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Artigos

Bernardo Araújo
Os “meninus” do trio
Foto: Acervo pessoal

Os “meninus” do trio

A poucas semanas do início do Carnaval, sempre me pego pensando: qual será a polêmica de 2026? Porque, convenhamos, em Salvador, polêmica carnavalesca não é acidente — é tradição. Todos os anos, essa cidade vocacionada para os serviços e, sobretudo, para a economia criativa, se prepara para a maior festa do planeta. Pelo menos é assim que nós, baianos, gostamos de dizer, misturando exagero e orgulho na mesma dose.

Multimídia

Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador

Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador
O secretário municipal de Desenvolvimento e Urbanismo, Sosthenes Macedo, afirmou, nesta segunda-feira (26) durante o Projeto prisma, Podcast do Bahia Notícias, que a Sedur vai priorizar eficiência, atração de investimentos e desenvolvimento urbano com impacto social, mesmo diante das críticas da oposição sobre espigões e áreas verdes em Salvador.

Entrevistas

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
Foto: Fernando Vivas/GOVBA
Florence foi eleito a Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2010, tendo assumido quatro legislaturas em Brasília, desde então.

venezuela

Brasil vence Venezuela, garante liderança e vai à semifinal da Copa América de futsal
Foto: Staff Images/CBF

A seleção brasileira derrotou a Venezuela por 2 a 1 nesta quinta-feira (29), em Luque, no Paraguai, e confirmou a primeira colocação do Grupo B da Copa América de futsal. Com o resultado, o Brasil avançou às semifinais do torneio. Pito e o goleiro Matheus marcaram os gols da equipe brasileira.

 

O confronto reuniu duas seleções já asseguradas na próxima fase. Antes de a bola rolar, o Brasil teve a classificação confirmada após o empate entre Chile e Colômbia. A Venezuela, invicta até então, precisava apenas do empate para terminar a fase de grupos na liderança.

 

Mesmo sem a necessidade matemática do resultado, o Brasil assumiu o controle da partida desde o início e abriu o placar nos minutos iniciais. A equipe venezuelana respondeu com ações ofensivas frequentes, exigindo intervenções decisivas do goleiro Matheus. Na etapa final, o próprio Matheus ampliou a vantagem ao finalizar com o gol adversário desguarnecido. A Venezuela descontou no fim, mas não conseguiu evitar a derrota.

 

A seleção brasileira encerrou a fase classificatória com dez pontos, somando três vitórias, contra Chile, Bolívia e Venezuela, e um empate diante da Colômbia, na estreia. A Venezuela terminou em segundo lugar, com nove pontos. Agora, as duas equipes aguardam a definição do Grupo A para conhecer os adversários da semifinal, que sairão entre Argentina, Uruguai e Peru. As partidas estão marcadas para sábado (31).

 

Além da disputa pelo título continental, a Copa América garante vagas para a próxima Copa do Mundo de Futsal da FIFA. Para a semifinal, o técnico Marquinhos Xavier não poderá contar com o fixo João Victor, suspenso após receber o segundo cartão amarelo.

Lula conversa com Trump por telefone, discute situação na Venezuela e marca visita aos EUA
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou, nesta segunda-feira (26), por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante a ligação, que durou cerca de uma hora, os dois trataram sobre a situação na Venezuela e acordaram uma visita a Washington, nos próximos meses. 

 

Segundo a nota divulgada pelo governo brasileiro,Lula teria defendido o equilíbrio na América Latina. "No curso da conversa, Lula e Trump trocaram impressões sobre a situação na Venezuela. O presidente brasileiro ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano", diz o posicionamento do Palácio do Planalto. 

 

Também foi acordado que Lula fará uma visita a Washington após a viagem do brasileiro à Índia e à Coreia do Sul, em fevereiro. A data, no entanto, ainda será fixada. Segundo informações obtidas pelo g1, o presidente sugeriu a visita, que foi bem recebida pelo chefe da Casa Branca.

 

Entre outros temas, o convite feito ao Brasil para integrar o Conselho da Paz, criado por Trump, também entrou em pauta. No entanto, Lula não confirmou se vai integrar a iniciativa.

 

Ao comentar o convite, Lula propôs que o órgão apresentado pelos Estados Unidos se limite à questão de Gaza e preveja assento para a Palestina. O representante brasileiro ainda defendeu a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

"Nesse contexto, reiterou a importância de uma reforma abrangente das Organização das Nações Unidas, que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança", conclui a nota.

MST anuncia envio de brigadas para Gaza e Venezuela e internautas ironizam: "vão logo e fiquem por lá"
Foto: Dowglas Silva (MST)

Durante as atividades desta quarta-feira (21) do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que está sendo realizado em Salvador, foi anunciado que está sendo preparado o envio de brigadas de jovens à Venezuela e à Faixa de Gaza. A alegação do MST é de que essas brigadas seriam enviadas a esses países para contribuir no processo de reconstrução e intercâmbio de conhecimentos agrícolas.  

 

A declaração foi feita por Simone Magalhães, representante do Setor Internacionalista do grupo, em entrevista à televisão estatal venezuelana. Simone afirmou  que as brigadas teriam entre suas atividades a troca de experiências em produção de alimentos agroecológicos, técnicas formativas e processos de agroindústria desenvolvidos pelo movimento ao longo de décadas no Brasil. 

 

“O Movimento Sem Terra do Brasil vai enviar uma brigada grande de jovens para continuar esse processo. Desde o produtivo, formativo, o que nós temos para intercambiar, que é nossa produção de alimentos agroecológicos, saudáveis, a produção de agroindústria”, afirmou Simone Magalhães na entrevista. 

 

Além dessa iniciativa, a dirigente do MST sinalizou o planejamento de outra brigada voltada para a Faixa de Gaza, com uma frente, de acordo com ela, em “ajudar a fortalecer” os camponeses do enclave palestino. Também neste caso, o movimento não especificou datas ou detalhes operacionais para a partida dos grupos. 

 

Nas redes sociais, internautas ironizaram o anúncio do envio de brigadas do MST para a Venezuela e a Faixa de Gaza. Diversas pessoas postaram comentários do tipo “têm meu apoio, sigam para o Irã também”, ou “vão e fiquem por lá”. 

 

“Vai só com passagem de ida” ou “vão logo e fiquem por lá esperando o amigo do papai ser solto” foram outras de muitos comentários e mensagens que ironizavam o anúncio do envio das brigadas. 

 

Ainda nesta quarta (21), a direção do MST decidiu alterar a programação do seu 14º Encontro Nacional e mudar a data de um ato de solidariedade à Venezuela, que integra o calendário de atividades de 42 anos do grupo. Inicialmente, o ato de solidariedade ao governo venezuelano aconteceria na sexta (23) à tarde, no Pelourinho. 

 

Entretanto, como o presidente Lula anunciou que estará, junto com a primeira-dama Janja, na próxima sexta no evento do Movimento, a direção do MST optou por fazer um ajuste na programação. Com isso, a solidariedade à Venezuela passou para esta quinta (22).

 

Segundo o MST, as alterações foram necessárias porque os dois atos — presença de Lula e apoio à Venezuela — têm finalidades distintas e exigem espaços físicos diferentes.

 

O ato em solidariedade à Venezuela integra o que está sendo chamado pelo movimento de "jornada internacionalista", e irá contar com mais de 60 representantes de organizações internacionais de 22 países diferentes, além de representantes da embaixada do país vizinho.
 

María Corina Machado entrega Nobel da Paz à Trump
Foto: Reprodução / X

María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, presenteou Donald Trump com sua medalha do Prêmio Nobel da Paz nesta quinta-feira (15). A entrega aconteceu durante uma reunião na Casa Branca após declarações do presidente norte-americano de que ela não tinha apoio para comandar Venezuela.


Em uma publicação nas redes sociais, Trump escreveu: "María me presenteou com seu Prêmio Nobel da Paz pelo trabalho que tenho feito. Um gesto maravilhoso de respeito mútuo. Obrigado, María!"

 

Corina descreveu a reunião como "excelente" e disse que o presente foi um reconhecimento do que ela chamou de compromisso de Trump com a liberdade do povo venezuelano.

Genial/Quaest: maioria apoia captura de Maduro por Trump e critica Lula por ter condenado invasão na Venezuela
Foto: Reprodução Youtube

Donald Trump acertou em invadir a Venezuela para prender Nicolás Maduro, o presidente Lula errou em condenar a ação do governo dos Estados Unidos, mas há um temor de que algo parecido seja feito também no Brasil. Essas foram algumas das opiniões que predominaram na pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (15).

 

O instituto entrevistou pessoas em todo o país para avaliar a visão dos brasileiros a respeito dos acontecimentos recentes na Venezuela, assim como a posição do governo brasileiro a respeito da captura do presidente Nicolás Maduro. A pesquisa revelou, por exemplo, que 46% dos entrevistados aprovaram a ação militar dos Estados Unidos naquele país, contra 39% que desaprovaram. 

 

Entre as razões que teriam levado o presidente norte-americano a invadir a Venezuela, o combate ao narcotráfico foi a principal resposta na pesquisa Genial/Quaest, com 31% de menções. Na sequência aparecem entre as motivações restaurar a democracia (23%), controlar o petróleo venezuelano (21%), reduzir a influência da China (4%), e uma combinação de todas as intenções (6%). 

 

O Levantamento revelou também que 50% dos brasileiros consideraram aceitável interferir em outro país para prender um ditador, enquanto 41% discordaram dessa possibilidade. A opinião favorável à intervenção foi majoritária principalmente entre os que se declaram ser “direita não bolsonarista”, com 75% de concordância. Já entre os que são contrários à ação em outro país, a opinião foi mais presente entre os que se declaram “lulistas”, com 66%.

 

Apesar de um maior apoio dos entrevistados à ação ordenada por Donald Trump para capturar Maduro, 58% dos brasileiros disseram temer que os Estados Unidos façam algo similar no Brasil. Outros 40% afirmaram que não temem uma iniciativa do tipo em nosso país. 

 

Perguntados sobre o que o Brasil deveria fazer a respeito das ações de Trump na Venezuela, a grande maioria, 66%, optou por dizer que nosso país deve se manter neutro em relação ao problema. Apoiar as ações de Trump foi a opção de 18% dos entrevistados, e apenas 10% disseram que o Brasil deveria se opor ao presidente dos Estados Unidos. 

 

Em outro recorte da pesquisa, 51% afirmaram que a postura do presidente Lula de condenar as ações ordenadas por Donald Trump teria sido errada. Outros 37% disseram que Lula acertou em condenar a invasão da Venezuela pelas forças especiais do governo dos EUA. 

 

Apesar de a pesquisa ter revelado uma maioria com posição crítica à postura do governo Lula em relação à invasão na Venezuela, 71% disseram acreditar que a postura do presidente não afeta a sua decisão de voto nas eleições de outubro. 

