master”. 

 

Entretanto, Vorcaro não explicou como era definida a forma de cálculo. Um dos anexos da delação abordou sobre a “captação de recursos públicos promovida por Antônio Carlos Magalhães Neto e Antônio de Rueda”. Nesse trecho, o ex-banqueiro do Master diz que os pagamentos aos dois eram recorrentes a ponto de o banco ter criado uma espécie de controle interno de valores a receber.

 

“Uma vez que ACM Neto e Antônio de Rueda intermediaram diversos negócios para o Banco Master, como o Credcesta, captação de investidores institucionais e intermediação junto ao BRB, sempre mediante o pagamento de vantagens indevidas, ambos passaram a ter uma espécie de conta corrente gerencial de valores a receber junto ao Banco Master”, informa um trecho da proposta de delação de Daniel Vorcaro.

 

Vorcaro ainda relatou diferentes formas que, segundo ele, teriam sido usadas para os repasses. No caso de ACM, os pagamentos ocorreriam em espécie por meio de empresas e pessoas ligadas a Augusto Lima e Antônio Freixo, dono da Entre Investimentos e Participações; por contratos de consultoria entre a A&M Consultoria Ltda. e o Banco Master; por contratos entre a A&M e a Reag; e por contratos firmados com a B6 Capital, gestora ligada ao ex-prefeito de Salvador.

 

Já sobre Rueda, Vorcaro afirmou que os repasses teriam ocorrido em espécie, também por meio de empresas e pessoas ligadas a Augusto Lima e Antônio Freixo, e por contratos entre empresas do conglomerado Master e o escritório Rueda & Rueda Advogados. Esses contratos teriam alcançado a quantia de R$ 3 milhões por mês, segundo o documento.

 

Vorcaro teria apresentado também na proposta algumas mensagens como forma de elementos de sustentação. Os conteúdos são com com funcionários do Master, além de contratos com a A&M Consultoria Ltda. e com o escritório de advocacia de Rueda. 

 

O CEO do Master ainda chegou a dizer que se reuniu com ACM e Rueda na sede do banco, ao lado de seu então sócio Augusto Lima, para “monitorar o andamento das demandas” relacionadas às “contrapartidas”. Nas mensagens citadas, há uma enviada por Vorcaro a uma funcionária do Master em 13 de novembro de 2023. No conteúdo, ele diz que pediu a inclusão de um encontro com Rueda em sua agenda, às 17h30. 

 

Rueda teria convidado Vorcaro para uma reunião em Brasília, em junho de 2024, com o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. O encontro teria ocorrido na casa do candidato a deputado federal pelo RJ. Outro trecho diz que um outro pagamento indevido seria dividido em 3 partes, sendo beneficiados Rueda Paulo Henrique e o ex-gestor da capital baiana. 

 

“Os pagamentos indevidos seriam divididos em 3 partes e beneficiariam diretamente Rueda, Paulo Henrique e ACM Neto”, diz outro trecho da proposta de delação de Daniel Vorcaro.

 

Vorcaro indicou que seu relato poderia ser confirmado por João Carlos Mansur, dono da Reag, pela obtenção de contratos que ele classifica como fictícios e por trocas de mensagens em seu WhatsApp. A delação de Mansur também apresentou um anexo sobre ACM Neto, que investiu R$ 7,9 milhões em um fundo administrado pela Reag. Outro ponto apresentado diz que a quebra de sigilo do Master já havia revelado contratos de consultoria firmados pelo banco com ACM Neto e contratos de advocacia com Rueda. Vorcaro mostrou que esses documentos serviriam para justificar contabilmente parte dos pagamentos. 

 

Na versão dele, os contratos existiriam apenas para “dar aparência formal às comissões destinadas aos políticos”. Mesmo com as acusações, a proposta de delação deixa pontos em aberto e sem esclarecimento.  O documento não apresenta quanto teria sido repassado a ACM Neto e Rueda. Das seis formas de pagamento descritas por Vorcaro, apenas uma traz valor específico: os contratos com o escritório Rueda & Rueda Advogados, que somariam cerca de R$ 3 milhões mensais.

 

Ainda há divergência entre o volume de recursos citado por Vorcaro e os dados já conhecidos sobre os aportes. Os quatro investidores que ele atribui à atuação de Rueda e ACM Neto aplicaram cerca de R$ 3,62 bilhões no Master: R$ 2,97 bilhões do Rioprevidência, R$ 400 milhões da Amprev, R$ 200 milhões da Cedae e R$ 50 milhões da Amazonprev. O montante é superior aos R$ 2 bilhões mencionados pelo ex-banqueiro, sem que a proposta explique a diferença.

 

A delação não detalha quanto cada fundo teria aplicado nem cita dirigentes específicos dessas instituições. O documento também não informa atos concretos de ACM Neto ou Rueda junto aos fundos, limitando-se a afirmar que ambos “intermediaram” os investimentos.

 

Relatórios do Coaf e dados de quebra de sigilo bancário e fiscal do Master enviados à CPI do Crime Organizado indicam que Vorcaro repassou R$ 6,4 milhões a escritórios ligados a Rueda entre 2022 e 2025. O valor é inferior ao descrito na proposta de delação. A empresa de consultoria de ACM Neto aparece nas planilhas com R$ 5,4 milhões recebidos entre 2023 e 2025. Segundo o UOL, pagamentos de outras instituições financeiras ligadas ao Master, como os mencionados por Vorcaro, não aparecem no relatório.

 

A PGR, porém, se manifestou contra a realização de busca e apreensão contra Rueda, alegando fragilidade das provas. O relatório da PF aponta que Mendonça decidiu separar a investigação sobre Rueda e ACM Neto. Rueda afirmou ao Uol ter “dificuldade em se pronunciar sobre documento ao qual não teve acesso”e negou irregularidades. Já  ACM Neto afirmou que as “insinuações são absurdas, completamente fantasiosas e mentirosas”.

 

A defesa de Augusto Lima diz que não vai comentar, pois classifica esses relatos fictícios divulgados pela reportagem como um verdadeiro absurdo.

Nova pesquisa Datafolha avalia impactos da crise do STF nas decisões dos eleitores
Foto: Reprodução / Magnific

Uma nova pesquisa Datafolha prevista para ser divulgada na sexta-feira, 11, vai mostrar como está a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro a menos de um mês para o eleitor ir às urnas. Este será o primeiro levantamento realizado depois da crise no Supremo Tribunal Federal envolvendo Alexandre de Moraes, André Mendonça e mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. 

 

Neste cenário, além de atualizar os cenários de primeiro e segundo turnos, a pesquisa vai medir se os episódios envolvendo os ministros do STF deixaram eleitores em dúvida ou chegaram a fazê-los mudar de voto para presidente. 

 

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01833/2026. O instituto ouvirá 2.002 eleitores de todo o país entre os dias 8 e 11 de setembro em entrevistas pessoais realizadas em pontos de fluxo populacional. A margem de erro máxima prevista é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A divulgação está prevista para sexta-feira, 11 de setembro. 

 

O Datafolha fará inicialmente uma pergunta espontânea e, depois, apresentará dois cenários estimulados para a Presidência:

 

No primeiro, estarão Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Pablo Marçal, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Clariana Barão, Edmilson Costa, Hertz Dias, Rui Costa Pimenta, Samara e Veterinário Wilson Grassi. O segundo repetirá a lista sem Pablo Marçal. 

 

Depois da escolha, o instituto perguntará se o voto está totalmente decidido ou se ainda pode mudar. O questionário também investigará se o eleitor escolhe determinado candidato por considerá-lo mais  preparado e com as melhores propostas ou principalmente para impedir a vitória de outro concorrente. 

 

O 2° TURNO

O principal confronto de segundo turno colocará Lula diretamente contra Flávio Bolsonaro. 

 

O Datafolha também testará o presidente contra Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury. Em todos os cenários, o entrevistado poderá escolher um dos dois nomes, declarar voto branco ou dizer que ainda não sabe. 

 

A inclusão de Cury permitirá medir seu desempenho em um confronto direto depois do avanço registrado pelo escritor nas pesquisas presidenciais das últimas semanas. 

 

MAIOR REJEIÇÃO

O Datafolha voltará a perguntar em quais candidatos o eleitor não votaria de jeito nenhum no primeiro turno.

 

A lista inclui Lula, Flávio, Cury, Caiado, Zema, Renan e os demais nomes apresentados no cenário estimulado. Como a pergunta admite múltiplas respostas, cada entrevistado poderá rejeitar mais de um presidenciável.

 

CRISE DO STF

Um bloco específico do questionário será dedicado à crise no Supremo Tribunal Federal. 

