Artigos
O Esporte como recomeço - Construindo o futuro do Paradesporto no Brasil
Multimídia
"Nosso grupo tem 14 anos que não faz política em Salvador", diz Bacelar
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
vorcaro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve um encontro recente com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes fora da agenda oficial. A conversa, segundo fontes do Palácio do Planalto, ocorreu no início de março.
A reunião aconteceu após a divulgação de materiais extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, entre eles mensagens atribuídas ao ministro do STF.
De acordo com auxiliares presidenciais, Lula sinalizou a Moraes que não pretende abandonar o magistrado, que deve assumir a presidência do STF em setembro de 2027.
Interlocutores do presidente afirmam que Lula é grato a Moraes pela atuação nas eleições de 2022, que garantiu a posse do petista, e pela condução de investigações relacionadas à trama golpista. As informações são do Metrópoles.
O empresário Fabiano Zettel, cunhado do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, declarou à Receita Federal um aporte de R$ 48,5 milhões na Super Empreendimentos em 2022, empresa apontada pela Polícia Federal como utilizada pelo grupo para a prática de crimes financeiros e lavagem de dinheiro.
Segundo as investigações, a estrutura atenderia à chamada “turma” de Vorcaro: pessoas ligadas a atividades de caráter miliciano, entre elas o indivíduo conhecido como “Sicário”, Luiz Felipe Mourão. As informações foram divulgadas pelo portal G1.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão foi preso na Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. As investigações apontam que ele tinha papel central na organização criminosa e executava ordens de monitoramento de alvos, extração ilegal de dados em sistemas sigilosos e ações de intimidação física e moral.
De acordo com dados da Junta Comercial do Estado de São Paulo, Zettel atuou como diretor da empresa entre 2021 e 2024. A informação consta na declaração de Imposto de Renda do próprio empresário, obtida pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado junto à Receita Federal.
No documento, Zettel afirma que o valor foi repassado na forma de adiantamento para futuro aumento de capital (AFAC). Na prática, esse tipo de operação permite a transferência de recursos para a empresa sem a incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), já que o valor é classificado como um aporte societário e não como uma transação financeira comum.
O novo advogado de Daniel Vorcaro, José Luis Oliveira Lima, teve, na última terça-feira (17), uma reunião com o ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal. O advogado tratou da possibilidade de delação do banqueiro. Além de buscar o ministro, o defensor também procurou a Polícia Federal (PF) para informar sobre o interesse do banqueiro em firmar um acordo de delação premiada.
De acordo com o Uol, “Juca”, como o defensor é conhecido, tem histórico em acordos de colaboração premiada, como o do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, no âmbito da Operação Lava Jato. O empresário firmou delação que implicou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Já a apuração da TV Globo afirma que o advogado também teria afirmado à PF que Vorcaro não pretende poupar ninguém, e se compromete a entregar todas as informações.
Procurado, o advogado de Vorcaro afirmou que não vai comentar o caso neste momento. Segundo ele, a decisão se deve à "sensibilidade do caso".
Na semana passada, Pierpaolo Bottini e Roberto Podval deixaram a defesa de Vorcaro. A possibilidade de um acordo de delação entre Vorcaro e a Polícia Federal, neste momento, é considerada maior.
A Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado aprovou nesta quarta-feira (18) a convocação da empresária e influenciadora Martha Graeff, ex-namorada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O requerimento, apresentado pelo relator, senador Alessandro Vieira (MDB), defendeu a convocação de Martha "por ser apontada como interlocutora frequente e destinatária de relatos feitos por Daniel Vorcaro ao longo de período relevante das apurações". Para ele, as mensagens trocadas entre Vorcaro e Martha mencionando um encontro com "Alexandre Moraes" levantam "questionamentos".
O colegiado também aprovou outros requerimentos, incluindo a convocação de autoridades de Mato Grosso suspeitas de irregularidades no sistema de crédito consignado, além de representantes de empresas citadas em investigações.
Em nota, a defesa da influenciadora informou que ela “não possui imóveis, automóveis ou depósitos de valores decorrentes do relacionamento com o Sr. Daniel Vorcaro”. Ela também se colodou à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.
O Banco Master passou a ser investigado de cerca de 250 mil contratos de empréstimos consignados ligados Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida foi adotada diante da “falta de comprovação de documentação”, segundo informações divulgadas pelo órgão.
O cunhado de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, e a ex namorada do banqueiro, Martha Graeff, devem depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A convocação, aprovada nesta quinta-feira (12), ajuda a investigar a ligação dos dois com empresas e operações financeiras ligadas ao Banco Master.
Também foram convocados dois dirigentes do Master: Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, diretor do banco, e Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance, Recursos Humanos, Operações e Tecnologia.
O cunhado do banqueiro foi preso pela Polícia Federal (PF) na Operação Compliance Zero. Pastor da Igreja Batista da Lagoinha, Zettel teria participado de um grupo suspeito de movimentar grandes quantias através de títulos de crédito considerados fraudulentos.
A igreja informou que o religioso foi afastado das atividades em novembro de 2025, após o início das investigações relacionadas ao Banco Master.
Já a ex-namorada de Vorcaro, Martha Graeff, vai prestar esclarecimentos sobre vínculos com empresas ou operações financeiras ligadas à instituição. A comissão pretende avaliar o envolvimento de pessoas da vida pessoal do empresário.
Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, também aparece na lista de convocações Ele presidiu a entidade durante os anos em que parte das supostas fraudes teriam ocorrido e pode esclarecer sobre falhas no sistema financeiro.
O pré-candidato ao governo do estado, ACM Neto (União), se pronunciou nesta quarta-feira (11) após a divulgação de pagamentos do banco Master/ Reag feitos a uma empresa dele. O ex-prefeito de Salvador afirmou que vai acionar o Supremo Tribunal Federal e a Procuradoria-Geral da República para pedir a apuração do que classificou como vazamento criminoso de dados sigilosos.