 

Para 17%, as críticas do presidente brasileiro à operação na Venezuela levam à preferência por votar na oposição. Somente 7% dizem que a postura do líder petista reforça o voto nele neste ano. 

 

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
 

Joesley Batista se reúne com líder interina da Venezuela e avalia investimentos em petróleo e gás
Foto: Divulgação

O bilionário brasileiro Joesley Batista reuniu-se com a vice-presidente e líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, na última sexta-feira (9), antes e depois de se encontrar, nos Estados Unidos, com autoridades norte-americanas.

 

Após a reunião, Joesley afirmou que a líder venezuelana demonstrou disposição para abrir o setor de petróleo e gás do país a investimentos estrangeiros, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto ouvida pela agência Reuters.

 

A empresa de energia da família Batista, a Fluxus, tem ampliado suas operações desde que foi adquirida em 2023 e avalia oportunidades de negócios na Venezuela, de acordo com a mesma fonte, que falou sob condição de anonimato.

 

Procuradas, a Fluxus e a J&F, holding controlada pelos irmãos Batista, não quiseram comentar o encontro nem os planos de investimento.

Lula discute “soberania e interesses” da Venezuela com Putin em ligação
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Rússia, Vladimir Putin, conversaram nesta quarta-feira (14), por telefone, sobre a situação na Venezuela após o ataque dos Estados Unidos. Segundo informações divulgadas pelo governo russo, o Kremlin, ambos os presidentes trocaram opiniões sobre questões internacionais da atualidade.

 

“[Os presidentes] enfatizaram as abordagens fundamentais compartilhadas pela Rússia e pelo Brasil em relação à garantia da soberania estatal e dos interesses nacionais da República Bolivariana”, diz a nota da presidência russa.

 

O comunicado do Kremlin diz ainda que Lula e Putin concordaram em buscar meios para reduzir a tensão na América Latina e em outras regiões. “[Ambos] concordaram em continuar coordenando esforços, inclusive no âmbito da ONU e por meio do BRICS, para reduzir a tensão na América Latina e em outras regiões”, afirma o texto. 

 

Informações da Agência Brasil apontam que a nota da presidência da Rússia conclui afirmando que também foram discutidas “em detalhes questões relativas ao desenvolvimento da cooperação bilateral em diversas áreas” no contexto das negociações para a próxima reunião da Comissão de Alto Nível Rússia-Brasil, que deve ocorrer em fevereiro deste ano.

 

O Itamaraty, por sua vez, também confirmou a conversa entre os presidentes. 

Papa Leão 14 se reúne com María Corina Machado em audiência no Vaticano
Foto: Divulgação / Vatican News

O papa Leão 14 se encontrou, nesta segunda-feira (12), com a ativista venezuelana María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, durante uma audiência no Vaticano.

 

A reunião constava no boletim oficial da Santa Sé, mas não havia sido incluída previamente na programação divulgada aos jornalistas.

 

O encontro ocorreu cerca de dez dias após a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em uma operação militar ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano).

Trump indica encontro com María Corina Machado e diz ser “uma honra” aceitar Prêmio Nobel da Paz
Foto: Daniel Torok/ White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na última quinta-feira (8) que deve se reunir com a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, na próxima semana, em Washington. A declaração ocorre após o republicano tê-la deixado de lado no processo de transição de poder após a prisão de Nicolás Maduro.

 

“Entendo que ela virá na próxima semana e estou ansioso para cumprimentá-la”, disse Trump em entrevista à Fox News, concedida na Casa Branca.

 

María Corina tentou se aproximar do presidente americano e, no início desta semana, ofereceu a Trump o Prêmio Nobel da Paz que recebeu no ano passado — honraria que o republicano ambiciona publicamente há anos. Ela já havia dedicado o prêmio ao presidente dos EUA.

 

Apesar disso, Trump afirmou que a opositora, embora tenha liderado uma campanha eleitoral bem-sucedida em 2024 contra Maduro, não teria apoio nem respeito suficientes dentro da Venezuela para governar o país.

 

Na última segunda-feira (5), María Corina disse à Fox News que a entrega do prêmio seria um gesto de gratidão do povo venezuelano pela destituição de Maduro. Mesmo afastada do processo de transição, ela afirmou que “planeja voltar para casa o mais rápido possível”.

 

Segundo informações do jornal O Globo, Trump já havia decidido, antes mesmo da entrada em Caracas, que não apoiaria María Corina no cenário pós-Maduro. A decisão teria sido baseada em avaliações da inteligência americana, no desgaste da relação da opositora com autoridades em Washington e, segundo fontes próximas à Casa Branca, até mesmo na aceitação do Prêmio Nobel da Paz, título cobiçado pelo presidente dos EUA.

Wagner Moura gera polêmica ao criticar Donald Trump em entrevista a revista dos EUA: "Simplesmente inaceitável"
Foto: Divulgação

Wagner Moura segue a mesma personalidade em português ou em inglês. O baiano, que está nos holofotes mundiais desde o lançamento de 'O Agente Secreto', fez questão de se posicionar politicamente durante uma entrevista ao The Hollywood Reporter, e falou sobre a invasão do governo dos Estados Unidos a Venezuela.

 

Para a revista norte-americana, o brasileiro falou sobre a relação do filme de Kleber Mendonça Filho com o cenário atual dos EUA, e se posicionou contra as ações de Trump.

 

O artista ainda frisou não apoiar o governo de Maduro, mas entender que a atitude do presidente dos EUA é inaceitável.

 

"É simplesmente inaceitável. Isso não tem nada a ver com apoiar Maduro ou seu regime — eu acho que ele é um ditador e a Venezuela merece alguém melhor do que Maduro. Mas os Estados Unidos invadirem um país, bombardearem um país, matarem pessoas em um país e sequestrarem seu presidente? É um precedente muito, muito perigoso."

 

Moura ainda pontuou que não está vendo uma grande repercussão internacional do caso e comparou a política utilizada por Trump com o 'big stick'.

 

"Nos faz lembrar dos velhos tempos do imperialismo americano, da Doutrina Monroe e da política do grande porrete. Tenho certeza de que você sabe que todas as ditaduras na América do Sul nas décadas de 60 e 70 — aquela da qual estamos falando em O Agente Secreto, por exemplo — foram apoiadas pela CIA nos Estados Unidos. Portanto, isso não pode ser aceito. E não estou vendo uma reação forte da comunidade internacional."

 

O baiano também faz questão de fazer críticas a política brasileira nas entrevistas internacionais e chegou a citar o ex-presidente Jair Bolsonaro em algumas ocasiões como uma figura que não apoiava a cultura.

Macron acusa EUA de desrespeitar normas internacionais após ataque a Venezuela
Foto: Durand Thibault / Présidence de la République

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que os Estados Unidos estão "desrespeitando as normas internacionais" e "se distanciando progressivamente" de alguns aliados. A fala do líder francês ocorreu nesta quinta-feira (8), durante seu tradicional discurso aos embaixadores franceses em todo o mundo. Na ocasião, Macron cita que o mundo vive um contexto diplomático de crescente "agressividade neocolonial". 

 

"Os Estados Unidos são uma potência consolidada, mas estão se distanciando progressivamente de alguns de seus aliados e desrespeitando as normas internacionais que ainda promoviam até recentemente", disse Macron no Palácio do Eliseu, residência presidencial.

 

Sobre o cenário mundial, ele aponta que "as instituições multilaterais funcionam de forma cada vez pior. Estamos evoluindo para um mundo de grandes potências com uma verdadeira tentação de dividir o mundo", acrescentou o presidente francês. Ele disse ainda que vai "rejeitar o novo colonialismo, o novo imperialismo".

 

A fala ocorre em um contexto no qual a França, embora tenha comemorado o fim da "ditadura de Maduro", afirmou que a operação militar dos EUA é "ilegal" e "contraria a Carta das Nações Unidas", segundo as palavras do primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, nesta terça-feira (6).

 

Em seguida, Macron afirmou que a UE deve proteger seus interesses e defendeu a "consolidação" da regulamentação europeia do setor tecnológico, que tem sido alvo de críticas nos Estados Unidos, e a aceleração da agenda de preferências comerciais europeias. A França, que detém a presidência do G7 este ano, também buscará promover uma "reforma da governança global", assegurou aos embaixadores.

 

O presidente francês fez um apelo para que "os grandes países emergentes que desejam participar" também se unam a esse objetivo. Macron já havia defendido uma reforma do Conselho de Segurança da ONU para incluir as potências emergentes e expressou seu apoio à inclusão do Brasil como membro permanente desse órgão.

Rússia envia submarino e navios de guerra para escoltar petroleiro sancionado pelos EUA, diz jornal
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A Rússia enviou um submarino e outros navios de guerra para escoltar o petroleiro Bella 1, uma embarcação antiga que vem sendo monitorada pelos Estados Unidos há quase três semanas. As informações são do jornal norte-americano Wall Street Journal e foram divulgadas na terça-feira (6).

 

Segundo a publicação, Moscou reivindica a propriedade do navio, o que pode gerar um novo impasse diplomático entre Washington e o Kremlin sobre o destino da embarcação. Autoridades americanas acompanham de perto o deslocamento do petroleiro e avaliam a possibilidade de apreensão.

 

O Bella 1 foi sancionado pelos EUA em 2024 por integrar uma chamada “frota sombra”, formada por navios utilizados para o transporte de petróleo de origem ilícita. Inicialmente, a embarcação seguia em direção à Venezuela, mas mudou de rota em dezembro para evitar uma possível apreensão pela Guarda Costeira dos Estados Unidos.

 

No mês passado, a Rússia apresentou um pedido diplomático formal exigindo que os EUA interrompessem a perseguição ao navio. Ao reivindicar o petroleiro como propriedade russa, Moscou pode tornar mais complexas as questões legais envolvendo uma eventual apreensão.

 

A Casa Branca se recusou a comentar o caso. A emissora CBS News foi a primeira a informar que os Estados Unidos estudam apreender o petroleiro.

Rússia desloca submarino para escoltar petroleiro venezuelano
Foto: Tânia Rego / Agência Brasil

A Rússia deslocou um submarino e outras embarcações para escoltar um petroleiro venezuelano que está sendo monitorado pelos Estados Unidos em seu caminho para a Venezuela. A informação é do Wall Street Journal.

 

O navio, identificado por entidades marítimas como Bella 1, está sendo perseguido pelos EUA há cerca de duas semanas. Segundo a Reuters, a embarcação é alvo de sanções e já havia sido alvo de uma tentativa de apreensão no domingo. Esta seria a terceira embarcação interceptada pelo governo Trump.

 

O Kremlin já havia feito um pedido diplomático na última quarta-feira (31), para que a perseguição ao petroleiro fosse interrompida. A Casa Branca, o Departamento de Estado dos EUA e o governo russo não se pronunciaram sobre o caso.

 

Segundo informações do jornal, os EUA alegaram que o navio operava sem uma bandeira nacional válida, o que permitiria uma interceptação já que o petroleiro não responde a legislação de nenhuma nação.