 

O instituto perguntará se os eleitores consideram que os ministros do STF têm poder demais, se veem a Corte como essencial para proteger a democracia e se acreditam que a confiança no tribunal diminui em relação ao ano passado.

 

Também medirá o grau de conhecimento dos brasileiros sobre o vazamento de mensagens de 2025 enviadas por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes e os entrevistados poderão  dizer se estão bem, mais ou menos ou mal informados sobre o episódio. 

 

MORAES

A pesquisa perguntará diretamente qual deveria ser a consequência para Alexandre de Moraes depois da divulgação das mensagens.

 

Na sequência, o Datafolha vai medir se a revelação das conversas não alterou nem deverá alterar o voto para presidente, se deixou o eleitor em dúvida ou se chegou a fazê-lo mudar de escolha. 

 

MENDONÇA

O instituto também perguntará se os entrevistados tomaram conhecimento da suspeita levantada por Moraes contra André Mendonça, relacionada à condução de tratativas de delações premiadas e ao direcionamento de alvos de investigação por supostos motivos pessoais e políticos. 

 

Assim como no caso de Moraes, os entrevistados poderão opinar sobre o que deveria acontecer com Mendonça: nada, afastamento temporário, renúncia ou impeachment.

 

O Datafolha também perguntará se o episódio não alterou o voto presidencial, se provocou dúvidas ou se levou o eleitor a mudar sua escolha.

Erika Hilton aciona Justiça Eleitoral contra Nikolas Ferreira após por publicação de laudo falso da PF
Foto: Divulgação / Câmara dos Deputados

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou uma ação na Justiça Eleitoral contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) nesta sexta-feira (4). A medida foi motivada pela divulgação de um documento nas redes sociais que supostamente seria da Polícia Federal (PF), mas que foi desmentido pela própria instituição como falso.

 

A representação conta com o apoio da deputada estadual Bella Gonçalves (PSOL-MG) e da candidata a deputada federal Ana Elisa (PT-MG).

 

O documento em questão circulou nas redes sociais como um laudo da PF, afirmando que não havia indícios de crime nas conversas entre Nikolas Ferreira e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Apesar de ter compartilhado o conteúdo em suas redes sociais, o deputado mineiro foi informado pela PF de que o documento era, na verdade, falso.

 

A parlamentar enfatizou a gravidade da situação, destacando que é inaceitável que o debate público durante o período eleitoral seja prejudicado por informações fraudulentas. Ela também pediu celeridade ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na análise do caso, ressaltando a importância de garantir a integridade do processo eleitoral.

 

O story de Nikolas, que exibia o documento falso, permaneceu disponível por pouco tempo. O laudo atribuído à PF indicava que as mensagens trocadas entre o deputado e o empresário representavam apenas “contato de natureza pessoal e profissional entre os interlocutores”. O deputado afirmou que não foi ele quem produziu o documento, tendo apenas reproduzido o que viu nas redes sociais, e que o apagou assim que percebeu o equívoco. 

Conselho Superior do MPF investiga citações a Gonet em mensagens de Vorcaro
Foto: Victor Piemonte / STF

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) instaurou um procedimento interno para apurar mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro que citam o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O caso tramita no contexto das investigações relativas ao Banco Master e terá como relator o conselheiro Francisco de Assis Sanseverino.


A abertura do processo atende a uma representação formalizada por parlamentares do Partido Novo após a divulgação de relatórios da Polícia Federal. Os documentos policiais revelaram diálogos e anotações de Vorcaro que mencionam autoridades públicas, incluindo Gonet e pessoas de seu círculo familiar, entre os registros, constam articulações para estreitar laços institucionais e o convite para um evento internacional direcionado a um parente do PGR.


No ofício enviado ao órgão de cúpula do MPF, a bancada do Novo solicita a designação de um subprocurador-geral da República independente para conduzir eventuais apurações que toquem a figura do PGR. Embora pontuem que a iniciativa não imputa conduta criminosa direta a Gonet, os deputados alegam a necessidade de preservar a integridade institucional do Ministério Público.


O rito interno prevê a oitiva de Paulo Gonet para prestar esclarecimentos sobre o teor das mensagens. Concluída essa fase preliminar, o relatório de Sanseverino será submetido ao plenário do CSMPF para deliberação, em data ainda a ser fixada.

Nikolas admite dois contatos com Vorcaro, mas nega irregularidades
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) admitiu à coluna de Igor Gadelha, no portal Metópoles, nesta quinta-feira (3/9), ter tido dois contatos com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O parlamentar mineiro negou, contudo, qualquer irregularidade em suas conversas com o banqueiro.

 

O primeiro contato, segundo Nikolas, ocorreu em 2024, após o deputado pedir, via Lei de Acesso à Informação (LAI), informações sobre quem bancou a viagem de ministros do STF e outras autoridades para um fórum jurídico em Londres.

 

Após o pedido, Nikolas disse ter sido procurado pelo pastor André Valadão, que questionou o pedido do parlamentar. O deputado, então, admite ter enviado mensagem para o banqueiro dizendo que não sabia que o Master seria o responsável por bancar o evento.

 

O conteúdo da mensagem de áudio enviada por Nikolas foi revelado nesta quinta-feira pelo site ICL. Nela, o deputado afirma que não fazia ideia que o financiador do evento era o “Banco do Dani”, mas diz que “a palavra dita não tem como voltar”.

 

“Troquei ideia lá com o pastor Valadão naquela época, lá naquela postagem, eu falei: ‘Pastor, eu não fazia ideia que era este o Banco do Dani etc. e tudo, se não, obviamente eu não teria postado, já teria conversado anteriormente’, mas, enfim, acabou que a palavra dita não tem como voltar, né? Mas espero que tenha sido esclarecido, enfim, depois vamos marcar da gente se encontrar também, tá bem? Um abraço, lindão”, disse Nikolas, conforme o áudio.

 

O segundo contato, de acordo com o deputado, teria sido em 2025. Na ocasião, ele mandou uma mensagem para o banqueiro intercedendo por um amigo pela liberação do que chama de “ativo minerário”. Nikolas, então, passa o contato do amigo para Vorcaro.

 

O deputado afirmou à coluna de Igor Gadelha que, desde que saíram notícias sobre o envolvimento de Vorcaro com a fraude do INSS, “nunca mais” conversou com o banqueiro. “Não houve nenhum contrato fechado, nunca recebi nenhum centavo dele”, disse o parlamentar.

Presidente do PT quer perda do mandato de Flávio Bolsonaro por suposta mentira sobre dinheiro para "Dark Horse"
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, ingressou com representação no Conselho de Ética contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), alegando quebra de decoro parlamentar. Segundo o partido, o senador e candidato a presidente teria mentido em uma entrevista à Globonews, no mês de maio, sobre pagamentos para o filme “Dark Horse” feitos pelo banqueiro Daniel Vorcaro.

 

A representação do PT destaca que o senador pelo Rio de Janeiro afirmou, em entrevista à GloboNews, no mês maio, que o último pagamento de Vorcaro para o filme “Dark Horse” havia sido feito em maio de 2025. No entanto, reportagem da revista Piauí, publicada nesta semana, revelou que o dono do Master realizou um novo pagamento em setembro de 2025.

 

Na ocasião, foi feita uma nova transferência de US$ 1,6 milhão, mais de R$ 8 milhões na cotação atual, para o fundo Havengate, nos Estados Unidos, responsável pela gestão financeira do filme.

 

“A utilização da autoridade política do cargo em tratativas privadas de grande vulto, seguida de negativas ou explicações conscientemente desconformes com documentos, constitui irregularidade grave no desempenho do mandato e violação do dever de dignidade e respeito à coisa pública e à vontade popular”, afirma a representação do PT.

 

Outro ponto questionado pelo partido foram as versões conflitantes que Flávio Bolsonaro apresentou sobre os recursos de Vorcaro para o filme a respeito da vida de seu pai, Jair Bolsonaro. Na mesma entrevista à Globonews, Flávio Bolsonaro nega ter proximidade com o banqueiro preso, mas as evidências, segundo o PT, apontam o contrário. 

 

“A relação íntima e financeira prosseguiu até as vésperas de o banqueiro ser preso pela Polícia Federal, quando as suspeitas de fraudes e gestão temerária do Banco Master e ações de intervenção do Banco Central já eram de conhecimento público”, salienta a representação enviada ao Conselho de Ética.

 

No final do documento, protocolado no Conselho de Ética do Senado, o Partido dos Trabalhadores pede “a devida condenação” do senador Flávio Bolsonaro por violação do decoro parlamentar. O pedido não tem data para ser analisado pelo Conselho de Ética do Senado, que não se reúne desde julho de 2024.   
 

