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A Polícia Federal instaurou inquérito policial neste domingo (30) para apurar a eventual existência dos crimes de racismo durante a retirada compulsória de uma passageira do Voo Gol 1575 no dia 28/4 no Aeroporto Internacional de Salvador.
De acordo com o comunicado da corporação, a investigação foi instaurada na Superintendência Regional da Polícia Federal na Bahia e permanecerá em sigilo até a completa elucidação dos fatos.
O caso aconteceu na última sexta-feira (28), quando uma mulher negra, identificada como Samantha, foi retirada do avião antes da decolagem da capital baiana, com destino a São Paulo, e ficou detida no aeroporto.
A situação repercutiu nas redes sociais e várias celebridades comentaram o assunto. Em um texto compartilhado pela jornalista da TV Globo, Rita Batista, Samantha estava sendo obrigada a despachar a mochila com seu computador - sendo, inclusive, acusada por parte da tripulação de ser “a razão do atraso”. Os passageiros conseguiram um lugar para a mochila de Samantha e nem mesmo assim o voo decolou.
Em nota após a ocorrência, a PF informou que agentes entraram no avião e efetuaram o desembarque de uma passageira que não teria acatado as ordens do comandante do voo nº 1575, referentes à segurança de acomodação das bagagens.
“Ressalta-se que, de acordo com a Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986, o comandante exerce autoridade desde o momento em que se apresenta para o voo até o momento em que entrega a aeronave, tendo autonomia para solicitar apoio da Polícia Federal”, diz a nota.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Júlio Pinheiro
“Eu acho que na democracia cabe a representação de qualquer forma, desde que ela seja validada pelas urnas. Eu entendo que a rede social é um instrumento, ela não pode ser a base política, porque a base política ela precisa expressar anseios da sociedade que sejam calcados em coisas concretas, certo?".
Disse o deputado estadual eleito Júlio Pinheiro (PT), ao comentar em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador (100.1) nesta segunda-feira (21), sobre a popularização da modalidade de “políticos influencers”, aqueles parlamentares que se elegem com forte apelo das redes sociais e conteúdos virais. Segundo o ex-prefeito de Amargosa, “na democracia cabe a representação de qualquer forma”, mas é necessário avaliar o conteúdo produzido e incentivado pelos candidatos nas redes sociais.