 

O jornal relata ainda que o Bella 1 agora tem um registro oficial de navios da Rússia, com um novo nome, Marinera. O porto de origem indicado é Sochi, cidade russa no mar Negro.

 

Na última semana, os EUA impuseram sanções a quatro empresas que operam no setor de petróleo da Venezuela. A Reuters informou que a Casa Branca determinou que as Forças Armadas dos EUA concentrem esforços na aplicação de um bloqueio ao petróleo venezuelano pelos próximos dois meses.

CIA conclui que aliados de Maduro são melhores opções para assumir na Venezuela
Foto: Reprodução / Instagram

Autoridades da CIA concluiram que lideranças ligadas à Nicolás Maduro, incluindo sua vice-presidente e atual presidente interina, Delcy Rodríguez, estariam melhor posicionadas para manter a estabilidade caso o ditador perca o poder. As fontes confirmaram a informação ao Wall Street Journal.

 

O relatório foi apresentado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ele foi compartilhado a um grupo de sua equipe de segurança. Segundo as fontes ligadas ao serviço de inteligência norte-americano, o documento foi uma das razões pelas quais o governo decidiu apoiar Rodríguez e não a líder da oposição, María Corina Machado.


Até o momento, a Casa Branca não confirmou as informações da reportagem.Maduro e sua esposa ainda estão sendo julgados em Nova Iorque e a próxima audiência deve acontecer no dia 17 de março.
 

Maioria dos americanos rejeita que EUA assumam controle da Venezuela e escolham novo governo, aponta pesquisa
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Os americanos estão divididos entre a aprovação e a desaprovação do envio de forças militares dos Estados Unidos para capturar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Apesar disso, a maioria avalia que a operação deveria ter passado pelo crivo do Congresso norte-americano. Os dados constam em pesquisa do Washington Post, que ouviu 1.004 adultos por meio de mensagens de texto.

 

Segundo o levantamento, seis em cada dez entrevistados afirmaram ter acompanhado “uma boa quantidade” de informações sobre a operação. As respostas foram levemente editadas na tradução para maior clareza.

 

Questionados se aprovam ou desaprovam o envio de tropas à Venezuela para capturar Maduro, 40% disseram aprovar, 42% desaprovaram e 18% afirmaram não ter certeza. O resultado aponta um empate técnico, com leve vantagem para a desaprovação.

 

A divisão é ainda mais evidente quando analisada por orientação política. Entre os republicanos, 74% aprovam a operação. Já entre os democratas, 76% desaprovam. Entre os independentes, há mais reprovação do que apoio, além de um percentual elevado de indecisos.

 

Sobre a decisão unilateral do presidente Donald Trump, 63% dos entrevistados afirmaram que a operação deveria ter exigido aprovação do Congresso, enquanto 37% consideraram apropriado que Trump a tivesse ordenado por conta própria. Entre republicanos, a maioria avalia a decisão como correta, numa proporção de cerca de três para um. Democratas e independentes, por sua vez, defendem majoritariamente que o Congresso deveria ter autorizado a ação.

 

A pesquisa também abordou a possibilidade de Maduro ser julgado nos EUA por tráfico de drogas. Metade dos entrevistados (50%) defendeu que ele seja levado a julgamento. Outros 36% disseram não ter certeza, e 14% afirmaram que isso não deveria ocorrer.

 

Quando o tema é uma eventual intervenção mais profunda, a rejeição aumenta. Apenas 24% apoiariam que os Estados Unidos assumissem o controle da Venezuela e escolhessem um novo governo. Já 45% se opõem à ideia, enquanto 30% não souberam opinar.

 

Por fim, a pesquisa mostra consenso quase absoluto sobre quem deve decidir o futuro político do país. Para 94% dos americanos, cabe ao próprio povo venezuelano definir sua liderança. Apenas 6% acreditam que essa decisão deveria ficar a cargo dos Estados Unidos.

 

O levantamento foi realizado nos dias 3 e 4 de janeiro de 2026, com uma amostra nacional aleatória do Painel de Opinião da SSRS. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.

EUA recuam e desfaz associação de Maduro a cartel de drogas
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O governo dos Estados Unidos deixou de acusar Nicolás Maduro de liderar o Cartel de Los Soles e recuou também sobre a existência do grupo. As mudanças foram feitas em nova versão da acusação judicial do Departamento de Justiça norte-americano contra o ditador.

 

Ao longo de 2025, os Estados Unidos alegaram a existência do Cartel de Los Soles, que seria liderado por Maduro. As acusações de envolvimento dele com o tráfico justificou a invasão americana no território venezuelano. Maduro e sua esposa, Cilia Flores, estão presos em Nova Iorque e sendo julgados pelo crime de narcoterrorismo.

 

Na primeira versão do documento, o grupo criminoso era tratado como organização terrorista estrangeira e foi citado inúmeras vezes. Agora, o cartel foi mencionado apenas duas vezes no novo documento.

 

Maduro, que antes era acusado de ser chefe de uma organização terrorista, passou a ser culpado de "participar, proteger e perpetuar uma cultura de corrupção de enriquecimento a partir do tráfico de drogas". Maduro e sua esposa seguem presos nos Estados Unidos e devem participar de novas audiências.

Tren de Aragua: Facção da Venezuela citada por Trump possui membros em 6 estados brasileiros
Foto: Ministério da Defesa da Colômbia

O Tren de Aragua, maior grupo criminoso venezuelano possui membros em 6 estados do Brasil, tendo a maior concentração em Roraima. O estado faz fronteira com a Venezuela, sendo a entrada de refugiados nos últimos anos. 

 

De acordo com o Metropoles, a Polícia Civil de Roraima informou que há membros “diplomáticos” da facção Aragua em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Nos estados de São Paulo e no Rio, os traficantes venezuelanos fizeram aliança às ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV). 

 

O grupo foi citado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que associou um suposto envolvimento do líder venezuelano, Nicolás Maduro, com a facção. Esse foi um dos argumentos indicados pelos EUA como uma das motivações para prender Maduro e sua esposa, Cilia Flores no último sábado (03).

 

A acusação norte-americana apontou que Maduro, por mais de vinte anos, teria liderado uma estrutura criminosa instalada no alto escalão do Estado venezuelano. Os EUA indicaram ainda que as instituições públicas, forças de segurança, aeroportos, portos e canais diplomáticos facilitavam o envio de toneladas de cocaína aos Estados Unidos.

 

“Maduro enviou gangues, assassinas e selvagens, incluindo a Sangrenta Gangue de Trem de Aragua, para aterrissar comunidades americanas em todo o país. Eles fizeram isso, ele fez isso. Tomavam complexos de apartamento, cortavam dedos de pessoas que ligavam para a polícia, foram brutais. Eles não serão mais brutais agora”, disse Trump na época.

Empresário do Banco Master teria investido US$ 150 milhões no petróleo venezuelano
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O empresário Daniel Vorcaro teria ações na Venezuela e já teria investido cerca de US$ 150 milhões em poços de extração de petróleo nos últimos anos. Desde 2024, ele menciona a investidores e aliados seu envolvimento com a exploração petrolífera venezuelana. Agora, com a instabilidade na região após a captura de Maduro, o investimento de Vorcaro pode sofrer desvalorizações.

 

Apesar de deter algumas das maiores reservas de petróleo do mundo, o país latinoamericano enfrenta também sérios embargos internacionais, hiperinflação, instabilidade jurídica e incertezas políticas constantes.

 

Dono do banco Master, que está em processo de liquidação judicial, Vorcaro é conhecido por investimentos arriscados em setores como financeiro, imobiliário, de saúde e varejo. Atualmente, a previsão de especialistas é de que o setor petrolífero venezuelano deve ser impactado e linhas de negociação com o mercado árabe possam ser iniciadas.

Drones não identificados sobrevoam Palácio de Miraflores e forças de segurança disparam em Caracas
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Drones não identificados sobrevoaram o Palácio de Miraflores, sede do governo da Venezuela, no centro de Caracas, na noite desta segunda-feira (5). Segundo fonte ouvida pela AFP, forças de segurança efetuaram disparos para tentar conter os artefatos.

 

 

Os tiros começaram por volta das 20h no horário local (21h em Brasília). De acordo com a mesma fonte, os drones realizavam um voo não autorizado sobre a área. Ainda segundo o relato, a situação estava sob controle. Até o momento, não houve pronunciamento oficial das autoridades venezuelanas.

EUA alertam cidadãos no Brasil para evitar protestos contra ação na Venezuela
Foto: Reprodução

A Embaixada dos Estados Unidos e os consulados-gerais no Brasil emitiram um alerta a cidadãos americanos para que evitem áreas com manifestações previstas contra o ataque à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro.

 

Segundo o comunicado, atos estão programados para esta segunda-feira (5) em cidades como Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. As autoridades de segurança pública brasileiras, de acordo com a embaixada, estão cientes dos protestos e acompanham a situação.

 

O alerta destaca que, embora manifestações desse tipo sejam historicamente pacíficas, elas podem se tornar imprevisíveis. Diante disso, a orientação é que cidadãos americanos evitem grandes aglomerações, mantenham cautela nas proximidades dos atos, ajam com discrição e acompanhem a mídia local para atualizações.

Após reconhecimento diplomático, Lula mantém diálogo com Delcy Rodríguez sobre operação americana na Venezuela
Foto: Reprodução / Redes sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria entrado em contato com a líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, durante o final de semana. Segundo informações divulgadas pela Folha de S. Paulo, nesta segunda-feira (5), o presidente brasileiro abriu diálogo informal com Rodriguez entre sábado (3) e domingo (4).

 

O contato ocorreu após o Itamaraty, ou Ministério das Relações Exteriores, reconhecer formalmente a liderança da vice-presidente de Nicolás Maduro, após a captura do então líder venezuelano durante uma ação militar norte-americana.  

 

Há a possibilidade de que os dois voltem a se falar ainda nesta segunda (5), ainda conforme a reportagem. Ainda no sábado, Lula manifestou, nos bastidores, preocupação com as consequências da operação militar ordenada por Donald Trump à estabilidade na América do Sul.

 

Durante uma reunião virtual realizada com auxiliares no sábado, Lula pediu que ministros acompanhem com atenção os desdobramentos da intervenção americana na Venezuela, especialmente possíveis impactos na fronteira com o Brasil.

 

Lula também determinou posicionamento crítico à operação americana, apontada por integrantes do governo como um precedente perigoso para o continente.

“Sou inocente”, diz Maduro em audiência de custódia em tribunal de Nova York
Foto: Reprodução / Fox

O líder chavista Nicolás Maduro, capturado por autoridades dos Estados Unidos em Caracas, compareceu nesta segunda-feira (5) a um tribunal federal em Manhattan, em Nova York, dando início formal ao processo judicial em território norte-americano, que deve se estender por meses.