Edson Fachin se pronuncia sobre troca de mensagens entre Moraes e Vorcaro: "Vamos tomar as medidas cabíveis"
Foto: Reprodução

"Nos próximos dias, concluída a análise necessária dos fatos e observados os procedimentos institucionais pertinentes, esta Presidência anunciará, no tempo devido e sem precipitação, as medidas cabíveis e necessárias", anunciou o Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, durante pronunciamento realizado na manhã desta quarta-feira (02).

 

A declaração realizada durante a abertura da XVII Jornada Ítalo-Hispana-Brasileira de Direito Público se refere ao episódio recente em que foi divulgada uma série de mensagens entre o empresário Daniel Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Nas conversas, Vorcaro solicita ajuda de Moraes para driblar as investigações sobre o Caso Master. 

 

Fachin destacou que “a elevada autoridade do cargo não confere privilégios, mas impõe deveres, limites e responsabilidades, que devem ser observados com absoluto respeito à Constituição, às leis e ao Supremo Tribunal Federal.

 

Segundo informações do g1, o ministro começou nesta terça-feira (1º) consultas internas sobre os novos desdobramentos da crise do STF relacionada ao Master, através de conversas particulares com alguns colegas. Até o momento, o presidente não indicou se o caso vai ao plenário.

 

 

Leia o pronunciamento de Facchin, na íntegra:

 

“Em momentos de especial gravidade, é dever de todos preservar a integridade do Supremo Tribunal Federal, a autoridade de suas decisões, o respeito às suas normas e, acima de tudo, a confiança da sociedade na instituição.

 

Os indícios reclamam o devido encaminhamento institucional. Circunstâncias relacionadas, de um lado, à atuação processual e, de outro, a sérios elementos de fatos que exigem desta Presidência serenidade, responsabilidade e firmeza. 

 

A elevada autoridade do cargo não confere privilégios, mas impõe deveres, limites e responsabilidades, que devem ser observados com absoluto respeito à Constituição, às leis e ao Supremo Tribunal Federal.

 

Nos próximos dias, concluída a análise necessária dos fatos e observados os procedimentos institucionais pertinentes, esta Presidência anunciará, no tempo devido e sem precipitação, as medidas cabíveis e necessárias.”

Gonet pede anulação de relatório da PF que liga Vorcaro a Moraes
Foto: Rosinei Coutinho / STF

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a nulidade do relatório da Polícia Federal que detalha a relação do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e com o próprio chefe da PGR. O nome de Gonet aparece no material produzido pela PF a partir da análise do celular de Vorcaro.

 

As mensagens também indicam contatos envolvendo o advogado baiano Ciro Soares e o filho do procurador-geral, Pedro Gonet, em relação a uma viagem a Londres custeada pelo banqueiro. Paulo considera a determinação do ministro André Mendonça, relator do caso Master, para que a PF identificasse o destinatário de mensagens de Vorcaro ocorreu sem solicitação do Ministério Público ou da própria corporação. Na avaliação do procurador-geral, a medida “excede os limites de competência do magistrado”.

 

Ele sustenta que, caso Mendonça encontrasse indícios envolvendo outro ministro do STF, não poderia determinar diretamente o aprofundamento das investigações. Segundo Gonet, a questão deveria ter sido encaminhada ao presidente da Corte, para que o Plenário analisasse a necessidade de uma eventual apuração.

 

"Mesmo que, casualmente, fosse encontrado algum indício do que o relator entendesse ser irregularidade de interesse penal, não caberia a ele aprofundar as pesquisas sobre o Colega – vale dizer, não caberia a ele determinar que se investigassem com mais detimento referências ao Colega", afirma.

 

Com esse argumento, o procurador afirma que a ordem de Mendonça é nula e, consequentemente, o relatório elaborado pela PF também deve ser invalidado. Gonet pediu ainda que o caso seja extinto em razão da nulidade do procedimento.

PF: Vorcaro pagou R$ 50 mi a escritório de esposa de Moraes com jato e helicóptero
Foto: Reprodução / STF

O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do extinto Banco Master, firmou com o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advocacia, de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, um contrato de honorários advocatícios no valor de R$ 50 milhões, que seria quitado em parte com cotas de propriedade de um jato executivo Legacy 650 e de um helicóptero Airbus EC155 B1. 

 

A informação consta de relatório da Polícia Federal que integra a apuração sobre o caso Master no STF, sob relatoria do ministro André Mendonça, obtido pelo Bahia Notícias, que determinou nesta terça-feira (1º) a retirada do sigilo do material e a remessa do caso ao plenário da Corte, em sessão pública, para deliberação sobre os novos elementos apresentados pela PF.

 

Segundo o relatório policial, o acordo foi firmado em maio de 2025 entre a Viking Participações, holding patrimonial de Vorcaro, e o escritório de Viviane, para prestação de serviços jurídicos ao longo de 36 meses. 

 

Do total de R$ 50 milhões, R$ 40 milhões seriam quitados por dação em pagamento: a transferência de cotas de uso das duas aeronaves, de propriedade da Prime You, empresa da qual Vorcaro também é sócio, avaliadas em US$ 5,51 milhões o Legacy 650 e US$ 1,33 milhão o helicóptero EC155 B1. 

 

Os R$ 10 milhões restantes corresponderiam a reembolso de despesas e demandas específicas. As cotas estavam registradas em nome de duas sociedades, a Fraction 024 Administração de Bem Próprio S.A. (F24), dona do Legacy 650, prefixo PP-NLR, e a Fraction 053 Administração de Bem Próprio S.A. (F53), que adquiria o helicóptero, e o termo de dação em pagamento foi elaborado pelo advogado de Vorcaro, Leonardo Palhares.

 

O relatório da PF registra ainda que, em julho de 2025, o escritório de Viviane emitiu contra a Viking uma fatura de R$ 22.815.120,95. Nas mensagens, o advogado Leonardo Palhares relata a Vorcaro que os sócios do escritório queriam alterar a estrutura societária dos ativos, já que as empresas então donas das aeronaves tinham sócios "muito visíveis", o que, segundo o próprio Palhares, geraria "risco reputacional grande." Tratativas posteriores discutiam transferir os ativos a outra empresa para evitar que o escritório figurasse formalmente como sócio.

 

Moraes realizou alterações em contrato de R$ 131 milhões entre o escritório de sua esposa e Daniel Vorcaro
Foto:

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teve envolvimento em alterações realizadas em um contrato de R$ 131 milhões para serviços advocatícios com o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O jornal Estadão informou que os dados do arquivo foram examinados a partir das informações armazenadas no próprio contrato. 

 

A edição foi encontrada nos metadados de um documento digital, que foi analisado pela Polícia Federal. O armazenamento desses registros no arquivo do contrato permitiu a identificação da edição atribuída ao ministro às 23h04 de 15 de janeiro de 2024, cerca de 1 hora e 40 minutos após a devolução do documento por Vorcaro a Viviane.

 

O contrato entre Vorcaro e o escritório da mulher do ministro do STF previa o pagamento de pró-labore em 36 parcelas mensais e sucessivas de R$ 3 milhões líquidos cada, totalizando R$ 108 milhões. O escritório de Viviane Barci de Moraes afirmou que não havia impedimentos legais para a contratação, uma vez que o ministro não havia julgado nenhum caso relacionado ao Banco Master. 

 

Confira a nota na íntegra:

 

“Em virtude da abrangência do pedido de contratação de prestação de serviços advocatícios pelo Banco Master ao BARCI DE MORAES, o setor de compliance do escritório, como faz em outros casos semelhantes, solicitou informações ao Ministro Alexandre de Moraes, na condição de marido da sócia diretora do referido escritório, sobre a eventual existência de impedimentos legais para a contratação nos termos propostos na minuta contratual, tais como ações no STF sobre sua relatoria ou mesmo participação em julgamentos de interesse do possível cliente.

 

Diante da inexistência de previsão de atuação no STF ou de qualquer impedimento legal, uma vez que o Ministro Alexandre de Moraes jamais julgou qualquer causa envolvendo o Banco Master, o contrato foi assinado e os serviços advocatícios devidamente prestados”.

Defesa de Daniel Vorcaro abandona delação e aposta em contestar provas contra o banqueiro
Foto: Reprodução/Youtube/TVLIDE

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro não deve mais insistir em uma proposta de delação premiada e prepara uma estratégia com foco na análise do mérito da ação penal, com ênfase na contestação das provas.

 

Entre os principais pontos que serão levantados está a alegação de ilegalidades na cadeia de custódia dos aparelhos celulares apreendidos. A defesa pretende sustentar que houve falhas na preservação dos dispositivos, o que abriria margem para questionar a validade dessas provas no processo e, posteriormente, pedir prisão domiciliar para o ex-banqueiro.

