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uran rodrigues
Nascido em Ipiaú, Uran Rodrigues foi destaque na Nordestesse neste domingo (1º). Criador do baile O Pente, ele se mudou para Salvador aos 21 anos e, no último ano, passou por cidades como São Paulo, Nova York, Maputo, Johannesburgo, Curitiba, Rio de Janeiro e Belo Horizonte com o projeto.
O Pente foi lançado em 2015, na capital baiana, com a proposta de abrir espaço para jovens artistas negros. Segundo Uran, a iniciativa surgiu a partir da percepção de que faltavam oportunidades para DJs e músicos negros, especialmente os que estavam começando a carreira.
“Sonhava com um espaço acolhedor, que tocasse música preta, com artistas pretos. Mas, mesmo em Salvador, não contratavam DJs pretos, jovens músicos pretos desconhecidos também não tinham espaço”, afirmou Uran em entrevista à Nordestesse. Ele diz que a decisão de criar o próprio evento veio após anos atuando nos bastidores de festas e produções culturais. “Se os espaços não existem, que a gente os crie”.
Uran é o caçula de cinco irmãos. Cresceu em Ipiaú, onde a mãe trabalhou como doméstica e feirante. O pai se mudou para São Paulo. “Minha mãe trabalhou como doméstica, foi feirante, eu vendia picolé. Na infância, nem sonhava com palcos, festas”.
Formado em Letras pela Universidade Estadual de Santa Cruz, em Ilhéus, ele conta que começou a atuar na produção cultural após procurar a promoter Licia Fabio, quando soube que ela lançaria uma revista. Passou a trabalhar como fotógrafo e relações-públicas em eventos. “Foi lá que formei meu mailing, conheci artistas e personalidades”.
Ao longo dos anos, O Pente ampliou o formato e passou a reunir apresentações musicais, performances e outras expressões artísticas. Na pista, ritmos como samba, afrobeat, kuduro, brega, funk, pop e trap fazem parte da programação. “É música para dançar com a alma, sem se importar com quem está ao lado”, finalizou.
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Papa Leão XIV
“A Santa Sé já conversou com os bispos alemães. A Santa Sé deixou claro que não concordamos com a bênção formalizada de casais — neste caso, casais homossexuais — ou de casais em situações irregulares, além do que foi especificamente permitido pelo Papa Francisco, ao dizer que todas as pessoas recebam a bênção”.
Disse o Papa Leão ao manter o posicionamento da Igreja Católica contra a formalização de bênção a casais homoafetivos, nesta quinta-feira (23). O momento ocorreu durante entrevista à imprensa em um voo de retorno ao Vaticano, após viagem do religioso à Guiné Equatorial, na África.