? Após divulgação de pagamento do Master a ACM Neto, ex-prefeito aciona STF e afirma que foram “manipulados”
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) March 11, 2026
???? Redes Sociais/ @acmnetooficial
Confira ? pic.twitter.com/95Jmh4Bph4
Segundo Neto, o requerimento será protocolado ainda nesta quarta-feira e também coloca o próprio ex-prefeito à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
“Ainda no dia de hoje, estamos dando entrada junto ao Supremo Tribunal Federal e à Procuradoria-Geral da República, com um requerimento, solicitando que se apure o vazamento criminoso de dados sigilosos, um vazamento manipulado que foi amplamente noticiado na imprensa. Neste mesmo requerimento, eu vou me colocar inteiramente à disposição desses dois órgãos para prestar qualquer tipo de esclarecimento”, afirmou.
Na declaração, Neto levantou a hipótese de motivação política por trás da divulgação das informações. “É claro que esse vazamento que aconteceu faz com que a gente se pergunte se não tem política por trás disso. Nós sabemos que a gente está na boca de uma eleição, e é muito estranho isso acontecer”, disse.
O presidente do União Brasil alega que passou a dedicar parte do tempo à atividade empresarial no final de 2022, quando não possuía nenhum cargo público. Dentre as atividades, está a empresa de consultoria que atendia as empresas Master e Reag.
O ex-prefeito afirmou que os contratos foram realizados de forma regular e que seguirá atuando politicamente apesar do episódio.
O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso afirmou que a Corte enfrenta um “momento difícil” em meio à crise envolvendo o Banco Master. Em entrevista ao programa do jornalista Roberto D’Ávila, exibido pela GloboNews, Barroso reconheceu a existência de uma “percepção crítica” da sociedade em relação ao tribunal, mas ponderou que é necessário aguardar o avanço das investigações antes de qualquer conclusão.
“Há uma percepção crítica real. Eu leio jornal, eu vou à farmácia, eu tenho amigos. Portanto, é um momento difícil. Mas acho que a gente não deve fazer juízos precipitados”, declarou.
De acordo com o O Globo, o caso envolvendo o Banco Master atingiu dois ministros do STF: Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Foram reveladas mensagens atribuídas a Moraes e ao empresário Daniel Vorcaro, dono do banco, no dia em que ele foi preso pela primeira vez. Moraes nega ter recebido as mensagens. Já Toffoli deixou a relatoria do caso após revelar que é sócio de uma empresa que vendeu participação no resort Tayayá, no Paraná, a fundos ligados a Vorcaro.
Barroso afirmou que nunca tinha ouvido falar de Vorcaro antes do caso e disse preferir aguardar o desfecho das investigações antes de fazer qualquer juízo de valor. Segundo ele, ainda que algo venha a ser considerado criticável, não é possível antecipar conclusões. O ex-ministro também elogiou a condução do caso pelo presidente do STF, Edson Fachin, e pelo relator do processo, André Mendonça.
Durante a entrevista, o jornalista Roberto D’Ávila perguntou, em tom de brincadeira, se Barroso apagava mensagens do celular. O ex-ministro respondeu que não. “Não percebi a maldade da sua pergunta”, disse. Barroso afirmou ainda que costuma ser alvo de ataques nas redes sociais, mas que mantém o histórico de conversas. “Como eu tenho má memória, tenho mensagens de trocentos anos atrás”, completou.
Na mesma entrevista, Barroso defendeu a criação de mandatos para ministros do Supremo. Para ele, o ideal seria um período de 12 anos, inspirado no modelo alemão, em substituição ao atual sistema de permanência até a aposentadoria compulsória. Barroso, que ficou no STF por exatos 12 anos, afirmou que a exposição pública prolongada pode se tornar desgastante para os magistrados e seus familiares.
“A exposição pública, ao longo do tempo, ela vai se tornando insuportável. Ela é pessoalmente insuportável, mas sobretudo porque afeta muito as pessoas que você gosta”, afirmou.
O ex-presidente da Corte também disse ver com simpatia a criação de um código de ética para os ministros do STF, embora tenha avaliado que o momento para discutir a proposta pode não ter sido o mais adequado. Barroso anunciou sua aposentadoria em outubro de 2025, após mais de uma década no tribunal.
A modelo russa Maryia Lubimova se pronunciou nas redes sociais após vazamento de conversas entre ela e Daniel Vorcaro, banqueiro preso em operação na última semana. Ele salvou o número da influenciadora como “My Future Wife”, minha futura esposa, em português.
?? Modelo chamada de "futura esposa" por Vorcaro se pronuncia sobre o caso
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) March 9, 2026
Confira ?? pic.twitter.com/MBpLcJ8bG9
Conversas entre os dois foram encontradas em um celular apreendido pela Polícia Federal (PF) durante a primeira fase da operação contra o banqueiro, em novembro de 2025, segundo o portal Metrópoles. As mensagens são de novembro e dezembro de 2023, período após a visita da russa a São Paulo.
Após a repercussão das notícias sobre a relação com Vorcaro, Maryia se manifestou nas redes sociais e afirmou que nunca teve envolvimento com os negócios ou assuntos financeiros do empresário. Ela também afirmou que nunca foi amante do banqueiro e que os diálogos aconteceram anos antes, em 2023.
“É importante para mim dizer isso honestamente: nunca me envolvi nos negócios ou assuntos financeiros de ninguém. Meu relacionamento com essa pessoa foi puramente pessoal… foi uma história entre um homem e uma mulher, não algo ligado a dinheiro ou interesses. É doloroso para mim ver meu nome associado a eventos com os quais não tenho nada a ver”, escreveu.
Maryia Lubimova tem mais de 50 mil seguidores nas redes sociais. Ela vive em Bali, na Indonésia, e publica conteúdos sobre viagens e moda. Segundo as mensagens, Vorcaro entrou em contato com a modelo em 2 de novembro de 2023, perguntando se ela havia se divertido em São Paulo e se tinha conseguido fazer compras na cidade. Na época, Maryia acompanhava o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, realizado em 5 de novembro daquele ano.