 

A mudança de estratégia ocorre após sucessivas tentativas de acordo de colaboração premiada. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República rejeitaram as propostas apresentadas por Vorcaro, por entenderem que não havia fatos novos nem elementos suficientes para justificar a celebração do acordo.

STF determina busca e apreensão contra publicitário ligado a Daniel Vorcaro
Foto: Divulgação/Banco Master

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a deflagrar mais uma fase da Operação Compliance Zero, que investiga o chamado “caso Master”. Nesta quinta-feira (9), foram cumpridos mandados de busca e apreensão, pessoal e domiciliar, contra o publicitário Thiago Miranda Silva. O objetivo é reunir provas sobre sua suposta atuação em conjunto com o banqueiro Daniel Vorcaro em crimes destinados a comprometer a credibilidade do Banco Central e intimidar jornalistas e concorrentes. 

 

De acordo com a Polícia Federal, Thiago estaria diretamente envolvido no recrutamento de influenciadores e jornalistas, com recursos do esquema fraudulento relacionado ao Banco Master e compromisso de confidencialidade, para questionar decisões de instituições públicas, a fim de desacreditá-las perante a opinião pública. 

 

O grupo criminoso supostamente utilizava informações privilegiadas, obtidas de forma ilícita, para intimidar ou coagir quem se recusasse a aderir ao denominado “Projeto DV”. As propostas de pagamento a influenciadores chegavam a R$ 2 milhões para publicação de conteúdos favoráveis ao Banco Master e críticas à atuação do Banco Central no contexto da liquidação da instituição financeira. 

 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favoravelmente à medida. 

 

PRESERVAÇÃO DE DOCUMENTOS
Ao autorizar a busca e apreensão na Petição (PET) 16346, o ministro ressaltou que, diante dos elementos apresentados pela PF, a medida é proporcional, adequada e necessária para preservar documentos físicos e digitais, reconstruir os fluxos financeiros, societário e de comunicação investigados e evitar a destruição ou a ocultação de provas. 

 

O ministro registrou que, além do mapeamento feito pela própria Polícia Federal, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) também identificou uma série de ataques ao Banco Central nas redes sociais, de forma aparentemente coordenada. 


INTIMIDAÇÃO
A investigação também mostra que a suposta organização criminosa utilizou uma plataforma de venda de dados para levantar informações de natureza pessoal, profissional e patrimonial da jornalista Malu Gaspar, em busca de elementos desabonadores ou sensíveis. Foram obtidas informações sobre a estrutura familiar da jornalista e dados patrimoniais e cadastrais, incluindo relativas ao veículo utilizado por ela . 

 

“Os elementos analisados apontam que Thiago desempenhava papel central nessas iniciativas, sendo o principal responsável por realizar pesquisas e levantamentos acerca da vida privada da jornalista em questão”, disse o ministro. 

 

O mesmo modo de atuação teria sido adotado em relação ao empresário Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, potencial vítima da devassa encomendada por Daniel Vorcaro. Mensagens também indicam que Miranda procurou outros dois jornalistas para tentar retirar de circulação reportagens potencialmente prejudiciais aos interesses do ex-banqueiro. 

 

MEDIDAS
A decisão autoriza a apreensão de documentos físicos e eletrônicos, celulares e outros equipamentos eletrônicos. Também determina a extração de dados telefônicos e telemáticos dos dispositivos apreendidos e de conteúdos mantidos em nuvem.

André Mendonça recoloca em sigilo investigações da Operação Compliance Zero que envolvem Ciro Nogueira
Foto: Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou o retorno ao sigilo das investigações que resultaram na prisão de Henrique e Felipe Vorcaro, pai e primo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, respectivamente. A decisão foi assinada na quarta-feira (24), após a Segunda Turma do STF confirmar a prisão dos dois.

 

Segundo a apuração, Mendonça havia tornado públicas as peças do processo horas antes do julgamento que confirmou as prisões. Em despacho, o ministro justificou que, encerrada a análise pela Segunda Turma, era necessário restabelecer o sigilo para que as investigações pudessem continuar.

 

Entre os documentos que vieram à tona durante o período em que o sigilo foi suspenso estavam representações da Polícia Federal que citavam o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, e um grupo chamado de "Turma", descrito como o suposto braço armado da organização chefiada por Vorcaro.

 

Nogueira foi alvo da mesma operação que levou Felipe Vorcaro à prisão. Já os integrantes da "Turma" são investigados no procedimento que apura o suposto envolvimento de Henrique Vorcaro com o esquema de fraudes bilionárias atribuído ao filho.

 

O sigilo havia sido suspenso na semana passada, logo após o ministro Gilmar Mendes devolver o caso à pauta da Segunda Turma. O julgamento era acompanhado de perto nos bastidores do STF porque a discussão sobre Henrique Vorcaro era vista como um teste da atual correlação de forças entre os integrantes da turma.

 

Antes da sessão, já havia dois votos para manter a prisão, de Mendonça e do ministro Luiz Fux. A expectativa era de que Gilmar defendesse a libertação do empresário, o que tornava o voto do ministro Nunes Marques potencialmente decisivo para o desfecho do caso.

Casa de pai de Daniel Vorcaro é assaltada em condomínio de luxo na Grande BH; prejuízo é de R$ 5 mi
Foto: Reprodução

A casa de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, foi assaltada no condomínio Capitão do Mato, residencial de luxo em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O imóvel estava desocupado no momento do crime, ocorrido na madrugada do último sábado (20). Um suspeito de 41 anos foi preso no domingo (21). O prejuízo é estimado em R$ 5 milhões.

 

Entre os itens furtados estão relógios, joias e cartões de crédito. Um relógio avaliado em R$ 1 milhão e joias de marcas de luxo não foram recuperados, segundo a família, que soube do crime após ser informada pela Polícia Militar. O suspeito foi detido após a namorada acionar a PM durante uma discussão entre os dois. 

 

"Ela começou a falar sobre o furto que ele teria praticado. Os policiais foram ao local e encontraram cartões de crédito com o nome da vítima e de sua esposa", disse o delegado Felipe Freitas, chefe do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri).

 

Segundo o delegado, o homem é especialista em furtos a condomínios de alto padrão e já havia sido preso em 2023 por outro crime no mesmo local.

 

"Foi casual. Ele esteve no condomínio, viu que a casa estava sem ninguém e ingressou. Não trabalhamos com a hipótese de ele ter ido especificamente para essa residência", afirmou.

 

O condomínio é o mesmo onde Henrique Vorcaro foi detido pela Polícia Federal em 14 de maio de 2026, no âmbito da Operação Compliance Zero.

PF identifica ligação de chefe de gabinete de Wagner a Vorcaro no dia de encontro marcado
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

A Polícia Federal identificou uma ligação de WhatsApp feita pelo chefe de gabinete do senador Jaques Wagner (PT-BA) e pré-candidato a deputado federal, Lucas Reis (PT), ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O telefonema teria ocorrido no dia 7 de agosto de 2024, mesmo dia em que Vorcaro havia marcado um encontro com Wagner em seu gabinete.

 

Segundo informações do Estado de S. Paulo, o encontro entre o senador e o dono do Master foi articulado pelo publicitário Guilherme Sodré, apontado pela PF como "intermediário historicamente vinculado" a Jaques Wagner. 

 

Conhecido como Guiga, Sodré é pai do secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Sodré, enteado do senador. Tanto Guilherme Sodré quanto Wagner e o filho foram alvos da Polícia Federal na última quinta-feira (18). Vorcaro também recebeu de Guilherme Sodré o número direto de Wagner.

 

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A ligação de Lucas Reis não foi atendida por Vorcaro. No dia seguinte, o banqueiro enviou mensagem dizendo estar à disposição para conversar.

 

Em nota ao Bahia Notícias, a assessoria de imprensa do senador afirmou que Lucas Reis "confirma que recebeu, no dia 7 de agosto de 2024, um pedido de agenda com Daniel Vorcaro", que consultou Wagner e que o senador não autorizou o encontro. "À noite, tentou contato com Vorcaro para informar que o encontro não iria acontecer. Não foi atendido", diz a nota.

Caso Master: Ministro Kassio Nunes Marques mantém voto pela prisão de pai e primo de Vorcaro após “pressões” por relaxamento
Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

O julgamento sobre o pedido de liberdade de familiares do banqueiro Daniel Vorcaro na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) expôs uma tensão institucional e indícios de articulação interna nos bastidores da Corte. Segundo informações da jornalista Malu Gaspar, da GloboNews, divulgadas na tarde desta terça-feira (16), apontam que o ministro Kassio Nunes Marques teria sido alvo de pressões de colegas para influenciar seu posicionamento no caso.

