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vidas secas
A atriz Maria Ribeiro, um dos grandes nomes do cinema brasileiro nas décadas de 1960 e 1970, morreu aos 102 anos no dia 29 de dezembro, em Genebra, na Suíça, onde vivia. A morte foi confirmada pela filha, Wilma Lindomar da Silva, por meio das redes sociais.
Maria Ribeiro ganhou projeção nacional ao interpretar Sinhá Vitória no clássico Vidas Secas, dirigido por Nelson Pereira dos Santos e inspirado na obra de Graciliano Ramos. O papel marcou definitivamente sua trajetória artística e a colocou entre os principais rostos do cinema novo brasileiro.
Nascida Maria Ramos da Silva, em Sento Sé, no interior da Bahia, a atriz teve infância marcada pela vida no sertão. Ainda jovem, morou em Juazeiro (BA) e Pirapora (MG), até se mudar para o Rio de Janeiro aos 15 anos. Na capital fluminense, trabalhou em laboratório farmacêutico, fábricas e tipografias antes de ingressar no setor cinematográfico.
A mudança de rumo ocorreu quando conseguiu emprego na Líder Cine Laboratórios. Foi lá que recebeu o convite de Nelson Pereira dos Santos para estrelar Vidas Secas. Próxima dos 40 anos e sem formação artística, Maria inicialmente hesitou, mas acabou aceitando o desafio que definiria sua carreira.
Além de Vidas Secas, atuou em produções importantes do cinema nacional, como A Hora e a Vez de Augusto Matraga (1965), Os Herdeiros (1970), O Amuleto de Ogum (1974), Perdida (1976), Soledade, a Bagaceira (1976), A Terceira Margem do Rio (1994) e As Tranças de Maria (2003).
Maria Ribeiro deixa a filha Wilma, a neta Karenine e oito bisnetos: Morgane, Marvin, Megane, Milan, Madigan, Marlon, Hokaan e Sara.
Eloar Guazzelli é ilustrador e artista plástico. Já foi premiado em salões como o Yomiuri International Cartoon Contest (1991), no Japão, e na 2ª Bienal Internacional de Quadrinhos, no Rio de Janeiro, na categoria "Quadrinhos". Arnaldo Branco é cartunista e roteirista. Criou tirinhas como “Capitão Presença” e “Mundinho animal”. Foi roteirista do “Casseta& Planeta” e do “Domingão do Faustão”. Também escreveu e dirigiu a série “Overdose”, da MTV.
“Vidas Secas” - HQ
Páginas: 104
Preço: R$ 49
Editora: Galera | Grupo Editorial Record
ONDE: Sala Walter da Silveira (Espaço Xisto Bahia - Barris)
QUANDO: 6 a 9 de janeiro, às 19h
QUANTO: Gratuito
Programação
6 de janeiro, às 19h – Metrópolis
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Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.