A defesa de Martha Graeff, ex-namorada do banqueiro Daniel Vorcaro, afirmou em nota que avalia acionar a Justiça após a divulgação, em perfis de redes sociais, de mensagens íntimas trocadas entre os dois. Vorcaro foi preso na última quarta-feira (4). O posicionamento foi enviado ao blog de Andréia Sadi.
Segundo os advogados, a exposição das conversas representa uma “grave violência” contra a modelo, já que o conteúdo divulgado não teria relação com a investigação que envolve o Banco Master.
A defesa informou ainda que adotará todas as medidas necessárias para proteger os direitos de Martha Graeff, "não hesitando em valer-se das medidas judiciais e extrajudiciais pertinentes contra aqueles que venham atentar contra a sua integridade ou privacidade".
De acordo com a nota, a influenciadora não mantém relacionamento com Daniel Vorcaro há meses e “jamais esteve envolvida em qualquer tipo de ilicitude penal”.
Os advogados também afirmam que a divulgação das conversas não contribui para qualquer investigação e fere garantias constitucionais relacionadas à proteção da intimidade e da vida privada.
“No contexto brasileiro, a difusão desse tipo de conteúdo acaba servindo mais à violação da esfera privada feminina do que a qualquer interesse público”, diz o comunicado.
O Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou, por meio de nota divulgada nesta sexta-feira (6), que as mensagens de visualização única enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro no dia da sua primeira prisão e atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes não foram direcionadas ao magistrado.
Segundo a Corte, uma análise técnica dos dados telemáticos de Vorcaro indicou que as mensagens enviadas no dia 17 de novembro de 2025 não correspondem aos contatos do ministro nos arquivos apreendidos.
“Análise técnica realizada nos dados telemáticos de Daniel Vorcaro, tornados públicos pela CPMI do INSS, constatou que as mensagens de visualização única enviadas por ele no dia 17 de novembro de 2025 não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos”, informou a nota da Secretaria de Comunicação do STF, divulgada a pedido do gabinete do ministro.
De acordo com o tribunal, o material extraído do celular do banqueiro mostra que os registros dessas mensagens estão associados a outras pastas de contatos presentes no aparelho e não aparecem como direcionados a Moraes.
“A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os vazamentos dos prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao ministro Alexandre de Moraes”, concluiu a nota.
Apontado nas investigações como “sicário” ligado ao empresário Daniel Vorcaro, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão tentou tirar a própria vida enquanto estava preso em uma cela da Polícia Federal, em Minas Gerais.
A tentativa foi identificada por agentes e ele foi socorrido a tempo pela equipe de plantão e encaminhado para atendimento médico.
Mourão é um dos investigados na Operação Compliance Zero e teria participado de conversas sobre a simulação de um assalto contra o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo. O caso segue sob investigação.
O cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, pastor Fabiano Zettel, foi o maior doador de campanha, entre pessoas físicas, do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022. O pastor foi preso nesta quarta-feira (4) em São Paulo na terceira fase da Operação Compliance Zero.
Zettel repassou R$ 3 milhões para a campanha de Bolsonaro. Já para Tarcísio, a doação foi de R$ 2 milhões. Em resposta, a assessoria do republicano alegou que a campanha contou com mais de 600 doadores e negou vínculo com o empresário.
Além de Tarcísio e Bolsonaro, Zettel doou R$ 10 mil para a campanha de Lucas de Vasconcelos Gonzales, candidato a deputado federal por Minas Gerais pelo partido Novo, que perdeu as eleições.
A defesa de Zettel informou em nota ao portal Metrópoles que, após tomar conhecimento da deflagração da 3ª Fase da Operação Complience Zero, “seu cliente se apresentou à Polícia Federal” e está “à inteira disposição das autoridades”.
As mensagens no celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que indicavam uma tentativa de assalto contra um jornalista como mecanismo de intimidação, eram destinadas ao jornalista e colunista, Lauro Jardim, do O Globo.
O nome do profissional chegou a ser borrado e tarjado pelo relator do caso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. No entanto, Jardim foi informado sobre essa citação. Durante entrevista à rádio CBN, o colunista se pronunciou sobre o ato e dos detalhes da investigação.
"A ideia explicitada na troca de mensagens era primeiro me monitorar, me seguir, descobrir coisas ruins contra mim. Em segundo lugar, simular um assalto e, segundo o próprio Vorcaro, quebrar meus dentes. Foi planejado e dado OK do Vorcaro para que fosse seguido", explicou o jornalista à rádio CBN.
Por meio de nota, o Globo divulgou nota de repúdio a ações criminosas planejadas contra o jornalista.
"A ação, como destacado pelo ministro André Mendonça, visava 'calar a voz da imprensa', pilar fundamental da democracia. Os envolvidos nessa trama criminosa devem ser investigados e punidos com o rigor da lei. O Globo e seus jornalistas não se intimidarão com ameaças e seguirão acompanhando o caso e trazendo luz às informações de interesse público", afirmou a empresa.
Nas mensagens enviadas, Mourão enviou a Vorcaro um conteúdo referente ao profissional que questionava a sazonalidade do jornalista no veículo de comunicação.
Esse Lauro Jardim bate cartão todo domingo? hrs hein Lanço uma nova sua? Positiva"
Em seguida, o banqueiro disse que seria necessário colocar pessoas para seguirem e monitorarem Jardim.
"Tinha que colocar gente seguindo esse cara [o jornalista]. Pra pegar tudo dele". Em resposta Mourão diz que vai fazer isto.
O executivo apontou ainda o desejo de “mandar” alguém para agredir Lauro e “quebrar todos os dentes” durante um roubo.
“Esse lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”.
No material recebido por Mendonça, não foi encontrado indício de envolvimento dos advogados de Vorcaro no esquema de ameaça ao jornalista. Não foi encontrado uma menção a ligações de Vorcaro com Dias Toffoli ou Alexandre de Moraes. De acordo com a Folha, o ministro tarjou o nome do jornalista no processo, mas o profissional foi informado sobre a tentativa de assalto. Somente o profissional poderá abrir a informação.