 

O objetivo dessa articulação, segundo a jornalista, seria direcionar o voto de Nunes Marques a favor do relaxamento da prisão de Henrique Vorcaro (pai) e Felipe Cançado (primo do banqueiro), que respondem a desdobramentos da Operação Compliance Zero. De acordo com o relato da colunista, as movimentações de bastidores incluiriam os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, que também possuíam interlocuções e relações indiretas no contexto do caso Vorcaro.

 

Para Malu Gaspar, o cenário de pressões cruzadas e tentativas de interferência mútua "expõe uma fratura dentro da Corte, em um contexto mais amplo de tensão institucional".

 

A leitura do caso teve um revés, no entanto, após os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques votarem, à noite, pela manutenção das prisões dos correlacionados a Daniel Vorcaro. O único a divergir do relator foi o ministro Gilmar Mendes, que votou pela substituição da prisão preventiva por medidas cautelares, como a prisão domiciliar. 

PF diz que irmã de Sicário ameaçou "acabar com a família" Vorcaro e aliados tentaram comprar silêncio
Fotos: Divulgação

A Polícia Federal afirmou que Joana Mourão, irmã de Luiz Philipi Mourão, conhecido como Sicário, ameaçou "acabar com a família" de Daniel Vorcaro e que aliados do ex-banqueiro atuaram para comprar seu silêncio. 

 

A informação consta em documento elaborado pela PF e encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), cujo sigilo foi retirado pelo ministro relator André Mendonça.

 

A PF identificou as ameaças em conversas interceptadas nos celulares de investigados. Em uma delas, Joana afirmou que poderia revelar documentos que "acabariam" com Vorcaro e sua família. 

 

Em outra mensagem, enviada em 7 de maio ao interlocutor identificado como Manolo, após a prisão do primo de Daniel Vorcaro, Felipe Vorcaro, ela escreveu: "Já foi o filho, o genro, hoje o sobrinho, no que depender de mim, HV será o próximo. Domingo já coloco tudo no Fantástico e no Cabrini dessa família maldita." 

 

A PF entende que "HV" seria uma referência a Henrique Vorcaro, pai de Daniel.

 

Segundo a investigação, Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como Manolo e apontado como braço direito de Henrique Vorcaro, atuou para comprar o silêncio de Joana, que relatava passar por dificuldades financeiras e disse estar "desesperada". 

 

Em 26 de abril, Joana e sua mãe se encontraram com Manolo, que depois relatou o encontro a Henrique. 

 

"Estamos conversando com a mãe aqui. Vamos passar os contratos dos ativos pertinentes ao nosso amigo, no nome dela, para resolver a questão", disse Manolo em mensagem interceptada pela PF.

 

O STF julga nesta terça-feira (16) se mantém a prisão de Henrique Vorcaro.

Deputado do PL atuou na Câmara para beneficiar Banco Master durante disputa pelo BRB, mostra levantamento
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O deputado federal Filipe Barros (PL-PR) atuou em seu mandato e na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara para beneficiar o Banco Master e pressionar o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no período em que o Banco de Brasília (BRB) tentava comprar a instituição de Daniel Vorcaro.

 

Segundo levantamento da jornalista Malu Gaspar, o deputado apresentou requerimentos, um projeto de lei e convocou uma audiência pública entre novembro de 2024 e setembro de 2025, período que coincide com as tentativas do fundador do Master de conseguir mudanças regulatórias favoráveis ao banco.

 

A primeira ação foi um projeto de lei semelhante a uma emenda apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) para aumentar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. O fundo era a base do modelo de negócios do Master, que prometia taxas de retorno acima das praticadas pelo mercado. 

 

A emenda de Ciro Nogueira havia sido rejeitada pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM), relator da PEC 65/2025 na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que sugeriu a mudança via projeto de lei, como fez Barros depois. O texto não chegou a ser votado.

 

Em junho de 2025, quando presidia a Comissão de Relações Exteriores, Barros pautou dois requerimentos. Um deles convidava o presidente da CVM, João Pedro Nascimento, para discutir o impacto da estrutura regulatória do mercado de capitais sobre a soberania econômica nacional, em audiência realizada em 8 de julho. O outro convidava o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar de ataques hackers ao sistema do Pix, em um momento em que o BC já havia identificado fraudes nas carteiras de crédito vendidas pelo Master ao BRB. Por se tratar apenas de convite, Galípolo não compareceu à comissão.

 

Em 3 de setembro de 2025, quando o Banco Central rejeitou a compra do Master pelo BRB, Barros apresentou requerimento questionando o encerramento da liquidação extrajudicial de duas outras instituições financeiras, o Banco Econômico e o Banco Nacional. Os requerimentos eram direcionados à Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução (Diorf), comandada por Renato Gomes, que era contrário à venda do Master ao BRB e defendia a liquidação do banco de Vorcaro.

 

Barros negou qualquer irregularidade em suas ações. Sobre o projeto de lei do FGC, disse ter interesse na regulação do mercado financeiro e de capitais e que passou a estudar o tema por ser contrário ao modelo atual de autonomia do Banco Central. Sobre os requerimentos na Comissão de Relações Exteriores, afirmou que "não é possível dissociar hoje a soberania nacional da econômica" e que o uso de sanções econômicas pelos Estados Unidos seria prova disso.

Master pagou R$102 mi a grupo acusado de lavagem de dinheiro em postos de gasolina
Foto: Ravena Rosa / Agência Brasil

O banco Master repassou R$ 102 milhões a uma empresa ligada ao varejo de postos de gasolina e investigada por lavagem de dinheiro e ligação com o tráfico. As transferências realizadas pela isntituição financeira aconteceram nos anos de 2023 a 2025. As informações são da Folha de São Paulo.

 

Os pagamentos eram classificados como prestação de serviço e foram feitos para a empresa Metanoein Participações e Consultoria Ltda, alvo de investigação por um suposto esquema de lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa no Rio de Janeiro. Segundo o Ministério Público Federal, Rose Evelyn Machado Coité, a sócia-administradora da firma, é dona de uma rede de postos operada por laranjas.

 

Rose Evelyn é conhecida em Bangu, bairro da zona oeste da capital fluminense, como importante empresária do mercado de combustíveis, viúva do advogado criminalista César Pimentel Coité, que morreu em 2020. Porém, não há nenhum posto registrado no nome dela nem dos filhos do casal, também apontados como donos de estabelecimentos.

 

Oficialmente, os registros da Receita Federal mostram participação de Rose Evelyn em apenas cinco firmas de outros ramos, como escritório de advocacia, consultoria e empresa de diagnósticos médicos, todos na zona oeste do Rio.

 

A empresa investigada não está registrada no setor de abastecimento. As atividades oficiais da empresa são de serviços de escritório, consultoria em gestão e negócios em geral. Nos últimos meses, a Metanoein foi alvo de uma medida da 8ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que impediu a transferência de valores ligados à empresa.

 

Os dados mostram um pedido do Ministério Público Federal para o sequestro de contas e aplicações financeiras de Rose Evelyn e seus filhos, apontados como reais proprietários de postos de gasolina mantidos em nome de terceiros.

Ministro da Justiça confirma suicídio de Sicário e fala em transformar 138 presídios em unidades de segurança máxima
Foto: Renato Araújo / Câmara dos Deputados

Em audiência na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, na tarde desta terça-feira (9), o ministro da Justiça, Wellington Cesar Lima, assegurou que Luiz Philip Mourão, cúmplice de Daniel Vorcaro conhecido como Sicário, atentou contra a própria vida na cela onde estava custodiado.

 

Apesar de confirmar a ação de Luiz Philip, o ministro disse aos deputados que os detalhes sobre a morte dele têm “muitas facetas sigilosas” que devem ser destituídas de sigilo em breve.

 

“Não houve menor dúvida da natureza do evento (suicídio) com base em perícias. Não assisti ao vídeo, mas oficiais disseram que era inequívoco. A PF (Polícia Federal) apurou com todo rigor”, disse o ministro.

 

Conhecido pelo apelido “Sicário”, termo usado para designar um matador de aluguel, Luiz Phillipi Mourão era apontado pela polícia como um operador de perfil violento e ligado a fraudes financeiras. Preso na operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades bilionárias relacionadas ao Banco Master, Mourão morreu após tentar suicídio dentro da cela da Polícia Federal em Belo Horizonte, em 4 de março deste ano.