 

Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram apresentados às acusações que incluem suposto narcoterrorismo e conspiração para a importação de cocaína para os Estados Unidos. Durante a audiência, ao ser questionado sobre culpa ou inocência, o presidente venezuelano declarou: “Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente.”

 

A apresentação ao juiz federal faz parte do procedimento inicial obrigatório do sistema judicial americano. Nessa etapa, não há espaço para debates sobre o mérito do caso nem para pronunciamentos extensos das partes.

 

Segundo a imprensa norte-americana, logo após a abertura da sessão, o juiz Alvin K. Hellerstein solicitou que Maduro se identificasse perante a Corte. Em espanhol, ele afirmou ser o presidente da República da Venezuela e disse que estava ali “sequestrado”. Ao final da audiência, a expectativa é que o magistrado determine que Maduro e Flores permaneçam presos enquanto aguardam o julgamento.

 

Cilia Flores acompanhou o marido na audiência e também se declarou “completamente inocente”. Ainda durante a sessão, o juiz informou ao casal que ambos têm o direito de solicitar contato com o consulado venezuelano. Maduro afirmou compreender a prerrogativa e manifestou interesse em receber a visita consular, pedido que também foi feito por Flores.

Marqueteiros de campanhas de Lula e Dilma, João Santana e Mônica Moura relataram repasses de US$ 10 milhões de Maduro
Foto: Will Shutter / Câmara dos Deputados

Os marqueteiros João Santana e Mônica Moura, responsáveis por campanhas eleitorais do presidente Lula em 2006 e da ex-presidente Dilma Rousseff em 2010, relataram ter recebido mais de US$ 10 milhões em pagamentos irregulares do governo venezuelano durante a campanha presidencial de 2012 no país.

 

 

Segundo depoimento prestado por Mônica Moura à Operação Lava Jato, em 2017, os valores teriam sido pagos em dinheiro vivo pelo então chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, à época integrante do governo de Hugo Chávez. De acordo com o relato, os repasses eram feitos de forma semanal e parcelada, em locais como a chancelaria venezuelana.

 

Ainda conforme o depoimento, o contato inicial para a atuação na campanha teria sido intermediado por Lula, enquanto as viagens do casal a Caracas teriam sido organizadas pelo ex-ministro José Dirceu. Mônica Moura afirmou que, diante de atrasos nos pagamentos, ameaçava reclamar diretamente com o então ex-presidente brasileiro.

 

Além dos recursos provenientes da Venezuela, o casal declarou ter recebido cerca de US$ 9 milhões em caixa dois de empreiteiras brasileiras, entre elas Andrade Gutierrez e Odebrecht, totalizando aproximadamente US$ 19 milhões.

Semana em Brasília tem governo de olho na situação de Maduro, atos sobre 8 de janeiro e divulgação da inflação
Foto: Reprodução Redes Sociais

A primeira semana do ano de 2026 começa em Brasília sob o impacto da operação militar do governo dos Estados Unidos que capturou e prendeu o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O governo brasileiro, que emitiu nota no fim de semana considerando a ação norte-americana uma “afronta gravíssima à soberania de outro país”, deve seguir nos próximos dias na mesma linha, de alertar para a violação de tratados internacionais, mas sem maior veemência em criticar diretamente o presidente Donald Trump.

 

Nesta segunda-feira (5), o Brasil deve participar da reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), e provavelmente deve apresentar a mesma linha de argumentação, de que a ação militar na Venezuela “ultrapassou uma linha inaceitável”. 

 

Em meio à crise política que ameaça também a Colômbia, outro aliado do governo brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende realizar nesta semana um ato no Palácio do Planalto para marcar os três anos dos acontecimentos no dia 8 de janeiro de 2023, com o vandalismo nas sedes dos três poderes. Além desse evento, o restante da agenda de Lula para essa semana ainda não foi divulgado.

 

Para o ato, na próxima quinta (8), Lula convidou os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, além de parlamentares, ministros, autoridades públicas e membros dos tribunais superiores. As presenças de Motta e Alcolumbre ainda não foram confirmadas.

 

No mesmo dia 8 de janeiro, o STF realiza o evento “Democracia Inabalada: 8 de janeiro - Um dia para não esquecer”. A programação inclui a abertura de uma exposição, a exibição de um documentário, uma roda de conversa com jornalistas e uma mesa de debate. 

 

O STF segue de recesso, embora alguns ministros estejam trabalhando normalmente, como Alexandre de Moraes e André Mendonça. O Congresso também segue em recesso parlamentar até o início de fevereiro. 

 

No calendário da divulgação de indicadores econômicos, o IBGE divulgará na próxima quinta (8) a Pesquisa Industrial Mensal. O estudo apresentará os resultados do setor industrial brasileiro no mês de novembro de 2025. 

 

O destaque da semana, entretanto, será a divulgação, na sexta (9), do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O indicador representa a inflação oficial brasileira, e os números apresentados se referem à alta de preços no mês de dezembro. 

VÍDEO: Jogadores do Mallorca vestem conjunto idêntico ao de Maduro em sua captura e repercutem nas redes
Foto: Divulgação | Governo dos EUA | Mallorca

Uma situação inusitada marcou o pré-jogo entre Mallorca e Girona, disputado no último domingo (4), pelo Campeonato Espanhol. Durante a chegada da delegação do Mallorca ao Estádio Son Moix, imagens mostraram jogadores e integrantes da comissão técnica vestindo um conjunto esportivo idêntico ao utilizado por Nicolás Maduro em registros divulgados horas antes após sua captura.

 

 

O traje, da linha Nike Tech Fleece, ganhou repercussão internacional depois que imagens oficiais mostraram o líder venezuelano algemado a bordo do porta-aviões norte-americano USS Henry Ford vestindo o mesmo modelo, na cor cinza. O conjunto, composto por agasalho e calça de moletom, tem valor aproximado em 219,98 dólares (aproximadamente R$ 1,1 mil no mercado brasileiro). 

 


Foto: Divulgação / Governo dos Estados Unidos

 


Foto: Divulgação / Nike

Foto: Divulgação / Nike

 

A coincidência visual rapidamente se espalhou nas redes sociais. Após a publicação das imagens da chegada do Mallorca, torcedores passaram a associar a vestimenta ao episódio envolvendo Maduro, utilizando bandeiras da Venezuela e comentários irônicos nas postagens do clube espanhol.

 

O impacto não se limitou às redes. Dados do Google Trends indicam que o termo "Nike Tech" registrou um crescimento significativo no volume de buscas no sábado (3) e no domingo (4), impulsionado pela ampla circulação das imagens relacionadas à captura do líder venezuelano.

 

 

Dentro de campo, o Mallorca não conseguiu transformar a atenção fora das quatro linhas em resultado esportivo. A equipe foi derrotada pelo Girona por 2 a 1. O adversário integra o City Football Group, conglomerado que administra clubes em diferentes países.


CAPTURA DE NICOLÁS MADURO
No sábado (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a captura de Nicolás Maduro. Segundo o chefe da Casa Branca, a ação durou cerca de 47 segundos e enfrentou resistência armada.

 

Trump declarou que o planejamento levou em consideração riscos de divulgação prévia, que, segundo ele, poderiam partir do Congresso americano. Apesar do curto tempo de execução, o presidente classificou a operação como complexa, ressaltando o uso do chamado "elemento surpresa" até o momento da detenção.

Forças Armadas reconhecem Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Em um desdobramento drástico da crise política venezuelana, a cúpula das Forças Armadas anunciou neste domingo (4) o reconhecimento de Delcy Rodríguez como presidente interina do país. A movimentação ocorre menos de 24 horas após o anúncio da detenção de Nicolás Maduro por forças especiais dos Estados Unidos.

 

O anúncio foi feito pelo Ministro da Defesa, Vladimir Padrino, em rede nacional. Padrino fundamentou a sucessão na decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), que estabeleceu um mandato de 90 dias para Rodríguez para evitar um "vácuo de poder" e garantir a "defesa integral da soberania".

 

Durante o pronunciamento, o tom de Padrino alternou entre a denúncia e a tentativa de estabilização. O ministro afirmou que o "sequestro" de Maduro resultou na morte de grande parte da guarda presidencial. Segundo o oficial, os agentes foram executados "a sangue frio" pela força de incursão estrangeira.

Governo da Venezuela envia nota a comunidade internacional e chama ação dos EUA de “agressão militar”
Foto: Wikipédia/Divulgação

O governo da Venezuela enviou um comunicado oficial a comunidade internacional, neste sábado (03), e denunciou a ação do governo de Donald Trump como uma “gravíssima agressão militar perpetrada pelos Estados Unidos” contra o território e a população venezuelanos.

 

Em nota, as autoridades do país afirmam que esta seria uma tentativa norte-americana de impor uma guerra colonial com objetivo de se apoderar do petróleo e minerais venezuelanos. As informações são da Agência Brasil. 

 

“Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente de seus artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, à igualdade jurídica dos Estados e à proibição do uso da força. Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacional, concretamente da América Latina e do Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas”, diz o comunicado.

 

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O país alega que foram atingidas localidades civis e militares da cidade de Caracas, capital da República, e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. No comunicado, a diplomacia venezuelana garante que apresentará as denúncias ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, ao secretário-geral da ONU, António Guterres, à Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e ao Movimento dos Países não Alinhados (MNOAL), exigindo a condenação e a prestação de contas do governo dos Estados Unidos.

 

A Venezuela informou ainda que, em conformidade com o Artigo 51 da Carta das Nações Unidas, se reserva o direito de exercer a legítima defesa para proteger seu povo, seu território e sua independência. O texto cita ainda uma convocação para a população. “O Governo Bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativar os planos de mobilização e repudiar este ataque imperialista.”

 

Sobre o ataque a soberania e controle do petróleo, o governo diz que “não conseguirão”. “Após mais de duzentos anos de independência, o povo e o seu governo legítimo mantêm-se firmes na defesa da soberania e do direito inalienável de decidir o seu destino”, acrescentou.

 

“A tentativa de impor uma guerra colonial para destruir a forma republicana de governo e forçar uma ‘mudança de regime’, em aliança com a oligarquia fascista, fracassará como todas as tentativas anteriores”, diz o governo.

 

O documento termina com uma citação do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez: “Diante de qualquer circunstância de novas dificuldades, sejam elas quais forem, a resposta de todos e todas as patriotas... é unidade, luta, batalha e vitória”.

Trump afirma que EUA vai administrar a Venezuela após captura de Maduro: "Não queremos que outra pessoa assuma o poder"
Foto: Daniel Torok/ White House

 

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos vão "administrar" a Venezuela interinamente após a derrubada do regime de Nicolás Maduro. Em pronunciamento oficial na tarde deste sábado (3), Trump detalhou a operação militar que resultou na captura de Maduro, então presidente da Venezuela.