Além disso, foi constatada ainda invasão indevida de sistemas, inclusive da própria PF, Ministério Público Federal (MPF) e falsificação de documentos públicos. Houve ainda a simulação da assinatura de um membro do Ministério Público.
Nas mensagens, foram vistas também, um grupo chamado de "A Turma", comandado por uma pessoa com o apelido "Sicário". Ele fez ameaças a integridade física também de outras pessoas. Agentes públicos envolvidos também são suspeitos, entre eles dois ocupantes de altos cargos no Banco Central, que auxiliavam Vorcaro e atendiam os interesses deles. Os dois foram afastados do cargo pela decisão.
A Polícia Federal encontrou mensagens no celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que indicavam uma tentativa de assalto contra um jornalista como mecanismo de intimidação. O nome do jornalista não foi divulgado pela PF. A decisão de prender Vorcaro, foi determinada após a polícia encontrar as mensagens, segundo a Folha de S.Paulo.
O relator do caso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, recebeu alguns materiais da PF relacionados ao empresário. No entanto, segundo a reportagem, no material recebido por Mendonça, não havia indício de envolvimento dos advogados de Vorcaro no esquema de ameaça ao jornalista.
Não foi encontrado uma menção a ligações de Vorcaro com Dias Toffoli ou Alexandre de Moraes. De acordo com a Folha, o ministro tarjou o nome do jornalista no processo, mas o profissional foi informado sobre a tentativa de assalto. Somente o profissional poderá abrir a informação.
Além disso, foi constatada ainda invasão indevida de sistemas, inclusive da própria PF, Ministério Público Federal (MPF) e falsificação de documentos públicos. Houve ainda a simulação da assinatura de um membro do Ministério Público.
Nas mensagens, foram vistas também, um grupo chamado de "A Turma", comandado por uma pessoa com o apelido "Sicário". Ele fez ameaças a integridade física também de outras pessoas.
Agentes públicos envolvidos também são suspeitos, entre eles dois ocupantes de altos cargos no Banco Central, que auxiliavam Vorcaro e atendiam os interesses deles. Os dois foram afastados do cargo pela decisão.

Cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel é um dos alvos da nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira (4), pela Polícia Federal (PF). Segundo as informações, um mandado de prisão preventiva foi expedido contra ele, mas ainda não foi localizado pelos agentes.
Na mesma operação, o próprio Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso em São Paulo e encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal.
A ação desta quarta ocorre no âmbito das investigações que apuram esquema bilionário de fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo integrantes do sistema financeiro.
O ex-diretor de fiscalização do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana foram alvos da Polícia Federal, nesta quarta-feira (4). A PF realiza uma operação de busca e apreensão na casa de um ex-diretor do BC e de um servidor, apontados como envolvidos nas fraudes registradas no Banco Master.
As medidas contra os ex- diretores chegam após o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, ser preso nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal em São Paulo. A prisão ocorreu no âmbito de uma nova fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras relacionado à venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master.
Segundo informações da colunista Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Souza foi responsável por comandar a diretoria de fiscalização do BC de 2019 a 2023. De acordo com a colunista, ele assinou a autorização da compra do Banco Máxima por Daniel Vorcaro, que alterou o nome da entidade financeira para Banco Master.
Conforme a publicação, os dois servidores do BC já haviam sido afastados das funções pelo atual presidente, Gabriel Galípolo. No entanto, a decisão administrativa passou a ser judicial. Santana e Paulo saíram de suas funções após o Banco Central iniciar investigação interna para apurar de forma mais precisa os eventos anteriores e posteriores à liquidação do Banco Master.
As informações indicaram também que funcionários concursados, haviam sido obrigados a pedir afastamento de seus cargos de chefias de departamentos em janeiro. Eles atuavam como chefes do departamento de supervisão bancária e entregaram os cargos.
O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi preso nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal em São Paulo.
A prisão ocorreu no âmbito de uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras relacionado à venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master.
Segundo as investigações, a operação recebeu esse nome em referência à suposta ausência de controles internos nas instituições envolvidas, o que, de acordo com a Polícia Federal, teria permitido a ocorrência de crimes como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.
Contra Vorcaro havia um mandado de prisão preventiva. Após ser detido, ele foi encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal na capital paulista, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel também é um dos alvos da nova fase da operação. Segundo as informações, um mandado de prisão preventiva foi expedido contra ele, mas ainda não foi localizado pelos agentes.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou, nesta terça-feira (3), que o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, não deve comparecer à sessão da CPI do Crime Organizado marcada para quarta-feira (4). Segundo o parlamentar, também não há previsão de uma nova data para o depoimento.
A reunião da comissão foi cancelada nesta terça-feira após o ex-presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, obter habeas corpus concedido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
Outra oitiva prevista, a de João Carlos Falbo Mansur, ex-presidente do Conselho de Administração da Reag Investimentos, também foi cancelada a pedido da defesa. Conforme informado, uma nova data deverá ser definida, mas ainda não há previsão.
Eduardo Girão declarou ainda que a comissão pretende recorrer da decisão relacionada à convocação de Viviane Baci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou um jatinho pertencente ao CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, para realizar agendas de campanha do então presidente Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2022. As informações são da coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo.
A aeronave, Embraer 505 Phenom 300, foi usada nos deslocamentos da caravana Juventude pelo Brasil, liderada por Nikolas e pelo pastor Guilherme Batista, ligado à Igreja Batista da Lagoinha. O objetivo era ampliar a votação de Bolsonaro em regiões onde Luiz Inácio Lula da Silva havia obtido maioria no primeiro turno.
Durante dez dias, entre 20 e 28 de outubro, o grupo percorreu ao menos nove estados e o Distrito Federal. O jato, com capacidade para até dez passageiros, passou por todas as capitais do Nordeste, além de Brasília, cidades do Vale do Jequitinhonha e do Triângulo Mineiro, coincidindo com as datas de eventos da caravana.