 

As investigações também o relacionam ao banqueiro Daniel Vorcaro e a um grupo que monitorava e intimidava adversários. Embora não tenha respondido formalmente por homicídios, Mourão já era conhecido das autoridades, pois tinha passagens por crimes como estelionato, receptação, uso de documento falso e ameaça.

 

Em outro momento da audiência pública, o ministro Wellington Cesar Lima e Silva revelou que o governo federal estuda a conversão de 138 presídios em unidades de segurança máxima. O ministro não deu detalhes sobre o trabalho de coordenação com as secretarias penitenciárias estaduais, e também não deu um prazo para conclusão dessa conversão.

 

“Vamos converter em presídios de segurança máxima dotando de equipamentos e tecnologia para tirar esses 138 presídios de estado precário. Nossa ideia original era fazer um novo por estado, seriam 27, até que tivemos o estímulo e o apoio para elevarmos”, afirmou Wellington.

 

O ministro da Justiça recebeu ainda diversos questionamentos de deputados de oposição sobre o papel da Polícia Federal na prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), em abril deste ano, no estado da Flórida (EUA), pelo serviço de imigração americano. Ele foi condenado por tentativa de golpe e é foragido da Justiça brasileira.

 

Na sua fala, Wellington Lima e Silva negou que autoridades brasileiras teriam intercedido junto aos Estados Unidos pela prisão de Ramagem e citou um relatório da PF. 

 

“Teria ocorrido uma comunicação ao nível da cooperação policial, uma comunicação informal entre diálogos entre os agentes da ICE [serviço de imigração] e o oficial de ligação, que teriam trocado informações sobre o cidadão brasileiro que acabou sendo alcançado pela providência”, afirmou.
 

Gilmar Mendes pode levar à Segunda Turma do STF pedido de soltura de pai de Daniel Vorcaro
Foto: Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, pretende levar à Segunda Turma do STF o pedido de revogação da prisão preventiva de Henrique Vorcaro, pai do empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Há indicações de que o colegiado pode conceder a prisão domiciliar ao investigado, decisão que caberia ao relator do caso, ministro André Mendonça, homologar.

 

Henrique Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no dia 14 de maio de 2026, durante a 6ª fase da Operação Compliance Zero. A prisão preventiva foi autorizada pelo ministro André Mendonça e está relacionada a investigações sobre formação de organização criminosa, coação, intimidação e ocultação de aproximadamente R$ 2 bilhões.

 

 

Daniel Vorcaro, filho do preso, é alvo de negociação de delação premiada com a PF e a PGR. A segunda proposta foi entregue na semana passada, após a primeira ser recusada por ser considerada fraca e sem informações relevantes para as investigações.

Defesa de Vorcaro tem até sexta para fechar delação antes de perder regime especial de visitas
Foto: Reprodução

A negociação da delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro entra a partir desta segunda-feira (8) em uma semana decisiva. Uma segunda proposta foi entregue à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República na semana passada, mas desde então já foi ajustada mais de uma vez a pedido das autoridades.

 

Na sexta-feira (12), encerra o regime especial de visitas concedido pelo ministro do STF André Mendonça, que permitia à defesa se reunir com Vorcaro diariamente, das 9h às 17h. A partir de segunda-feira, dia 15, voltam os rígidos 30 minutos diários de visita.

 

Nos próximos cinco dias, a defesa prevê novos acréscimos nos anexos já entregues às autoridades. A primeira proposta de delação havia sido recusada pela PF por ser considerada fraca e sem informações relevantes para as investigações.

Defesa de Vorcaro entrega nova proposta de delação à PF e PGR após primeira ser rejeitada
Foto: Divulgação

A defesa do empresário Daniel Vorcaro apresentou nesta semana uma nova versão de proposta de delação premiada à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). Parte da documentação foi entregue na segunda-feira (1) e parte na terça-feira (2). O material está sendo analisado pelas autoridades.

 

A primeira proposta havia sido rejeitada pela PF no dia 20 de maio, por ser considerada fraca e sem informações relevantes para as investigações.

 

Mesmo na elaboração da segunda proposta, Vorcaro vinha insistindo que os pagamentos feitos a investigados, entre eles o senador Ciro Nogueira, decorreram de relação de amizade, segundo envolvidos nas tratativas.

 

A defesa de Vorcaro também havia solicitado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça um regime excepcional de visitas até o dia 12 de junho para tratar dos anexos da nova delação. A informação é da colunista Bela Megale, do Globo.

STF tem dois votos para manter prisão de pai e primo de ex-banqueiro Daniel Vorcaro
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou neste sábado (23) pela manutenção das prisões de Henrique Vorcaro e Felipe Cançado Vorcaro, pai e primo, respectivamente, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

 

Com o posicionamento de Fux, a Segunda Turma do supremo agora soma dois votos favoráveis à permanência da dupla na prisão. O ministro acompanhou integralmente o parecer do relator do caso na Corte, ministro André Mendonça. As informações foram confirmadas pela CNN Brasil.

 

O ministro Gilmar Mendes apresentou, na sexta-feira (22), um pedido de vista (mais tempo para análise), o que resultou na suspensão do julgamento que ocorre no plenário virtual do Tribunal. Além da manifestação pendente de Gilmar Mendes, resta também o voto do ministro Nunes Marques. O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito e não participará da análise do caso.

 

OS VORCARO
Henrique e Felipe Vorcaro estão custodiados desde o dia 14 de maio, quando foram alvos da sexta fase da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras e corrupção relacionado ao Banco Master. De acordo com as investigações da Polícia Federal (PF), os dois eram integrantes de estruturas denominadas "A Turma" e "Os meninos", compostas por indivíduos com perfil hacker e voltadas para a prática de ameaças e obtenção ilícita de dados sigilosos.

 

A PF aponta que Henrique Vorcaro ocupava uma posição de relevo como demandante e operador financeiro dos pagamentos da "Turma", sendo acusado de custear o núcleo e de figurar como um dos beneficiários do esquema financeiro. 

 

Já preso em Belo Horizonte, Henrique Vorcaro é o pai de Daniel Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, como um dos beneficiários diretos do filho, que realizava depósitos de recursos em sua conta bancária. A ordem de prisão foi autorizada pelo STF no âmbito da nova fase da Operação Compliance Zero.

VÍDEO: Flávio Bolsonaro admite que visitou Vorcaro em casa após primeira prisão do banqueiro
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) visitou Daniel Vorcaro em casa após sua primeira prisão. O banqueiro, dono do Banco Master, já havia sido alvo de uma operação da Polícia Federal (PF). Em coletiva após se reunir com as lideranças do partido, o pré-candidato chegou a mencionar que Vorcaro estava de tornozeleira.

 

"Como eu falei lá dentro para os deputados, mas já vi que a imprensa divulgou. Estive mais uma vez, nesse evento, para encontrar ele [Daniel Vorcaro]. Ele passou a usar monitoramento eletrônico, eu fui, sim, ao encontro dele para pôr um ponto final na história. Se tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito tempo", admite o pré-candidato.

 

O senador alegou que foi informar ao suspeito que não faria mais negócios com ele após a prisão. A confirmação da visita ocorreu depois de reunião com membros do PL no diretório nacional. O encontro foi motivado pela crise na imagem do presidenciável causada pela divulgação de áudios em que o senador negocia com Vorcaro o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

Confira o momento em que o senador admite isso para as câmeras:

 

IMPRENSA NA COLA
Segundo informações reveladas pelo portal Metrópoles, a visita aconteceu na residência do banqueiro em São Paulo, quando ele já havia deixado a prisão e foi autorizado a ir para casa com algumas restrições. Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025.

 

Ele foi detido pela PF no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, quando tentava embarcar para o exterior. Ele foi solto pouco tempo depois e preso novamente em 4 de março de 2026. Desta vez, por ordem do ministro do STF André Mendonça, que alegou “risco concreto de interferência nas investigações”.

 

Na última prisão, foi descoberto que Vorcaro mantinha uma espécie de milícia pessoal, com acesso a dados sigilosos da PF, comandada por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”.
 

Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro é transferido para cela comum pela Polícia Federal
Foto: Reprodução

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido nesta segunda-feira (18) para uma cela comum pela Polícia Federal. Antes, ele estava custodiado em uma “sala de Estado-maior”, o mesmo tipo de espaço onde o ex-presidente Jair Bolsonaro ficou preso entre novembro de 2025 e janeiro de 2026.

 

A mudança de regime foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Com a decisão, Vorcaro passa a cumprir as regras internas de custódia da Polícia Federal.

 

O banqueiro segue detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde já estava desde 19 de março.