 

Sem citar Mária Corina Machado ou Edmundo González Urrutia, ambas figuras de oposição a Maduro na Venezuela, Trump alegou que "não queremos que outra pessoa assuma o poder e que a situação se repita há muitos anos”. “Portanto, vamos governar o país.", afirmou durante uma coletiva de imprensa em seu clube Mar-a-Lago, na Flórida.

 

"Nós vamos administrar o país até o momento em que pudermos, temos certeza de que haverá uma transição adequada, justa e legal. Queremos liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela", completou o presidente republicano. Trump não especificou quanto tempo prevê que essa transição de poder levará.

 

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Trump continua o pronunciamento afirmando ainda que petroleiras norte-americanas começarão a atuar na indústria petrolífera da Venezuela. "Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado e começar a gerar lucro para o país", disse.

 

E finaliza: "Nós construímos a indústria petrolífera da Venezuela com talento, empenho e habilidade americanos, e o regime socialista a roubou de nós (...). Uma enorme infraestrutura petrolífera foi tomada como se fôssemos crianças".

Donald Trump divulga imagem de Nicolás Maduro sendo levado a NY
Foto: Reprodução / Truth Social

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou, na tarde deste sábado (3), a primeira imagem oficial da captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. O então líder político da Venezuela estaria sendo conduzido pelas forças armadas norte-americanas para Nova York, onde deve ser levado a julgamento. 

 

A foto foi publicada por Trump em sua rede social, Truth Social, com a seguinte legenda: “Nicolas Maduro a bordo do navio USS Iwo Jima”. A imagem mostra Maduro vendado com óculos, de moletom e supostamente algemado. 

Sequestrado, Maduro será julgado pelos Estados Unidos, diz procuradora-geral dos EUA
Foto: Daniel Torok / Official White House Photo

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, serão julgados em tribunais de justiça dos Estados Unidos. É o que dizem as informações divulgadas pela procuradora-geral estadunidense, Pamela Bondi, neste sábado (3). O casal foi capturado por militares norte-americanos durante uma operação comandada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. 

 

Em seu pronunciamento, Bondi afirma que ambos foram indiciados no Distrito Sul de Nova York. Maduro foi acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos contra os Estados Unidos.

 

“Eles em breve enfrentarão toda a força da justiça americana em solo americano, em tribunais americanos”, escreveu Bondi no X. “Em nome de todo o Departamento de Justiça dos EUA, gostaria de agradecer ao presidente Trump por ter a coragem de exigir responsabilização em nome do povo americano, e um enorme agradecimento às nossas bravas Forças Armadas que conduziram a incrível e bem-sucedida missão de captura desses dois supostos narcotraficantes internacionais”, finalizou Bondi.

 

Segundo informações da Agência Brasil, o mesmo posicionamento foi reiterado pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, neste sábado (3). Sem mencionar provas da acusação, Rubio diz que “Maduro não é o presidente da Venezuela e seu regime não é o governo legítimo”. 

 

“Maduro não é o presidente da Venezuela e seu regime não é o governo legítimo. Maduro é o chefe do Cartel de los Soles, uma organização narcoterrorista que tomou posse do país. E ele é indiretamente acusado de traficar drogas para os Estados Unidos”, disse Rubio, em seu perfil no antigo Twitter. As acusações contra Cilia Flores não foram detalhadas.  

 

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, rejeitou a presença de tropas estrangeiras no país e classificou o ataque de "vil e covarde". Padrino pediu ajuda internacional. Bombardeios dos Estados Unidos a barcos nas águas do Caribe ocorreram nos últimos meses.

María Corina Machado se pronuncia e defende que aliado seja proclamado "legítimo Presidente” da Venezuela
Foto: Reprodução / Redes sociais

A líder da oposição ao regime de Nicolás Maduro, María Corina Machado, defendeu que seu aliado, Edmundo González Urrutia seja proclamado "legítimo Presidente da Venezuela”. Em pronunciamento realizado por meio de uma rede social, neste sábado (03), Corina diz que Edmund, adversário de Maduro nas eleições de 2024, deve assumir o poder “imediatamente”. 

 

"Este é o momento dos cidadãos. Para aqueles de nós que arriscaram tudo pela democracia em 28 de julho. Para aqueles de nós que elegeram Edmundo González Urrutia como o legítimo Presidente da Venezuela, que deve assumir imediatamente seu mandato constitucional e ser reconhecido como Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Nacionais por todos os oficiais e soldados que as compõem", escreveu no X, antigo Twitter. 

 

A vencedora do Nobel da Paz ainda celebrou a captura do presidente Nicolás Maduro, durante a ação militar dos Estados Unidos.  Segundo ela, "Maduro passa a enfrentar, a partir de hoje, a justiça internacional pelos crimes atrozes cometidos contra os venezuelanos e contra cidadãos de muitas outras nações". Ela escreveu ainda que o governo dos EUA cumpriu sua promessa de fazer valer a lei, após a recusa de Maduro em aceitar uma saída negociada.

 

“Hoje, estamos preparados para exercer nosso mandato e tomar o poder. Permaneçamos vigilantes, ativos e organizados até que a Transição Democrática seja alcançada. Uma transição que precisa de todos nós", afirmou a líder oposicionista. "Aos venezuelanos que estão dentro do nosso país, estejam preparados para implementar o que em breve comunicaremos a vocês por meio de nossos canais oficiais”, completa. 

Milei comemora captura de Maduro e diz "viva la libertad carajo", mas outros líderes latinos condenam ação dos EUA
Foto: Reprodução Redes Sociais, provavelmente IA

“La Libertad Avanza. Viva la libertad carajo”. Com essa frase curta, postada na rede X, o presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou a captura do venezuelano Nicolás Maduro pelas forças especiais do governo dos Estados Unidos, neste sábado (3). 

 

Milei foi um dos poucos líderes das américas a apoiar a investida militar do governo Donald Trump para prender Maduro e retirá-lo do seu país. Assim como Milei, o presidente do Equador, Daniel Noboa, sinalizou ser a favor dos ataques dos Estados Unidos à Venezuela. 

 

Em uma postagem no seu perfil nas rede social X, Noboa disse ver a estrutura criminosa do que chamou de “narco chavistas” desmoronar em todo o continente.

 

“A todos os criminosos narco chavistas, sua hora hora chegou. Sua estrutura vai terminar de cair em todo o continente”, escreveu o presidente do Equador.

 

Do lado contrário, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, por exemplo, criticou a ofensiva norte-americana e disse que o seu governo convocou o Conselho de Segurança Nacional para dar assistência aos colombianos na Venezuela.

 

“O governo da Colômbia repudia a agressão à soberania da Venezuela e da América Latina. Os conflitos internos entre os povos devem ser resolvidos pelos próprios povos em paz. Esse é o princípio da autodeterminação dos povos, que é a base do sistema das Nações Unidas”, declarou Petro na rede X. 

 

“Convido o povo venezuelano a encontrar os caminhos do diálogo civil e da sua unidade. Sem soberania não há nação. A paz é o caminho, e o diálogo entre os povos é fundamental para a união nacional. Diálogo e mais diálogo é a nossa proposta”, acrescentou o líder colombiano.

 

Uma condenação mais veemente à ação dos Estados Unidos foi postada na rede X pelo líder cubano, Miguel Díaz-Canel, que repudiou a ofensiva das forças especiais norte-americanas. 

 

“Cuba denuncia e exige urgente reação da comunidade internacional contra o criminoso ataque dos EUA à Venezuela. Nossa zona de paz está sendo brutalmente atacada. Terrorismo de Estado contra o corajoso povo venezuelano e contra a nossa América. Pátria ou morte! Venceremos!”, declarou Miguel Díaz-Canel.

 

A declaração do líder cubano encontra paralelo no comunicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que a ação militar dos Estados Unidos ultrapassa a linha do que é aceitável na relação entre países. 

 

“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, disse Lula. 

 

Para Lula, a ação da madrugada é uma flagrante violação do direito internacional e abre espaço para um mundo de “violência, caos e instabilidade”.

 

Com mais comedimento, o presidente do Chile, Gabriel Boric, disse estar preocupado com a situação e pediu uma solução pacífica para a manutenção do poder na Venezuela. “Apelamos por uma solução pacífica para a grave crise que afeta o país”, declarou. 

 

Boric disse ainda que a crise venezuelana deve ser resolvida por meio do diálogo e do apoio do multilateralismo, não por meio da violência ou da interferência estrangeira.

 

Na mesma linha, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, relembrou um trecho da Carta das Nações Unidas: “Os integrantes da Organização deverão abster-se, nas suas relações internacionais, da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, ou de qualquer outra forma incompatível com os objetivos das Nações Unidas”. 
 

Lula condena ataque dos EUA na Venezuela: "Precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional"
Foto: Ricardo Stuckert/ PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se pronunciou na manhã deste sábado sobre o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela e condenou a ação militar do país norte-americano.

 

Em comunicado, o presidente brasileiro afirmou que a ação militar ultrapassa a linha do que é aceitável na relação entre países.

 

"Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional."

 

Para Lula, a ação da madrugada é uma flagrante violação do direito internacional e abre espaço para um mundo de "violência, caos e instabilidade".

 

"Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo. A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões", acrescentou.

 

O presidente, que interrompeu a folga de final de ano para se reunir com ministros e assessores do governo, ainda defendeu que "a ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz".

"A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação."

Foto que circula nas redes supostamente mostraria captura de Maduro pelos EUA; vice-presidente pede "prova de vida"
Foto: Reprodução Redes Sociais

Uma foto que começou a circular nas redes sociais nesta manhã de sábado (3) supostamente mostraria o momento da prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelas forças especiais dos Estados Unidos. A captura de Maduro ocorreu em meio a ataques e bombardeiros na Venezuela.

 

Pela foto se vê Maduro sendo preso por militares, entre eles um da Drug Enforcement Administration (Administração de Repressão às Drogas), conhecida como DEA. O órgão é a principal agência norte-americana no combate ao crime relacionado a drogas, e possui atuação internacional. 

 

A imagem da prisão ainda não foi divulgada por nenhum órgão do governo do presidente Donald Trump, mas vem sendo utilizada em reportagens de sites venezuelanos. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) replicaram a imagem em suas contas na rede X, ao mesmo tempo em que comemoraram a captura do presidente da Venezuela.

 

Nas redes sociais, usuários afirmam que a foto se trata de inteligência artificial. Já a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, afirmou que desconhece o paradeiro de Nicolás Maduro. 

 

A vice-presidente, em pronunciamento nesta manhã de sábado, exigiu que o governo dos Estados Unidos apresentasse uma prova de vida de Nicolás Maduro. 

 

Delcy Rodriguez disse que “em face dessa situação brutal, desconhecemos o paradeiro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cília Flores. Exigimos do governo do presidente Donald Trump prova de vida imediata do presidente Maduro e da primeira-dama”.
 