Nas redes sociais, Nikolas aparece em foto diante da aeronave ao lado de Guilherme Batista, da esposa do pastor, Mariel, e da influenciadora cristã Jey Reis.
Os deslocamentos foram confirmados a partir da análise dos sinais emitidos pelo transponder da aeronave, monitorados por plataformas especializadas. O histórico de navegação coincide com as datas e cidades visitadas pela caravana e com outros compromissos de campanha pró-Bolsonaro, inclusive eventos com a presença do então presidente.
Formalmente, a proprietária do jato é o grupo Prime You, empresa que também detém outros bens utilizados por Vorcaro, como sua residência em Brasília. À época, em outubro de 2022, Vorcaro dividia a sociedade da empresa com Maurício Quadrado.
A semana começa em Brasília com os três poderes de volta aos trabalhos após o feriado prolongado de Carnaval. Com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciando a semana em visita à Coréia do Sul, as atenções estão voltadas para a retomada das atividades no Congresso Nacional e para os desdobramentos da investigação sobre o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF).
Além do novo rumo que o STF vai dar às investigações após a mudança do relator do caso (o ministro André Mendonça substituiu Dias Toffoli), são aguardados para os próximos dias novos avanços em diversas frentes de apuração. A CPI do Crime Organizado do Senado, por exemplo, espera conseguir votar requerimentos de convite a ministros do Supremo e seus familiares, além de quebras de sigilo de diversos personagens envolvidos no caso.
Já a CPMI do INSS acabou não tendo a confirmação do depoimento, nesta segunda-feira (23), do banqueiro Daniel Vorcaro. O dono do Banco Master recebeu um habeas corpus concedido pelo ministro André Mendonça que o desobriga de comparecer ao colegiado.
Além do Banco Master, outro destaque na pauta do STF é o início do julgamento dos réus acusados de serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. O processo será levado a julgamento a partir desta terça (24), na Primeira Turma do Supremo.
Confira abaixo a pauta da semana nos três poderes em Brasília.
PODER EXECUTIVO
O presidente Lula iniciou a semana nesta segunda-feira (23) em Seul, na Coréia do Sul, depois de ter passado alguns dias na Índia. Lula foi recebido em cerimônia pelo presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, e depois teve uma reunião privada com ele.
Em pronunciamento à imprensa, Lula destacou que Brasil e Coréia do Sul assinaram memorandos de entendimento para ampliar a colaboração em áreas como saúde, empreendedorismo, ciência e tecnologia, e combate ao crime organizado transnacional. Entre os documentos assinados está um acordo de integração comercial e produtiva, destinado a facilitar o comércio bilateral, promover a harmonização regulatória e aumentar a segurança empresarial.
Na Coréia, Lula participou ainda do Encontro Empresarial Brasil-Coréia. O presidente brasileiro encerra seu dia hoje em Seul, junto com a primeira-dama Janja, em um banquete de Estado oferecido pelo presidente coreano, Lee Jae-myung, e sua esposa, Kim Hea Kyung.
O presidente Lula retornará para o Brasil nesta terça (24). O restante da agenda de Lula para a semana ainda não foi divulgado pela Secretaria de Comunicação da Presidência. Lula deve decidir nos próximos dias se envia para o Senado a mensagem com a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ser o novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
No calendário de divulgação dos indicadores econômicos, o destaque da semana é o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação. O IBGE divulgará na sexta (27) o resultado do IPCA-15 para o mês de fevereiro. Analistas esperam uma taxa de 0,59% no mês, levando o índice anualizado para 3,81%.
Também na sexta (27) saem os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de janeiro. A expectativa é de um saldo de 76.000 vagas ou mais no mês. Indicará uma desaceleração no mercado formal.
PODER LEGISLATIVO
Com a retomada dos trabalhos do Congresso Nacional, após o feriado prolongado de carnaval, deputados e senadores terão uma agenda cheia e marcada por temas polêmicos. Entre as pautas estão temas relacionados à segurança pública, jornada de trabalho e a denúncia de fraude do Banco Master.
Na Câmara, o presidente Hugo Motta já anunciou que deve priorizar a votação dos termos do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Motta se comprometeu com o governo Lula a dar celeridade a um dos principais instrumentos de abertura de mercados para o país.
Segundo o presidente da Câmara, a tramitação do acordo Mercosul-UE será tratada como pauta estratégica para ampliar a inserção do Brasil no comércio global. Motta também confirmou a escolha do deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP) como relator da proposta.
A proposta de acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia foi oficialmente enviada ao Congresso Nacional pelo presidente Lula no início do mês, reforçando a prioridade do governo para a agenda de abertura de mercados. A relevância da matéria também foi destacada em mensagem presidencial encaminhada ao Legislativo e lida na sessão solene que marcou a abertura do ano legislativo.
Antes de ser votado no plenário, o acordo precisa ser aprovado na Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul. O relatório ao documento, que possui mais de quatro mil páginas, foi apresentado no último dia 11 pelo deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), presidente da representação. Se aprovado no colegiado, o texto seguirá para o Plenário da Câmara e, depois, para o Senado.
Outra prioridade na Câmara será a votação do projeto de lei antifacção. Hugo Motta escolheu o deputado Guilherme Derrite para ser novamente o relator do projeto, que foi aprovado no Senado com diversas mudanças ao texto original que havia sido aprovado na Câmara.
O projeto tramita com urgência constitucional, e se não for votado, trancará a pauta da Câmara a partir de meados de março.
A semana na Câmara dos Deputados terá também como foco principal as deliberações em comissões permanentes e especiais, com uma agenda densa especialmente na terça (24), quando parlamentares votam propostas que impactam diretamente o mercado de trabalho e o sistema de saúde. A quarta (25) será marcada por debates sobre a proteção das mulheres e sessões institucionais no Plenário.