PF aponta que grupo de hackers ligado a Daniel Vorcaro tentou invadir celular do colunista Lauro Jardim
Foto: Divulgação

A investigação da Polícia Federal que culminou na sexta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na última quinta-feira (14), apontou que um grupo de hackers ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro tentou acessar o celular do colunista do jornal O Globo, Lauro Jardim.

 

Segundo as investigações, o pedido para invadir o aparelho do jornalista teria partido do próprio dono do Banco Master, preso em março sob suspeita de integrar um esquema criminoso e de ter ordenado um assalto forjado para “prejudicar violentamente” o jornalista.

 

A tentativa de invasão ocorreu em julho do ano passado, conforme mensagens obtidas pela PF. O grupo que atuava em favor de Vorcaro seria comandado por Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, apontado pelos investigadores como operador financeiro da organização criminosa conhecida como “Turma”, considerada o braço armado do esquema. Henrique foi preso durante esta fase da operação.

 

Nas conversas interceptadas, Vorcaro afirma a Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, que precisava hackear o jornalista. Mourão responde que acionaria “os meninos”, apelido dado ao núcleo responsável pelos ataques cibernéticos do grupo.

 

Em outro trecho, Mourão afirma que chegou a enviar mensagem para o telefone de Lauro Jardim. A estratégia, segundo a investigação, seria marcar uma falsa reunião e encaminhar um link fraudulento para permitir o acesso aos dados do jornalista.

 

Confira parte do diálogo revelado pela investigação:

VORCARO: “Preciso hackear esse Lauro.”
MOURÃO: “Vou mandar fazer isto.”
MOURÃO: “Já pedi aos meninos para fazer isto, mandar no e-mail.”
MOURÃO: “Quer que tome o cel dele?”
MOURÃO: “Chamei o Lauro no zap.”

 

“OS MENINOS”
Um dos integrantes do grupo de hackers, Victor Lima Sedlmaier, foi preso neste sábado (16) em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Ele estava foragido desde quinta-feira, quando teve a prisão preventiva decretada pelo ministro do STF André Mendonça no âmbito da operação.

 

De acordo com a Polícia Federal, Victor integrava o grupo apelidado de “Os Meninos”, descrito pelos investigadores como especializado em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento digital ilegal.

 

Ainda segundo a apuração, os hackers recebiam cerca de R$ 75 mil por mês para executar os serviços clandestinos.

Em visita a hospital, Lula ironiza relação entre Flávio Bolsonaro e dono do Banco Master: “Aqui não tem dinheiro do Vorcaro”
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ironizou, nesta sexta-feira (15), o caso envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que admitiu ter buscado apoio financeiro do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

Durante visita ao Hospital de Amor, em Barretos (SP), Lula afirmou que os investimentos destinados à instituição não tiveram participação do empresário.

 

“Aqui nesse hospital não tem dinheiro do Vorcaro”, disse o presidente, arrancando aplausos e gritos de apoio do público presente.

 

Na última quinta-feira (14), durante visita a uma fábrica de fertilizantes da Petrobras em Camaçari, Lula havia evitado comentar o episódio, classificando o assunto apenas como “caso de polícia”.

 

O CASO
Na última quarta-feira (13), uma reportagem publicada pelo Intercept Brasil revelou mensagens em que Flávio Bolsonaro solicita apoio financeiro de Daniel Vorcaro para concluir o filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.

 

“Tá num momento muito decisivo aqui do filme e como tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo tenso e eu fico preocupado com o efeito contrário ao que a gente sonhou pro filme”, disse o senador em um áudio enviado ao banqueiro.

 

Inicialmente, Flávio negou qualquer participação de Vorcaro no projeto. Após conversar com aliados, porém, o senador voltou atrás e admitiu que procurou patrocínio privado para a produção.

 

“O que aconteceu foi um filho procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”, afirmou.

Pesquisa Vox Brasil com entrevistas antes do caso Vorcaro mostra Flávio à frente de Lula no 1º e no 2º turno
Foto: montagem com fotos Agências Brasil, Senado e reprodução de redes sociais

Com entrevistas realizadas antes da revelação das conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, pesquisa realizada pela Vox Brasil e divulgada nesta sexta-feira (15) mostra o pré-candidato da direita na frente de seu adversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tanto nas simulações de primeiro turno quanto em um cenário de disputa no segundo turno.

 

As entrevistas da Vox Brasil foram fechadas na última terça (12), um dia antes da matéria divulgada pelo site Intercept Brasil que caiu como uma bomba no meio político brasileiro, com a exposição de áudios e prints que mostram Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Vorcaro para custear o filme “Dark Horse”, que fala da trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

 

De acordo com a Vox, na simulação de segundo turno, o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, tem 43,8% das intenções de voto. Já o presidente Lula teria 40,2%, o que não configuraria empate técnico, já que a margem de erro da pesquisa é de 2,15 pontos percentuais.

 

Confira abaixo os resultados dos quatro cenários de segundo turno auferidos pela Vox em sua pesquisa:

 

Flávio Bolsonaro 43,8 x 40,2% Lula

Lula 44,4% x 26,2% Renan Santos

Lula 43,1% x 34,3% Romeu Zema

Lula 42,9% x 32,5% Ronaldo Caiado

 

Em relação ao primeiro turno, a Vox Brasil questionou seus entrevistados apresentando duas listas, e em um delas aparecia o nome do ex-governador Ciro Gomes, do PSDB. Ciro, entretanto, anunciou na última segunda (11) que não será candidato a presidente, preferindo concorrer ao governo do Ceará. 

 

Na simulação do instituto em primeiro turno, o senador Flávio Bolsonaro aparece pela primeira vez na liderança da corrida presidencial. Confira abaixo o cenário da Vox Brasil sem a inclusão do nome de Ciro Gomes. 

 

Flávio Bolsonaro (PL) - 37,8%
Lula (PT) - 35,1%
Romeu Zema (Novo) - 4,5%
Ronaldo Caiado (PSD) - 4,3%
Renan Santos (Missão) - 1,8%
Augusto Cury (Avante) - 0,8%
Cabo Daciolo (Mobiliza) - 0,5%
Aldo Rebelo (DC) - 0,2%
Nenhum/branco/nulo - 0,5%
Não sabe - 6,5%

 

No campo da rejeição aos candidatos a presidente, o quadro apurado pela pesquisa Vox é o seguinte:

 

Lula - 54,1%
Flávio Bolsonaro - 39,3%
Romeu Zema - 22,4%
Ronaldo Caiado - 18,5%
Ciro Gomes - 15,5%
Aldo Rebelo - 14,5%
Cabo Daciolo - 13,3%
Renan Santos - 11,1%
Augusto Cury - 10,3%
Não rejeita nenhum - 2,1%
Não sabe - 6,3%

 

A pesquisa entrevistou 2.100 pessoas de 9 a 12 de maio de 2026. A margem de erro é 2,15% pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-02423/2026 . O estudo custou R$ 50.000 e foi pago com recursos próprios.
 

Pré-candidato Romeu Zema critica Flávio Bolsonaro após vazamento de áudios: “é um tapa na cara”
Foto: Reprodução / Agência Brasil

O cenário da pré-campanha presidencial subiu de tom nesta quarta-feira (13) com o posicionamento da liderança do partido Novo. Em vídeo publicado em suas redes sociais, Romeu Zema criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL) após o vazamento de áudios que indicam negociações financeiras entre o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro.

 

Confira em vídeo:

 

As gravações, que fazem parte da denúncia revelada pelo site The Intercept Brasil, mostram o senador cobrando valores que somariam R$ 134 milhões para o financiamento de uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o pré-candidato do Novo, o episódio fere a credibilidade da direita e compromete o discurso ético do grupo político.

PF aponta que Daniel Vorcaro ofereceu sociedade de R$ 12 milhões a Ciro Nogueira
Foto: Pedro França / Agência Senado

A Polícia Federal (PF) aponta que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria oferecido ao senador Ciro Nogueira (PP) uma participação societária avaliada em cerca de R$ 12 milhões como parte da relação investigada entre os dois.

 

A informação consta na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou uma nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (7).

 

Segundo o documento, os indícios reunidos pela investigação apontam que a relação entre Vorcaro e Ciro Nogueira teria ultrapassado um vínculo pessoal ou uma atuação política considerada regular.

 

“Nessa perspectiva, não se afigura ordinário que o mero vínculo fraternal ou a atuação política regular e legítima ensejem: (i) a aquisição de participação societária estimada em aproximadamente R$ 13.000.000,00 (treze milhões de reais) pelo valor de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais)”, diz trecho da decisão.

 

As investigações também apontam que o senador teria recebido pagamentos mensais que começaram em R$ 300 mil e posteriormente chegaram a R$ 500 mil.