Tropa de Elite dos EUA foi responsável por captura de Maduro na Venezuela, diz veículo internacional
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

A Delta Force, unidade de elite do exército dos Estados Unidos especializada em contraterrorismo e resgate de reféns, que é considerada a "tropa de elite" dos EUA, teria sido a responsável pela captura de Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores.

 

A emissora norte-americana CBS News, creditou a captura do presidente da Venezuela a unidade de elite dos EUA, e citou como fonte um oficial do exército dos EUA.

 

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou em pronunciamento na TV estatal que o governo não possui informações sobre o paradeiro de Maduro e sua esposa, exigindo uma prova de vida imediata.

 

Por meio das redes sociais, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a retirada de Maduro e Cilia do país, no entanto, não revelou o destino do casal. Uma coletiva de imprensa está marcada para as 13h, para detalhar a operação.

 

SOBRE A INVASÃO A VENEZUELA
Na madrugada deste sábado (3), os Estados Unidos realizaram uma operação militar em larga escala na Venezuela. 

 

O presidente Donald Trump anunciou a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, afirmando que ambos foram retirados do país por via aérea.

 

Explosões foram registradas na capital venezuelana por volta das 2h da manhã, no horário local. Instalações militares importantes, como o complexo de Fuerte Tiuna e a base aérea de La Carlota, foram atingidas.

 

Antes de ser capturado por Trump, Maduro chegou a declarar estado de emergência e convocar as forças armadas para a resistência.

Governo Lula convoca reunião de emergência após Trump capturar Maduro
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Ministros e assessores do governo Lula farão uma reunião de emergência na manhã deste sábado (3) para discutir a invasão da Venezuela e a captura do ditador Nicolás Maduro, que aconteceram durante a madrugada e foram anunciadas mais cedo por Donald Trump.

 

De acordo com a coluna de Igor Gadelha, do site Metrópoles, encontro está previsto para as 10h, no Itamaraty e há a expectativa de que o presidente Lula participe de forma remota, já que o petista está de férias na base da Marinha em Marambaia, no Rio de Janeiro.

 

A publicação ainda indicou que o presidente já foi informado sobre o anúncio feito por Trump, e ainda avalia se retornará antes para Brasília. 

 

SOBRE A INVASÃO A VENEZUELA
Na madrugada deste sábado (3), os Estados Unidos realizaram uma operação militar em larga escala na Venezuela. 

 

O presidente Donald Trump anunciou a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, afirmando que ambos foram retirados do país por via aérea.

 

Explosões foram registradas na capital venezuelana por volta das 2h da manhã, no horário local. Instalações militares importantes, como o complexo de Fuerte Tiuna e a base aérea de La Carlota, foram atingidas.

 

Antes de ser capturado por Trump, Maduro chegou a declarar estado de emergência e convocar as forças armadas para a resistência.

Venezuela acusa Estados Unidos de ataques e declara estado de emergência após “agressão militar” em Caracas e outras regiões
Foto: X

O governo da Venezuela anunciou, na madrugada deste sábado (4), que o país foi alvo de uma agressão militar. 
 

Diante dos episódios, o presidente Nicolás Maduro assinou um decreto declarando estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, medida que visa mobilizar as forças de defesa e as instituições do país.

 

De acordo com o comunicado oficial, as investidas atingiram a capital, Caracas, e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. 

 

O governo venezuelano afirma que a ação teve como alvos instalações civis e militares, descrevendo o episódio como uma tentativa dos Estados Unidos de assumir o controle das reservas de petróleo e minerais do país.

 

A agência de notícias Associated Press (AP) confirmou a ocorrência de ao menos sete explosões em Caracas. Testemunhas relataram pânico nas ruas e a presença de aeronaves sobrevoando a região no momento dos estrondos.

 

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também se manifestou em suas redes sociais, afirmando que o território venezuelano foi atingido por mísseis.

 

Leia o comunicado na íntegra:


"A República Bolivariana da Venezuela rejeita, repudia e denuncia perante a comunidade internacional a gravíssima agressão militar perpetrada pelo atual governo dos Estados Unidos da América contra o território e a população venezuelanos, em localidades civis e militares da cidade de Caracas, capital da República, e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Esse ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente de seus artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, à igualdade jurídica dos Estados e à proibição do uso da força. Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacional, concretamente da América Latina e do Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas.

 

O objetivo desse ataque não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do petróleo e dos minerais, tentando quebrar pela força a independência política da Nação. Não o conseguirão. Após mais de duzentos anos de independência, o povo e seu Governo legítimo mantêm-se firmes na defesa da soberania e do direito inalienável de decidir o próprio destino. A tentativa de impor uma guerra colonial para destruir a forma republicana de governo e forçar uma “mudança de regime”, em aliança com a oligarquia fascista, fracassará como todas as tentativas anteriores.


Desde 1811, a Venezuela enfrentou e venceu impérios. Quando, em 1902, potências estrangeiras bombardearam nossas costas, o presidente Cipriano Castro proclamou: “A planta insolente do estrangeiro profanou o solo sagrado da Pátria”. Hoje, com a moral de Bolívar, Miranda e de nossos libertadores, o povo venezuelano se levanta novamente para defender sua independência diante da agressão imperial.


O Governo Bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativar os planos de mobilização e repudiar este ataque imperialista. O povo da Venezuela e sua Força Armada Nacional Bolivariana, em perfeita fusão popular, militar e policial, encontram-se mobilizados para garantir a soberania e a paz. Simultaneamente, a Diplomacia Bolivariana de Paz apresentará as correspondentes denúncias ao Conselho de Segurança da ONU, ao Secretário-Geral dessa organização, à CELAC e ao MNOAL, exigindo a condenação e a responsabilização do governo dos Estados Unidos.

 

O presidente Nicolás Maduro determinou todos os planos de defesa nacional para serem implementados no momento e nas circunstâncias adequadas, em estrito apego ao previsto na Constituição da República Bolivariana da Venezuela, na Lei Orgânica sobre Estados de Exceção e na Lei Orgânica de Segurança da Nação.


Nesse sentido, o presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada. O país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista.


Da mesma forma, ordenou o imediato deslocamento do Comando para a Defesa Integral da Nação e dos Órgãos de Direção para a Defesa Integral em todos os estados e municípios do país.


Em estrito apego ao artigo 51 da Carta das Nações Unidas, a Venezuela reserva-se o direito de exercer a legítima defesa para proteger seu povo, seu território e sua independência. Convocamos os povos e governos da América Latina, do Caribe e do mundo a se mobilizarem em solidariedade ativa diante desta agressão imperial.
Como afirmou o Comandante Supremo Hugo Chávez Frías: “diante de qualquer circunstância, de novas dificuldades, do tamanho que forem, a resposta de todos e de todas as patriotas… é unidade, luta, batalha e vitória”.

 

Caracas, 3 de janeiro de 2026"

Joesley Batista voou para Venezuela para pedir renúncia de Nicolás Maduro
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O empresário Joesley Batista viajou a Caracas para dialogar com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma tentativa de convencê-lo a considerar o apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por uma transição pacífica de poder. A visita, descrita como independente e não oficial, ocorreu poucos dias depois de Trump telefonar a Maduro pedindo sua saída.

 

A iniciativa ocorre em meio ao histórico de relações comerciais e políticas da JBS no país, incluindo contratos de fornecimento de alimentos e interesses no setor de petróleo. Batista também mantém articulação política nos Estados Unidos, com registros de doações e contatos com líderes como Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula diz que vai ligar para Trump se negociações sobre tarifaço não tiverem progresso até o fim da COP30
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Em uma entrevista concedida na tarde desta terça-feira (4) na Base Naval de Val de Cães, em Belém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que caso não avancem as negociações entre Brasil e Estados Unidos sobre o tarifaço, ele irá ligar e conversar pessoalmente com Donald Trump. Lula afirmou que falará com o presidente norte-americano ao final da COP30 caso as tratativas não tenham progredido.

 

Na entrevista, Lula falou sobre o encontro que teve na Malásia com o presidente dos Estados Unidos, e lembrou que Trump determinou aos seus secretários que dessem prosseguimento às conversas e negociações sobre o tarifaço aplicado os produtos brasileiros exportados aos EUA.

 

“Saí da reunião com o presidente Trump certo de que chegaremos a um acordo. Disse a ele que era muito importante que nossos negociadores começassem a conversar em breve”, explicou.

 

Lula disse também que o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estão prontos para uma nova rodada de conversas com os negociadores escalados por Donald Trump para tratar do tema com o Brasil.

 

Alguns correspondentes estrangeiros questionaram ainda o presidente Lula sobre a tensão entre países da América do Sul e os Estados Unidos da América, como Venezuela e Colômbia. Lula respondeu que a reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos e da União Europeia (Celac-UE) em Santa Marta, na Colômbia, pode servir de ambiente apropriado para receber discussões sobre a situação.

 

“Só tem sentido a reunião da Celac, neste momento, se a gente for discutir essa questão dos navios de guerra americanos aqui nos mares da América Latina. Tive oportunidade de conversar com o presidente Trump sobre esse assunto, dizendo para ele que a América Latina é uma zona de paz. Aqui não proliferam armas nucleares. Somos uma zona de paz, não precisamos de guerra aqui. O problema que existe na Venezuela é um problema político que deve ser resolvido na política”, ressaltou Lula.

 

Lula reforçou aos jornalistas estrangeiros que a solução para o embaraço diplomático é o diálogo.

 

‘Eu pedi ao presidente Trump que ele converse com o ex-presidente Bush para que ele conte o que fizemos em 2003, quando propus a criação de um Grupo de Amigos da Venezuela”, finalizou o presidente.
 

Venezuela acusa CIA de planejar ataque a navio dos EUA para incriminar Maduro
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo venezuelano afirmou ter desmantelado uma "célula criminosa" que planejava atacar o contratorpedeiro USS Gravely da Marinha dos Estados Unidos ancorado em Trinidad e Tobago. Na segunda-feira (27), autoridades de Caracas divulgaram que o grupo supostamente financiado pela CIA pretendia realizar a ação para posteriormente responsabilizar a Venezuela, criando um pretexto para intervenção militar americana no país.

 

Quatro pessoas foram detidas durante a operação que desarticulou o suposto plano, segundo informações do ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello. As autoridades venezuelanas classificaram a iniciativa como uma operação de "bandeira falsa".

 

O chanceler venezuelano, Yván Gil, comunicou oficialmente o governo de Trinidad e Tobago sobre a alegada conspiração. "Informei com claridade ao governo de Trinidad e Tobago sobre a operação de bandeira falsa dirigida pela CIA: atacar um navio militar estadounidense parado na ilha e culpar a Venezuela", declarou Gil.

 

A denúncia ocorre em período de crescente tensão entre Venezuela e EUA. No mês passado, o presidente americano Donald Trump confirmou ter autorizado operações secretas da CIA na América do Sul e mencionou planos para expandir ações militares contra grupos ligados ao narcotráfico na região.