Os temas centrais incluem a definição do marco legal para trabalhadores de aplicativos, o acompanhamento da Política Nacional do Câncer e o combate ao recorde histórico de feminicídios no país. Na terça, às 14h30, a comissão especial sobre Trabalho por Aplicativo deve votar o parecer que classifica motoristas e entregadores como trabalhadores autônomos, visando garantir autonomia de jornada sem vínculo empregatício.
Também estão pautados debates decisivos sobre a implementação da Lei 14.758/2023 (Política Nacional do Câncer), na Comissão Especial sobre Prevenção e Combate ao Câncer, AVC e Doenças do Coração, com cobranças ao Ministério da Saúde sobre diagnósticos precoces no SUS.
Já a Comissão Especial da Política Nacional para Pessoas com Autismo realiza audiência sobre o diagnóstico tardio do autismo projeto de lei 3.080/2020 e a falta de materiais em Braille para estudantes cegos no início do ano letivo. Além disso, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e a Comissão de Segurança Pública realizam sessões deliberativas à tarde para votação de pautas internas e projetos de lei.
Na quarta (25), a Comissão Permanente Mista de Combate à Violência Contra a Mulher realiza sua primeira reunião deliberativa do ano às 14h30. Em pauta, o requerimento da deputada Luizianne Lins (PT-CE) para investigar a efetividade da Lei do Feminicídio diante do aumento de casos, além do debate sobre violência econômica e autonomia financeira feminina.
No Senado, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) agendou votações de uma MP do governo, proposta de emenda à Constituição, projetos de lei e acordos internacionais. Entre os temas que devem ser analisados estão mudanças na Lei Geral de Proteção de Dados, criação de política voltada ao transporte rodoviário profissional, regras para presídios federais, acordos de cooperação internacional e política de acolhimento de animais resgatados.
Na pauta da sessão de terça (24) está a Medida Provisória (MP) 1.317/2025, que altera a Lei Geral de Proteção de Dados (13.709/2018) para tratar da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A proposta também modifica a Lei 10.871/2004 para criar a Carreira de Regulação e Fiscalização de Proteção de Dados e transforma cargos no Poder Executivo federal.
Também será analisada a PEC 22/2025, do senador Jaime Bagatolli (PL-RO), que inclui no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) a Política Nacional de Apoio à Atividade de Transporte Rodoviário Profissional.
Consta ainda na pauta o projeto de lei 5.391/2020, do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), que altera a Lei 11.671/2008 para incluir, em presídios federais de segurança máxima, presos provisórios ou condenados por homicídio qualificado. O texto também modifica a Lei de Execução Penal para disciplinar a aplicação do regime disciplinar diferenciado.
A sessão inclui ainda o projeto de decreto legislativo (PDL) 270/2024, que aprova o Acordo de Cooperação entre Brasil e Benin em matéria militar, assinado no Rio de Janeiro em abril de 2023.
Para a sessão de quarta (25) foi agendada a votação do substitutivo da Câmara ao projeto de lei 2.950/2019, do senador Wellington Fagundes (PL-MT), que institui a Política de Acolhimento e Manejo de Animais Resgatados (Amar). A matéria depende da apresentação de requerimento de urgência.
Também será votado o projeto de lei 4.099/2023, do deputado Helder Salomão (PT-ES), que altera a Lei 12.974/2014 para incluir as agências de turismo receptivo entre as modalidades reconhecidas pela legislação. Na pauta estão ainda dois projetos de decreto legislativo: o PDL 459/2022, que aprova o Acordo de Cooperação Técnica entre Brasil e Fiji, assinado em 2013, e o PDL 293/2024, que trata do Acordo entre Brasil e Eslovênia sobre cooperação no campo da defesa, firmado em abril de 2023.
Após o período de Carnaval, a CPI do Crime Organizado no Senado deve retomar os trabalhos com a análise de requerimentos relacionados ao Banco Master, incluindo pedidos de convocação de autoridades e executivos ligados à instituição. Entre os itens na pauta da próxima quarta (25) estão requerimentos para convocar os ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
O pedido para ouvir Toffoli foi apresentado pelo relator da CPI, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), com apoio dos senadores Magno Malta (PL-ES), Carlos Portinho (PL-RJ) e Eduardo Girão (Novo-CE). A justificativa envolve informações sobre uma suposta participação societária do ministro em empresa que negociou parte do Resort Tayayá com fundos ligados ao Banco Master.
A comissão também deve avaliar convites ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ao ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e ao ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que passou a integrar o conselho consultivo do Banco Master em 2026. Outro requerimento propõe o convite da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, sob a justificativa de que ela teria mantido contrato de prestação de serviços com a instituição financeira.
A pauta inclui ainda convocações de ex-dirigentes e sócios do banco, pedidos de informações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras e à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), além de requerimentos sobre movimentações financeiras e patrimoniais ligadas aos investigados. Também está prevista a oitiva do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, apontado como possível colaborador para esclarecer a atuação do crime organizado em estruturas do poder público.
PODER JUDICIÁRIO
A semana no Judiciário começa com a reunião convocada para a tarde desta segunda (23) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, com delegados da Polícia Federal, para tratar da investigação sobre as fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro. O encontro foi solicitado pelo próprio ministro, que assumiu a relatoria do caso na Corte após a saída de Dias Toffoli.
Devem participar do encontro delegados da Dicor (Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção), responsável pelo inquérito na PF. O objetivo do ministro André Mendonça é discutir as informações já encaminhadas ao STF sobre o andamento da investigação e definir os próximos passos, incluindo eventuais quebras de sigilo.
Na terça (24), a Primeira Turma do STF inicia o julgamento dos réus acusados de serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. Cinco pessoas estarão no banco dos réus por envolvimento na morte da parlamentar em 14 de março de 2018.
Serão julgados pelos quatro ministros da Primeira Turma: os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro; Ronald Paulo Alves Pereira, major da Polícia Militar; e Robson Calixto Fonseca, policial militar e ex-assessor de Domingos Brazão.