 

Além disso, conforme os autos, Daniel Vorcaro teria custeado viagens, hospedagens, voos privados e despesas em restaurantes atribuídas ao parlamentar.

Banco Master: Empresário baiano processa Vorcaro e Augusto Lima após perder R$ 485 mil em CDBs
Foto: Reprodução

O empresário baiano Francisco Leal Salles Neto, conhecido como Chico Salles entrou na Justiça contra executivos ligados ao Banco Master após registrar prejuízo financeiro decorrente de investimentos em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) da instituição. A ação busca responsabilizar diretamente Daniel Vorcaro, o também baiano Augusto Lima e Maurício Quadrado.

 

De acordo com as informações do processo, o empresário investiu R$ 710,4 mil em CDBs do banco entre janeiro de 2022 e abril de 2024, com rentabilidade de até 128% do CDI. Com a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, parte significativa do valor aplicado não foi recuperada, resultando em perda de R$ 485,4 mil.

 

Chico Salles foi ressarcido em R$ 250 mil por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre aplicações financeiras dentro do limite estabelecido. O valor restante é objeto da ação judicial.

 

O processo tramita na 3ª Vara de Relações de Consumo de Salvador e tem como objetivo alcançar o patrimônio pessoal dos executivos citados, com a finalidade de responsabilizá-los diretamente pelo prejuízo alegado.

 

Procurado, o advogado Ermiro Neto, responsável pela defesa do empresário, informou que não comenta ações em andamento. Francisco Leal Salles Neto é fundador da Faculdade Baiana de Direito e da Editora JusPodivm. Em perfil profissional, também se apresenta como empreendedor e investidor anjo.

 

Todas as informações são do Metrópoles.

Depois de passar mal, Vorcaro realiza exames no hospital DF Star
Foto: Reprodução

A Polícia Federal informou que o banqueiro Daniel Vorcaro chegou ao Hospital DF Star, em Brasília, para realizar exames na tarde desta quinta-feira (23). O banqueiro está preso na Superintendência da PF na capital federal e passou mal na segunda-feira (20).


Após urinar sangue, o dono do Master pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma autorização para sair da prisão onde está detido e realizar uma bateria de exames complementares. Na noite de ontem, o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou que Vorcaro deixasse a prisão para se deslocar ao hospital.

 

O estado de Vorcaro não é considerado grave e ele apresentou melhora no quadro. Nesta quarta-feira (22) ele chegoua despachar com seus advogados na unidade prisional após ficar cinco dias sem receber visitas.

Governo Lula contratou cruzeiros para COP30 via empresa ligada a sócio de Daniel Vorcaro
Foto: Divulgação / Secom

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contratou cruzeiros para hospedagem de delegações durante a COP30 por meio de uma empresa cujo dono é apontado como sócio do banqueiro Daniel Vorcaro em um hotel de luxo.

 

De acordo com documento da Casa Civil, a União alugou navios para acomodação de participantes por meio da “Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda.”. A contratação foi realizada pela Secretaria Especial da COP30, vinculada à Casa Civil, por intermédio da Embratur.

 

“Para tais fins [disponibilização de cabines em cruzeiros], a União, por meio da Secop, contratou os serviços da Embratur. A Embratur subcontratou a operadora turística Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda., que, por sua vez, celebrou contratos com as empresas armadoras Costa Cruzeiros e MSC Cruzeiros”, diz o documento.

 

A Qualitours pertence ao empresário Marcelo Cohen, apontado como sócio de Vorcaro no hotel de luxo Botanique, localizado em Campos do Jordão (SP).

 

Diferentemente de Vorcaro, que costuma afirmar que o hotel pertence à empresa Prime You, Cohen já declarou publicamente ser proprietário do empreendimento.

 

A ligação entre a Qualitours e Vorcaro também envolve a estrutura empresarial. A agência integra a holding BeFly, criada em 2021 por Cohen com apoio de recursos de fundos ligados ao Banco Master.

 

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o empresário utilizou aportes de fundos como o “B10” e o “TT”, associados ao Master, para adquirir empresas do setor de turismo, como a Flytour e a Queensberry.

Daniel Vorcaro passa mal na sede da Polícia Federal em Brasília e recebe atendimento médico
Foto: Reprodução / SAP

O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, passou mal enquanto estava detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e precisou de atendimento médico.

 

O episódio ocorreu na última segunda-feira (20). O médico responsável realizou exames e, após avaliação, liberou o banqueiro para permanecer na unidade da PF.

 

De acordo com aliados de Vorcaro, há previsão de realização de novos exames nos próximos dias em ambiente hospitalar. Para isso, será necessária autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.

 

Conforme já noticiado, o empresário permaneceu cinco dias sem contato com seus advogados. O período teve início na sexta-feira (17), em razão de uma dedetização nas dependências da PF, e se estendeu até a terça-feira (21), feriado de Tiradentes.

Festa de Vorcaro em Londres após homenagem a Alexandre de Moraes tinha broche que dava acesso a mulheres
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por suspeita de fraudes financeiras, ofereceu um jantar milionário para convidados após uma homanegam ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, em Londres, em abril de 2024. 

 

Segundo a coluna Andreza Matais com André Shalders, do jornal Metrópoles, o jantar foi realizado em um clube exclusivo chamado “Annabel’s” e custou ao banqueiro 400 mil libras, cerca de R$ 2,74 milhões. 

 

No encontro exclusivo, Vorcaro teria distribuido broches que davam passe livre a um espaço com presença de mulheres, apelidadas de ‘suicinhas’. Os detalhes da festa foram descritos no relatório da PF, que também apontou a relação do ministro Dias Toffoli com o banqueiro.

 

Conforme a coluna, Vorcaro bancou a despesa do evento de homenagem a Moraes, incluindo voos em primeira classe, festas e degustação de whisky. Os convidados ficaram hospedados em hotel de luxo com custo de diárias que variam de R$ 8 mil a R$ 22 mil e nem todos os convidados receberam o broche na festa exclusiva.

 

O “after-party” do broche ocorreu na suíte presidencial e não há informações se o ministro Toffoli participou do momento. O homenageado da noite, Alexandre de Moraes, não marcou presença na suíte. 
 

Empresa de Leo Dias recebeu R$ 9,9 milhões do Master e outros R$ 2 milhões de firma ligada ao banco, diz Coaf
Foto: Reprodução / SBT

Uma empresa do jornalista Leo Dias recebeu ao menos R$ 9,9 milhões diretamente do Banco Master, conforme relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A informação é do Estadão.

 

Segundo o documento, a instituição financeira ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro realizou seis pagamentos à Leo Dias Comunicação e Jornalismo entre fevereiro de 2024 e maio de 2025. Além disso, o jornalista recebeu outros R$ 2 milhões de uma empresa que teve aportes do Master como principal fonte de receita, conforme outro informe do Coaf.

 

Em nota, Leo Dias afirmou que os valores estão relacionados a um contrato de publicidade firmado com o Will Bank, que integrava o conglomerado do Banco Master e posteriormente foi liquidado pelo Banco Central.

 

“O Grupo Master, por meio da marca Will Bank, manteve contrato publicitário com empresas do Grupo Leo Dias Comunicação no período de outubro de 2024 a outubro de 2025”, declarou.

 

De acordo com o relatório, R$ 34,9 milhões foram movimentados nas contas da empresa do jornalista ao longo dos 15 meses analisados pelo órgão. Os repasses do Banco Master correspondem a cerca de 28% do faturamento da Leo Dias Comunicação no período.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Eu já vi muito motivo pra atrasar obra, mas tartaruga é a primeira vez. Mas tem coisas que eu preferia não ver mesmo, como o Menudo Envelhecido soltando a voz. E enquanto Roto atua para embelezar o Judiciário, o Legislativo se pergunta quem teria enviado a infame mensagem pra Vorcaro. No meio disso tudo, o Molusco fez as bets provarem do próprio veneno, e Cunha segue encontrando mais um responsável pelo seu sofrimento. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Carlos Viana

Carlos Viana
Foto: Reprodução / Redes Sociais

"Agora, imagina se fosse alguém da direita. Uma cantora fazendo lá o 22 no palco. Seriam pelo menos 24 horas para se explicar, depois multa, prisão, condenação e Deus sabe o que mais de perseguição". 

 

Disse o senador e candidato à reeleição por Minas Gerais, Carlos Viana (PSD) ao afirmar que vai denunciar a cantora baiana Ivete Sangalo por suposta promoção de “showmício” ao declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de um gesto com as mãos. O parlamentar confirmou a denúncia em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (29). 

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) nesta segunda

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Foto: Projeto Prisma
A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Executivo estadual e ao Senado nas eleições de 2026. O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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