 

Trinidad e Tobago, nação insular localizada a menos de 10 quilômetros da costa venezuelana, é onde o USS Gravely está ancorado atualmente. Este contratorpedeiro, equipado com mísseis Tomahawk, foi enviado recentemente à região junto com o porta-aviões Gerald R. Ford.

 

A mobilização naval americana representa a maior presença militar dos EUA na área desde a invasão do Panamá em 1989. As operações americanas no Caribe e no Pacífico resultaram no afundamento de embarcações e causaram 43 mortes, conforme dados do governo dos Estados Unidos.

 

As autoridades venezuelanas não divulgaram detalhes sobre a identidade dos quatro detidos nem apresentaram evidências concretas que comprovem o envolvimento direto da CIA no suposto plano.

 

A primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar, rejeitou as acusações venezuelanas. Em declaração à agência AFP, a líder afirmou que não aceitará "chantagem" e ressaltou: "Nosso futuro não depende da Venezuela e nunca dependeu". O governo trinitário mantém exercícios militares conjuntos com forças americanas.

 

As autoridades de Trinidad e Tobago justificaram a presença do navio americano como parte de esforços para "reforçar a luta contra o crime transnacional e construir resiliência por meio de capacitação e cooperação em segurança". O governo do país insular também destacou que "valoriza a relação com o povo venezuelano, dada a história compartilhada entre os dois países".

Navio de guerra dos EUA chega a Trinidad e Tobago
Imagem ilustrativa. Foto: Djalma Vough de Ramos / US Navy

Um navio de guerra lançador de mísseis dos Estados Unidos (EUA) chegou, neste domingo (26), a Trinidad e Tobago, um pequeno arquipélago situado em frente à Venezuela. A chegada do USS Gravely havia sido anunciada na última quinta-feira (23) pelo governo do arquipélago de 1,4 milhão de habitantes, cuja ponta ocidental está a cerca de dez quilômetros da Venezuela.

 

O destróier permanecerá atracado em Port of Spain, capital de Trinidad e Tobago, até quinta-feira da próxima semana, 30 de outubro. Nesse período, a expectativa é que uma unidade de fuzileiros navais norte-americanos realize um treinamento conjunto com as forças de defesa do pequeno país caribenho.

 

A ação ocorre em meio à crescente pressão do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. A primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar, é uma fervorosa apoiadora de Trump e adotou, desde sua posse em maio de 2025, um discurso virulento contra a imigração e a criminalidade venezuelana em seu país.

 

O governo de Maduro, por sua vez, acusa o novo governo trinitário de servir aos interesses de Washington. E em resposta, a Venezuela realizou, no sábado (25), exercícios militares com o objetivo de proteger seu litoral de eventuais "operações encobertas" aprovadas pelo governo dos EUA. A informação foi anunciada pelo ministro da defesa do país, Vladimir Padrino.

 

"Estamos desenvolvendo um exercício que começou há 72 horas, um exercício de defesa costeira, para nos protegermos não apenas das ameaças militares em larga escala, mas também do narcotráfico, das ameaças terroristas, das operações encobertas que procuram desestabilizar o interior do país", afirmou Padrino na véspera.

Lula afirma que reunião com Trump não terá assuntos vetados
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não haverá assuntos vetados no encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi feita nesta sexta-feira (24), durante o encerramento da visita de Estado à Indonésia. A reunião entre os dois líderes está agendada para domingo (26), em Kuala Lumpur, capital da Malásia.

 

"Vai ser uma reunião livre em que a gente vai pode dizer o que quiser, como quiser, e vai ouvir o que quiser e não quiser também. Estou convencido de que vai ser boa para eles e para o Brasil essa reunião. Vamos voltar a nossa normalidade", afirmou o presidente brasileiro.

 

As tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil devem dominar a pauta do encontro. Lula também pretende abordar as sanções aplicadas a ministros do Supremo Tribunal Federal, como a Lei Magnitsky e a cassação de vistos, além de questões geopolíticas envolvendo China, Venezuela e Rússia.

 

Questionado sobre o prazo que o Brasil considera adequado para resolver as questões comerciais, Lula respondeu que "quanto antes melhor", sem especificar uma data. O presidente brasileiro planeja argumentar que os EUA não têm déficit comercial com o Brasil, contestando as justificativas para as tarifas. 

 

"O Brasil tem interesse e é colocar a verdade na mesa, mostrar que os Estados Unidos não é deficitário, portanto não tem explicação à taxação feita ao Brasil. Não tem porque explicar a punição de ministros nossos, de personalidades públicas brasileiras nas leis americanas, não tem nenhuma explicação, porque eles não cometeram nenhum erro, eles estão cumprindo a Constituição do meu País e ao mesmo tempo a política de tributação é uma coisa que depende do Brasil, depende do Congresso Nacional", declarou Lula.

 

O presidente também criticou as operações militares americanas no Mar do Caribe contra supostos integrantes de cartéis de drogas venezuelanos. Ele expressou preocupação com o que vê como possível ameaça de intervenção militar na Venezuela.

 

Em resposta à comparação feita por Trump entre narcotraficantes e grupos terroristas como Al-Qaeda e Estado Islâmico, Lula defendeu o devido processo legal. "Você não fala que vai matar as pessoas, você tem que prender as pessoas, julgar as pessoas, saber se a pessoa estava ou não traficando e aí você pune as pessoas de acordo com a lei. É o mínimo que se espera que faça um chefe de Estado."

 

Lula sugeriu que os Estados Unidos deveriam priorizar o tratamento de usuários de drogas em vez de enviar Forças Armadas para operações externas. "É muito melhor os Estados Unidos se disporem a conversar com a polícia dos outros países, com o Ministério da Justiça de cada país, para a gente fazer uma coisa conjunta. Porque se a moda pega, cada um acha que pode invadir o território do outro para fazer o que quer, onde é que vai surgir a palavra respeitabilidade da soberania dos países? É ruim. Então eu pretendo discutir esses assuntos com o presidente Trump, se ele colocar na mesa", afirmou.

 

O presidente brasileiro também comentou sobre a relação entre traficantes e usuários de drogas: "Toda vez que a gente fala de combater as drogas, possivelmente fosse mais fácil a gente combater os nossos viciados internamente. Os usuários são responsáveis pelos traficantes que são vítimas dos usuários também. Você tem uma troca de gente que vende porque tem gente que compra, de gente que compra porque tem gente que vende."

Lula se retrata sobre fala a respeito de traficantes serem vítimas de usuários e diz que foi "frase mal colocada"
Foto: Reprodução Redes Sociais

Em meio à forte repercussão negativa nas redes sociais após ter dito nesta sexta-feira (24), durante entrevista coletiva na Indonésia, que traficantes de drogas são “vítimas de usuários”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou um comunicado afirmando que teria feito uma “frase mal colocada”. A declaração sobre traficantes e usuários vem sendo explorada pela oposição com fortes críticas a Lula. 

 

“Quero dizer que meu posicionamento é muito claro contra os traficantes e o crime organizado. Mais importante do que as palavras são as ações que o meu governo vem realizando, como é o caso da maior operação da história contra o crime organizado, o encaminhamento ao Congresso da PEC da Segurança Pública e os recordes na apreensão de drogas no país”, disse Lula na rede X, comentário que depois foi reproduzido nos stories da conta oficial do presidente no Instagram.

 

“Continuaremos firmes no enfrentamento ao tráfico de drogas e ao crime organizado”, completou o presidente Lula.

 

A declaração do presidente Lula sobre traficantes e usuários repercutiu fortemente nas redes sociais nesta sexta. O comentário na entrevista foi feito em resposta a perguntas sobre a política antidrogas dos Estados Unidos.

 

“Toda vez que a gente fala em combater drogas, possivelmente era mais fácil a gente combater os nossos viciados internamente. Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também. É preciso que a gente tenha mais cuidado no combate à droga”, disse o presidente na entrevista.
 

Fala de Lula na Indonésia de que "traficantes são vítimas de usuários" repercute nas redes sociais e gera críticas
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Durante uma entrevista coletiva após seus compromissos em Jacarta, na Indonésia, nesta sexta-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi questionado sobre as ações do governo dos Estados Unidos contra o tráfico internacional e em especial em relação aos países da América Latina. Na sua resposta, Lula disse que os narcotraficantes são vítimas dos usuários de drogas.

 

“Toda vez que a gente fala em combater drogas, possivelmente era mais fácil a gente combater os nossos viciados internamente. Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também. É preciso que a gente tenha mais cuidado no combate à drogfa”, disse o presidente.

 

“Você não pode simplesmente dizer que vai invadir, que vai combater o tráfico na terra dos outros sem levar em conta a constituição dos outros países, a autodeterminação dos povos, sem levar em conta a soberania territorial dos países”, completou Lula. 

 

Enquanto falava sobre o narcotráfico, Lula disse, ainda, ter “prazer” em discutir o tema com o líder norte-americano, caso fosse do seu interesse.

 

“Se ele quiser discutir comigo, terei imenso prazer em discutir com ele esse assunto. Esse e outros assuntos, porque o mundo não pode continuar nessa polarização do bem contra o mal”, disse o presidente.

 

A declaração do presidente Lula sobre traficantes e usuários repercutiu fortemente nas redes sociais nesta manhã de sexta. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Calvacante (RJ), usou as redes para criticar a fala do presidente.

 

“É inacreditável. O homem que governa o país defende quem destrói famílias, quem enche os cemitérios e quem espalha violência nas ruas. O país precisa de Justiça, não de romantização do tráfico”, escreveu.

 

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) reproduziu a declaração do presidente em suas redes sociais e disse que a fala era "surreal". Na mesma linha, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez fortes críticas à colocação de Lula, e disse que para Lula, a culpa das drogas seria do usuário e não do traficante.

 

"Lula trata o traficante como vítima. É uma atrocidade disfarçada de loucura. O Brasil não aguenta mais a esquerda", afirmou o senador.

 

Quem também comentou a fala do presidente Lula foi o senador Ciro Nogueira, presidente do PP: "Os traficantes são vítimas dos usuários, os assaltantes são vítimas dos assaltados, os assassinos são vítimas dos mortos, os estupradores são vítimas das violentadas e por aí vai. Presidente Lula, vítima é o povo brasileiro dessa visão em que as vítimas são culpadas e os culpados são vítimas". 

 

Críticas sobre a fala também foram postadas pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente. Mourou criticou Lula e a esquerda por "romantizarem o crime", afirmando que discursos que tratam traficantes como vítimas enfraquecem a segurança e os valores do país.

 

"Enquanto Lula chama narcotraficantes de “vítimas” e Gustavo Petro os trata como “trabalhadores do tráfico, nós, brasileiros de bem, seguimos pagando o preço da violência das drogas. É inacreditável ver a esquerda romantizando o crime e invertendo a lógica da responsabilidade. O Brasil precisa de líderes que defendam a lei e a ordem, não que abracem discursos perigosos que só enfraquecem nossa segurança e valores", afirmou.