No plenário do STF, o presidente, ministro Edson Fachin, programou para quarta (25) o julgamento da decisão de Flávio Dino que suspendeu em 5 de fevereiro os chamados penduricalhos, dinheiro vinculado a benefícios pagos fora do teto constitucional, atualmente de R$ 46.366,19. Dino considerou que todas as verbas que não forem expressamente descritas em lei não podem continuar a ser pagas.
Segundo o ministro Flávio Dino, o pagamento de valores acima do teto são “indevidos acréscimos de natureza remuneratória dissimulados de indenização”.
Outro tema na pauta do STF é a ADI 6304, que questiona trechos da Lei 13.964/2019, o chamado Pacote anticrime. A ação contesta a perda ampliada de bens, o acordo de não persecução penal com exigência de confissão e regras mais rígidas de progressão de regime. A Abracrim alega violação à presunção de inocência e à individualização da pena.
Já para a sessão de quinta (26), o destaque será a análise sobre a liminar na ADI 7330 que suspendeu parte do decreto de indulto a policiais condenados pelo Massacre do Carandiru. A decisão considerou possível afronta a tratados internacionais e à vedação de indulto para crimes hediondos.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS antecipou para segunda-feira (23) o depoimento do empresário dono do banco Master, Daniel Vorcaro. A oitiva estava marcada para quinta-feira da semana que vem, mas o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos), decidiu pela antecipação. O depoimento deve acontecer às 16h.
Segundo o presidente, Vorcaro deve depor à CPMI antes de falar à Comissão de Assuntos Econômicos, que deve acontecer na terça-feira (24). O empresário vai falar somente sobre os descontos não autorizados de aposentados e pensionistas e se foram tomadas medidas para garantir o ressarcimento. Segundo Carlos Viana, são mais de 250 mil contratos de empréstimos consignados vinculados ao banco com irregularidades.
Sobre o Master, Daniel Vorcaro deve falar então na Comissão de Assuntos Econômicos, provavelmente na terça-feira.
Dias Toffoli determinou nesta quinta-feira (12) que a Polícia Federal (PF) envie os dados de todos os celulares apreendidos e periciados na investigação. A medida do ministro, relator do caso Master, acontece depois da entrega da perícia dos celulares de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.
Segundo a coluna de Julia Dualibi no G1, a decisão define que a PF deve encaminhar, na íntegra, o conteúdo de todos os aparelhos e mídias apreendidas, os laudos periciais, incluindo dados telemáticos, informáticos e telefônicos. Segundo as investigações, o nome de Toffoli foi citado em mensagens contidas no aparelho.
Ao enviar o documento ao Supremo, a PF citou a possibilidade de suspeição, ato em que um juiz desiste de conduzir uma investigação por entender que há algum impedimento que ponha em jogo a sua imparcialidade. O ministro negou qualquer relação com o empresário.
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do Banco Regional de Brasil, Paulo Henrique Costa, entraram em contradição e divergiram durante a acareação do caso do Banco Master. A falta de consenso entre os dois empresários foi relacionada acerca das tratativas entre as duas instituições para comercialização de créditos.
A investigação apura a respeito da intermediação da empresa Tirreno para o repasse de R$ 12 bilhões.
“Anunciamos que faríamos vendas de originadores terceiros. Não me lembro, naquela ocasião, sequer do nome Tirreno. A conversa era sobre um novo formato de comercialização”, disse o dono do Banco Master.
No entanto, o ex-presidente do BRB negou que estava ciente dos ativos de origem no próprio Master. Paulo Henrique disse que depois surgiram dúvidas sobre o tema.
“O entendimento que eu coloquei é que eram carteiras originadas pelo Master, negociadas com terceiros, e que o Master estava recomprando e revendendo para a gente".
Vorcaro rebateu Costa e afirmou que não sabia da informação da revenda.
“Não tinha essa informação de serem revendidas”, rebateu Vorcaro.
A divergência foi obtida durante o confronto de versões conduzido pela Polícia Federal e divulgada inicialmente pelo G1. As apurações analisam ainda o auxílio irregular ao Banco Master em meio a dificuldades de liquidez.
Vorcaro revelou ainda que comunicou ao BRB, durante as negociações, uma mudança no modelo de negócios do Master, com a venda de carteiras originadas por terceiros, sem referência específica à Tirreno. O executivo disse também não ter conhecimento, naquele momento, de que os papéis vendidos eram da empresa, que posteriormente se mostraram desvalorizados.
“Na verdade a gente anunciou que a gente faria vendas naquela ocasião de originadores terceiros. A Tirreno, nem eu mesmo sabia naquela ocasião, se eu não me engano, que existiu o nome Tirreno. Acho que a gente chegou a conversar por algumas vezes que a gente começaria um novo formato de comercialização, que seria de terceiros, carteiras originadas por terceiros e não mais originação própria”, declarou.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (29), que o empresário e dono do liquidado Banco Master, Daniel Vorcaro, enganou investidores.
“Tem muita gente que foi envolvida de boa-fé. Imaginava que ali tratava-se de um grande empresário, um banqueiro emergente. O cara levou muita gente no bico. Quem agiu de má-fé tem de responder”, disse o chefe da equipe econômica em entrevista ao programa Acorda, Metrópoles.
Na ocasião, Haddad descreveu a iniciativa do Banco Central de abrir um procedimento para verificar irregularidades na atuação no caso Master como um bom exemplo a ser seguido.
Em meio à crise de confiança no Supremo Tribunal Federal (STF) após envolvimento de ministros com pessoas ligadas ao banco Master, o ministro defendeu o atual presidente da instituição, Edson Fachin.
“Nós não podemos temer o autossaneamento de uma instituição, em nenhuma hipótese. Eu acredito que a instituição está nas mãos de uma pessoa correta, que é o Fachin”, afirmou.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, autorizou, nesta quarta-feira (14), a realização de novas diligências da Polícia Federal na residência do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão atende a um novo pedido da PF, após o magistrado reconsiderar parcialmente um indeferimento anterior.