Maduro anuncia arsenal de 5 mil mísseis russos contra ameaça dos EUA
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, anunciou que o país dispõe de um arsenal com mais de 5 mil mísseis antiaéreos russos do modelo Igla-S. A declaração ocorreu nessa quarta-feira (22) durante transmissão na televisão estatal venezuelana, em um momento de crescente tensão entre Venezuela e Estados Unidos.

 

"Qualquer força militar do mundo conhece o poder da Igla-S, e a Venezuela tem nada menos que 5 mil Igla-S em posições-chave de defesa antiaérea para garantir a paz, a estabilidade e a tranquilidade do nosso povo. Mais de 5 mil (…) quem entende, entende", afirmou o presidente venezuelano durante o pronunciamento.

 

O líder venezuelano descreveu os equipamentos como "uma das armas mais poderosas que existem". Segundo Maduro, os mísseis estão estrategicamente posicionados em pontos de defesa antiaérea por todo o território nacional.

 

O anúncio acontece no mesmo dia em que o jornal The Washington Post revelou que o presidente Donald Trump autorizou a CIA a realizar "ações agressivas contra o governo venezuelano". De acordo com a publicação, "o documento [que dá aval para as ações] não ordena explicitamente que a CIA derrube Maduro, mas autoriza medidas que podem levar a esse resultado, disseram pessoas familiarizadas com o assunto".

 

Na terça-feira anterior (14), Trump havia anunciado um novo bombardeio contra uma embarcação venezuelana. Este foi o quinto ataque desse tipo desde agosto de 2025. Os Estados Unidos têm realizado operações militares no Caribe, abatendo embarcações que, segundo a versão norte-americana, transportariam drogas com destino ao país.

 

Os ataques americanos contra embarcações na região já resultaram em 27 mortes desde agosto, conforme mencionado pelo presidente venezuelano. O governo da Venezuela interpreta essas ações como agressões diretas ao país.

Trump anuncia operações terrestres contra cartéis de drogas
Foto: The Official White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu país realizará "operações terrestres" contra cartéis de drogas latino-americanos "muito em breve". A declaração foi feita nesta quinta-feira (23) durante conversa com jornalistas. Sem mencionar diretamente a Venezuela, a fala do presidente americano ocorre em um momento de crescente tensão com o governo de Nicolás Maduro em Caracas. 

 

Ataques a embarcações nas águas da América do Sul já causaram pelo menos 37 mortes. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, Trump expressou que os EUA estão "muito insatisfeitos" com o regime venezuelano. Mais cedo no mesmo dia, o republicano havia desmentido relatos sobre bombardeios americanos se aproximando do espaço aéreo da Venezuela.

 

Importantes setores do governo americano, liderados pelo secretário de Estado Marco Rubio, defendem uma intervenção para derrubar o regime de Maduro. A CIA recebeu autorização de Trump para realizar operações secretas em solo venezuelano com esse objetivo.

 

O governo Trump ainda não apresentou ao Congresso americano provas de que as embarcações atacadas transportavam drogas para território dos EUA, conforme alega. Especialistas indicam que o direito internacional permite ações desse tipo, quando não há ameaça iminente, apenas em situações de guerra declarada.

 

Sobre a necessidade de uma declaração formal de guerra, Trump declarou: "Não precisamos fazer uma declaração de guerra. Nós simplesmente vamos matar quem tentar trazer drogas ao nosso país. Matar, assim."

 

Em resposta, o governo venezuelano afirmou que as agressões americanas não prosperarão.

Lula desembarca na Indonésia e aguarda confirmação de encontro com Trump
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou à Indonésia nesta quarta-feira (22) para participar da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). Durante a viagem oficial de quatro dias, há expectativa de um encontro bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, programado para domingo (26).

 

O Itamaraty trabalha na confirmação da reunião entre os dois líderes, apesar das agendas intensas de ambos. O encontro representa uma oportunidade estratégica para o Brasil abordar questões comerciais sensíveis com os EUA, especialmente a tarifa de 40% imposta pelo governo americano sobre produtos brasileiros.

 

A pauta da possível conversa com Trump inclui também discussões sobre a situação política na Venezuela, considerando as recentes sanções e ações norte-americanas contra o país. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, expressou otimismo quanto aos resultados do encontro, sinalizando possibilidade de reversão das tarifas aplicadas às exportações brasileiras.

 

Na cúpula da Asean, o Brasil participará como "parceiro de diálogo setorial", o que limita sua presença ao formato de reuniões paralelas. A associação reúne dez nações: Brunei, Camboja, Laos, Indon, Malásia, Tailândia, Mianmar, Filipinas, Singapura e Vietnã. O Timor-Leste deve se integrar ao grupo ainda este ano.

 

A agenda oficial de Lula começa amanhã (23), quando se encontrará com o presidente indonésio para fortalecer a cooperação bilateral em áreas como comércio, agricultura, segurança alimentar, bioenergia, desenvolvimento sustentável e defesa.

 

Na sexta-feira (24), o presidente brasileiro estará na Malásia, onde ocorrerá a cúpula da Asean e serão assinados diversos acordos bilaterais. A programação inclui ainda reuniões com outros chefes de Estado da região.

 

A comitiva brasileiraque acompanha Lula é formada por ministros de alto escalão: Mauro Vieira (Relações Exteriores), Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação), Alexandre Silveira (Minas e Energia), além do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

EUA autorizam CIA a realizar operações secretas na Venezuela contra Nicolás Maduro
Foto: The Official White House

O governo do presidente Donald Trump autorizou oficialmente a CIA, agência de inteligência dos Estados Unidos, a realizar operações secretas na Venezuela com o objetivo de derrubar Nicolás Maduro do poder.

 

A informação foi confirmada pelo próprio Trump, que afirmou que o país sul-americano “está sentindo a pressão”.

 

A estratégia envolve aumentar a pressão nas próximas semanas por meio de operações militares nos arredores da Venezuela, sem invadir o país, e coordenar ações de inteligência para capturar Maduro. A determinação americana seria prendê-lo ou, em última instância, eliminá-lo, como forma de sinalizar que o ditador deve se entregar e deixar o poder voluntariamente.

 

Além de visar Maduro, a operação teria outros objetivos estratégicos na América Latina, incluindo o Brasil, para demonstrar que a atuação do crime organizado em território americano terá resposta firme dos EUA. O principal destinatário da mensagem seria o México, segundo fontes próximas à operação.

Ganhadora do Nobel da Paz, María Corina Machado dedica prêmio a Trump
Foto: Reprodução / Redes sociais

A líder da oposição ao regime de Nicolás Maduro na Venezuela, María Corina Machado, é a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz 2025, conforme anuncio do Comitê Norueguês do Nobel, em Oslo, nesta sexta-feira (10). A venezuelana foi reconhecida “por seus esforços persistentes em favor da restauração pacífica da democracia e dos direitos humanos na Venezuela”, disse o Comitê. 

 

Aos 58 anos, María Machado é a 20ª mulher a vencer o Nobel da Paz. Desde 2024, quando foi impedida de concorrer às eleições presidenciais, contesta amplamente o resultado das eleições ocorridas em julho, marcadas pela falta de transparência e que deram, sem provas, a reeleição ao presidente Nicolás Maduro. 

 

Segundo o Comitê Norueguês, María Corina Machado, que vive escondida em seu país e já chegou a ser presa, foi laureada por representar “um dos exemplos mais extraordinários de coragem civil na América Latina nos últimos tempos”.

 

Em sua primeira declaração após a vitória, Corina dedicou a premiação ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao povo venezuelano. “Eu dedico este prêmio ao sofrimento do povo venezuelano e ao presidente Trump por seu apoio decisivo à nossa causa!", escreveu em suas redes sociais. A líder oposicionista afirma que o reconhecimento internacional é um impulso a resistência contra o mandato presidencial de Maduro.

 

Apesar da dedicatória a Donald Trump, a venezuelana não foi reconhecida publicamente pela Casa Branca. O governo dos Estados Unidos tinha expectativa de que Trump levasse o Nobel da Paz, e o próprio presidente norte-americano disse que ele merecia a premiação por supostamente resolver conflitos globais.

 

Em resposta aos resultados desta sexta, o diretor de comunicações da Casa Branca, Steven Cheung afirmou que "o Comitê do Nobel provou que eles colocam a política na frente da paz".

 

María Corina ainda divulgou uma carta pública ao povo venezuelano, mas sem citar Donald Trump. Confira: 

 


Foto: Reprodução / G1

 

"Com profunda gratidão, aceito a honra de receber o Prêmio Nobel da Paz, que o Comitê Norueguês me confere, e que recebo em nome do povo da Venezuela, que tem lutado pela sua liberdade com coragem, dignidade, inteligência e amor admiráveis"

"Este respaldo imenso mostra que a comunidade democrática mundial entende e compartilha da nossa luta. É um firme chamado para que a transição para a democracia na Venezuela se concretize de forma imediata".

Seis jogadores do Brasileirão são convocados pela Venezuela para as Eliminatórias
Foto: Reprodução/Instagram (@savarino10)

O técnico Fernando Batista anunciou nesta quarta-feira (27) a lista da seleção da Venezuela para as duas rodadas finais das Eliminatórias da Copa do Mundo 2026. Entre os convocados, seis jogam no futebol brasileiro: Savarino (Botafogo), Soteldo (Fluminense), Ferraresi (São Paulo), José Martínez (Corinthians), Rincón (Santos) e Wilker Ángel (Juventude).

 

A equipe ainda sonha com a primeira participação em Copas do Mundo. No momento, ocupa a sétima posição da tabela, com 18 pontos, o que garante vaga na repescagem intercontinental.

 

Os compromissos decisivos serão contra a Argentina, líder isolada, no dia 4 de setembro, no Monumental de Núñez, e diante da Colômbia, em 9 de setembro, em Maturín.

 

Para alcançar a classificação direta, a Venezuela precisa vencer as duas partidas e torcer para que a Colômbia some no máximo um ponto diante da Bolívia.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O ditado já indicava a verdade pro Cavalo do Cão e pra Coronel Card, mas ninguém quis ouvir. Inclusive, será que alguém foi pedir conselho pra Baixixa? A grande pergunta é o que vai restar de natural pra essas eleições. E a nova moda já está colocada. Se continuar desse jeito, daqui a pouco só vai ter campanha virtual mesmo. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Janja da Silva

Janja da Silva
Foto: Reprodução Redes Sociais


"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".

 

Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país. 
 

Podcast

Projeto Prisma faz especial do Dia de Iemanjá com historiador Marcos Rezende

Projeto Prisma faz especial do Dia de Iemanjá com historiador Marcos Rezende
O Projeto Prisma desta segunda-feira (2) recebe o historiador Marcos Rezende para falar sobre a tradicional Festa de Iemanjá, data que faz parte do calendário soteropolitano e une sagrado e profano nas ruas do bairro do Rio Vermelho.

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