No despacho, Toffoli afirmou que mudou de entendimento diante de novos argumentos apresentados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pela Polícia Federal. Segundo o ministro, surgiram indícios da prática de novos ilícitos supostamente cometidos pelo investigado, o que justificaria a ampliação das medidas.
“Diante da evidência da prática de novos ilícitos, supostamente cometidos pelo investigado”, conforme apontado pela Polícia Federal, “mostra-se necessária a colheita de elementos probatórios complementares”, destacou o magistrado.
Toffoli afirmou ainda que, “diante das ponderações da Autoridade Policial e da Procuradoria-Geral da República, reconsidero, em parte, a decisão combatida para deferir novas diligências na residência do investigado Daniel Bueno Vorcaro”.
As novas buscas têm como objetivo reunir provas adicionais no âmbito das investigações em andamento conduzidas pela Polícia Federal.
Além de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a Polícia Federal (PF) faz buscas em endereços ligados ao empresário baiano Nelson Tanure e a João Carlos Mansur nesta quarta-feira (14). Ambos são alvos da segunda fase da operação Compliance Zero.
Agentes da PF cumprem, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), 42 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Os bens e valores bloqueados superam R$ 5,7 bilhões.
Conhecido por investir e comandar projetos de reestruturação de empresas em crise, Tanure atua em setores diversos da economia. Dentre seus investimentos, estão desde empresas de mídia a área de infraestrutura e até empresas de petróleo.
Já Mansur tem passagens por grandes empresas, como PwC, Monsanto, Trump Realty Brazil e Wtorre, além de ser fundador da Reag Investimentos, criada em 2012.
O empresário Daniel Vorcaro teria ações na Venezuela e já teria investido cerca de US$ 150 milhões em poços de extração de petróleo nos últimos anos. Desde 2024, ele menciona a investidores e aliados seu envolvimento com a exploração petrolífera venezuelana. Agora, com a instabilidade na região após a captura de Maduro, o investimento de Vorcaro pode sofrer desvalorizações.
Apesar de deter algumas das maiores reservas de petróleo do mundo, o país latinoamericano enfrenta também sérios embargos internacionais, hiperinflação, instabilidade jurídica e incertezas políticas constantes.
Dono do banco Master, que está em processo de liquidação judicial, Vorcaro é conhecido por investimentos arriscados em setores como financeiro, imobiliário, de saúde e varejo. Atualmente, a previsão de especialistas é de que o setor petrolífero venezuelano deve ser impactado e linhas de negociação com o mercado árabe possam ser iniciadas.
O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli marcou para a próxima terça-feira (30), uma acareação entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do Banco de Brasília (BrB), Paulo Henrique Costa, e o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino. A informação foi divulgada pelo STF, nesta quarta-feira (24), véspera de Natal, através da assessoria de imprensa.
A audiência pré-agendada para o penúltimo dia de 2025, vai ocorrer mesmo com o pleno recesso do Judiciário no país. O ministro determinou ainda a acareação sem pedido prévio dos investigadores da PF que são responsáveis pela apuração do caso, no âmbito do processo sigiloso sob sua relatoria no tribunal. No último dia 15, Toffoli estabeleceu a realização, no prazo de até 30 dias, de oitivas de investigados e de dirigentes do Banco Central para a retomada das investigações sobre o banco Master.
O anúncio da data chega após Toffoli ser o escolhido como relator no STF do caso do banco Master, que teve a liquidação extrajudicial determinada pelo BC, no último dia 18 de novembro.
Foi nesta época que a Polícia Federal deflagrou a operação por suspeita de fraude bilionária no banco, onde Vorcaro foi preso e Costa afastado do BrB. Vorcaro obteve um habeas corpus do Tribunal Regional Federal da 1ª Região em 28 de novembro.
O Ministério Público Federal (MPF) pediu à desembargadora federal Solange Salgado da Silva a reconsideração da decisão que revogou a prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e de outros quatro executivos ligados à instituição financeira, na sexta-feira (28).
O procurador regional da República, Felício de Araújo Pontes Júnior, solicitou o restabelecimento da prisão dos cinco investigados na Operação Compliance Zero, que apura uma suposta fraude bilionária em carteiras de crédito negociadas pelo Banco Master. Os sócios da instituição haviam permanecido presos por 12 dias.
No pedido apresentado no sábado (29/11), o procurador apontou “altíssima probabilidade de fuga e de violação da ordem pública, além de possível destruição de provas, ocultação de recursos e bens ainda não apreendidos”.
Apontado pela Polícia Federal, o grupo nega qualquer tentativa de fuga.
Após revogar a prisão preventiva, a desembargadora determinou o cumprimento de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
Segundo o procurador, porém, as medidas não seriam suficientes no caso concreto, porque os investigados teriam acesso “a sofisticados meios logísticos, financeiros e tecnológicos”.
“Os elementos dos autos revelam que a continuidade delitiva pode ser facilmente mantida por meios telemáticos e por intermédio de terceiros, apesar de quaisquer restrições formais; que a fuga do país pode ser executada em curtíssimo lapso temporal, à margem dos canais migratórios oficiais; e que a destruição de provas e a combinação de versões podem ser realizadas por meio de uma rede de laranjas, empregados, consultores e demais colaboradores que não se encontram submetidos a qualquer monitoramento”, afirmou o representante do MPF.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Fabíola Mansur
"Levo comigo o respeito pelas lutas que travamos, pelos companheiros e companheiras de caminhada e pelas amizades construídas. Trata-se, no entanto, de uma decisão política, tomada com maturidade e responsabilidade, a partir de reflexões sobre o cenário atual".
Disse a deputada estadual Fabíola Mansur ao anunciar sua desfiliação do Partido Socialista Brasileiro (PSB), legenda em que esteve filiada desde 2008. Em carta direcionada à direção estadual e nacional da sigla, a parlamentar destacou a trajetória de 18 anos construída dentro do partido.